Empréstimo para viagens: saiba como planejar sem se endividar
Empréstimo para viagens: saiba como planejar sem se endividarData de publicação 9 de outubro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 9 de outubro de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 19 minutosTexto de: Time Serasa
De acordo com o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, em 2026, o cooperativismo apresentou um crescimento de 86% desde 2019 no país, reunindo 4.400 cooperativas, 29,02 milhões de cooperados e acumulando mais de R$ 1,60 trilhões em ativos.
Entenda o que é uma cooperativa, seus principais tipos, como se tornar um cooperado e quais são os direitos e responsabilidades dos cooperados.
O cooperativismo é um modelo de organização econômica baseado na união de pessoas que compartilham interesses ou objetivos em comum.
Na prática, os participantes (cooperados) se associam para realizar atividades econômicas de forma coletiva, contribuindo para o funcionamento da cooperativa, seu crescimento e participando de sua gestão democrática e dos resultados.
O modelo de negócio se originou na Inglaterra, em 1844, quando um grupo de pessoas percebeu que conseguia um preço melhor para itens básicos ao se unir e comprar os produtos em maior quantidade.
Cooperativas, empresas e associações são modelos organizacionais que possuem objetivos, estruturas e funcionamento diferentes:
| Característica | Associação | Cooperativa | Empresa |
|---|---|---|---|
| Objetivo principal | Defender interesses comuns sem finalidade econômica ou lucrativa | Otimizar a atividade econômica e promover o desenvolvimento mútuo sem visar ao lucro | Explorar uma atividade econômica (produtos ou serviços) e gerar lucro |
| Gestão e poder | Focada na união das pessoas para um bem coletivo (causas sociais, culturais, esportivas ou de representação) | Os cooperados são usuários e donos do negócio, e todos podem votar nas assembleias | O poder de voto e o controle das decisões são proporcionais à quantidade de ações ou cotas |
| Distribuição de resultados | Não há distribuição de lucro aos associados, porque o patrimônio pertence à instituição, e não aos associados | O excedente financeiro (sobras) é repartido entre os membros de acordo com a proporção das operações que cada um realizou com a cooperativa ao longo do ano | Os lucros são distribuídos proporcionalmente à fatia de capital que cada um detém na empresa |
Independentemente do tipo de instituição, o funcionamento do cooperativismo possui as seguintes características:
O processo para tornar-se um cooperado varia de acordo com o ramo de atuação e as regras de cada cooperativa. Em geral, os passos necessários envolvem:
Conhecer o estatuto social: ler as regras, os direitos e os deveres que regem a cooperativa.
Apresentar a documentação: pessoas físicas devem apresentar RG, CPF, comprovante de residência e de renda (se necessário).
Realizar o aporte financeiro inicial: o valor compõe o capital social da cooperativa e serve para sustentar as atividades do negócio.
Algumas informações relevantes:
Ao se associar a uma cooperativa, a pessoa passa ter direitos e responsabilidades que ajudam a garantir o funcionamento da organização. As regras específicas podem variar de acordo com o tipo de cooperativa e o estatuto social, mas listamos abaixo os principais pontos.
O cooperativismo está presente em diferentes setores da economia. Conheça os principais:
As cooperativas agropecuárias reúnem produtores rurais para fortalecer sua atuação no mercado.
Elas podem oferecer insumos, assistência técnica, armazenagem, industrialização e comercialização da produção, ajudando os cooperados a ganhar escala e poder de negociação, além de auxiliar a produção de alimentos para o país.
As cooperativas de crédito oferecem serviços e produtos financeiros aos seus cooperados, além de inclusão e educação financeira.
Diferentemente de uma instituição financeira convencional, o associado/cliente também pode exercer seus direitos de participação e decisão.
As cooperativas de transporte reúnem profissionais que trabalham com transporte de cargas ou passageiros, incluindo serviços de entrega, transporte escolar e turismo.
Para fazer parte de determinadas cooperativas deste ramo, o profissional deve ser proprietário, ter direito de uso ou possuir permissão para operar o veículo, conforme as regras da organização.
Ao trabalhar de forma coletiva, os cooperados podem compartilhar melhores condições de trabalho e remuneração, além de mais competitividade e oportunidades.
Esse ramo reúne trabalhadores e profissionais que se associam para prestar serviços especializados a terceiros ou produzir bens em conjunto.
Entre os exemplos estão cooperativas de professores, artesãos, profissionais de tecnologia, agentes ambientais, trabalhadores da área mineral e empresas de consultoria.
Nesse modelo, a proposta é unir mão de obra e recursos para desenvolver a atividade de maneira coletiva, com autonomia e autogestão.
