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Escritura de imóvel: o que é, como funciona e qual o custo

Saiba tudo sobre escritura de imóvel, custos, documentos e diferenças para registro

Atualizado em: 1 de abril de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 18 minutos

Texto de: Time Serasa

Homem assinando documentos de contrato residencial. Contratos, imóveis, compra e venda e conceitos de seguros

Um dos documentos centrais em uma compra e venda de casa é a escritura do imóvel, apartamento, sala comercial ou terreno. É ela que formaliza, em cartório, o acordo firmado entre comprador e vendedor. Por isso, quem está planejando comprar ou vender um imóvel precisa saber para que serve a escritura, como funciona o processo, quais os documentos exigidos e quanto custa esse procedimento. 

A seguir, veja em detalhes o que é escritura de imóvel, a diferença em relação ao registro, exemplos de custos, documentos necessários e um passo a passo simples para entender todo o processo.

O que é a escritura de imóvel?

A escritura de imóvel é um documento público lavrado em cartório de notas que registra, de forma oficial, o acordo de compra e venda firmado entre as partes. Nela constam dados do comprador, do vendedor, do imóvel e das condições da negociação, como preço, forma de pagamento e prazos. 

Em outras palavras, a escritura funciona como um “contrato público” reconhecido pelo cartório. Ela dá segurança jurídica às partes envolvidas, pois comprova que houve vontade de comprar e vender o imóvel nas condições ali descritas. 

Apesar de ser essencial, a escritura de imóvel por si só não transfere a propriedade. Para que a pessoa se torne proprietária perante a lei, é necessário fazer o registro dessa escritura no cartório de registro de imóveis competente.

Diferença entre escritura e registro de imóvel

Escritura e registro de imóvel são etapas diferentes e complementares. 

● A escritura de imóvel é o documento que formaliza a compra e venda em cartório de notas. É ali que são descritos os dados das partes, do imóvel e da negociação. 

● O registro de imóvel é o ato de levar essa escritura ao cartório de registro de imóveis para que a transferência da propriedade seja de fato reconhecida. 

Sem o registro, a escritura comprova que houve uma promessa de compra e venda, mas o imóvel ainda está juridicamente no nome do antigo proprietário. Com o registro, o novo dono passa a constar na matrícula do imóvel, o que garante proteção plena em situações como herança, financiamento e disputas judiciais. 

Assim, a sequência correta costuma ser: contrato particular (quando houver) + escritura de compra e venda + registro da escritura na matrícula do imóvel.

Quanto custa a escritura de um imóvel?

O custo da escritura de imóvel varia conforme o estado, a tabela de emolumentos (taxas pagas pelos serviços prestados) do cartório e o valor do imóvel. As tabelas são definidas por lei estadual e atualizadas periodicamente, de modo que não há um valor único para todo o país. 

De forma geral, o valor da escritura é calculado como um percentual sobre o valor do imóvel declarado na transação, respeitando as faixas de preço. Além disso, podem incidir taxas cartorárias fixas. 

Para ter uma estimativa: 

● imóveis de menor valor tendem a pagar emolumentos mais baixos; 

● quanto maior o valor do imóvel, maior o custo total da escritura; 

● alguns estados oferecem descontos em casos específicos, como primeiro imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH). 

O ideal é sempre consultar diretamente o cartório de notas da cidade onde está o imóvel ou o site do Tribunal de Justiça do estado, que costuma disponibilizar a tabela de custas e emolumentos atualizada.

Qual o valor da escritura para a compra e venda de imóvel?

O valor da escritura de compra e venda de imóvel é calculado com base em critérios definidos em lei estadual. Em linhas gerais, considera-se: 

● o valor venal ou o valor declarado na negociação, adotando-se o maior; 

● a faixa de valor em que o imóvel se enquadra, segundo a tabela do cartório; 

● a incidência de taxas fixas (emolumentos) e, em alguns casos, contribuições para fundos públicos. 

