Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamento
Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamentoData de publicação 11 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 24 de junho de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
A aquisição do primeiro veículo representa um marco importante da vida adulta, trazendo mais autonomia, conforto e a realização de um projeto que demanda esforço financeiro contínuo. Contudo, devido aos altos valores envolvidos na compra e às complexidades do setor de crédito, a emoção de fechar negócio pode rapidamente transformar o sonho em desequilíbrio no orçamento.
Assim, saber como comprar o primeiro carro com responsabilidade exige um planejamento financeiro que vai muito além do dia da assinatura do contrato.
O mais grave erro cometido por compradores inexperientes é acreditar que o custo de ter um automóvel se resume ao combustível e à prestação do financiamento. Diferentemente de um bem de consumo estático, como um eletrodoméstico, o veículo gera despesas fixas recorrentes e sofre desvalorização (depreciação) assim que sai da concessionária.
A preparação para a compra exige a inclusão obrigatória de quatro custos fundamentais no orçamento mensal da família:
A regra recomendada por analistas financeiros é clara: a soma da parcela do financiamento com a projeção mensal de todos os custos periféricos listados acima jamais deve ultrapassar o teto de 30% da renda líquida familiar.
Definida a capacidade máxima de desembolso mensal, o passo seguinte é escolher a categoria do bem. A decisão entre um veículo zero quilômetro ou um modelo já emplacado exige a ponderação de vantagens e desvantagens econômicas.
O veículo zero km oferece o ápice da confiabilidade mecânica, garantia total de fábrica e taxas de financiamento frequentemente subsidiadas pelas montadoras. O revés imediato é a curva acentuada de depreciação (o carro perde de 10% a 20% do valor de mercado assim que deixa a loja) e os custos elevados com IPVA e seguro, que incidem sobre o valor mais alto do bem.
O carro seminovo (geralmente com até três anos de uso) e o carro usado (com maior tempo de estrada) apresentam valores de aquisição expressivamente menores, pois a fatia mais agressiva da depreciação já foi absorvida pelo primeiro dono. O risco assumido pelo comprador de um modelo usado recai sobre os custos de manutenção corretiva e a ausência de garantia integral, exigindo que o veículo seja inspecionado minuciosamente por um mecânico de confiança antes da assinatura do recibo.
Sem o montante integral para o pagamento à vista, o consumidor deve escolher a via pela qual o banco atuará como parceiro da aquisição.
O financiamento na modalidade CDC é o caminho mais rápido para quem não pode esperar. O banco paga o veículo ao vendedor e passa a cobrar as prestações mensais acrescidas de juros do comprador. A principal característica é que a posse do bem é imediata.
O proprietário já utiliza o veículo, mas o documento (CRLV) conta com a alienação fiduciária (o carro serve de garantia ao banco). A liberação e o custo dessa operação dependem quase que exclusivamente da análise de crédito e da pontuação (score) do cidadão no mercado.
Trata-se de uma poupança coletiva voltada para indivíduos sem pressa para adquirir o bem e que não querem pagar juros. No consórcio, paga-se mensalmente uma cota (que inclui uma taxa de administração) e o acesso ao dinheiro (a carta de crédito) ocorre apenas mediante sorteio ou quando o participante oferta o maior lance do mês. Se a necessidade do automóvel for imediata, o consórcio deve ser descartado, pois a contemplação pode levar anos.
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A ansiedade gerada pela aquisição do primeiro carro pode prejudicar a análise de contratos extensos. Vendedores de concessionárias são treinados para facilitar a transação, muitas vezes empurrando o consumidor para a aprovação mais rápida e lucrativa para a loja, e não para a opção mais barata.
A proteção econômica depende da postura investigativa. Ao deparar-se com a proposta final de venda, a principal recomendação a ser feita é a apresentação detalhada do custo efetivo total (CET).
A propaganda muitas vezes foca exclusivamente na taxa de juros nominal (por exemplo, 1,2% ao mês). O CET, no entanto, expõe a verdade sobre a transação: ele soma a taxa de juros aos impostos obrigatórios (IOF), às tarifas ocultas de abertura de crédito (TAC) e a serviços extras que lojas e financeiras costumam adicionar de forma velada, como o seguro prestamista e as garantias estendidas opcionais.
A comparação entre as propostas de duas instituições diferentes nunca deve ser baseada apenas na taxa de juros nominal, e sim no CET. O financiamento com a menor taxa de juros nominal pode resultar em parcelas mais caras no final do mês caso o banco aplique tarifas abusivas na formulação do custo efetivo.
A forma mais simples de escapar das taxas elevadas de financiamento, independentemente do banco escolhido, é ofertar um valor significativo de entrada.
Dar um lance inicial de pelo menos 20% a 30% do valor do carro afeta o modelo de avaliação de risco das instituições financeiras. Uma entrada generosa indica que o consumidor tem perfil poupador, o que reduz drasticamente as chances de inadimplência.
Como resultado da percepção de menor risco e do menor valor exigido em empréstimo, a instituição financeira diminui a taxa de juros, encurta o prazo de parcelamento necessário e reduz o impacto total da operação. Tentar financiar 100% de um veículo é uma operação que expõe o comprador a juros maiores.
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