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Risco de crédito: como ele afeta suas finanças e como reduzi-lo

Entenda o que é risco de crédito e confira dicas que ajudam a melhorar a percepção do mercado sobre sua responsabilidade financeira.

Atualizado em: 18 de março de 2026

Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 8 minutos

Texto de: Time Serasa

Mulher vendo notebook e os riscos de crédito em seu cartão

Quando uma empresa concede crédito a um consumidor (ao aprovar um parcelamento de compra, liberar um cartão de crédito, empréstimo, financiamento etc.), existe uma chance de o cliente não quitar o valor devido. Essa probabilidade é chamada de risco de crédito. 

Este conteúdo explica, de forma simples, como funciona uma análise de risco de crédito e qual é a importância desse processo. Você também receberá dicas para aumentar as chances de ter uma solicitação de crédito aprovada. 

Assista | Seu Score caiu do nada? Entenda como funciona o Serasa Score! – Serasa Ensina

O que é risco de crédito e como ele afeta sua vida financeira?

Risco de crédito é a avaliação feita por empresas e instituições financeiras para entender se um consumidor tem maior ou menor probabilidade de pagar as contas em dia. Essa análise ajuda a determinar se o crédito será liberado e em quais condições. Quando o risco é considerado alto, a instituição pode: 

  • negar um empréstimo ou financiamento; 
  • oferecer limites menores; 
  • aplicar taxas de juros mais altas. 

A análise de crédito observa fatores como histórico financeiro, dívidas existentes e comportamento de pagamento. Também pode incluir modelos de classificação de risco interna, conhecidos como rating, que ajudam a estimar o nível de confiança do mercado em relação ao consumidor.  

Leia também | Qual a diferença entre score e rating? Entenda 

Como funciona a análise de risco de crédito nas instituições financeiras?

Para as empresas e instituições financeiras que concedem empréstimos ou crédito de qualquer tipo, analisar o risco de seus clientes não realizarem um pagamento é parte fundamental da rotina. 

Os critérios avaliados variam de uma instituição para outra, mas normalmente verifica-se a situação financeira atual do solicitante, sua renda e seu relacionamento com a empresa credora e o mercado (histórico de pagamentos e movimentações financeiras). 

As políticas internas dessas empresas também têm um peso importante na análise de risco de crédito. Enquanto algumas são mais flexíveis, outras são bem rígidas e preferem se expor menos aos riscos.  

Suponha que você queira contratar um cartão de crédito e faça duas simulações: uma no banco A e outra no banco B. Você não tem conta em nenhum deles. Os dois bancos pedem comprovante de renda e alguns dados pessoais, mas, depois da análise de risco de crédito, os resultados são diferentes. 

Enquanto o banco A aprovou um limite de R$5.000, o banco B liberou apenas R$2.000. Provavelmente o banco B adota políticas de crédito mais rígidas e só deve liberar um valor maior à medida que você utilizar o cartão e pagar as faturas em dia. Em outras palavras, a liberação de crédito ocorre mediante a construção de um relacionamento de confiança. Essa lógica se aplica a todo o mercado. 

Como funciona a análise de risco de crédito nas instituições financeiras?

Para as empresas e instituições financeiras que concedem empréstimos ou crédito de qualquer tipo, analisar o risco de seus clientes não realizarem um pagamento é parte fundamental da rotina. 

Os critérios avaliados variam de uma instituição para outra, mas normalmente verifica-se a situação financeira atual do solicitante, sua renda e seu relacionamento com a empresa credora e o mercado (histórico de pagamentos e movimentações financeiras). 

As políticas internas dessas empresas também têm um peso importante na análise de risco de crédito. Enquanto algumas são mais flexíveis, outras são bem rígidas e preferem se expor menos aos riscos.  

Suponha que você queira contratar um cartão de crédito e faça duas simulações: uma no banco A e outra no banco B. Você não tem conta em nenhum deles. Os dois bancos pedem comprovante de renda e alguns dados pessoais, mas, depois da análise de risco de crédito, os resultados são diferentes. 

Enquanto o banco A aprovou um limite de R$5.000, o banco B liberou apenas R$2.000. Provavelmente o banco B adota políticas de crédito mais rígidas e só deve liberar um valor maior à medida que você utilizar o cartão e pagar as faturas em dia. Em outras palavras, a liberação de crédito ocorre mediante a construção de um relacionamento de confiança. Essa lógica se aplica a todo o mercado. 

Classificação do risco de crédito

Após a análise, o risco de crédito de cada cliente costuma ser classificado em duas categorias. 

A primeira é o risco de primeira classe, quando o crédito tem grandes chances de não ser quitado. Em casos assim, a instituição financeira pode negar o valor solicitado ou aprovar o crédito com condições menos atrativas — menor prazo para pagamento, juros maiores ou exigência de garantias. 