Por isso, dois imóveis com valor semelhante podem ter custos de escritura ligeiramente diferentes, dependendo do estado e da forma de atualização da tabela. 

Quem está se organizando para comprar um imóvel deve incluir no planejamento financeiro não apenas o preço da casa ou apartamento, mas também despesas como escritura, registro, eventuais certidões e impostos (como o ITBI, Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, cobrado pelos municípios).


Leia mais | Financiamento imobiliário: como se planejar para comprar a casa própria

Quais documentos são necessários para a escritura de imóvel?

Os documentos necessários para a escritura de imóvel podem variar conforme o cartório e o tipo de transação, mas em geral incluem: 

Do imóvel: 

● matrícula atualizada do imóvel; 

● certidão de ônus reais (para verificar se há hipoteca, penhora ou outras restrições); 

● comprovante de quitação de IPTU e, no caso de condomínios, declaração de inexistência de débitos condominiais. 

Do vendedor: 

● documento de identidade e CPF; 

● certidão de estado civil (certidão de casamento atualizada ou declaração de união estável, quando houver); 

● comprovante de endereço; 

● certidões negativas fiscais e forenses, conforme exigência local. 

Do comprador: 

● documento de identidade e CPF; 

● certidão de estado civil; 

● comprovante de endereço; 

● comprovante de renda, quando a compra for financiada. 

Em caso de pessoa jurídica, o cartório pode exigir contrato social, cartão CNPJ e documentos dos representantes legais. Por isso, é importante entrar em contato com o cartório de notas antes de agendar a lavratura, para receber a lista atualizada de documentos.

Escritura de imóvel financiado: o contrato vale como escritura?

Quando a compra do imóvel é feita por financiamento imobiliário, é comum surgir a dúvida: o contrato assinado com o banco substitui a escritura? 

Na prática, o caminho é um pouco diferente: 

● Em muitos financiamentos, especialmente aqueles feitos com grandes instituições financeiras, o próprio contrato de financiamento é lavrado como instrumento público ou particular com efeito de escritura. 

● Esse contrato, depois de registrado na matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis, passa a produzir efeitos semelhantes aos da escritura tradicional, formalizando tanto a transferência do bem quanto a garantia para o banco (como a alienação fiduciária). 

Por isso, na compra financiada, pode não haver uma escritura separada da compra e venda. O importante é verificar se o contrato foi devidamente registrado na matrícula do imóvel, pois é esse registro que garante a transferência da propriedade e a segurança jurídica para comprador e instituição financeira.

Quanto tempo leva para a escritura de imóvel ficar pronta?

O prazo para a escritura de imóvel ficar pronta pode variar, mas, em condições normais, costuma ficar entre poucos dias e algumas semanas após a entrega de toda a documentação ao cartório. 

O tempo depende de fatores como: 

● volume de serviços no cartório; 

● necessidade de emissão de certidões adicionais; 

● ajustes ou correções em dados das partes ou do imóvel. 

Depois de lavrada e assinada por comprador, vendedor e tabelião, a escritura está pronta para ser levada ao cartório de registro de imóveis. Esse é o próximo passo para concluir de fato a transferência da propriedade.

Quem tem a escritura é dono do imóvel?

Ter apenas a escritura de imóvel não é suficiente para ser considerado proprietário perante a lei. A propriedade imobiliária é reconhecida pelo registro na matrícula do imóvel, no cartório de registro de imóveis competente. 

A escritura comprova que houve um acordo de compra e venda, mas, enquanto ela não for registrada, o imóvel ainda estará formalmente em nome do antigo proprietário. 

Por isso, o ideal é sempre concluir o processo: 

1 - Lavrar a escritura em cartório de notas. 

2 - Recolher o ITBI, quando devido. 

3 - Levar a escritura ao cartório de registro de imóveis para que a transferência seja anotada na matrícula. 

Somente após esse registro pode-se afirmar que a pessoa é juridicamente dona do imóvel.

Qual o custo da escritura de um imóvel de R$ 300.000?