As cooperativas de saúde são formadas por profissionais ou organizações que atuam na área de atenção à saúde humana. O ramo inclui cooperativas médicas, odontológicas e de outras profissões relacionadas à saúde.
Na prática, essas cooperativas podem organizar a prestação de serviços de saúde e criar condições para que os profissionais associados atuem de forma coletiva, tornando a saúde mais acessível.
O ramo também possui presença na saúde suplementar e pode estabelecer parcerias com o poder público para levar atendimento em todas as regiões do país.
As cooperativas de consumo são formadas por pessoas que se unem para comprar produtos ou contratar serviços em conjunto. A ideia é somar o poder de compra dos cooperados para buscar melhores condições de negociação.
Esse ramo pode incluir cooperativas de supermercado, farmácias, educação, turismo e outras atividades.
As cooperativas de infraestrutura atuam na oferta de serviços essenciais, podendo envolver áreas como energia elétrica, telefonia, telecomunicações, saneamento, irrigação, infraestrutura e habitação.
Um exemplo são as cooperativas de energia, que podem levar eletricidade a regiões aonde outros agentes não chegam ou têm menor presença. Nas cooperativas voltadas à habitação, os cooperados se organizam para viabilizar soluções habitacionais de forma coletiva.
Os sete princípios do cooperativismo funcionam como diretrizes para orientar a atuação das cooperativas e colocar em prática os valores do movimento (cooperação, transformação e equilíbrio).
A participação em uma cooperativa é voluntária e aberta às pessoas que podem utilizar seus serviços e estão dispostas a assumir as responsabilidades de serem cooperadas.
A entrada não deve envolver discriminação por gênero, condição social, raça, posição política ou religião.
As cooperativas são organizações democráticas controladas pelos próprios cooperados, que participam da definição de políticas, da tomada de decisões e da eleição dos representantes oficiais.
Os cooperados contribuem para o capital da cooperativa e participam de sua gestão econômica.
Parte desse capital pertence à própria organização, e os resultados podem ser destinados ao desenvolvimento da cooperativa, à formação de reservas ou beneficiar os membros de acordo com suas operações, sempre conforme as decisões e regras da organização.
As cooperativas são organizações autônomas e controladas pelos próprios membros. Mesmo quando estabelecem acordos com governos ou outras organizações, ou recebem recursos externos, essas relações devem preservar o controle democrático dos cooperados e a autonomia da cooperativa.
Esse princípio ajuda a garantir que as decisões importantes continuem sob controle dos associados.
As cooperativas devem promover educação e formação para cooperados, representantes, eleitos, gestores e funcionários, permitindo que essas pessoas contribuam de maneira mais efetiva para o desenvolvimento da organização, além de informar à sociedade sobre a natureza e os benefícios do cooperativismo.
Esse princípio reforça a importância de capacitar os participantes para que conheçam seus direitos, responsabilidades e o funcionamento da organização.
As associações podem fortalecer umas às outras por meio da cooperação entre cooperativas, formando redes e estabelecendo parcerias nos níveis local, nacional, regional e internacional.
Além de atender aos interesses de seus cooperados, as cooperativas também trabalham pelo desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão inseridas. E suas ações devem estar alinhadas às políticas aprovadas pelos próprios membros.
Uma cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada pela associação de pessoas que se unem para ter acesso a produtos e serviços financeiros. No Brasil, essas instituições são autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central.
Na prática, uma cooperativa de crédito oferece os mesmos serviços que os bancos tradicionais, como conta corrente, cartão de crédito, empréstimos, investimentos e financiamentos, além de ter mecanismos de proteção, como o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).
A principal diferença em relação a um banco tradicional é que o cooperado não é apenas um cliente, ele também é dono da cooperativa e participa de sua gestão.
Além disso, quando há resultado positivo (sobra), a assembleia de cooperados decide sua destinação, podendo ser distribuída aos associados de acordo com as operações que cada um realizou na instituição.
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Por ser um modelo que valoriza a participação ativa, reflexão coletiva, comprometimento, solidariedade e respeito mútuo, o cooperativismo pode influenciar a forma como as pessoas se relacionam com o dinheiro, o consumo e a própria comunidade.
Os valores do cooperativismo podem estimular o cooperado a adotar uma postura mais consciente antes de realizar compras, podendo impactar o seu planejamento financeiro e levar à valorização da sustentabilidade e da produção local.
Essa relação fica mais evidente quando se pensa nas cooperativas de consumo e de crédito. As primeiras promovem compras conjuntas com o intuito de economizar, enquanto as cooperativas financeiras oferecem suporte ao planejamento financeiro.
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