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Golpes mais comuns: saiba como se proteger deles

Entenda como funcionam os golpes financeiros mais comuns hoje, como identificar os sinais de fraude e o que fazer para se proteger.

Atualizado em: 9 de setembro de 2026

Categoria Premium Tempo de leitura: 16 minutos

Texto de: Time Serasa

Empresário ou funcionário com um sinal de alerta triângulo

O uso cada vez maior de dispositivos móveis conectados à internet tem impulsionado a aplicação de golpes com prejuízo financeiro. Golpistas desenvolvem constantemente novas formas de agir, seja roubando dados pessoais, seja recebendo pagamentos indevidos por meio de boletos falsos. Este artigo reúne os golpes mais comuns aplicados atualmente e explica como cada um funciona. Também traz orientações para reconhecer sinais de fraude e agir rapidamente caso aconteça.

Assista | Como não cair em golpes no nome da Serasa - Serasa Ensina

Como identificar sinais de golpe?

Os golpes mais comuns costumam seguir um padrão parecido de comportamento, o que ajuda a reconhecer uma tentativa de fraude antes que ela cause prejuízo. Entre os sinais mais frequentes estão:

  • ● senso de urgência exagerado para fazer um pagamento ou repassar dados imediatamente;
  • ● mensagens inesperadas com links suspeitos, recebidas por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem;
  • ● pedido repentino de senha, código de segurança ou transferência via Pix;
  • ● oferta com preço muito abaixo da média de mercado, vinda de loja ou perfil desconhecido;
  • ● erros de português ou dados que não coincidem com as informações oficiais da instituição.

O que fazer se cair em um golpe?

Agir rapidamente reduz o prejuízo de um golpe. Ao perceber que caiu em uma fraude, o consumidor pode seguir as etapas abaixo:

  • ● Bloqueie o cartão e troque as senhas dos aplicativos financeiros afetados.
  • ● Reúna provas da fraude, como capturas de tela das conversas e comprovantes de pagamento.
  • ● Entre em contato com a instituição financeira envolvida para relatar o ocorrido.
  • ● Registre um boletim de ocorrência, na delegacia física ou pela delegacia virtual.
  • ● Quando o golpe usar o nome da Serasa, denuncie pelo WhatsApp oficial da Serasa.
  • ● Para fraudes digitais em geral, a Serasa mantém um canal próprio de denúncia.


A medida mais eficaz varia conforme o tipo de fraude:

Tipo de fraudeMedida imediata recomendada
Pix indevidoAcionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) diretamente com o banco de origem do Pix. É um mecanismo do Banco Central que pode ajudar a bloquear e devolver valores em casos de fraude.
Cartão clonadoSolicitar o bloqueio do cartão e contestar a compra junto à operadora.
Conta invadidaTrocar as senhas e encerrar as sessões ativas em outros aparelhos.
Boleto falsoAvisar o banco pagador e o banco emissor para tentar reverter o valor.

Golpe do Pix

Por meio de aplicativos, mensagens de texto, e-mails, ligação ou até pessoalmente, os golpistas induzem a pessoa a fazer uma transferência via Pix.

As maneiras de esse golpe ocorrer são diversas, como promoção ou cobrança falsa de um serviço essencial, pedido de dinheiro de suposto amigo ou familiar, ou cobrança superfaturada de um produto. Também é comum o uso de QR Code falso, entre outras formas. Outra tática usada é o golpe do Pix multiplicador, que promete ganho rápido de dinheiro a partir de transferências via Pix.

Como se proteger

  • ● Desconfie de mensagens e links suspeitos, arquivos em anexo e QR Codes enviados por remetentes desconhecidos ou por supostas instituições.
  • ● Preste atenção à linguagem da mensagem, quando ela é enviada por uma empresa real, dificilmente há erros gramaticais óbvios.
  • ● Verifique a identidade do amigo ou familiar por videochamada ou perguntando algo que só a pessoa saberia responder.
  • ● Desconfie de ofertas com valores muito baixos e pesquise diretamente nos canais oficiais das empresas.
  • ● Nunca realize o Pix sem confirmar a autenticidade da solicitação.
  • ● Confira os detalhes da transação como, valor, instituição de destino e nome de quem vai receber.

