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Entenda as holdings de instituições não financeiras

Você já ouvir falar em holdings de instituições não financeiras, ou holdings patrimoniais? Saiba o que são, como funcionam, quais as vantagens e desvantagens.

Publicado em: 14 de abril de 2023.

Autora: Marlise Brenol

No filme Wall Street: o dinheiro nunca dorme, lançado em 2010, há uma cena na qual o personagem principal Jake Moore, interpretado por Shia LaBeouf, aparece almoçando com Warren Buffett. A participação especial do multi-investidor no enredo demonstra a influência dele no mundo dos negócios e investimentos. Na vida real, Warren é o investidor principal da influente holding de instituições não financeiras, a Berkshire Hathaway, fundada e dirigida por ele.  

No filme, Jake Moore negocia uma fusão entre empresas e busca conselhos de Buffett sobre a estratégia que deve adotar. Buffett, descontraído e bem-humorado, dá conselhos a Jake, enfatizando a importância de ter princípios e não ser ganancioso. No cinema, Warren interpretou a si mesmo, já que fora da ficção possui investimentos em diversos setores, incluindo seguros, energia, tecnologia, varejo, entre outros. 

Neste artigo explicamos o que são holdings de instituições não financeiras, suas características principais e exemplos da vida real. Confira! 

Para começar: o que são holdings?

Holdings são empresas que detêm a maioria das ações de uma ou mais empresas. Elas estão presentes em diferentes setores econômicos e atuam como sociedades gestoras que exercem controle sobre outras instituições.  

O objetivo principal de uma holding é administrar outras empresas que podem ou não ter relação direta com o negócio principal da matriz. Uma sociedade holding pode gerir empresas de diferentes áreas, inclusive não financeiras.  

O que são holdings de instituições não financeiras?

Também chamadas de holdings patrimoniais, empresas desse tipo detêm participações em diversos negócios, não apenas na área financeira, ou seja, combinam a atuação em distintos setores. Uma holding de instituições não financeiras compõe negócios como varejo, tecnologia, comunicação e outros. A Berkshire Hathaway, de Warren Buffet, é um exemplo.  

Essas empresas costumam ser criadas com o objetivo de consolidar diversos negócios sob uma única gestão. Algumas das vantagens desse tipo de holding são redução de custos, aumento de eficiência e melhoria na gestão estratégica. As holdings também podem ser utilizadas como forma de diversificação de investimentos, ao permitir participações em diferentes setores e mercados. 

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Como funcionam as holdings de instituições não financeiras?

Funcionam como empresas que detêm participações em outras empresas, mas que não se dedicam diretamente a atividades financeiras. As holdings adquirem as participações acionárias em outras empresas por meio de investimentos diretos ou de aquisições de ações no mercado de capitais.  

A partir daí, os investidores têm influência na gestão e na tomada de decisões dessas empresas. 

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Outras vantagens das holdings de instituições não financeiras

A constituição de uma holding de instituições não financeiras é vantajosa em diferentes aspectos. Um dos pontos positivos é a diversificação. Na condição de conglomerado empresarial diversificado, é capaz de minimizar riscos e maximizar retornos, pois as empresas controladas podem atuar em diferentes setores e mercados.  

Se um setor não desempenha bem, a holding garante os ganhos em outros segmentos, em teoria levando a uma estabilidade maior. Outra característica importante das holdings é que podem atuar como fonte de financiamento para as empresas controladas. Por exemplo, a holding pode fornecer capital para financiar projetos de expansão ou para investimentos em pesquisa e desenvolvimento.  

Confira outras vantagens:  

  • Controle: as holdings podem ter um controle maior sobre as empresas filiais e facilitar a tomada de decisões estratégicas em toda a organização. 
  • Economia de escala: ao ter várias empresas filiais, as holdings podem aproveitar a economia de escala para reduzir custos operacionais e aumentar a rentabilidade geral da empresa. 
  • Sinergia: as holdings podem usar a sinergia entre suas empresas filiais para melhorar a eficiência e produtividade geral. 
  • Flexibilidade: instituições não financeiras podem ser menos regulamentadas que instituições financeiras, o que traz mais flexibilidade nas operações e nos investimentos. 
  • Benefícios fiscais: as holdings podem se beneficiar de regimes tributários favoráveis e estruturas de planejamento tributário para reduzir a carga tributária da empresa. 

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Desvantagens das holdings de instituições não-financeiras

As holdings de instituições não financeiras podem enfrentar desafios como a necessidade de lidar com diferentes culturas empresariais e de gestão, além de riscos relacionados à exposição a diferentes setores e mercados.  

Como qualquer outra forma de organização empresarial, as holdings de instituições não financeiras também têm desvantagens ou obstáculos. Confira: 

  • Custo: a criação de uma holding Complexidade pode ser cara, principalmente se ela precisar adquirir várias empresas e lidar com a integração delas. 

  • Complexidade: holdings de instituições não financeiras podem ser bastante complexas, com muitas empresas controladas em diferentes setores e mercados, e assim tornar a gestão e a tomada de decisões mais difíceis. 

  • Exposição a riscos: holdings de instituições não financeiras podem estar expostas a riscos em vários setores e mercados e aumentar a vulnerabilidade a mudanças macroeconômicas, tais como recessões ou crises financeiras. 

  • Conflitos de interesse: pode haver conflitos de interesse entre a holding e as empresas controladas, especialmente se a holding tiver participação majoritária em uma ou mais empresas. 

  • Desafios regulatórios: as holdings podem enfrentar desafios regulatórios e jurídicos, especialmente se controlarem empresas em vários países com diferentes sistemas legais e regulatórios. 

  • Desafios de governança: holdings podem ter dificuldades para gerenciar e garantir uma governança corporativa adequada em todas as empresas controladas, especialmente se estiverem em diferentes setores ou geografias. 

Empresas brasileiras podem se tornar holdings de instituições não financeiras?

As holdings não financeiras são regulamentadas pela Lei nº 6.404/76, também conhecida como Lei das Sociedades por Ações. Essa lei permite que empresas constituídas na forma de sociedade anônima atuem como holdings, desde que atendam aos requisitos legais de criação e operação. Essas podem deter ações ou cotas de outras empresas, mas não exercer atividades financeiras típicas, como captação de recursos e empréstimos.  

No Brasil, a criação de uma holding não financeira exige o cumprimento de requisitos legais, como a elaboração de um contrato social que especifique os fins da empresa, a obtenção de autorização do órgão regulador responsável, o registro na junta comercial e a obtenção de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Além disso, a holding deve seguir as normas contábeis e tributárias aplicáveis. 

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