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Primeiro salário: guia para gastar e poupar

O que fazer com o primeiro salário: dicas para começar bem sua vida financeira

Atualizado em: 28 de agosto de 2025

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutos

Texto de: Time Serasa

Dinheiro, Real brasileiro. Dinheiro do Brasil sobre um móvel de madeira. Na composição da foto: Uma lupa, Uma calculadora, moedas e uma cédula de 100 Reais. Economia brasileira e inflação

A hora de receber o primeiro salário é um momento marcante: simboliza a conquista do primeiro emprego e, ao mesmo tempo, o início da responsabilidade de cuidar do próprio dinheiro. Junto com a alegria também pode vir a dúvida: gastar, guardar, investir ou comemorar? O que fazer com o primeiro salário?

Saiba como começar essa nova fase com o pé direito.

Como decidir o que fazer com o primeiro salário

O primeiro salário é só o começo. É o primeiro passo de uma jornada que vai se repetir ao longo de toda a vida profissional.

Por isso, é natural querer se presentear e isso faz parte da celebração. Mas também pode ser o momento ideal para começar a criar hábitos financeiros que farão diferença no futuro. O segredo está em equilibrar o prazer de aproveitar o presente com a consciência de pensar no amanhã.

Uma boa forma de fazer isso é dividir o valor em partes, criando um plano de ação simples. Desta forma:

Reserve uma parte para quitar ou evitar dívidas

Dívidas podem virar uma bola de neve se não forem controladas. Aprender a lidar com elas desde o primeiro salário faz diferença. Então, se já existe algum valor pendente no cartão de crédito ou em algum empréstimo, por exemplo, priorizar essa quitação com parte do salário traz mais tranquilidade nos meses seguintes e evita pagar juros desnecessários.

Separe uma quantia para emergências

Imprevistos fazem parte da vida: uma despesa médica, o conserto do celular ou uma manutenção inesperada podem aparecer a qualquer momento. É importante reservar uma parte do salário, mesmo que pequena, em uma poupança ou conta digital como reserva de emergência.

Esse fundo vai funcionar como uma rede de segurança, dando tranquilidade sem comprometer os gastos do dia a dia. O ideal é alimentar essa reserva aos poucos, mês a mês, até que ela seja suficiente para lidar com surpresas.


Invista em algo que traga retorno

Parte do salário pode ser usada para investir em crescimento pessoal ou profissional, como cursos, certificações, livros ou investimentos financeiros simples, como CDB ou Tesouro Direto. O importante é que esse valor abra portas para novas oportunidades e contribua para o futuro, tornando o primeiro salário um passo estratégico.

Permita-se realizar um desejo

Guardar tudo sem aproveitar pode gerar frustração. Separar uma parte do salário para se presentear – comprando algo que queria, fazendo um passeio ou planejando uma viagem – também é válido. A chave está no equilíbrio: aproveitar o presente sem comprometer o futuro.

Como definir prioridades de gasto

O primeiro salário pode parecer pouco diante de tantos planos e desejos, mas a forma como ele é usado define hábitos financeiros que marcarão sua vida. Não se trata de deixar de aproveitar a conquista, mas de aprender a equilibrar responsabilidades e prazeres desde o início.

Definir prioridades de gastos é o primeiro passo para organizar o dinheiro e evitar que ele desapareça rapidamente. Muitas vezes, a renda parece não ser suficiente porque os gastos não têm uma ordem de importância. Quando o salário chega, a tendência é querer gastar com tudo o que está na lista de desejos: celular novo, roupas, passeios ou presentes.

É aí que entra a definição de prioridades. Ela ajuda a entender o que precisa ser pago primeiro e o que pode esperar.

Um bom caminho é dividir os gastos em três categorias:

CategoriaO que éExemplosPrioridade
EssenciaisSão as despesas que garantem o básico do dia a dia e garantem que a vida continue funcionando sem apertos. ● aluguel ● contas de água, luz e internet ● alimentação ● transporte ● compromissos fixos que já foram assumidosDevem ser pagas em primeiro lugar, já que comprometem diretamente a qualidade de vida.
Importantes, mas não urgentesEntram aqui os gastos que fazem diferença no futuro.● investimentos ● reserva de emergência ● cursos de formação ● plano de saúdeNão são imediatos como as contas de casa, mas têm grande impacto a longo prazo.
Supérfluos ou de lazerSão os que dão prazer e trazem bem-estar.● restaurantes ● viagens ● streaming ● roupas ● eletrônicosNão precisam ser eliminados, mas é essencial equilibrar para não comprometer as outras áreas.

Definir prioridades significa se perguntar: isso é necessário agora ou pode esperar? Essa reflexão simples ajuda a distinguir necessidades de desejos. Um jantar fora ou uma roupa nova são desejos que podem ser programados, enquanto contas ou despesas básicas devem ser pagas no prazo.

Ter essa consciência torna mais fácil decidir para onde o dinheiro deve ir e ajuda a controlar os impulsos, criando hábitos financeiros saudáveis desde o primeiro salário. 

Uma forma prática de organizar os gastos é aplicar a regra 50-30-20:

  • ● 50% da renda para gastos essenciais;
  • ● 30% da renda para desejos ou lazer;
  • ● 20% da renda para poupança e investimentos.


Leia também | Como dividir o salário? Confira metodologias

6 erros comuns com o primeiro salário

Receber o primeiro salário é um momento de conquista, mas pode ser um ponto de alerta. Muitas pessoas cometem erros comuns nessa fase, por falta de experiência ou planejamento. Conhecer esses deslizes ajuda a evitá-los e a começar a vida financeira com mais segurança.

Confira os mais comuns.

