Volatilidade implícita: o que é e como usar nas opções
Volatilidade implícita: o que é e como usar nas opçõesData de publicação 6 de novembro de 202617 minutos de leitura
Publicado em: 6 de novembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 14 minutosTexto de: Time Serasa
As principais moedas do mundo são o dólar americano, o euro, o iene japonês, a libra esterlina e o yuan chinês. Elas são as cinco mais negociadas no mercado de câmbio global.
O ranking das moedas mais valorizadas por unidade é outro. Ele é liderado por moedas do Oriente Médio, como o dinar do Kuwait, o dinar do Bahrein e o rial de Omã.
As duas listas medem coisas diferentes. A primeira mostra quais moedas circulam mais entre bancos, empresas e governos. A segunda mostra quanto vale uma única unidade de cada moeda em dólares. Conhecer essa diferença ajuda a interpretar a cotação do dia, a planejar uma viagem e a entender notícias sobre inflação.
Mais negociada: o dólar americano, presente em cerca de 89% das operações de câmbio, segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS).
Mais valorizada por unidade: o dinar do Kuwait, à frente do dinar do Bahrein e do rial de Omã.
Mais guardada pelos bancos centrais: o dólar, com 56,7% das reservas em moeda estrangeira, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Pelo volume de negociação, as 10 principais moedas do mundo são lideradas pelo dólar americano, pelo euro e pelo iene. Na sequência, aparecem a libra esterlina, o yuan, o franco suíço e os dólares australiano, canadense, de Hong Kong e de Singapura.
Toda operação de câmbio envolve duas moedas, trocadas pelo preço definido pela taxa de câmbio. Por isso, a soma das participações chega a 200%: cada negociação é contada uma vez para cada moeda envolvida.
A tabela abaixo reúne o símbolo, o código e a fatia aproximada de cada moeda. Os números vêm da análise final da Pesquisa Trienal do BIS de 2025. O levantamento é feito a cada três anos e, nesta edição, reuniu dados de mais de 1.100 bancos e outras instituições.
| Posição | Moeda | Símbolo | Código | Onde é usada | Participação aproximada nas negociações |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Dólar americano | US$ | USD | Estados Unidos e países que adotam o dólar | cerca de 89% |
| 2 | Euro | € | EUR | Países da zona do euro | cerca de 29% |
| 3 | Iene | ¥ | JPY | Japão | cerca de 17% |
| 4 | Libra esterlina | £ | GBP | Reino Unido | cerca de 10% |
| 5 | Yuan (renminbi) | ¥ | CNY | China | cerca de 9% |
| 6 | Franco suíço | CHF | CHF | Suíça e Liechtenstein | cerca de 6% |
| 7 | Dólar australiano | A$ | AUD | Austrália | cerca de 6% |
| 8 | Dólar canadense | C$ | CAD | Canadá | cerca de 6% |
| 9 | Dólar de Hong Kong | HK$ | HKD | Hong Kong | cerca de 4% |
| 10 | Dólar de Singapura | S$ | SGD | Singapura | cerca de 2% |
Fonte: Pesquisa Trienal do BIS, dados de abril de 2025, com valores arredondados. O símbolo ¥ é usado pelo iene e pelo yuan.
O real fica fora dessa lista. Segundo a mesma pesquisa, a moeda brasileira responde por menos de 1% das negociações de câmbio no mundo.
Quem vai viajar para a zona do euro pode reduzir gastos ao comprar euro de forma econômica, comparando taxas e custo total.
Pelo valor de uma unidade em dólares, o dinar do Kuwait é a moeda mais valorizada do mundo. Em seguida vêm o dinar do Bahrein, o rial de Omã e o dinar da Jordânia.
Da quinta à décima posição, aparecem a libra esterlina, a libra de Gibraltar e o franco suíço. Completam a lista o dólar das Ilhas Cayman, o euro e o dólar americano. A ordem desse segundo grupo pode mudar de um dia para o outro, porque várias dessas moedas têm câmbio flutuante.
As primeiras posições mudam pouco porque os bancos centrais desses países controlam o câmbio. No Bahrein, a paridade é fixa em 0,376 dinar por dólar, o que dá cerca de US$ 2,66 por dinar. Em Omã, o rial vale US$ 2,6008 desde 1986.
