Entrar

10 dicas para montar um orçamento pessoal

Traçar metas, avaliar despesas e mapear rendimentos. Veja estas e outros detalhes que devem fazer parte do seu planejamento.

Foto Vanessa Ferreira
Publicado em: 20 de dezembro de 2021.

Montar um orçamento pessoal é um desafio para muitas pessoas, principalmente para aquelas que não tem tanta familiaridade com o mundo das finanças.

No entanto, mesmo não tendo conhecimento sobre educação financeira, é importante entender que ela faz parte da vida de todo mundo, seja de crianças ou de adultos. Então, mapear todos os custos e despesas é uma atividade que precisa fazer parte da sua rotina para alcançar sua independência financeira.

Mas, afinal, o que é independência financeira? A verdade é que cada pessoa enxerga e projeta esse sucesso de uma forma.

Um estudo realizado pela Serasa mostrou que 27% dos brasileiros entendem que sucesso é alcançar a estabilidade financeira. Enquanto isso, 16% entendem que, mais do que ter uma situação estável, o sucesso depende também de ter uma reserva financeira. Já 15% dos entrevistados associam o termo ao conforto da família.

Leia também | Reserva de emergência: como fazer a sua e se preparar para imprevistos?

De qualquer forma, para alcançar a maioria dos planos e ser “bem-sucedido”, é preciso ter um bom equilíbrio financeiro. E é exatamente sobre isso que vamos falar neste texto. Fique de olho nas dicas e boa leitura!

O que é orçamento pessoal?

O termo parece lógico, mas a prática é um pouco mais complexa e envolve técnicas e disciplina para a execução. Mas não se preocupe, você vai conseguir fazer o seu.

Orçamento pessoal é uma ferramenta que te permite planejar e acompanhar suas finanças. Funciona como um retrato da sua situação financeira, ou seja, mostra quais são seus ganhos e gastos ao longo do mês.

Quando bem executado, esse orçamento permite fazer previsões, analisar custos e tomar decisões mais eficientes com o próprio dinheiro.

Como montar um orçamento pessoal do zero?

Para montar um orçamento pessoal eficaz, é preciso seguir algumas dicas, como anotar o que recebe e o que gasta – não somente as despesas fixas, mas as rendas extras e os gastos variáveis que acontecem no dia a dia.

No mesmo estudo da Serasa, mencionado no início do texto, 85% dos brasileiros entrevistados disseram que uma vida financeira saudável está associada ao acompanhamento recorrente dos gastos.

Então, para facilitar esse acompanhamento, veja, agora, como montar um orçamento pessoal do zero.

Registre seus rendimentos

Para descobrir o quanto você pode gastar, é preciso, antes, saber quanto você ganha por mês. Isso pode parecer lógico, mas muitas pessoas não entendem a diferença entre salário bruto e líquido, por exemplo. E, por não saberem, acreditam que o valor que têm que receber todo mês é exatamente o montante sem descontos.

Então, avalie bem seu contracheque, caso você seja um colaborador CLT, ou confira sempre seu extrato bancário, para caso de empresários e autônomos. A partir daí, não esqueça de registrar os ganhos no seu orçamento pessoal.

Registre seus gastos

Já sabe quanto ganha? Agora é hora de saber o quanto gasta. Para ter uma real noção das suas despesas, lembre-se de anotar todas elas, incluindo as menores, que parecem “insignificantes”. Acredite: juntas, elas representam uma parte importante do seu orçamento.

Categorize seus gastos e defina um limite para cada um

Para facilitar a análise dos gastos, tente categorizá-los, como:

  • Mercado;

  • Transporte;

  • Manutenção doméstica (água, luz, telefone, aluguel);

  • Compras pessoais;

  • Cursos;

  • Outros.

Assim, será possível enxergar qual categoria concentra a maior parte das suas despesas e definir um limite de gastos para cada um, mas dentro de uma realidade possível.