Golpe após roubo ou furto de celular

Atualmente, ter o celular roubado ou furtado causa perdas além do próprio aparelho, já que envolve dados pessoais, acesso a aplicativos bancários e arquivos pessoais. Na maioria dos casos, o furto ocorre enquanto a vítima usa o smartphone na rua ou o segura na mão.

Se o aparelho estiver desbloqueado no momento do furto, fica mais fácil para o infrator acessar aplicativos de bancos e fazer transferências, compras ou até empréstimos. O aparelho também pode ser usado para aplicar outros golpes nos contatos da vítima.

Como se proteger

  • ● Configure o bloqueio de tela do celular, seja com PIN, reconhecimento facial ou outro método.
  • ● Ative o travamento automático após pouco tempo de inatividade. O ideal é o menor prazo possível, como 15 ou 30 segundos.
  • ● Evite deixar login e senha salvos, e não anote senhas em aplicativos do celular.
  • ● Em caso de furto ou roubo, bloqueie o aparelho pelo IMEI ou pelo aplicativo Celular Seguro e avise o banco.

Golpe do boleto falso

A vítima recebe um boleto por e-mail, mensagem ou até pelo correio. O objetivo é induzir um pagamento que vai para a conta dos golpistas. Quando enviado por e-mail, a comunicação costuma se assemelhar à de bancos, operadoras de telefonia e fornecedores de energia. O boleto falso se parece com o boleto real que a pessoa já está acostumada a pagar, mas com pequenas diferenças, que exigem atenção redobrada.

Como se proteger

  • ● Verifique o código de barras, boletos falsos podem ter falhas que dificultam a leitura.
  • ● Confira se os números do código de barras na parte superior e inferior do documento são idênticos.
  • ● Confira se os três primeiros números do código de barras correspondem ao código do banco emissor.
  • ● Observe se há erros nos dados apresentados e na gramática do documento.
  • ● Confira o nome do beneficiário e o CNPJ correspondente. Se necessário, faça uma busca para confirmar se batem.
  • ● Cheque se o valor a pagar está presente ao final do código de barras e no campo "valor do documento".
  • ● Não realize o pagamento se houver diferenças entre os dados do boleto e os da página de pagamento do banco.

Golpe do WhatsApp

O aplicativo mais usado para troca de mensagens no Brasil também atrai a atenção de golpistas. Uma das táticas é clonar o número de celular de uma pessoa ao enviar uma mensagem ou link solicitando o código de segurança do aplicativo. Feito isso, os golpistas se passam por ela para pedir dinheiro aos contatos.

Em outros casos, não há clonagem, usa-se a foto e o nome da pessoa, obtidos em uma rede social, para pedir ajuda financeira alegando troca de número. Existe ainda a variação que usa inteligência artificial para imitar a aparência e a voz de um familiar ou amigo.

Como se proteger

  • ● Ative a confirmação em duas etapas para abrir o aplicativo.
  • ● Não aceite chamadas de vídeo ou de áudio de números desconhecidos.
  • ● Desconfie de mensagens diferentes do padrão de conversa com os contatos.
  • ● Desconfie de links e mensagens que pedem para clicar em algo e inserir algum dado.
  • ● Não compartilhe senhas e códigos de autenticação de contas com outras pessoas.
  • ● Desconfie quando a foto de perfil de um contato estiver vinculada a um número desconhecido.
  • ● Antes de fazer uma transferência, confirme a identidade de quem pede, pode ser por ligação de vídeo, uma pergunta que só a pessoa saberia responder, ou contato por outro meio.


Leia também | Golpe da antena falsa: como funciona e como se proteger

Golpe da falsa loja online

Nas redes sociais, é comum encontrar perfis que anunciam produtos como se fossem lojas confiáveis. O golpe da falsa loja online pode ocorrer tanto em redes sociais quanto em sites falsos que imitam uma loja conhecida. Nesses casos, a vítima compra acreditando estar em um site confiável, mas nunca recebe a mercadoria depois do pagamento.

