Vai comprar TV para a Copa? Dicas para não atrapalhar sua saúd...
Vai comprar TV para a Copa? Dicas para não atrapalhar sua saúde financeiraData de publicação 11 de maio de 202612 minutos de leitura
Atualizado em: 4 de maio de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
Diante da impossibilidade de quitar o valor total da fatura do cartão de crédito, muitos consumidores se perguntam se é melhor pagar o mínimo ou atrasar a fatura. Ambas as opções representam um desvio do ideal, que é o pagamento integral, e levam à cobrança de juros, multas e impactos na pontuação de crédito.
A decisão, embora difícil, deve ser tomada de forma racional. Entender o que acontece em cada cenário é fundamental para escolher o caminho que causa o menor prejuízo possível ao orçamento e à saúde financeira a longo prazo. Mais importante ainda é saber que muitas vezes existe uma terceira via: a renegociação da dívida antes que ela se transforme em acúmulo de dívidas.
Pagar o valor mínimo da fatura é uma opção oferecida pelo banco para evitar a inadimplência total. Ao fazer isso, o consumidor sinaliza que reconhece a dívida e tem a intenção de pagar, mas não tem recursos para quitá-la integralmente naquele momento. Contudo, essa conveniência tem um custo muito alto.
Ao pagar qualquer valor entre o mínimo e o total, o saldo devedor restante entra automaticamente no crédito rotativo, uma das linhas de crédito mais caras do mercado.
Como funciona o crédito rotativo:
Exemplo prático:
Atrasar o pagamento significa não pagar nem mesmo o valor mínimo até a data de vencimento. Essa opção também acarreta custos, mas de natureza diferente. A partir do primeiro dia de atraso, duas penalidades principais são aplicadas:
1 - Multa por atraso: é um valor fixo, estipulado por lei em 2% sobre o valor total da dívida. Essa multa é cobrada uma única vez, já no primeiro dia de atraso, e representa o maior impacto inicial.
2 - Juros de mora: são juros cobrados pelo período em que a conta permaneceu em atraso. A taxa é limitada por lei a 1% ao mês, calculada de forma pro rata die, ou seja, proporcionalmente aos dias de atraso.
Além disso, após alguns dias de atraso, a instituição financeira pode começar a cobrar juros remuneratórios, que são taxas similares às do crédito rotativo, aplicadas sobre o saldo devedor.
Exemplo prático:
Leia também | Atraso no pagamento da parcela do acordo: como agir
Para tomar a decisão menos prejudicial, é preciso analisar os impactos de cada cenário em diferentes esferas.
| Fator analisado | Pagar o mínimo (entrar no rotativo) | Atrasar a fatura (inadimplência) |
|---|---|---|
| Custo financeiro | Extremamente alto. Os juros do rotativo são os mais caros do mercado e se acumulam rapidamente, transformando a dívida em uma bola de neve. | Moderado a alto. O impacto inicial da multa de 2% é significativo, mas os juros de mora são baixos (1% a.m.). O custo total aumenta com os juros remuneratórios, mas tende a ser menor que o do rotativo no curto prazo. |
| Impacto no Serasa Score | Negativo. Pagar apenas o mínimo é um sinal de dificuldade financeira e impacta negativamente a pontuação de crédito. O sistema entende que o consumidor está se endividando. | Muito negativo. O não pagamento é um registro de inadimplência. Após alguns dias de atraso, o banco pode comunicar a dívida aos birôs de crédito, levando à negativação do CPF ("nome sujo"), o que causa uma queda brusca no Serasa Score. |
| Relacionamento com o banco | Regular. O banco percebe a dificuldade, mas o pagamento mínimo mantém o cliente como "adimplente". O relacionamento não é rompido, mas a oferta de novos produtos de crédito pode ser restringida. | Ruim. A inadimplência quebra a relação de confiança. O banco pode bloquear o cartão de crédito, reduzir o limite do cheque especial e dificultar futuras negociações. |
| Conclusão de curto prazo | Financeiramente, é a pior opção devido aos juros. | Em termos de juros imediatos, é menos caro, mas o risco de negativação e quebra de relacionamento é altíssimo. |
Veredito: do ponto de vista puramente matemático e de curto prazo, pagar o mínimo é financeiramente muito mais caro e prejudicial do que um atraso de poucos dias. No entanto, atrasar a fatura carrega o risco iminente de negativação do CPF.
Nenhum dos caminhos é bom. A verdadeira solução está fora dessa escolha.
Em vez de escolher entre duas opções ruins, o consumidor deve buscar uma terceira alternativa: a negociação da dívida.
1. Parcelamento da fatura
Antes de deixar a dívida entrar no rotativo, o consumidor pode entrar em contato com o banco e solicitar o parcelamento do valor total da fatura. As taxas de juros do parcelamento são significativamente mais baixas que as do crédito rotativo. O cliente terá parcelas fixas, o que permite um melhor planejamento financeiro, e evitará a bola de neve dos juros sobre juros.
2. Empréstimo pessoal ou com garantia
Outra estratégia é "trocar a dívida cara por uma mais barata". O consumidor pode buscar no mercado uma linha de crédito com juros menores para quitar o valor total do cartão.
Plataformas como o Serasa Crédito permitem simular e comparar diversas ofertas de empréstimo de seus parceiros, ajudando o consumidor a encontrar a melhor opção para seu perfil. A análise de crédito e a concessão do empréstimo são feitas pela instituição financeira escolhida.
Leia ainda | Cartão de crédito: como usar de forma inteligente
A escolha entre pagar o mínimo e atrasar a fatura é, na verdade, um falso dilema. Ambas as opções levam a prejuízos e devem ser evitadas. A análise mostra que, embora o rotativo seja financeiramente devastador, o atraso carrega o risco de negativação, que fecha as portas do mercado de crédito.
A melhor atitude é entrar em contato com a instituição financeira para solicitar o parcelamento da fatura ou buscar ativamente uma linha de crédito mais barata para quitar o débito. Essas alternativas demonstram proatividade, protegem o Serasa Score de uma queda brusca e mantêm a saúde financeira em um caminho sustentável, mesmo em momentos de aperto.
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*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação. Simule quantas vezes quiser de graça e sem afetar o seu Serasa Score.
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