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Tipos de juros: conheça os principais e saiba como calcular

Entenda como as taxas de juros influenciam o valor final de contratos, empréstimos e investimentos no dia a dia.

Atualizado em: 6 de outubro de 2026

Categoria CréditoTempo de leitura: 11 minutos

Texto de: Time Serasa

Empresário asiático trabalhando no escritório com laptop, tablet e folha de dados de gráficos em sua mesa.

Duas propostas de crédito com a mesma taxa mensal podem terminar com valores bem diferentes, conforme o tipo de juros aplicado. Assim, saber identificar qual tipo de juros está sendo cobrado, e não apenas o percentual anunciado, permite comparar propostas de crédito com mais segurança e conhecimento.

Neste artigo, entenda a diferença entre juros simples e compostos, os principais tipos cobrados em contratos financeiros (remuneratórios, de mora, rotativos, sobre capital próprio), como calcular cada um e como identificar uma cobrança abusiva.

Assista | Juros abusivos: como saber e calcular?

Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?

Juros simples incidem sempre sobre o valor inicial emprestado ou investido, então a parcela de juros fica igual em todos os meses. Juros compostos incidem sobre o saldo já corrigido do mês anterior, por isso o valor cresce mês a mês.

Em um contrato de R$ 1.000 com taxa de 10% ao mês em juros simples, o valor de juros é sempre R$ 100 por mês, calculado pela fórmula J = C . i . t (J é o total de juros, C o capital, i a taxa e t o tempo). Para calcular rapidamente, é possível usar a calculadora de juros simples da Serasa.


Sob juros compostos, a cada mês aplica-se a taxa sobre o saldo já acumulado, seguindo a fórmula M = C (1+i)^t (M é o montante final). Isso faz o valor final crescer mais rápido que nos juros simples, tanto para quem investe quanto para quem deve. A calculadora de juros compostos da Serasa automatiza essa conta.

A tabela abaixo mostra essa diferença de forma concreta, sobre um capital de R$ 1.000 a 10% ao mês:

MêsJuros simplesJuros compostos
0R$ 1.000R$ 1.000
1R$ 1.100R$ 1.100
2R$ 1.200R$ 1.210
3R$ 1.300R$ 1.331

Ao final de três meses, a diferença entre os dois regimes já chega a R$ 31, mesmo com a mesma taxa mensal aplicada nos dois cenários.

Conheça os principais tipos de juros

Além da divisão entre simples e compostos, os juros também se classificam pela função que cumprem em um contrato ou aplicação:

  • ● Juros remuneratórios: cobrados pelo uso do dinheiro emprestado, aparecem em praticamente todo contrato de crédito e em aplicações financeiras.
  • ● Juros de mora: aplicados quando há atraso no pagamento de uma parcela ou conta. Diferentemente de uma multa fixa, incidem de forma proporcional ao tempo de atraso.
  • ● Juros rotativos: cobrados quando o titular do cartão de crédito não paga o valor integral da fatura até o vencimento. É possível fugir dos juros rotativos evitando o pagamento parcial.
  • ● Juros sobre capital próprio: usados por empresas no regime de lucro real para remunerar quem investe no negócio, com desconto de imposto de renda na fonte.

Juros nominais, efetivos e o papel do Custo Efetivo Total (CET)

A taxa nominal mostra o rendimento bruto de uma aplicação ou o custo bruto de um crédito, sem considerar inflação ou outros encargos. A taxa efetiva considera a capitalização dos juros no período. Já o Custo Efetivo Total (CET) vai além e reúne juros, tarifas, seguros e outros encargos do contrato.

Para saber a taxa de juros real de uma aplicação, ou seja, o rendimento já descontada a inflação do período, usa-se a fórmula (1 + in) = (1 + r) x (1 + j), em que in é a taxa nominal, r é a taxa real e j é a inflação do período. Se uma aplicação rendeu 10% ao ano e a inflação também foi de 10%, o rendimento real foi zero.

Na hora de comparar propostas de crédito, o Custo Efetivo Total (CET) é o número que revela o custo total da operação, muitas vezes bem diferente da taxa nominal anunciada.

Cobrança de juros: como saber se uma taxa é abusiva ou ilegal?

Não existe um percentual fixo em lei que defina juro abusivo para operações bancárias. A abusividade é reconhecida quando a taxa cobrada fica muito acima da taxa média de mercado divulgada mensalmente pelo Banco Central para aquela modalidade de crédito.

Antes de assinar um contrato, alguns passos ajudam a identificar uma cobrança fora da média:

  1. Confira a taxa de juros mensal e anual informada no contrato.

  2. Exija o valor do CET antes de fechar negócio.

  3. Compare a taxa oferecida com a média de mercado divulgada pelo Banco Central para aquela modalidade.

  4. Verifique se há cobrança adicional por atraso e confirme se ela é juros de mora ou multa contratual, pois as duas seguem regras diferentes.


    Leia também | Como evitar cobranças abusivas?

Qual o limite de juros permitido por lei no Brasil?

Não existe um teto único de juros remuneratórios para todas as operações de crédito. A taxa varia conforme a modalidade e a instituição, e a abusividade é avaliada em comparação com a média de mercado divulgada pelo Banco Central. Já a multa por atraso tem limite fixado em lei. Em contratos de consumo que envolvem crédito ou financiamento, o artigo 52, parágrafo 1º, do Código de Defesa do Consumidor limita a multa a 2% do valor da prestação.

Os juros de mora seguem outra lógica, pois crescem conforme os dias de atraso. Em um contrato com juros de mora de 1% ao mês, uma parcela de R$ 1.000 com vencimento no dia 1, paga com 20 dias de atraso, soma R$ 1.000 x (1% ÷ 30) x 20 = R$ 6,67 de juros. Somente com os juros de mora, o valor sobe para R$ 1.006,67.

Se houver também multa de 2% prevista em contrato, ela é cobrada uma única vez sobre a parcela, o que acrescenta R$ 20 e leva o total a R$ 1.026,67.

Como comparar taxas de juros no Serasa Crédito

O Serasa Crédito reúne ofertas de mais de 40 empresas parceiras em cartão de crédito, empréstimo pessoal, consignado, empréstimo com garantia e conta digital. Quando há ofertas disponíveis para o CPF, a plataforma mostra a taxa de juros, as tarifas e o CET de cada proposta antes da contratação.

  1. Entre com CPF e senha no site ou no aplicativo da Serasa.

  2. Acesse o menu "Serviços" e escolha a seção "Crédito".

  3. Toque no botão "Simular empréstimo" (ou "Pedir cartão de crédito", conforme o produto desejado) e preencha os dados solicitados.

  4. Compare a taxa de juros, as tarifas e o CET de cada oferta disponível para o CPF antes de decidir.

Dessa forma, é possível escolher a proposta que melhor se ajusta ao orçamento e seguir com a solicitação pela plataforma, se houver oferta disponível para o CPF. A simulação é gratuita, ilimitada e não afeta o Serasa Score. A análise de crédito é feita pelas parceiras, sem garantia de aprovação.

Entender a diferença entre juros simples, compostos, nominais e efetivos ajuda a olhar cada proposta além do percentual anunciado e a comparar o custo total antes de contratar.

No Serasa Crédito, você simula e compara ofertas de cartão de crédito, empréstimos, consórcios e conta digital de acordo com seu perfil financeiro.

E o melhor: tudo online, grátis e sem afetar seu Serasa Score. Se houver ofertas disponíveis para o seu CPF, a solicitação* leva poucos minutos.

*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação.

Celular mostrando a carteira digital Serasa

Perguntas frequentes sobre tipos de juros

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