O custo da escritura de um imóvel de R$ 300.000 depende da tabela de emolumentos do estado onde está o bem. Em muitos locais, os valores são calculados por faixas, com percentuais decrescentes conforme aumenta o valor do imóvel. 

Para exemplificar, considere um cenário hipotético em que a tabela preveja um percentual aproximado de 1% sobre o valor do imóvel nessa faixa de preço. Nesse caso, a escritura poderia custar algo em torno de R$ 3.000, além de taxas fixas. 

É importante reforçar que esse número é apenas ilustrativo. A orientação é sempre consultar diretamente o cartório de notas ou o site do Tribunal de Justiça do estado para saber o valor exato da escritura de um imóvel de R$ 300.000, na região em questão.

Assista | Documentos necessários para financiamento imobiliário - Serasa Ensina

Como funciona o processo de escritura do imóvel?

O processo de escritura do imóvel costuma seguir algumas etapas principais: 

1 - Negociação entre as partes: Comprador e vendedor definem preço, forma de pagamento, prazos e demais condições da transação. 

2 - Reunião da documentação: São coletados documentos pessoais, certidões, matrícula do imóvel atualizada e comprovantes de regularidade fiscal e condominial. 

3 - Análise pelo cartório de notas: O cartório confere se todos os documentos estão corretos, se não há impedimentos e se o imóvel está em situação adequada para venda. 

4 - Lavratura da escritura: O tabelião redige a escritura de compra e venda com as informações das partes, do imóvel e das condições negociadas. 

5 - Leitura e assinatura: A escritura é lida em cartório e assinada por comprador, vendedor e tabelião. Em alguns casos, podem ser exigidas testemunhas. 

6 - Entrega da escritura: Após assinada, a escritura é entregue às partes, que devem levá-la ao cartório de registro de imóveis para efetuar o registro. 

Esse fluxo pode ser adaptado quando há financiamento, uso de consórcios ou programas habitacionais, mas a lógica básica (documentação, lavratura e registro) permanece.

Quais são as vantagens de ter a escritura do imóvel registrada?

Ter a escritura do imóvel devidamente registrada traz diversas vantagens, entre elas: 

segurança jurídica: reduz o risco de disputas futuras sobre a propriedade; 

facilidade para vender ou doar: um imóvel regularizado é mais simples de ser transferido; 

acesso a crédito: instituições financeiras costumam exigir que o imóvel esteja regular para conceder financiamentos com garantia real; 

proteção em casos de herança: o registro facilita a transmissão do bem aos herdeiros, pois a propriedade está devidamente documentada. 

Em resumo, a escritura registrada é um passo essencial para que o imóvel faça parte, de forma segura, do patrimônio da pessoa ou da família.

Organize seu planejamento para comprar um imóvel

Entender o que é escritura de imóvel, como funciona o processo e quais são os custos ajuda a tornar a compra ou venda de um bem mais segura e consciente. Ao planejar a aquisição de um imóvel, vale considerar não apenas o valor da casa ou apartamento, mas também as despesas com escritura, registro e impostos. 

Manter-se atualizado sobre temas ligados ao mercado imobiliário e à gestão financeira ajuda a tomar decisões mais assertivas e seguras para o patrimônio individual e familiar.

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Perguntas frequentes sobre escritura de imóvel

O que é mais caro: escritura ou registro de imóvel?

Em muitos estados, o registro de imóvel tende a ser mais caro que a escritura, pois costuma envolver emolumentos e taxas específicas para o ato de transferência de propriedade. No entanto, isso varia conforme a legislação estadual e as tabelas de custas em vigor. 

De modo geral: 

● A escritura representa o custo da formalização da compra e venda em cartório de notas. 

● O registro representa o custo para efetivar a transferência da propriedade na matrícula do imóvel. 

Ao planejar a compra, o ideal é considerar ambos os valores, além do ITBI e de eventuais custas com certidões. Assim, o comprador evita surpresas e consegue ter uma visão mais realista do investimento total.

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