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Como parcelar cheque especial

Com juros de até 8% ao mês, o saldo negativo cresce rápido, e parcelas fixas ajudam a retomar o controle da conta.

Atualizado em: 28 de outubro de 2026

Categoria Carteira DigitalTempo de leitura: 18 minutos

Texto de: Time Serasa

Conceito de contabilidade empresarial, Homem de negócios usando calculadora com laptop de computador, orçamento e papel de empréstimo no escritório.

Parcelar cheque especial é transformar o saldo negativo da conta corrente em parcelas fixas, em geral com juros menores que os do próprio limite. Essa dívida costuma crescer sem chamar atenção, porque os juros correm a cada dia de saldo negativo. Além disso, o dinheiro que entra na conta cobre primeiro o que está em aberto.

O caminho mais comum é aceitar ou pedir o parcelamento oferecido pelo próprio banco. Também é possível trocar o saldo por um crédito mais barato ou, se a dívida já estiver em atraso, buscar uma negociação com desconto. Um imprevisto ou um mês de gastos acima do normal bastam para a conta entrar no negativo. Comparar esses caminhos evita trocar uma dívida cara por outra igualmente pesada.

Assista | Quais dívidas é possível negociar no Feirão Limpa Nome 2025 - Serasa Ensina

O que é o cheque especial

O cheque especial é um limite de crédito pré-aprovado que o banco vincula à conta corrente. Ele permite fazer pagamentos, saques e transferências sem saldo disponível, até o valor contratado. A partir daí, a conta fica negativa e o valor usado vira uma dívida com o banco.

Geralmente, o uso do cheque especial é automático e não exige autorização a cada operação. Por isso, o limite pode ajudar numa emergência pontual, mas fica caro quando passa a fazer parte do orçamento do mês.

Juros cobrados no cheque especial

Desde 6 de janeiro de 2020, a Resolução CMN nº 4.765/2019 limita os juros do cheque especial a 8% ao mês. O teto se aplica a pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEI). Os juros incidem sobre o valor usado e os dias de uso do limite, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também entra na conta.

Regra importante: O teto de 8% ao mês definido pelo Banco Central equivale a mais de 150% ao ano. Mesmo com esse limite, o cheque especial continua entre as linhas de crédito mais caras para pessoas físicas.

Quanto custam R$ 1.000 no cheque especial?

Com a taxa máxima de 8% ao mês, R$ 1.000 no cheque especial viram até R$ 1.080 depois de um mês. Se nada for pago, a dívida chega a cerca de R$ 2.518,17 em um ano. Isso acontece porque os juros de cada mês entram no saldo e também rendem juros.


Tempo com o saldo negativoDívida estimada
Um mêsR$ 1.080
Três mesesR$ 1.259,71
Seis mesesR$ 1.586,87
12 mesesR$ 2.518,17

Simulação com juros compostos de 8% ao mês, sem novos depósitos, sem IOF e sem tarifas. O valor de cada caso depende da taxa do banco e dos dias de uso.

Quanto tempo é possível ficar sem pagar o cheque especial?

Não há uma data de vencimento fixa enquanto o saldo negativo está dentro do limite contratado. A dívida pode ficar em aberto pelo tempo que o contrato permitir, mas os juros e o IOF são cobrados durante todo o período.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mantém regras de autorregulação do cheque especial desde julho de 2018. Por elas, quem usa mais de 15% do limite por 30 dias seguidos recebe uma oferta de parcelamento com juros menores. Se o cliente recusar, o banco repete a oferta a cada 30 dias.

O risco de perder o limite e ter o CPF negativado

Quando o saldo fica muito tempo sem pagamento, o banco pode reduzir ou cancelar o limite, conforme o contrato, e cobrar o valor devido. A dívida passa a ser uma conta em atraso e, se continuar sem pagamento, o banco pode solicitar a negativação do CPF.

Antes da inclusão, a Serasa envia um comunicado ao consumidor com prazo para regularizar a dívida. Dívidas negativadas e hábitos de pagamento estão entre os fatores do cálculo do Serasa Score. Por isso, a relação entre o uso do cheque especial e a pontuação de crédito depende do comportamento de pagamento.

O que acontece se não pagar o cheque especial

Enquanto o saldo negativo não é quitado, todo dinheiro que entra na conta abate primeiro a dívida. O salário pode ser consumido quase inteiro pelo saldo devedor, e as contas do mês acabam pagas de novo com o limite.