O dinar do Kuwait segue uma cesta de moedas de parceiros comerciais do país. Na média de 2025, cada dinar valeu cerca de US$ 3,26, segundo o Banco Central do Kuwait.
| Posição | Moeda | Código | País ou território | Como o valor é definido |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Dinar do Kuwait | KWD | Kuwait | Ligado a uma cesta de moedas |
| 2 | Dinar do Bahrein | BHD | Bahrein | Paridade fixa com o dólar |
| 3 | Rial de Omã | OMR | Omã | Paridade fixa com o dólar |
| 4 | Dinar da Jordânia | JOD | Jordânia | Paridade fixa com o dólar |
| 5 a 10 (a ordem varia) | Libra esterlina | GBP | Reino Unido | Câmbio flutuante |
| 5 a 10 (a ordem varia) | Libra de Gibraltar | GIP | Gibraltar | Atrelada à libra esterlina |
| 5 a 10 (a ordem varia) | Franco suíço | CHF | Suíça e Liechtenstein | Câmbio flutuante |
| 5 a 10 (a ordem varia) | Dólar das Ilhas Cayman | KYD | Ilhas Cayman | Paridade fixa com o dólar |
| 5 a 10 (a ordem varia) | Euro | EUR | Países da zona do euro | Câmbio flutuante |
| 5 a 10 (a ordem varia) | Dólar americano | USD | Estados Unidos | Câmbio flutuante |
Fontes do regime de câmbio: Banco Central do Kuwait, Banco Central do Bahrein e Banco Central de Omã. Algumas listas trocam a libra de Gibraltar por outras libras de territórios britânicos, como as das Ilhas Malvinas e de Santa Helena.
A moeda mais comercializada é a que participa de mais operações de câmbio, e hoje esse lugar é do dólar americano. A mais cara é a de maior valor por unidade, lugar que pertence ao dinar do Kuwait. Uma medida não depende da outra.
O valor por unidade reflete a forma como cada moeda foi criada e a taxa de câmbio adotada pelo país. Pela paridade oficial, US$ 100 compram cerca de 37,6 dinares do Bahrein. Esse número mostra quanto custa cada unidade e nada diz sobre o tamanho da economia do país.
Com o dólar acontece o contrário. Ele vale menos por unidade, mas está em quase nove de cada dez negociações de câmbio, segundo o BIS.
Para quem planeja uma viagem, o que pesa no orçamento é a conversão de moedas e os custos da operação. Antes de comprar moeda estrangeira, é recomendável comparar o custo total entre instituições autorizadas pelo Banco Central.
Uma moeda é considerada importante quando é muito usada no comércio, nos investimentos e nas reservas dos bancos centrais. A força de uma moeda está na capacidade de manter o valor diante das outras ao longo do tempo.
Essa capacidade depende da economia do país que emite a moeda. Entre os fatores que influenciam a valorização e a desvalorização do câmbio, três se destacam.
Juros e inflação: juros mais altos tendem a atrair investidores estrangeiros e a aumentar a procura pela moeda. Inflação alta e persistente reduz o poder de compra e tende a enfraquecer o câmbio.
Contas externas: quando um país exporta mais do que importa, entra mais moeda estrangeira, e isso tende a valorizar a moeda local. O movimento contrário pode pressionar o câmbio.
Confiança e estabilidade: regras previsíveis, contas públicas equilibradas e estabilidade política reduzem o risco percebido por quem investe no país. Em períodos de incerteza, parte dos investidores procura moedas consideradas mais seguras, como o dólar e o franco suíço.
O regime de câmbio também conta. Em países com paridade fixa, como Bahrein e Omã, o banco central compra e vende moeda estrangeira para manter a taxa definida. Para isso, precisa de reservas em dólar.
No Brasil, o câmbio é flutuante, e a cotação do real muda conforme a oferta e a procura. A emissão do real cabe ao Banco Central, e a fabricação de cédulas e moedas fica a cargo da Casa da Moeda.
O dólar lidera porque funciona como moeda-veículo, ou seja, a moeda intermediária usada para trocar duas outras. Segundo o BIS, 96% das negociações com o yuan em abril de 2025 tiveram o dólar do outro lado.
Um banco que precisa trocar reais por pesos mexicanos, por exemplo, pode fazer a operação em duas etapas. Primeiro troca reais por dólares e depois dólares por pesos, porque há mais compradores e vendedores de dólar nos dois mercados.
O dólar também é a moeda que os bancos centrais mais guardam. As reservas internacionais, ou reservas cambiais, são o estoque de moeda estrangeira e outros ativos que cada país mantém. Esse estoque serve para pagar compromissos externos e atuar no câmbio em momentos de turbulência.
Segundo os dados de reservas do FMI, o dólar respondia por 56,7% das reservas em moeda estrangeira no segundo trimestre de 2026. O cálculo não inclui o ouro. O euro aparecia em segundo lugar, com 20,6%.
Essa liderança também chega ao bolso. Quando o dólar sobe em relação ao real, produtos importados e itens que dependem de insumos comprados no exterior podem ficar mais caros. Por isso, acompanhar a cotação do dólar torna mais claras as notícias sobre preços e inflação.
Conhecer as principais moedas do mundo e o que move o câmbio facilita entender o preço de um importado e o custo de uma viagem. O Serasa Ensina reúne conteúdos gratuitos sobre câmbio, economia e organização do orçamento, com exemplos ligados ao dia a dia.
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