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Investir no mercado imobiliário: como funciona e por onde começar

Descubra por que o momento atual da economia interfere na escolha entre comprar um imóvel ou investir em fundos imobiliários.

Publicado em: 23 de setembro de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutos

Texto de: Time Serasa

Investimento imobiliário, Comprar, possuir e vender propriedades com fins lucrativos. Fluxo de caixa, valorização, vantagens fiscais. Pesquisa, estratégia, investimento imobiliário rende recompensas financeiras.

Em agosto de 2026, a taxa Selic foi mantida em 14% ao ano. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,22%, segundo o IBGE. Esse cenário torna o crédito mais caro e reforça a importância de comparar bem as opções antes de investir no mercado imobiliário. Quer entender como isso funciona? Leia o artigo a seguir.

Assista | Comprar um imóvel: como conquistar a casa própria

Imóvel físico ou fundo imobiliário: qual a diferença para o investidor

A principal diferença é que, no imóvel físico, o investidor compra e administra o bem diretamente. Nos fundos de investimento imobiliário (FIIs), ele compra cotas geridas por profissionais, sem precisar adquirir o imóvel. Investir no mercado imobiliário é investir dinheiro em imóveis ou em ativos ligados a eles para obter retorno por meio de aluguel, revenda ou valorização.

A tabela abaixo resume as principais diferenças entre as duas modalidades.

Imóvel físicoFundos imobiliários (FIIs)
NaturezaCompra do imóvel completoCompra de cotas de um fundo
GestãoResponsabilidade do proprietárioGestão profissional
DiversificaçãoConcentrada em um único imóvelDistribuída entre vários imóveis ou fundos
LiquidezBaixa, a venda pode levar tempoAlta, cotas negociadas na bolsa
Custo inicialAlto (entrada, taxas, impostos)Baixo, a partir do valor de uma cota
RendaAluguel ou lucro na revendaDividendos distribuídos pelo fundo
Imposto de rendaIncide sobre a renda do aluguelCostuma ser isento para pessoa física, desde que atendidas as condições legais do fundo

Existem também fundos imobiliários de tijolo, que investem diretamente em imóveis físicos como shoppings e galpões. Há ainda os fundos de papel, que aplicam em títulos ligados ao mercado imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Os de tijolo tendem a acompanhar mais de perto o valor dos imóveis; os de papel geralmente seguem a variação de juros e inflação.

Como começar a investir em imóveis com pouco dinheiro

É possível começar a investir no mercado imobiliário mesmo com recursos limitados. Confira um caminho prático:

  1. Defina quanto é possível investir sem comprometer o orçamento mensal.

  2. Compare fundos imobiliários, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e consórcio imobiliário conforme o prazo desejado.

  3. Abra conta em uma corretora de valores para negociar cotas de fundos imobiliários, se essa for a opção escolhida.

  4. Acompanhe o histórico de rendimento e a taxa de administração antes de investir.

Fundos imobiliários geralmente aceitam valores iniciais baixos, menos de R$100. Plataformas de crowdfunding imobiliário também permitem participar de projetos coletivos com aportes reduzidos, com retorno atrelado ao sucesso do empreendimento. Já a compra direta de um imóvel exige um valor bem mais alto. Os preços tendem a começar em torno de R$200 mil, a depender da localização e do tipo de propriedade.

Renda passiva com aluguel: quanto rende e o que considerar

Alugar um imóvel próprio pode gerar renda complementar, mas exige avaliação cuidadosa antes da compra. Entre as vantagens, estão a possibilidade de valorização do imóvel ao longo do tempo e a proteção do capital contra a inflação. A demanda por locação, na maioria das regiões, se mantém estável.

Antes de decidir, é importante considerar alguns pontos:

  • ● custos de aquisição, reforma, manutenção e impostos, que reduzem o retorno líquido do aluguel;
  • ● períodos de vacância, quando o imóvel fica sem inquilino e deixa de gerar renda;
  • ● oscilações do mercado, que podem afetar tanto o valor do imóvel quanto o preço do aluguel na região.

Imóvel na planta para revenda: vale a pena?

Depende do risco que o investidor está disposto a assumir. Comprar um empreendimento ainda na planta pode significar um preço de entrada mais baixo, com potencial de valorização até a entrega das chaves. Em troca, expõe a atrasos na obra, mudanças no projeto ou dificuldade de revenda caso a região não valorize como esperado.

