Golpes de viagens: como se proteger antes, durante e depois
Golpes de viagens: como se proteger antes, durante e depoisData de publicação 29 de setembro de 20265 minutos de leitura
Atualizado em: 10 de setembro de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Descobrir que informações pessoais estão circulando sem autorização é uma das situações mais desconfortáveis da vida digital. Boletos que não foram gerados, compras que não foram feitas ou mensagens estranhas enviadas em nome de quem nunca as escreveu chamam atenção. Esses sinais costumam indicar que os dados podem ter sido clonados.
A quantidade de informação que circula hoje entre aplicativos, sites e serviços tornou a clonagem de dados um risco mais próximo do dia a dia. Entender como o golpe funciona é o primeiro passo para reconhecer os sinais e reduzir o estrago antes que ele cresça.
Clonar um dado é reproduzir uma informação real de forma tão parecida com o original que ela passa a ser aceita como verdadeira. Isso pode acontecer em algum sistema, aplicativo ou atendimento.
A clonagem pode envolver diferentes tipos de dado:
Cada um desses cenários usa uma técnica diferente, mas o resultado costuma ser parecido. Alguém se passa pela vítima para movimentar dinheiro, abrir crédito ou obter informações sensíveis. Quanto mais dado circula sobre uma pessoa (em redes sociais, cadastros de loja, formulários online), maior a matéria-prima disponível para um fraudador construir esse disfarce.
Alguns sinais ajudam a identificar clonagem de dados antes que o problema avance:
Consultar periodicamente se o CPF aparece em algum vazamento é uma forma prática de antecipar problemas. Saber como ocorre um vazamento de dados ajuda a identificar os sinais de alerta e a agir rápido.
Com o CPF em mãos, um fraudador pode aplicar diferentes tipos de fraude em nome de outra pessoa. Isso inclui abrir contas, pedir cartões ou negociar dívidas que a vítima nunca fez.
O golpe do WhatsApp clonado costuma começar com uma mensagem que induz o titular a compartilhar o código de verificação recebido por SMS. Mesmo com a verificação em duas etapas ativada, é possível que o fraudador burle essa camada se conseguir o código correspondente. Por isso, nunca repassar códigos de confirmação a terceiros, mesmo que a mensagem pareça vir de um contato conhecido.
A clonagem de cartão por aproximação costuma envolver um aparelho leitor escondido, aproximado discretamente da carteira ou do bolso. Também pode envolver um aplicativo malicioso que intercepta o sinal entre o cartão e o celular. Como transações por aproximação acima de determinado valor exigem senha, esse limite ajuda a conter o prejuízo. Manter alertas de transação ativos no aplicativo do banco também ajuda a perceber o golpe cedo. Revisar a fatura com frequência é outra forma eficaz de identificar cobranças não reconhecidas.
A identidade sintética combina dados reais, como um CPF válido, com informações falsas para criar um perfil fraudulento. Esse perfil não corresponde a nenhuma pessoa real, mas pode ser usado para solicitar crédito ou abrir contas.
Como usa fragmentos de dados legítimos, esse tipo de fraude costuma ser mais difícil de identificar do que uma clonagem tradicional. Ela também pode afetar indiretamente a reputação de crédito de quem teve o CPF usado no golpe.
A inteligência artificial ampliou ainda mais esse risco. Hoje já é possível reproduzir a voz de alguém a partir de poucos segundos de áudio público. Também é possível simular imagem e vídeo de forma convincente. Isso pode enganar familiares, colegas de trabalho ou até bancos em processos de verificação por voz.
Diante de uma ligação suspeita, mesmo que a voz pareça familiar, o mais seguro é desligar. Depois, vale confirmar diretamente com a pessoa por outro canal antes de agir.
Diante de qualquer sinal de clonagem, alguns passos ajudam a reduzir o impacto:
Entre com CPF e senha no site da Serasa ou no aplicativo da Serasa. Quem ainda não tem cadastro pode criar um de forma gratuita.
Acesse o menu “Meu CPF” e a seção “Segurança” para consultar se os dados vazaram na Dark Web.
Se documentos físicos tiverem sido perdidos ou roubados, registre a ocorrência no botão “Documentos extraviados”, na mesma seção.
Registrar um boletim de ocorrência (BO) na Polícia Civil serve como proteção jurídica caso os dados forem usados em novas fraudes.
Avalie bloquear temporariamente as consultas ao score acessando o botão correspondente na seção “Segurança”.
Troque imediatamente as senhas de contas sensíveis e ative a verificação em duas etapas onde ainda não estiver ativa.
Para dúvidas ou denúncias fora desse fluxo, o WhatsApp oficial da Serasa permite consultar ofertas e reportar golpes. O atendimento por esse canal é automatizado, disponível 24 horas por dia.
Acompanhar sinais de clonagem manualmente, todos os dias, não é uma tarefa simples. O Serasa Premium monitora CPF e CNPJ em tempo real e verifica se os dados vazaram na Dark Web. O serviço também envia relatório por e-mail a cada 15 dias, o que aumenta a segurança. Isso dá mais tempo para agir diante de uma tentativa de fraude, sem prometer que ela deixará de acontecer.
O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ do assinante 24 horas por dia e envia alertas em tempo real sobre consultas ao score de crédito, vazamento de dados na dark web, variação do Serasa Score e muito mais. Além disso:
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de pré-negativação do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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