Corte gastos

Conseguiu categorizar? Ótimo! Agora é hora de avaliar se os custos fazem sentido para a sua realidade financeira. Corte gastos sempre que possível.

Um outro dado bem interessante apresentado na pesquisa é que 45% dos entrevistados sentem que as compras por impulso prejudicam a sua gestão financeira e 29% passam a maior parte do mês sem dinheiro.

Então, avaliando as despesas, é possível identificar as compras desnecessárias para conseguir fazer o salário render mais.

Defina metas e objetivos financeiros

É ótimo ter dinheiro guardado, mas o que você pretende com isso? Quando você determina a sua meta e objetivo com o dinheiro, fica mais fácil e satisfatório atingir.

E não precisa necessariamente envolver compra de bens materiais ou fazer uma viagem. Você pode, simplesmente, guardar dinheiro para quitar suas dívidas ou montar sua reserva financeira para o futuro.

Tem dívidas? Priorize quitá-las

E falando em dívidas, como você lida com elas? Está pagando muitos juros aí? Então, sua prioridade no orçamento pessoal deve ser quitar todas as suas contas.

Não adianta nada ter dinheiro guardado se os juros das dívidas estão corroendo o seu orçamento. Antes de pensar em qualquer outra coisa, pague tudo o que deve.

Crie uma reserva de emergência

Agora, se você já quitou todas as contas, ou não deve nada para ninguém, pense na sua reserva financeira. Ela nada mais é que um valor separado exclusivamente para cobrir gastos de emergência, que não estejam previstos no seu orçamento.

De acordo com especialistas, o valor ideal para uma reserva de emergência deve ser de 6 a 12 meses dos seus gastos mensais. Se você fizer essa conta agora, pode acabar se assustando com o valor, mas não se preocupe: uma reserva pode ser construída aos poucos, e ter algum dinheiro guardado já é melhor do que nada.

Tem cartão de crédito? Use a seu favor

O cartão de crédito nem sempre é ruim. Na verdade, ele é um aliado muito importante para o seu planejamento financeiro, o problema é quando ele é usado como uma renda extra e você não consegue manter o controle da fatura.

Sabendo usar, o cartão de crédito te ajuda a ter mais poder de compra e parcelar algumas despesas – mas lembre-se de incluir essas parcelas nas suas despesas do mês seguinte, combinado?

Avalie seu planejamento sempre

Foi demitido? Foi promovido? Trocou de emprego para ganhar mais? Entrou uma renda extra mensal? A família aumentou? Tudo bem, isso tudo acontece. O importante é incluir essas mudanças no seu orçamento pessoal.

Qualquer que seja a mudança, ela pode impactar o seu planejamento, e ele precisa refletir exatamente a sua realidade. Então, visite seu orçamento com frequência e faça os ajustes necessários.

Utilize recursos tecnológicos

A tecnologia tem oferecido diversas ferramentas para ajudar no controle do seu orçamento pessoal. Use e abuse de apps que façam sentido para você, como aqueles que mapeiam receitas e despesas, ou então a carteira digital, que facilita o controle do seu orçamento e ainda garante mais segurança para os seus cartões e dinheiro – já que, com ela, você pode dispensar sua carteira física.

Carteira digital: a grande aliada do seu orçamento pessoal

Ainda não sabe o que é a carteira digital? Essa ferramenta é uma grande aliada no controle dos seus gastos, pagamentos e orçamento.

Com ela, é possível pagar todas as suas contas e compras diretamente pelo celular, já deixando tudo registrado ali. A Carteira Digital Serasa, por exemplo, permite que você faça recarga de celular, pagamento de contas e até parcelamento de boletos bancários em até 12 vezes, naqueles meses em que você precisar de uma folguinha no orçamento.

Viu só como é possível montar um orçamento pessoal e organizar as finanças? Para conferir mais dicas sobre organização financeira, acesse os conteúdos do blog da Serasa.