Antes de fechar negócio, é recomendável verificar:

  • ● o histórico da construtora em outros empreendimentos entregues;
  • ● o prazo de entrega e as penalidades previstas em caso de atraso;
  • ● a localização e a infraestrutura já disponível ou planejada para a região;
  • ● o potencial de valorização e de revenda do imóvel na região escolhida.


Imóveis compactos e bem localizados, inclusive voltados à locação por temporada, tendem a ter mais facilidade de revenda. O mesmo nem sempre serve para unidades maiores em regiões com pouca demanda.

Custos ocultos de investir em imóvel físico que passam despercebidos

Além do valor de compra, a aquisição de um imóvel físico envolve custos que passam despercebidos no planejamento inicial:

  • ● Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cobrado pela prefeitura sobre o valor do imóvel, com alíquota que varia por município;
  • ● taxas de cartório e escritura, necessárias para formalizar a transferência de propriedade;
  • ● manutenção e condomínio, que seguem existindo mesmo em períodos de vacância;
  • ● imposto de renda sobre a renda do aluguel, que reduz o ganho líquido do investimento.


Esses custos não aparecem nos fundos imobiliários. A gestão do imóvel fica com a administradora do fundo, que cobra apenas uma taxa de administração já embutida no valor da cota.

Como o score de crédito influencia o financiamento imobiliário

O Serasa Score é a pontuação de crédito do CPF. Ela é calculada a partir de hábitos de pagamento, histórico de relacionamento com o mercado e outras informações de crédito. Uma pontuação mais alta tende a facilitar a negociação de melhores condições de financiamento ou de empréstimo. Ainda assim, não garante a aprovação, que depende também da análise da instituição financeira.

Verificar o score regularmente pelo aplicativo da Serasa ajuda a acompanhar a evolução da pontuação. Isso facilita identificar pendências, como dívidas esquecidas, antes de buscar crédito para investir em imóveis. Assinar o Serasa Premium permite ainda o monitoramento contínuo do CPF, o que contribui para manter o perfil financeiro íntegro durante o processo de investimento.

Qual forma mais inteligente de investir em imóveis hoje no Brasil

Não existe uma resposta única: a escolha depende do perfil de investidor, do prazo e da necessidade de liquidez. Com a Selic em patamar de dois dígitos, o crédito para financiar um imóvel físico fica mais caro. Isso pode tornar os fundos imobiliários, com entrada mais baixa e liquidez na bolsa, uma alternativa a considerar para quem busca flexibilidade. Quem tem horizonte mais longo e quer um patrimônio físico continua encontrando no imóvel direto uma forma válida de investir. O planejamento financeiro, porém, precisa considerar os custos ocultos descritos na seção anterior.

Quanto rende em média um investimento imobiliário no Brasil

O rendimento varia conforme o tipo de imóvel, a região e o momento do mercado. Por isso, não é possível apontar um percentual único válido para todo o país. Fundos imobiliários, em geral, distribuem rendimentos mensais aos cotistas. O retorno do imóvel físico soma o valor do aluguel recebido à eventual valorização na revenda, descontados os custos de manutenção e impostos.

Como comparar as melhores ofertas de crédito imobiliário

O jeito mais simples de comparar é reunir as propostas em um só lugar, usando um marketplace de crédito como o Serasa Crédito. Antes de comparar, porém, é fundamental entender uma diferença importante entre dois produtos parecidos.

Financiamento imobiliário e empréstimo com garantia de imóvel não são a mesma coisa. O financiamento imobiliário é destinado especificamente à compra do imóvel, com taxas mais baixas e prazos mais longos. Isso acontece porque o próprio bem financiado serve de garantia. Já o empréstimo com garantia de imóvel usa um imóvel que a pessoa já possui como garantia para liberar crédito com outra finalidade. As taxas normalmente são menores que as de um empréstimo pessoal sem garantia.

O Serasa Crédito é um marketplace de ofertas de crédito com mais de 40 empresas parceiras. Nele, dá para comparar propostas de empréstimo com garantia de imóvel disponíveis para o CPF, entre outras modalidades.

A análise de crédito é feita pelas empresas parceiras, não pela Serasa, e a simulação é gratuita e não afeta o Serasa Score.

Aprenda mais sobre investimentos com o Serasa Ensina

Entender as diferentes formas de investir no mercado imobiliário é só uma parte do planejamento financeiro necessário para tomar decisões de investimento com mais segurança. O Serasa Ensina reúne conteúdo sobre crédito, score e organização financeira para apoiar essa jornada.

O Serasa Ensina no YouTube ajuda a descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos gratuitos toda semana.

Os vídeos ajudam a cuidar do dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar o Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!

Perguntas frequentes sobre investir no mercado imobiliário

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