CNH Social em Rondônia: inscrição, critérios e etapas do processo
CNH Social em Rondônia: inscrição, critérios e etapas do processoData de publicação 4 de março de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 19 de agosto de 2026
Categoria Carteira DigitalTempo de leitura: 7 minutosTexto de: Time Serasa
O crédito rotativo do cartão é uma modalidade ativada automaticamente quando o consumidor deixa de pagar o valor total da fatura até a data de vencimento. Os juros rotativos, portanto, representam a cobrança sobre essa dívida enquanto ela não é quitada.
Esses juros são conhecidos por serem altos, mas desde 2024 existe um teto legal que limita o quanto essa dívida pode crescer.
Neste artigo, entenda o que são e como funcionam os juros rotativos. Veja também como calcular o valor da dívida e como comparar essa opção com parcelamento e empréstimo antes de decidir o que fazer.
Juros rotativos são cobrados quando um usuário de cartão de crédito não paga o valor total da fatura até a data de vencimento. O exemplo mais conhecido é pagar apenas o valor mínimo, mas o rotativo é acionado sempre que qualquer quantia menor que o valor integral é paga.
A diferença entre o valor total e o que foi pago se transforma em uma dívida com juros. No mês seguinte, o consumidor paga a fatura atual somada a esse valor pendente, já com juros, multa e impostos.
Esses juros são altos porque a dívida não tem garantia de pagamento. Eles chegaram ao fim de 2025 na média de 438% ao ano, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central do Brasil.
Desde 2017, uma normativa do Banco Central estabelece que o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte do cartão, uma média de 30 dias.
Se o cliente não pagar o valor total da fatura até essa data, o saldo devedor do período anterior, somado a juros e outros encargos, deve ser obrigatoriamente financiado pelo banco por meio de outra linha de crédito, como o parcelamento do cartão. Esse financiamento precisa ocorrer em condições sempre mais vantajosas que as do crédito rotativo.
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Desde janeiro de 2024, o rotativo e o parcelamento da fatura têm um teto legal, definido pela Lei do Desenrola Brasil: os juros e encargos cobrados não podem superar 100% do valor original da dívida, o chamado principal.
Isso significa que, sobre uma dívida original de R$ 500, os juros e encargos cobrados não podem ultrapassar R$ 500. Não significa, porém, que o valor total a pagar fica limitado a R$ 1.000: outros componentes, como o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), ficam de fora desse teto e podem se somar ao valor final.
A regra vale para débitos contraídos a partir de janeiro de 2024.
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Veja um exemplo hipotético de como o teto de juros funciona:
Marina tem uma fatura de R$ 1.000 e paga apenas o valor mínimo de R$ 200. A diferença de R$ 800 entra no rotativo e passa a sofrer a cobrança de juros.
Pelo teto legal, os juros e encargos cobrados sobre esses R$ 800 não podem ultrapassar R$ 800, ou seja, mesmo no cenário mais caro possível, a dívida do rotativo não passa de R$ 1.600 (R$ 800 do valor original mais até R$ 800 de juros e encargos).
Depois de 30 dias, se a dívida do rotativo não for quitada, o banco é obrigado a transferir esse valor para o parcelamento da fatura, com condições melhores que as do rotativo. Esse novo financiamento tem seu próprio teto de 100% sobre o valor que foi parcelado, não sobre a dívida original do rotativo.
O rotativo e o parcelamento da fatura são etapas diferentes do mesmo problema: não pagar a fatura por completo.
O rotativo é a primeira etapa, automática e de curto prazo. Dura no máximo até o vencimento da fatura seguinte, cerca de 30 dias. Nesse período, os juros incidem apenas sobre a diferença entre o que era devido e o que foi pago.
O parcelamento da fatura entra depois, caso a dívida do rotativo não seja quitada nesse prazo. Nesse caso, o banco é obrigado a oferecer o parcelamento em condições melhores que as do rotativo, com prazos mais longos e juros geralmente menores, embora ainda mais altos que os de outras linhas de crédito.
O cartão não é bloqueado durante o parcelamento. Ele continua funcionando normalmente, mas o valor parcelado fica reservado do limite e só é liberado aos poucos, conforme cada parcela é paga. Assim, o consumidor pode seguir usando o cartão, desde que ainda tenha limite disponível para isso.
Em resumo: o rotativo é automático e dura pouco tempo. O parcelamento é a saída seguinte, com prazo maior e juros mais baixos que os do crédito rotativo, mas ainda relevantes.
Saiba mais | Parcelar fatura do cartão crédito: quando vale a pena?
Antes de deixar a dívida cair no rotativo, vale comparar o custo de cada alternativa disponível. O Custo Efetivo Total (CET) reúne juros, tarifas e outros encargos numa única taxa, o que facilita comparar opções diferentes de forma justa.
Veja como as principais alternativas costumam se comparar:
| Opção | CET aproximado | Prazo | Parcela |
|---|---|---|---|
| Rotativo | Muito alto | Até 30 dias | Não há parcela fixa; a dívida cresce até o teto legal |
| Parcelamento | Alto | Alguns meses a 2 anos | Fixa, definida no momento da contratação |
| Empréstimo pessoal | Geralmente mais baixo | Meses a alguns anos | Fixa, negociada com a instituição |
O rotativo tende a ser a opção mais cara entre as três, mesmo com o teto legal em vigor. Comparar o CET de cada alternativa antes de decidir costuma resultar numa dívida mais barata no fim das contas.
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Para não cair no crédito rotativo, o essencial é manter o controle sobre as finanças. É importante saber que o valor liberado no limite do cartão não reflete necessariamente a capacidade de pagamento do consumidor.
Por isso, usar o cartão de crédito com responsabilidade é importante. Confira as dicas abaixo:
Acompanhe sempre a data de pagamento da fatura. Marque na agenda, use alertas no celular ou, se possível, programe o pagamento para débito automático em conta.
Verifique os gastos do cartão várias vezes ao longo do mês. Isso ajuda a ter consciência do uso do crédito e prever o valor da fatura.
O limite oferecido pelo banco não precisa ser o seu limite de uso. Defina um valor máximo mensal que caiba no orçamento.
Alguns cartões permitem parcelar compras em até 12 vezes sem juros, mas esse recurso pede cautela: vários parcelamentos longos ao mesmo tempo podem comprometer a renda por bastante tempo.
Um cartão compatível com o seu uso evita custos desnecessários, como pagar anuidade por um cartão básico que você mal utiliza.
Leia também | Juros: o que são, quais os tipos e como calcular
Ao perceber que não será possível pagar a fatura total do cartão, vale procurar outras opções de crédito com juros menores que os do rotativo. Para isso:
O crédito rotativo é uma solução emergencial, então não deve ser usado com frequência.
Se o cliente entrar no crédito rotativo, não conseguir pagar a dívida no fechamento da fatura seguinte e recusar o parcelamento oferecido pelo banco, o nome pode ser negativado. Isso significa ter o nome inscrito em um cadastro de inadimplentes, o que dificulta o acesso a outras modalidades de crédito até que a dívida seja negociada.
Leia também | Como negociar dívida de cartão em 3 minutos
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