Esse efeito em cascata explica por que a dívida cresce mesmo com depósitos regulares. Para sair do ciclo, o saldo precisa virar uma dívida com prazo e parcela definidos. Depois da quitação, uma reserva de emergência ajuda a evitar que um novo imprevisto leve a conta de volta ao negativo.

O que fazer quando não dá para pagar o cheque especial?

Quem não consegue cobrir o saldo de uma vez pode parcelar a dívida, trocá-la por crédito mais barato ou negociá-la em caso de atraso. A lista de verificação abaixo ajuda a escolher o caminho.

  1. Descubra o valor total devido na conta, com os juros e o IOF já cobrados.

  2. Compare os juros e o custo efetivo total (CET) do parcelamento do banco com os de outras linhas de crédito.

  3. Consulte se há ofertas para a dívida no Serasa Limpa Nome, caso ela já esteja em atraso.

  4. Peça ao banco a redução ou o cancelamento do limite para não voltar ao negativo depois do acordo.

Como trocar uma dívida cara por uma mais barata

A troca consiste em contratar um crédito com juros menores para quitar o cheque especial de uma vez. Ela só reduz o custo quando a nova taxa é menor e quando o limite deixa de ser usado depois da quitação.

A lógica de trocar uma dívida cara por uma mais barata funciona melhor com modalidades de juros baixos, como o consignado. Pelas médias do Banco Central de junho de 2026, ele custava cerca de 2,1% ao mês. O crédito pessoal sem consignação ficava perto de 7,1%, e o cheque especial, de 7,6%.

Como negociar pelo Serasa Limpa Nome de forma 100% online e sem falar com o gerente

Quando a dívida do cheque especial já está em atraso, a empresa credora pode disponibilizar ofertas no Serasa Limpa Nome. Ele é a maior plataforma de negociação de dívidas do país. O acesso é gratuito pelo site, pelo aplicativo da Serasa (iOS e Android) ou nas agências dos Correios.

As ofertas podem ter até 90% de desconto, conforme as condições definidas pela empresa credora. O pagamento do acordo é feito para essa empresa, por Pix ou boleto, quando a oferta permitir as duas formas. Pelos canais digitais, tudo acontece sem atendimento presencial.

  1. Entre com seu CPF e senha no site ou no aplicativo da Serasa. Se não tiver um cadastro ainda, é só criar um de forma gratuita.

  2. Na tela inicial, confira se há ofertas de negociação de dívidas disponíveis para o CPF, ou acesse o menu "Dívidas".

  3. Escolha a oferta da dívida do cheque especial, se houver, e confira o valor, as parcelas e as formas de pagamento.

  4. Confirme o acordo e guarde o código do Pix ou do boleto para pagar até o vencimento.

  5. Pronto! Agora é possível acompanhar o acordo pelo menu "Dívidas".

É melhor parcelar a fatura ou usar o cheque especial?

Para cobrir poucos dias até a entrada do salário, o cheque especial tende a custar menos. Ele cobra juros por dia de uso e tem taxa média menor. Em junho de 2026, o parcelamento da fatura do cartão cobrava, em média, 191,4% ao ano, e o cheque especial, 139,8%, segundo o Banco Central.

O parcelamento da fatura tem prazo e parcelas definidos. Desde janeiro de 2024, a Lei nº 14.690/2023 impede que os juros e encargos dessa modalidade passem de 100% do valor original da dívida. O Banco Central publica o acompanhamento desse limite nas estatísticas de juros do cartão de crédito. Para uma dívida que vai durar meses, nenhum dos dois é a opção mais barata.

Comparativo de taxas para escolher a opção mais barata e proteger o histórico de crédito


ModalidadeTaxa média ao anoEquivalente aproximado ao mês
Rotativo do cartão de crédito442,4%15,1%
Parcelamento da fatura do cartão191,4%9,3%
Cheque especial139,8%7,6%
Crédito pessoal sem consignação127,3%7,1%
Crédito pessoal consignado28,3%2,1%

Fonte dos dados citados: Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, dados de junho de 2026. Taxas mensais calculadas a partir das anuais. São médias de mercado, e cada contrato varia conforme o perfil e a instituição.