Como se proteger

  • ● Desconfie de preços muito baixos.
  • ● Antes de comprar em qualquer loja online, verifique se ela é confiável, leia avaliações de outros clientes e confira se ela tem CNPJ válido.
  • ● Ao pagar, verifique se o site tem selo de segurança SSL, que ajuda a proteger a transação por criptografia.

Golpes com cartão

Golpes com cartão de crédito e de débito são comuns e apresentam várias abordagens diferentes, tanto virtuais quanto físicas:

  • ● Troca de cartão: o golpista troca o cartão da vítima por um falso.
  • ● Cartão clonado: o golpista acessa os dados do cartão por vazamento ou invasão de banco de dados.
  • ● Maquininha de cartão quebrada (golpe do delivery): o golpista frauda a máquina de cartão para alterar o valor pago.

Como se proteger

  • ● Para evitar a troca de cartão, prefira pagamentos por aproximação.
  • ● Em compras online, use um cartão virtual, alguns valem por um curto período, e o banco pode permitir criar um cartão novo a cada compra.
  • ● Não forneça dados do cartão nem a senha por mensagem ou foto, principalmente para números desconhecidos.
  • ● Observe a fatura com atenção para identificar compras suspeitas e avise o banco em caso de dúvida.
  • ● Desconfie de contatos que dizem ser do banco e pedem informações para desbloquear ou enviar o cartão.
  • ● Para o golpe da maquininha, prefira pagar o delivery diretamente pelo aplicativo. Não aceite pagar se o visor da maquininha estiver danificado e o valor não puder ser conferido.
  • ● Bancos, em geral, não entram em contato para tratar de detalhes do cartão. Quem deve procurar o atendimento é sempre o cliente.

Golpe da falsa central de atendimento

Nessa fraude, o golpista liga se passando pelo banco e alega, em tom alarmista, que houve clonagem do cartão ou transações suspeitas na conta. A partir daí, o golpista pode seguir dois caminhos. O primeiro é pedir os dados e as senhas do cartão e do banco, alegando que isso é necessário para "bloquear" a conta.

O segundo é pedir que a vítima ligue para o número da central de atendimento no verso do cartão. Nesse segundo caso, o golpista não encerra a chamada anterior e mantém a linha presa. Assim, a vítima acredita estar falando com o banco de verdade. De qualquer forma, o objetivo do golpe é coletar dados suficientes para invadir a conta e fazer transferências, ou instalar um aplicativo que dá acesso remoto ao celular.

Como se proteger

  • ● Desconfie de ligações que dizem ser de bancos e nunca informe dados pessoais, de conta, cartão ou senha nesse tipo de contato. Desligue imediatamente.
  • ● Faça uma nova chamada de 5 a 10 minutos depois de encerrar a ligação.
  • ● Em caso de dúvida, entre em contato com o banco por outro canal, como chat no aplicativo ou e-mail.
  • ● Não clique em links suspeitos enviados por SMS ou WhatsApp, principalmente quando pedem para instalar algum aplicativo.

Golpe do falso empréstimo

Por site falso, e-mail, mensagem no WhatsApp ou ligação, o golpista se passa por representante de banco ou instituição financeira e oferece um empréstimo vantajoso. Depois que a pessoa demonstra interesse, pede-se um depósito inicial para taxa de cadastro, liberação do empréstimo ou quitação de parcela. Após o pagamento, o golpista pode sumir ou seguir inventando desculpas para novos depósitos.

Como se proteger

  • ● Desconfie de ofertas generosas demais.
  • ● Não forneça dados pessoais e bancários por telefone ou mensagem, em nenhum momento.
  • ● Trate qualquer assunto de empréstimo diretamente com o banco.
  • ● Bancos, em geral, não pedem pagamento antecipado para liberar crédito.

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Perguntas frequentes sobre golpes mais comuns

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