1. Gastar todo o primeiro salário de uma vez

Um dos erros mais frequentes é sentir que o dinheiro chegou para ser aproveitado e acabar gastando tudo em comemorações, presentes ou desejos imediatos. O problema é que, sem reservar nada, não sobra dinheiro para contas, imprevistos ou investimentos. A dica é planejar os gastos antes de receber o salário e definir quanto vai para cada categoria.

2. Não criar uma reserva de emergência

Muitos esquecem de separar um valor para imprevistos. Sem essa reserva, qualquer emergência acaba gerando estresse e dívidas. Mesmo que o valor seja pequeno no início, começar a criar a reserva ajuda a construir segurança financeira.

3. Misturar desejos com necessidades

O primeiro salário desperta vontade de comprar coisas novas ou realizar desejos antigos, e isso é normal. O erro é não separar necessidades essenciais dos desejos de lazer e supérfluos. Não planejar essa divisão pode comprometer as contas e gerar sensação de aperto financeiro.

4. Comprar por impulso

Compras feitas por impulso são outro erro clássico. Uma roupa, um eletrônico ou uma assinatura podem parecer coisa pequena, mas quando somados dão aquele susto. Antes de cada compra, é importante se perguntar: isso é necessário agora ou pode esperar?

5. Ignorar o planejamento financeiro

Algumas pessoas gastam o salário sem acompanhar quanto entra e quanto sai. Sem controle, é impossível saber para onde o dinheiro foi e como ajustar os gastos. Registrar despesas e receitas, seja no caderno, planilha ou aplicativo, é essencial para ter clareza e controle.

6. Não investir ou poupar

Outro erro comum é deixar de pensar no futuro. Mesmo valores pequenos podem ser aplicados ou poupados para objetivos de médio e longo prazo. Ignorar essa etapa significa perder a chance de criar hábitos financeiros saudáveis desde o início. Portanto, considere começar a montar uma reserva de emergência.

Como e por que criar uma reserva de emergência

Ter uma reserva de emergência é como ter um escudo de proteção para a vida financeira. Afinal, imprevistos acontecem com qualquer pessoa: uma demissão, uma despesa médica, um conserto no carro ou até um eletrodoméstico que quebra de repente.

Quem tem essa reserva consegue lidar com as situações com tranquilidade. Quem não tem, muitas vezes recorre a empréstimos ou cartão de crédito, pagando juros altos e entrando em um ciclo de estresse e endividamento.

A reserva de emergência é, portanto, um valor guardado só para situações inesperadas. O ideal é que ela cubra de três a seis meses do seu custo de vida mensal. Assim, se as despesas fixas somam R$ 2.000 por mês, por exemplo, uma boa reserva de emergência ficará entre R$ 6.000 e R$ 12.000. Esse montante pode parecer inalcançável, mas o segredo está em o dinheiro ser guardado de forma constante, mesmo que em quantidades pequenas.

Para criar esse fundo, uma boa ideia é adotar a seguinte estratégia: 

  • ● separe uma parte do salário todo mês, mesmo que seja pouco, como 5% ou 10% da renda, para criar o hábito de reservar antes de gastar;
  • ● defina uma meta inicial realista: em vez de focar no valor final logo de cara, comece com um objetivo menor, como guardar R$ 500 ou R$ 1.000, que já oferecem fôlego em caso de imprevisto;
  • ● escolha o lugar certo para guardar, que pode ser um investimento de fácil resgate, como poupança, Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária.

Ferramentas para acompanhar despesas

Um dos maiores desafios ao receber o primeiro salário é entender para onde o dinheiro vai. Muitas vezes, a sensação é de que ele evaporou antes do fim do mês, e isso acontece porque não há um acompanhamento dos gastos. Pequenas compras como um lanche, uma corrida por aplicativo ou assinatura de streaming, por exemplo, podem comprometer boa parte da renda sem que a pessoa perceba.

A solução está em usar ferramentas que ajudam a registrar e acompanhar cada gasto. Quando se tem clareza sobre onde o dinheiro está indo, fica mais fácil cortar excessos, priorizar o que é importante e planejar o próximo mês.

Veja algumas dessas ferramentas:

FerramentaComo funcionaExemplosPara quem é indicadoDesvantagem
Anotações no papel ou caderno Consiste em anotar manualmente cada gasto feito. ● caderno simples ● agenda ● bloco de notas É ideal para quem não gosta de tecnologia ou prefere algo direto.● exige disciplina para não esquecer pequenas despesas; ● não gera relatórios automáticos.
Planilhas de controleFunciona como uma tabela organizada em categorias (alimentação, transporte, lazer). ● Excel ● Google SheetsÉ ideal para quem quer personalizar categorias, criar gráficos e simulações.● exige disciplina para não esquecer pequenas despesas; ● exige algum conhecimento em planilhas; ● pode não ser tão prático para registrar gastos no dia a dia fora de casa.
Aplicativos de finançasReúne todas as informações financeiras em um só lugar, podendo até se conectar à conta bancária para registrar gastos automaticamente.● aplicativo da Serasa ● Mobills ● Organizze ● GuiabolsoÉ ideal para quem quer economizar tempo e receber alertas com lembretes de vencimento e relatórios instantâneos.● exige dependência maior da tecnologia.

Para escolher a melhor ferramenta, dicas que podem ajudar:

  • ● se você gosta de escrever, comece com um caderno ou agenda;
  • ● se prefere organização digital, a planilha é uma boa opção;
  • ● se busca praticidade e rapidez, os aplicativos são ideais.


O mais importante não é a ferramenta em si, mas a disciplina de registrar os gastos e acompanhá-los com frequência. Dedicar alguns minutos por semana a esse controle ajuda a evitar surpresas no fim do mês, manter o orçamento equilibrado e tomar decisões mais conscientes com o dinheiro.

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Perguntas frequentes sobre primeiro salário

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