Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamento
Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamentoData de publicação 11 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 10 de setembro de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 7 minutosTexto de: Time Serasa
Financiamentos e empréstimos costumam vir com parcelas fixas ao longo de vários anos. Quando sobra dinheiro no orçamento, muitas pessoas se perguntam se vale a pena antecipar parcelas para reduzir a dívida mais rapidamente. O desconto real de juros, porém, depende de cada contrato.
A antecipação de parcelas é o pagamento de uma ou mais prestações de um financiamento antes da data prevista no contrato. Nesse caso, o saldo da dívida diminui e os juros futuros sobre esse valor deixam de ser cobrados.
Antecipar parcelas é diferente de amortizar o financiamento, prática que reduz o prazo ou o valor das parcelas futuras sem quitar parcelas inteiras adiantadas.
O artigo 52, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor garante o direito de liquidar a dívida antes do prazo. A lei prevê redução proporcional dos juros e demais encargos sobre o valor antecipado.
Antecipar parcelas vale a pena quando o desconto de juros supera o rendimento que o valor teria em uma aplicação financeira. Também é recomendado evitar que o pagamento comprometa outras contas do orçamento.
Antes de decidir, vale considerar se a taxa de juros do financiamento é alta em comparação com o rendimento de uma reserva financeira, se há outra dívida com juros mais altos para priorizar e se o valor disponível não é a única reserva de emergência.
Quando feita de forma planejada, a antecipação de parcelas costuma trazer benefícios importantes para quem consegue guardar dinheiro:
Esses ganhos dependem do saldo devedor, da taxa de juros contratada e do tempo restante de financiamento. Quanto mais cedo a antecipação acontece, maior tende a ser a economia.
Leia também | Empréstimo parcelado: vale a pena contratar?
O cálculo soma o valor das parcelas que serão antecipadas e desconta os juros e encargos que ainda incidiriam sobre elas até o vencimento original. O resultado é o valor efetivo a pagar na antecipação.
É preciso reunir o número de parcelas restantes, a taxa de juros contratada e o saldo devedor atualizado. Esses dados aparecem no contrato ou no extrato de financiamento.
Some o valor das parcelas restantes e subtraia os juros e encargos que incidiriam sobre elas até o fim do contrato. O resultado é o valor justo a pagar na antecipação, sem cobrança abusiva.
Compare o valor calculado com o saldo devedor informado pela instituição financeira. Se os números baterem, a antecipação está correta e sem cobrança indevida.
| Cenário | Parcelas restantes | Economia estimada em juros |
|---|---|---|
| Antecipar todas as parcelas agora | 12 parcelas de R$ 1.000 | R$ 1.800 (exemplo ilustrativo) |
| Manter o parcelamento original | 12 parcelas de R$ 1.000 | R$ 0 |
Os valores da tabela acima são meramente ilustrativos. O percentual real de desconto varia conforme o contrato e a taxa de juros aplicada por cada instituição financeira.
Antecipar deixa de ser vantajoso quando os juros do financiamento são baixos, quando existe outra dívida com juros mais altos em aberto ou quando o valor disponível é a única reserva de emergência.
A mesma lógica se aplica a outros contratos, como na antecipação de parcelas do cartão de crédito, ainda que as regras de cálculo possam variar.
Antes de antecipar, alguns cuidados podem evitar erros comuns, como:
Leia também | Cálculo de financiamento: como fazer sem erros?
Organizar o orçamento antes de antecipar as parcelas ajuda a evitar que o pagamento comprometa outras contas. O planejamento financeiro é a base para essa decisão. Vale mapear despesas fixas e variáveis e priorizar dívidas com juros mais altos. Também pode ser interessante reservar um valor mínimo de segurança antes de fazer o cálculo do financiamento e decidir quanto antecipar.
Depois de avaliar se vale a pena antecipar parcelas do financiamento, o próximo passo é decidir o que fazer com o espaço liberado no orçamento.
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