Como fazer o cadastro no NIS e garantir acesso a benefícios so...
Como fazer o cadastro no NIS e garantir acesso a benefícios sociaisData de publicação 9 de março de 202610 minutos de leitura
Atualizado em: 20 de fevereiro de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
A praticidade do Pix transformou a forma como os brasileiros movimentam dinheiro, e também atraiu a atenção de criminosos. Por ser instantâneo e funcionar 24 horas, o sistema se tornou terreno fértil para fraudes. Os golpes com Pix se multiplicaram nos últimos anos, explorando tanto a velocidade das transações quanto a falta de familiaridade de muitos usuários.
As táticas vão desde comprovantes falsos até promessas de multiplicar dinheiro com supostos robôs. Conhecer essas estratégias é o primeiro passo para não se tornar mais uma vítima.
Golpes com Pix são qualquer fraude que usa o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central para roubar dinheiro ou dados das vítimas. A mecânica varia conforme a modalidade, mas o objetivo é sempre o mesmo: convencer a pessoa a fazer uma transferência ou compartilhar informações que permitam o acesso à conta.
A engenharia social (técnica de manipulação psicológica que explora a confiança, medo ou urgência para induzir a vítima) é o principal recurso dos golpistas. Eles criam histórias convincentes, simulam urgência e se passam por conhecidos, empresas ou instituições financeiras para ganhar a confiança da vítima. Algumas abordagens comuns incluem:
Uma vez que o Pix é confirmado, recuperar o dinheiro se torna difícil, embora existam mecanismos de devolução em casos de fraude comprovada.
Os golpes com Pix se multiplicaram nos últimos anos. Alguns são adaptações de fraudes antigas, enquanto outros exploram características específicas do sistema de pagamentos. Os mais comuns são:
Golpe do Pix agendado: o criminoso agenda uma transferência, envia o comprovante e cancela antes da efetivação;
Golpe do robô do Pix: promete multiplicar o valor enviado, mas é apenas uma pirâmide disfarçada;
Comprovante de Pix falso: imagem adulterada que simula um pagamento nunca realizado;
Golpe do Pix errado: o golpista envia um Pix real e pede devolução para uma chave diferente da original;
WhatsApp clonado: criminosos acessam a conta da vítima e pedem dinheiro aos contatos;
Perfil falso no WhatsApp: criam uma conta com nome e foto de outra pessoa para pedir transferências;
Falsas centrais de atendimento: se passam por bancos para solicitar dados ou transferências;
Páginas falsas: sites que imitam instituições financeiras para roubar dados bancários.
A seguir, entenda como funcionam os golpes mais aplicados atualmente.
Esse golpe mira principalmente quem vende produtos ou serviços, seja em lojas físicas, redes sociais ou marketplaces. O criminoso se passa por um comprador comum e usa a função de agendamento do Pix para enganar o vendedor.
O esquema funciona assim:
Para não cair nesse golpe, a regra é simples: só libere o produto ou serviço após confirmar no extrato que o dinheiro realmente entrou na conta. Comprovantes de Pix agendado sempre indicam uma data futura (essa é a principal pista para identificar a fraude).
Leia também | Entenda o que é o Pix agendado
Também conhecido como “Pix multiplicador”, esse golpe promete retornos financeiros irreais em troca de uma transferência inicial. O nome vem da falsa promessa de que um robô ou sistema automatizado seria capaz de multiplicar o valor enviado.
A abordagem costuma acontecer por WhatsApp, Instagram ou outras redes sociais. O golpista apresenta uma tabela de retornos garantidos, como R$ 50 que viram R$ 500 ou R$ 100 que se transformam em R$ 1.000 em poucos segundos. Para justificar a suposta multiplicação, inventa histórias sobre saques de contas congeladas, falhas no sistema bancário ou investimentos em criptomoedas.
Os sinais de alerta são claros:
Não existe robô, sistema ou falha bancária capaz de multiplicar dinheiro. Trata-se de um esquema de pirâmide disfarçado: o golpista recebe as transferências das vítimas e desaparece. A melhor proteção é desconfiar de qualquer promessa de retorno financeiro fácil e nunca fazer Pix para desconhecidos em troca de supostos lucros.
Leia também | Fiz um Pix errado, e agora? Entenda o que fazer
Golpistas usam editores de imagem para criar comprovantes que simulam transferências nunca realizadas. Esse tipo de fraude é comum em vendas online, quando o criminoso envia um comprovante adulterado para receber o produto sem pagar.
