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O que são ações ordinárias e ações preferenciais?

O capital social de uma empresa é dividido em ações. Neste texto você vai descobrir o que são ações ordinárias e preferenciais.

colunista Fabiana Ramos
Publicado em: 26 de janeiro de 2022.

As ações são ativos que representam uma pequena fração do capital social de uma empresa. Quando alguém compra uma ação (ou um papel), está comprando uma pequena fatia dessa empresa, tornando-se sócio. Mas é importante saber o que são ações ordinárias e quais são as principais diferenças para as ações preferenciais, entender como funcionam, quais são os riscos envolvidos nesse tipo de investimento etc.

No mercado de ações, o investidor participa tanto dos lucros quanto dos prejuízos da empresa, como acontece com qualquer outro sócio. E como o desempenho das ações está atrelado ao desempenho da empresa, o investidor está mais exposto ao risco.

É a falta de conhecimento do mercado financeiro que leva muitas pessoas a acreditarem que a Bolsa de Valores é um cassino, que depende da sorte ou que somente aqueles que têm muito dinheiro podem participar e investir. Aqui vamos ver que não é bem assim.

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Afinal, o que são ações ordinárias?

Uma empresa, quando tem a intenção de crescer suas atividades, precisa de investimento financeiro. E uma das formas de conseguir dinheiro para esse crescimento é abrindo o capital na Bolsa de Valores. Assim, ela passa a admitir novos sócios vindos do público. Na prática, esses sócios se tornam acionistas quando compram as ações da empresa.

Se a empresa estiver colocando suas ações à venda pela primeira vez, ela abrirá o capital ao fazer uma IPO (Initial Public Offering – ou Oferta Pública Inicial). Assim, ela entra para a lista da Bolsa de Valores e pode vender seus títulos para captar recursos.

As ações também são conhecidas como títulos de renda variável e se dividem em ordinárias e preferenciais.

As ações ordinárias, ou ações ON, são aquelas representadas pelo número 3 ao final do ticker (código formado por 4 letras maiúsculas mais um número, que representa uma abreviação do nome da ação). Podemos citar como exemplos a ABEV3 (Ambev), BBAS3 (Banco do Brasil) e a NTCO3 (Natura).

Com elas, os acionistas têm o direito de voto nas decisões realizadas pelas empresas. Com isso, os sócios que detém ações ordinárias podem influenciar nas decisões futuras da companhia, tendo participação ativa na gestão da empresa, de forma proporcional

ao tamanho de sua posição (quantidade de ações que possuir em carteira), por meio de assembleias gerais ordinárias.

Diante de decisões importantes, como, por exemplo, a avaliação da prestação de conta dos administradores, as companhias devem consultar os seus sócios.

Uma outra vantagem das ações ordinárias é que os acionistas têm direito ao tag along, que é uma proteção legal prevista na Lei de Sociedades Anônimas (Lei 6404/76).

Ela prevê que, caso a empresa seja vendida, o acionista detentor de uma ação ordinária tem o direito de vender a sua ação por até 80% do preço recebido pelo acionista controlador (na verdade, o percentual pode ir de 80% a 100% de tag along, dependendo do nível de governança corporativa adotado pela empresa).

Sendo assim, caso a nova direção decida mudar os rumos da companhia, o sócio acionista que discordar pode vender suas ações com mais vantagens e garantias.

E o que são as ações preferenciais?

Além das ações ordinárias, existem também as ações preferenciais. As ações PN dão ao acionista a preferência na distribuição dos dividendos, que são os lucros distribuídos pelas empresas.

Nem todas as empresas distribuem o lucro, mas quando o distribuem, o fazem na forma de dividendos. Se a empresa tiver lucro e for distribuir, os acionistas preferenciais são os primeiros a receber, podendo, inclusive, receber um percentual maior dos dividendos do que os acionistas ordinários.

Essa prioridade no recebimento dos lucros funciona como uma forma de compensação, já que os acionistas preferenciais não possuem o direito de voto, não interferem nos rumos da companhia e também não possuem a proteção legal do tag along caso a empresa seja vendida, havendo troca de gestão.

Mas, no caso de falência da empresa, os acionistas preferenciais também terão direito à preferência na hora do reembolso do capital, deixando os acionistas ordinários por último.

O que é melhor: ações ordinárias ou preferenciais?

Algumas empresas vendem somente ações ordinárias; outras, somente as preferenciais. E existem algumas que vendem tanto as ordinárias quanto as preferenciais, como é o caso da Petrobrás, por exemplo.

Há bastante controvérsia sobre a questão de um tipo ser melhor do que o outro. Normalmente, quando os investidores priorizam a liquidez do ativo, ou seja, a possibilidade de vender a ação mais rapidamente e transformá-la em dinheiro, eles optam pelas ações preferenciais, que possuem um movimento maior de compra e venda na Bolsa de Valores.

Aqueles que querem preferência no recebimento dos lucros (dividendos, juros sobre capital próprio) e até mesmo compensações (no caso de falência da empresa), também optam pelas ações preferenciais.

Já se a intenção é permanecer um longo período com o título, os investidores preferem as ações ordinárias, assim como aqueles que pretendem influenciar nas decisões da companhia, em função do direito de voto.

Se a empresa na qual você pretende investir estiver listada no Novo Mercado (melhor nível de governança corporativa), ela terá somente ações ordinárias.

Várias características precisam ser observadas e a questão é que não existe um tipo de ação melhor ou pior. A escolha deve ser sempre baseada no seu perfil de investidor e na sua estratégia de investimento.

Por que investir em renda variável?

Uma ótima forma de gahar dinheiro com investimentos em renda variável é comprar papéis (ou ações) de empresas que são boas pagadoras de dividendos. São empresas mais sólidas e conceituadas, conhecidas como blue chips.

Com os lucros recebidos, o ideal é reinvestir o dinheiro e comprar mais ações, porém, caso você possua dívidas, este é um ótimo momento para aproveitar a grana extra que está entrando e organizar as finanças, manter a saúde financeira em dia e o nome limpo no mercado.

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E lembre-se: começar a investir é muito importante para garantir um presente e um futuro com mais tranquilidade. No entanto, antes disso, é fundamental deixar as contas em dia.

Se você estiver com o nome sujo, por exemplo, dificilmente conseguirá encontrar opções de investimentos com rendimentos maiores do que os juros da sua dívida. Isso quer dizer que, nessa situação, o melhor é começar cuidando dessas pendênc
ias para depois pensar em estratégias de investimento.

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