A outra é o risco de segunda classe, quando a empresa entende que sofre menos risco ao oferecer crédito para um cliente. Então, os valores liberados e as condições de pagamento costumam ser melhores para ele. 

O que significa ter um risco de crédito baixo?

Ter risco de crédito baixo significa que o consumidor apresenta um histórico financeiro considerado confiável. Isso indica que há maior probabilidade de pagar dívidas dentro do prazo. 

Pessoas com baixo risco costumam apresentar características como: 

  • ●  pagamento de contas em dia; 
  • ●  histórico de crédito positivo; 
  • ●  poucas dívidas em atraso; 
  • ●  uso equilibrado de crédito. 

Quando o risco é menor, aumentam as chances de obter melhores condições na liberação de crédito, como: 

  • ●  taxas de juros mais baixas; 
  • ●  limites maiores; 
  • ●  aprovação mais rápida em financiamentos.

Diferença entre risco de crédito e endividamento

Embora estejam relacionados, risco de crédito e endividamento não são a mesma coisa. 

Endividamento significa ter dívidas ou compromissos financeiros em andamento, como financiamento, cartão de crédito ou empréstimos. Já o risco de crédito está ligado à probabilidade de não pagar essas dívidas. 

Uma pessoa pode ter dívidas e ainda assim apresentar baixo risco de crédito, desde que mantenha os pagamentos em dia e controle bem o orçamento. Por outro lado, atrasos frequentes ou histórico de inadimplência podem aumentar o risco percebido pelas instituições financeiras. 

Leia também | Dicas de como sair do endividamento e retomar o controle da sua vida financeira 

Como melhorar meu risco de crédito? Dicas práticas

Reduzir a percepção do mercado de que há risco em liberar crédito para você envolve disciplina e construção de um bom histórico financeiro. Alguns hábitos ajudam nesse processo: 

  • Pague contas sempre em dia: o histórico de pagamento é um dos fatores mais importantes na avaliação de crédito. 

  • Negocie e regularize dívidas: ter dívidas negativadas pode aumentar o risco percebido pelas empresas. Resolver pendências melhora sua avaliação. 

  • Evite atrasos frequentes: mesmo pequenos atrasos podem afetar o histórico financeiro. 

  • Utilize crédito com equilíbrio: cartões e empréstimos devem ser usados de forma responsável. 

  • Acompanhe seu histórico financeiro: monitorar suas informações de crédito ajuda a entender como o mercado avalia seu perfil. 

Como o Cadastro Positivo impacta o seu risco de crédito?

O Cadastro Positivo é um banco de dados que reúne informações sobre o histórico de pagamentos dos consumidores. Diferentemente dos registros de inadimplência, que mostram apenas dívidas atrasadas, ele destaca comportamentos financeiros positivos, como contas pagas em dia. 

Para quem mantém um bom histórico de pagamentos, o Cadastro Positivo ajuda a demonstrar responsabilidade financeira e contribui para reduzir o risco de crédito percebido pelo mercado. 

Por que a análise de risco de crédito é importante?

O Brasil é um país com alto índice de endividamento. De acordo com o Mapa da Inadimplência, levantamento realizado mensalmente pela Serasa, em janeiro de 2026 o número de pessoas com restrição de crédito no país chegou a 81,3 milhões, recorde histórico após 13 altas consecutivas.  

Graças a processos como a análise de risco de crédito, as instituições financeiras e demais empresas credoras conseguem avaliar individualmente o perfil de cada consumidor e oferecer condições de pagamento personalizadas e mais justas. Sem essa avaliação, as empresas considerariam risco de crédito alto para todos, o que tornaria os empréstimos mais caros e as condições de pagamento menos atrativas. 

Como o Serasa Score ajuda a medir e melhorar o risco de crédito?

O Serasa Score ajuda a medir e melhorar a avaliação de risco de crédito porque funciona como um “termômetro” que indica a probabilidade de o consumidor pagar suas contas em dia. A pontuação vai de 0 a 1.000, e, quanto maior o número, menor o risco de crédito percebido pelas empresas. 

Ao acompanhar a pontuação regularmente, o consumidor pode entender como suas decisões financeiras impactam sua reputação no mercado. Além disso, monitorar o score ajuda a identificar oportunidades de melhoria e adotar hábitos financeiros mais saudáveis para reduzir o risco de crédito ao longo do tempo. 

 

O Serasa Score é atualizado em tempo real, e para saber se a sua pontuação é considerada boa para o mercado, você pode fazer consultas gratuitas sempre que quiser. 

Perguntas frequentes sobre risco de crédito

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