Entenda o que é o motivo 70 na devolução de cheques, como reso...
Entenda o que é o motivo 70 na devolução de cheques, como resolver o problema e evitar impactos no seu crédito.Data de publicação 9 de março de 20269 minutos de leitura
Publicado em: 9 de março de 2026
Categoria Negociar dívidaTempo de leitura: 8 minutosTexto de: Time Serasa
Um cheque devolvido por motivo 35 costuma acender um sinal de alerta para as partes envolvidas.
Esse código é usado pelas instituições financeiras quando o documento apresenta indícios de fraude ou irregularidade relevante, como adulteração, rasuras ou inconsistências que impedem a compensação.
Ao contrário da devolução por falta de saldo, não está ligado à disponibilidade de dinheiro em conta, mas à confiabilidade do título. Por isso, a situação preocupa: quem recebe fica sem a garantia do pagamento, enquanto quem emite precisa esclarecer o ocorrido para evitar questionamentos.
O cheque devolvido motivo 35 está ligado a problemas de autenticidade e integridade do documento. Entre as causas mais comuns estão rasuras visíveis no preenchimento e alterações em dados como valor, data ou beneficiário.
Também entram nessa lista cheques considerados:
● fraudados, emitidos sem o devido controle ou responsabilidade da instituição financeira;
● adulterados em informações essenciais, como a indicação da praça onde o cheque foi emitido;
● impressos de forma irregular, fora dos padrões oficiais do banco.
Essas ocorrências fazem com que o banco bloqueie a compensação como medida de segurança, já que o cheque deixa de atender aos critérios mínimos de confiabilidade exigidos pelo sistema financeiro.
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Para o recebedor, a principal consequência é ficar sem o valor que estava previsto na transação, o que pode comprometer o fluxo de caixa de um autônomo ou de uma pequena empresa.
Em alguns casos, a situação também pode gerar custos adicionais, como tarifas bancárias pela devolução do cheque ou necessidade de acionar apoio jurídico para tentar receber o valor devido por outros meios.
Para quem emitiu o cheque, o problema costuma ser a suspeita de irregularidade. Mesmo quando não há má-fé, a devolução por motivo 35 pode levantar dúvidas sobre a autenticidade do documento e a forma como o talonário está sendo utilizado.
Se houver indícios de fraude ou uso indevido das folhas de cheque, o banco pode recomendar o cancelamento do talonário, o registro de boletim de ocorrência e até a adoção de medidas de segurança adicionais na conta.
Em situações mais graves, a ocorrência pode resultar em ações judiciais ou restrições no relacionamento bancário enquanto o caso é apurado.
Diante da devolução, a orientação é agir com rapidez para evitar prejuízos e conflitos entre as partes. Como o banco não reconhece o cheque como válido, algumas medidas costumam ser recomendadas:
1 - O primeiro passo é confirmar com a instituição financeira qual irregularidade motivou a devolução por código 35 e se há indícios de erro, adulteração ou fraude.
2 - Com as informações necessárias, comunique quem emitiu o cheque sobre a devolução e solicite esclarecimentos.
3 - Negocie uma nova forma de pagamento. Como o cheque não foi considerado válido, o mais indicado é combinar outro meio, como Pix, transferência, dinheiro ou outro cheque regular.
4 - Caso existam sinais de falsificação, adulteração ou tentativa de golpe, registrar um boletim de ocorrência pode ser importante para formalizar o ocorrido e resguardar direitos.
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Depois de lidar com a devolução, a etapa seguinte é adotar cuidados para reduzir o risco de enfrentar a mesma situação. Como o motivo 35 está relacionado à validade e à integridade do cheque, a atenção deve começar antes mesmo de aceitar ou efetuar o pagamento.
Algumas medidas que ajudam a prevenir novos transtornos são:
● verificar o estado do cheque no momento do recebimento, observando se há rasuras, alterações visíveis ou informações inconsistentes;
● evitar aceitar cheques com correções ou preenchimento manual excessivo, especialmente em dados como valor, data e beneficiário;
● confirmar a procedência do talonário, garantindo que o cheque foi emitido sob responsabilidade da instituição financeira;
● manter os dados bancários atualizados, no caso de quem ainda utiliza cheques, para evitar questionamentos futuros;
● considerar outros meios de pagamento, como Pix, transferência bancária ou cheque administrativo, em transações de maior valor.
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