Alguns sinais ajudam a identificar um comprovante falso:
Qualidade da imagem: resolução baixa, elementos borrados ou distorções podem indicar edição;
Fontes e cores: tipografia diferente do padrão do banco ou cores inconsistentes são sinais de alerta;
Logotipo: erros no logotipo da instituição financeira denunciam a fraude;
Código de transação: sequências simples como "123456" ou códigos muito curtos indicam falsificação;
Dados inconsistentes: nome do recebedor, CPF/CNPJ ou banco que não correspondem à transação combinada;
Horário improvável: comprovantes com horários incompatíveis com o momento da negociação.
A única forma segura de confirmar um pagamento é verificar o extrato diretamente no aplicativo ou site do banco. Comprovantes enviados por mensagem, e-mail ou redes sociais não devem ser usados como única prova de que o dinheiro foi transferido.
Leia também | Comprovante de Pix falso: como evitar golpes
Além de dinheiro, os criminosos também buscam informações pessoais que permitam aplicar outras fraudes. Com os dados certos, conseguem acessar contas bancárias, fazer compras, solicitar empréstimos ou se passar pela vítima.
Os pedidos mais comuns incluem:
Os golpistas costumam se passar por atendentes de banco, funcionários de lojas ou até familiares para solicitar essas informações. Em alguns casos, enviam links para páginas falsas que imitam sites de instituições financeiras.
Importante: bancos nunca pedem senhas, códigos de verificação ou dados completos do cartão por telefone, WhatsApp ou e-mail. Qualquer solicitação desse tipo deve ser ignorada e denunciada aos canais oficiais da instituição.
Nem sempre a vítima percebe imediatamente que caiu em um golpe. Por isso, acompanhar a movimentação financeira com frequência é essencial para identificar fraudes rapidamente.
Os principais sinais de alerta são:
Ao identificar qualquer movimentação suspeita, o primeiro passo é entrar em contato com o banco imediatamente. Solicite o bloqueio temporário da conta e das chaves Pix para evitar novas transações fraudulentas.
Também vale monitorar o CPF com frequência. Golpistas que obtêm dados pessoais podem usá-los para abrir contas, solicitar empréstimos ou cometer outras fraudes. Ferramentas de monitoramento, como o Serasa Premium, enviam alertas em tempo real quando há consultas ou movimentações suspeitas no CPF.
Após a confirmação com senha ou biometria, o Pix é processado em segundos e não pode ser cancelado pelos meios tradicionais. No entanto, isso não significa que a vítima de um golpe fique sem opções. O sistema de pagamentos passou por diversas atualizações desde 2020 e conta com mecanismos de proteção cada vez mais eficientes.
Em casos de fraude, é possível acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao banco. O prazo para registrar a contestação é de até 80 dias após a transferência, e a devolução pode ocorrer em até 11 dias.
A partir de fevereiro de 2026, novas regras do Banco Central reforçam ainda mais a segurança:
Essas medidas dificultam a ação de contas usadas por golpistas e aumentam as chances de recuperação do dinheiro. Ao perceber que caiu em uma fraude, o mais importante é agir rápido e comunicar o banco imediatamente.
A maioria dos golpes com Pix depende de um erro da vítima: clicar em um link, compartilhar um código ou fazer uma transferência sem verificar. Algumas práticas simples ajudam a evitar essas armadilhas.
Confira os dados do destinatário (nome e CPF/CNPJ) antes de confirmar o Pix;
Desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, mesmo de conhecidos — ligue para confirmar;
Nunca faça Pix em troca de promessas de retorno financeiro.
Ative a autenticação em dois fatores no aplicativo do banco e no WhatsApp;
Não compartilhe senhas, códigos de verificação ou tokens com ninguém;
Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais do banco.
Só libere produtos ou serviços após confirmar o valor no extrato;
Não confie apenas em comprovantes enviados por mensagem — verifique no app do banco;
Desconfie de compradores que insistem em usar Pix agendado.
Não clique em links recebidos por SMS, e-mail ou redes sociais para cadastrar chaves Pix;
Desconfie de contatos que se apresentam como funcionários de banco pedindo dados;
Monitore seu CPF com frequência para identificar movimentações suspeitas.
Monitorar o CPF é uma das formas mais eficazes de identificar fraudes rapidamente. O Serasa Premium acompanha seus dados 24 horas por dia e envia alertas sempre que algo suspeito acontece, como consultas ao seu CPF, vazamento de informações na Dark Web ou movimentações em seu nome.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
Data de publicação 9 de março de 202610 minutos de leitura
Data de publicação 23 de fevereiro de 202610 minutos de leitura
Data de publicação 23 de fevereiro de 202610 minutos de leitura