Em 12 parcelas fixas, R$ 1.000 no consignado à taxa média custariam cerca de R$ 1.141,58 no total. No crédito pessoal sem consignação, o total chegaria a cerca de R$ 1.517,44. Para proteger o histórico de crédito, a parcela precisa caber no orçamento, já que os hábitos de pagamento influenciam o Serasa Score.

O que acontece ao parcelar o cheque especial?

O saldo negativo deixa de acumular os juros do limite e vira um contrato com número de parcelas, valor e taxa definidos. Nos bancos que seguem as regras da Febraban, a taxa desse parcelamento é menor que a do cheque especial, mas varia de instituição para instituição. O CET mostra o custo completo da operação, com juros, IOF e tarifas.

Entenda como funciona o parcelamento do cheque especial

O parcelamento pode partir de uma oferta do banco ou de um pedido do cliente. As condições variam conforme cada instituição, e o processo costuma seguir as etapas abaixo.

  1. Contato com o banco: procure os canais de atendimento, como aplicativo, site, central telefônica ou agência.

  2. Pedido de parcelamento: informe o interesse em parcelar o saldo e pergunte quais opções estão disponíveis.

  3. Condições: confira o número de parcelas, o valor de cada uma, a taxa de juros e o CET antes de aceitar.

  4. Formalização: se a parcela couber no orçamento, aceite a proposta e guarde o contrato ou o comprovante.

  5. Acompanhamento: confira no extrato se as parcelas estão sendo debitadas nas datas combinadas.

Cooperativas de crédito não aderem a essas regras da Febraban, por isso as condições devem ser confirmadas diretamente com a instituição.

Como pagar a parcela do cheque especial

As parcelas costumam ser debitadas da própria conta corrente, na data definida no contrato. Manter saldo positivo nesse dia evita que a parcela seja paga, outra vez, com o limite. Organizar o orçamento em torno dessa data faz parte do plano para pagar as dívidas do cheque especial sem voltar ao negativo.

Ao parcelar, o cheque especial perde o limite?

Não necessariamente. Depois do parcelamento, o banco pode manter o limite, conforme a análise de crédito, ou definir novas condições para a parte não parcelada. Mesmo com o limite disponível, pedir a redução ajuda a evitar que a conta volte ao negativo antes do fim das parcelas. Pela Resolução CMN nº 4.765/2019, o banco precisa atender a esse pedido.

Empréstimo pode ser alternativa ao parcelamento do cheque especial

Um empréstimo substitui bem o parcelamento do banco quando tem CET menor. O crédito consignado está disponível para aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos e, desde 2025, trabalhadores do setor privado com carteira assinada. A parcela é descontada direto do salário ou do benefício.

O empréstimo com garantia de veículo ou de imóvel também costuma ter juros menores. Nesse caso, o bem pode ser tomado pelo credor se as parcelas não forem pagas. Prazo, valor da parcela e CET estão entre os pontos a analisar antes de pedir um empréstimo pessoal.

Antes de contratar um empréstimo, compare as ofertas

O Serasa Crédito reúne ofertas de mais de 40 empresas parceiras. Há opções de empréstimo pessoal, consignado, empréstimo com garantia e cartão de crédito, conforme as ofertas disponíveis para cada CPF. Antes de solicitar, a plataforma mostra taxa de juros, tarifas, parcelas, IOF e CET. A simulação é gratuita, ilimitada e não afeta o Serasa Score, e a análise de crédito é feita pelas parceiras, sem garantia de aprovação.

  1. Entre com seu CPF e senha no site ou aplicativo da Serasa.

  2. Acesse o menu "Serviços", seção "Crédito", e toque no botão "Simular empréstimo".

  3. Preencha as informações pedidas para completar o perfil de crédito.

  4. Compare a taxa de juros, o valor das parcelas e o CET das ofertas.

  5. Pronto! Agora é possível solicitar a oferta escolhida, se houver oferta disponível para o CPF.

Parcelar o saldo interrompe a cobrança diária de juros do limite

Parcelar cheque especial transforma uma dívida sem prazo em parcelas com valor e data definidos. Antes de aceitar a proposta do banco, comparar o CET com o de outras linhas de crédito mostra qual caminho custa menos. Se a dívida já estiver em atraso, a negociação com a empresa detentora da dívida também entra nessa comparação.

Perguntas frequentes sobre parcelar cheque especial

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