Operações compromissadas: o que são e como funcionam
Operações compromissadas: o que são e como funcionamData de publicação 24 de setembro de 202610 minutos de leitura
Publicado em: 24 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutosTexto de: Time Serasa
Saber o que são ETFs e como investir nesses fundos ajuda a diversificar as aplicações com uma única operação. A sigla identifica um fundo negociado em bolsa que reúne diferentes ativos ou acompanha uma estratégia específica por meio de uma única cota. O formato atrai quem já organizou as contas e busca ampliar a carteira com praticidade.
ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Fund, termo que também aparece em português como fundo de índice. A principal vantagem é a diversificação. Com a compra de uma única cota, o investidor passa a ter uma fatia proporcional de todos os ativos do fundo.
Diferentemente de escolher ação por ação, o ETF já entrega uma cesta pronta. Isso reduz o tempo necessário para montar uma carteira diversificada. Também simplifica o acompanhamento, pois o desempenho da cota segue o conjunto de ativos, não um único papel.
Um ETF de índice busca acompanhar o desempenho do índice de referência seguindo sua metodologia de composição e ponderação. Sempre que o índice passa por um rebalanceamento oficial, a carteira do fundo é ajustada para continuar refletindo essa composição.
Como a gestão é passiva, o objetivo do fundo não é superar o índice, e sim acompanhar o desempenho dele da forma mais próxima possível. O preço da cota oscila durante todo o pregão, de acordo com a marcação a mercado dos ativos que compõem a carteira. Pequenas diferenças entre a rentabilidade do ETF e a do índice podem ocorrer por causa dos custos operacionais do fundo.
É possível começar com o valor de uma única cota, negociada no mercado fracionário. Para isso, basta acrescentar a letra F ao final do código do ETF na hora da compra. Essa opção permite negociar uma quantidade menor que o lote padrão de 100 cotas.
Esse valor muda todos os dias, conforme a cotação do ETF escolhido. Costuma variar de poucos reais a algumas centenas de reais, dependendo do fundo. Alguns fundos tradicionais exigem um aporte mínimo inicial mais alto. O ETF não impõe um valor fixo de entrada além do preço de uma cota.
Na B3, há ETFs que acompanham diferentes índices e estratégias de investimento. Esse é o índice mais usado como referência do mercado acionário brasileiro. Há também opções voltadas a empresas de menor porte, a índices internacionais negociados em reais e a carteiras de renda fixa.
Liquidez e popularidade não são garantia de rentabilidade futura. Antes de escolher um ETF, é recomendável verificar o índice replicado e a taxa de administração. Também é importante confirmar se a estratégia do fundo é compatível com o objetivo e o prazo do investimento.
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A principal diferença está na forma de compra e no custo. O ETF é negociado em bolsa, como uma ação, com preço em tempo real durante o pregão. Já o fundo tradicional costuma ser comprado direto pela plataforma do banco ou da corretora, com cotização pelo valor de fechamento do dia.
| Característica | ETF | Fundo tradicional | Ações individuais |
|---|---|---|---|
| Como comprar | Home broker, como uma ação | Plataforma do banco ou da corretora | Home broker |
| Liquidez | Negociação em tempo real, durante o pregão | Resgate processado em dias, pelo valor de fechamento | Negociação em tempo real |
| Custo | Taxa de administração reduzida; corretagem zerada em várias corretoras | Taxa de administração mais alta, podendo incluir taxa de performance | Sem taxa de administração; só corretagem |
| Diversificação | Alta, com uma única cota | Depende da estratégia do fundo | Baixa; exige comprar vários papéis separadamente |
| Tributação | 15% sobre o ganho, sem isenção mensal | Varia conforme a categoria do fundo | 15% sobre o ganho, com isenção de R$20 mil por mês |
Os percentuais de imposto consideram operações comuns de pessoa física em vigor em 2026 e podem mudar conforme alteração na legislação tributária.
Um dos principais custos de um ETF é a taxa de administração, descontada automaticamente da rentabilidade do fundo. Por contar com gestão passiva, essa cobrança costuma ser menor que a de fundos com gestão ativa. O BOVA11, por exemplo, cobra taxa de administração de cerca de 0,10% ao ano.
Além da taxa de administração, existe a corretagem cobrada pela corretora a cada operação. Várias corretoras já zeraram esse custo para ações e ETFs. A B3 também cobra emolumentos, um valor pequeno sobre o volume negociado. Diferentemente de alguns fundos tradicionais, o ETF geralmente não tem taxa de entrada nem taxa de saída.
Os ETFs de ações são tributados em 15% sobre o ganho obtido na venda das cotas. Essa cobrança não conta com a isenção de R$20 mil por mês que se aplica à venda de ações individuais. Todo lucro é tributável, independentemente do valor total vendido no mês.
O recolhimento é feito pelo próprio investidor, por meio de DARF com código 6015. O prazo é o último dia útil do mês seguinte à venda com lucro.
Já os ETFs de renda fixa seguem uma lógica diferente. O imposto é retido na fonte pela instituição financeira, com alíquota de 15% a 25%, conforme o prazo médio da carteira de títulos. Mesmo sem vender nenhuma cota no ano, a posição em ETFs precisa constar na declaração anual, na ficha de bens e direitos.
Abra conta em uma corretora de valores autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM); compare taxas e plataformas antes de escolher.
Transfira o valor desejado para a conta da corretora, por Pix ou TED.
Acesse o home broker e pesquise o código do ETF escolhido.
Defina a quantidade de cotas e o tipo de ordem, a mercado ou limitada. Para comprar menos que o lote padrão, use o código seguido da letra F, que indica o mercado fracionário.
Confirme a ordem e acompanhe a liquidação, que ocorre em até dois dias úteis.
Pronto! As cotas passam a constar na carteira da corretora e podem ser negociadas novamente sempre que o pregão estiver aberto.
O patrimônio do fundo pertence ao conjunto de cotistas, não à gestora. Por isso, não se mistura com os bens dela em caso de falência. A legislação brasileira trata os fundos de investimento, incluindo os ETFs, como um condomínio de natureza especial, com patrimônio segregado e sob fiscalização da CVM.
Se a gestora deixar de operar, a CVM pode determinar que outra instituição autorizada assuma a administração do fundo, mantendo-o em funcionamento. Também pode conduzir um processo de liquidação ordenada, com a restituição dos ativos aos cotistas. Essa segregação reduz o risco ligado especificamente à falência da gestora. Ela não elimina o risco de mercado, já que o preço da cota continua sujeito às oscilações dos ativos que representa.
Antes de direcionar dinheiro para ETFs, é recomendável revisar alguns pontos da vida financeira. Ter o nome regularizado facilita o acesso a produtos financeiros no geral. Quem ainda tem dívidas negativadas pode consultar se há ofertas de negociação disponíveis para o CPF.
Também ajuda ter uma reserva de emergência formada, de preferência aplicada em algo com liquidez diária. Consultar o Serasa Score pelo aplicativo da Serasa também pode ajudar a acompanhar a situação relacionada ao histórico de crédito. Com esses pontos organizados, fica mais fácil definir quanto investir por mês sem comprometer o orçamento.
Entender o que são ETFs e como investir é só uma parte da educação financeira necessária para diversificar com mais segurança. O Serasa Ensina reúne conteúdos gratuitos sobre investimentos, organização de contas e crédito.
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