Quantitative tightening: o que é e como afeta os investimentos
Quantitative tightening: o que é e como afeta os investimentosData de publicação 31 de julho de 202615 minutos de leitura
Publicado em: 3 de agosto de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 8 minutosTexto de: Time Serasa
Os produtos coreanos têm despertado novos desejos de consumo entre os brasileiros. Parte da experiência dos fãs da cultura da Coreia do Sul é também investir em itens como skincare coreano e provar comidas típicas.
A pesquisa "Universo Coreano" feita pela Serasa, em parceria com o instituto Opinion Box, confirmou a influência desta cultura no bolso dos consumidores: 29% dos entrevistados compram produtos do universo coreano pelo menos uma vez ao mês e 21% a cada dois ou três meses.
Entretanto, é preciso atenção para que estes desejos não se transformem em um ameaça ao orçamento mensal. Confira como equilibrar as experiências sem perder o controle das contas.
De acordo com a pesquisa da Serasa, em parceria com o Opinion Box, a gastronomia lidera o consumo relacionado ao universo coreano. Foi a categoria com maior incidência de gastos no último ano, citada por 41% das pessoas, seguida pelos eventos culturais (38%).
Além de comidas e bebidas coreanas, skincare e itens de K-pop também estão entre os artigos mais buscados:
Fonte: Dados da pesquisa “Universo Coreano”, realizada pela Serasa em parceria com a Opinion Box em julho de 2026. 1.453 pessoas entrevistadas.
A comida coreana, de nomes curiosos e sabores exóticos, atiça o paladar e a curiosidade. A popularização dos pratos da Coreia foi especialmente impulsionada pela audiência dos doramas (K-dramas), as séries coreanas.
Com a expansão deste universo, é cada vez mais fácil encontrar nas cidades brasileiras restaurantes e deliveries que oferecem vários tipos de comida coreana, como:
kimchi (acelga fermentada picante);
bulgogi (churrasco coreano);
bibimbap (arroz com vegetais e carne);
apchae (macarrão de batata doce com legumes e carne);
kimbab (“sushi” coreano);
mandu (tipo de pastel, geralmente recheado com carne e legumes).
Entre os produtos coreanos vendidos no Brasil por mercados especializados, é possível encontrar artigos “diferentões”, como refrigerante de melancia, bokbunja (vinho de framboesa), soju (destilado de arroz) e ramyeon (o “miojo” coreano).
O acesso aos cardápios estrangeiros e aos produtos importados, é claro, tem um preço. Entre os entrevistados, 47% gastam até R$ 250 por mês com produtos, conteúdos ou experiências ligadas ao universo coreano. Outros 13% chegam a gastar até R$ 500 mensais.
Considerando que os principais gastos são com alimentos e bebidas coreanas, é importante estabelecer uma organização para equilibrar o desejo por novos sabores com a sua capacidade financeira. Confira cinco dicas para gastar menos, sem deixar de aproveitar a gastronomia da Coreia do Sul:
Estabeleça um limite mensal
Defina um valor máximo por mês para gastar com delivery ou restaurante. Se for difícil cumprir a sua meta, vale a pena deletar do celular o aplicativo de entregas, o que cria uma barreira extra e ajuda a evitar os pedidos por impulso.
Peça pratos individuais
Pedir pratos individuais costuma ser mais barato do que o churrasco coreano completo, por exemplo.
Reproduza as receitas
Amplie a sua experiência cultural e faça em casa as receitas dos seus K-dramas preferidos. O interesse pela cultura da Coreia do Sul pode ser um incentivo, inclusive, para preparar em casa o seu almoço e levar uma marmita com toque coreano para o trabalho.
Substitua ingredientes
Algumas receitas, que pedem ingredientes importados específicos, podem ser adaptadas. Troque a acelga coreana pela nacional, por exemplo, ou o gochugaru (pimenta coreana) por pimenta calabresa.
Divida as compras com amigos
Se o objetivo é provar diferentes produtos coreanos, vale a pena compartilhar esse momento (e os gastos) com amigos. Assim, cada um pode provar um pouquinho de cada comida ou bebida, como uma experiência de degustação.
Os produtos coreanos de cuidados com a pele (K-Beauty) também conquistaram o mercado brasileiro, com fórmulas de qualidade e preços competitivos. Cerca de um terço (30%) dos entrevistados comprou K-Beauty nos últimos 12 meses, e o interesse por produtos de beleza e skincare coreanos foi citado por 45% das pessoas.
Ao comprar produtos online em plataformas internacionais, é preciso considerar taxas de importação e impostos. Confira:
Imposto de importação
Desde maio de 2026, o governo zerou a chamada “taxa das blusinhas”. Ou seja, compras até 50 dólares não são mais taxadas em plataformas cadastradas no Programa Remessa Conforme, da Receita Federal. Entre as principais estão Amazon, AliExpress, Shein e Shopee.
ICMS
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é uma cobrança estadual, e incide sobre as compras internacionais. A alíquota do imposto é de 17% ou 20% sobre o valor da compra, a depender do estado.
IOF
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é cobrado quando o pagamento envolve conversão de moeda, ao usar cartões de débito ou crédito, por exemplo. A taxa atual de IOF é de 3,5% para compras internacionais.
Os produtos coreanos de skincare já são vendidos em lojas físicas e online brasileiras, mas costuma ser mais barato comprar em plataformas internacionais, diretamente da Coreia do Sul. Entretanto, este tipo de compra exige atenção: a popularidade do K-Beauty também criou um mercado de falsificação, e nem todo produto vendido online é original.
De acordo com a pesquisa da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, entre as pessoas que já passaram por uma situação de fraude relacionada ao universo coreano, 24% dos golpes ocorreram na compra de produtos.
Confira dicas para fugir de cosméticos falsificados, compartilhadas por influenciadores especialistas em produtos coreanos de skincare:
Leia também | Guia Serasa de skincare barato
Para não abrir do prazer de desfrutar outra cultura nem colocar as suas contas (e o seu futuro financeiro) em risco, a palavra-chave é planejamento. Quase metade (49%) dos fãs da cultura coreana já gastaram mais do que planejavam com produtos, experiências ou eventos desse universo, de acordo com a pesquisa da Serasa.
A sugestão é colocar em prática a regra 50-30-20, um método de gestão financeira indicado por especialistas para dividir os ganhos mensais:
50% - Reserve metade da sua renda para as necessidades básicas, como moradia, alimentação, saúde e transporte. Para ter esse controle, o ideal é anotar todos os ganhos e gastos em uma planilha financeira.
30% - Essa porcentagem será destinada a itens como lazer, refeições fora de casa e compras – é aqui que entram os produtos coreanos. Os gastos com estes itens entram na mesma cota de compras como roupas e calçados, por exemplo.
20% - Uma parte mensal dos ganhos deve ser destinada a uma reserva financeira. Gastar todo o dinheiro que sobra em compras não irá permitir que você realize outros sonhos no futuro.
Com planejamento e organização, é possível ter uma vida financeira saudável sem deixar de curtir experiências. A Serasa te ajuda nessa parte.
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