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Pagar o mínimo ou atrasar a fatura: qual o menor prejuízo?

Compare os dois cenários, confira o efeito de cada escolha no Serasa Score e conheça a forma mais segura de negociar a dívida do cartão.

Atualizado em: 9 de setembro de 2026

Categoria CréditoTempo de leitura: 13 minutos

Texto de: Time Serasa

pagando o minimo para tentar nao atrasar

Quando não é possível quitar a fatura do cartão por completo, é comum surgir a dúvida entre pagar o valor mínimo ou atrasar o pagamento. Nenhuma das opções é ideal, já que o pagamento integral evita a cobrança de juros. Ainda assim, cada alternativa gera custos diferentes e pode ter efeitos distintos no orçamento e no Serasa Score.

Assista | Pagar o mínimo ou atrasar a fatura? - Serasa Ensina

Cenário 1: o que acontece ao pagar o valor mínimo da fatura

Pagar o valor mínimo da fatura é uma opção oferecida pelo banco para evitar a inadimplência total. Ao fazer isso, o consumidor sinaliza que reconhece a dívida e pretende pagá-la, mas não tem recursos para quitá-la de uma vez. Essa conveniência, porém, tem um custo alto.

Ao pagar qualquer valor entre o mínimo e o total, o saldo devedor restante entra automaticamente no crédito rotativo, uma das linhas mais caras do mercado.


Leia também | Mitos e verdades sobre o cartão de crédito.


Como funciona o crédito rotativo:

  • ● Juros elevados: sobre o valor que não foi pago, incidem valores altíssimos, calculados todo dia e somados à fatura seguinte.
  • ● Bola de neve: se o pagamento integral não acontecer no mês seguinte, a dívida cresce de forma exponencial, somando o saldo devedor, os juros anteriores e os novos gastos.
  • ● Teto de 100%: desde 2024, vigora uma regra que limita os juros do rotativo. A dívida total (valor original mais juros) não pode ultrapassar o dobro do valor original do débito, ou seja, uma dívida de R$ 1.000 não pode virar mais que R$ 2.000 no rotativo. Mesmo com esse teto, as taxas continuam bastante altas.


Exemplo prático:

  • ● valor da fatura: R$ 2.000;
  • ● pagamento mínimo (15%): R$ 300;
  • ● saldo devedor no rotativo: R$ 1.700;
  • ● taxa de juros do rotativo (hipotética): 14% ao mês;
  • ● custo no próximo mês: R$ 1.700 de saldo devedor, mais R$ 238 de juros e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A dívida já soma quase R$ 1.950, sem contar novos gastos.

Cenário 2: o que acontece ao atrasar o pagamento da fatura

Atrasar o pagamento significa não pagar nem o valor mínimo até a data de vencimento. Essa opção também gera custo, mas de natureza diferente. A partir do primeiro dia de atraso, duas penalidades principais são aplicadas:

  • ● Multa por atraso: valor fixo, definido por lei em 2% sobre o total da dívida, cobrado uma única vez já no primeiro dia.
  • ● Juros de mora: cobrados pelo período em que a conta ficou em atraso, com taxa limitada por lei a 1% ao mês, calculada de forma proporcional aos dias de atraso.


Depois de alguns dias, a instituição financeira também pode cobrar juros remuneratórios, taxas parecidas com as do crédito rotativo, aplicadas sobre o saldo devedor.


Exemplo prático:

  • ● valor da fatura: R$ 2.000;
  • ● atraso de 10 dias;
  • ● multa (2%): R$ 40;
  • ● juros de mora (1% ao mês, proporcional aos dias): cerca de R$ 6,60 em 10 dias;
  • ● custo total do atraso: R$ 40 de multa mais R$ 6,60 de mora, R$ 46,60 no total, sem contar os juros remuneratórios que podem ser somados.


Leia também | Atraso no pagamento da parcela do acordo: como agir

Comparativo direto: pagar o mínimo ou atrasar a fatura?

Para tomar a decisão menos prejudicial, é preciso comparar os impactos de cada cenário em diferentes frentes.

Fator analisado Pagar o mínimo (entrar no rotativo) Atrasar a fatura (inadimplência)
Custo financeiro Extremamente alto. Os juros do rotativo são os mais caros do mercado e se acumulam rápido, transformando a dívida em uma bola de neve.Moderado a alto. O impacto inicial da multa de 2% é relevante, mas os juros de mora são baixos (1% ao mês). O custo total sobe com os juros remuneratórios, mas tende a ser menor que o do rotativo no curto prazo.
Impacto no Serasa Score Negativo. Pagar apenas o mínimo tende a reduzir a pontuação aos poucos.Muito negativo. O risco de negativação do CPF costuma causar queda mais brusca.
Relacionamento com o banco Regular. O banco percebe a dificuldade, mas o pagamento mínimo mantém o cliente como adimplente. A oferta de novos produtos de crédito pode ser restringida.Ruim. A inadimplência afeta a relação de confiança. O banco pode bloquear o cartão, reduzir o limite do cheque especial e dificultar futuras negociações.
Conclusão de curto prazo Financeiramente, é a pior opção por causa dos juros.Em termos de juros imediatos, é menos caro, mas o risco de negativação e de desgaste com o banco é alto.

Do ponto de vista puramente matemático e de curto prazo, pagar o mínimo tende a ser mais caro que atrasar por poucos dias. Ainda assim, atrasar a fatura carrega o risco iminente de negativação do CPF. Nenhum dos dois caminhos é bom: a alternativa adequada está fora dessa escolha.

Pagar o mínimo afeta o Serasa Score?

Sim, mas de forma gradual. Pagar apenas o mínimo indica aumento do endividamento, e o hábito de pagamento pesa 29% no cálculo do Serasa Score, enquanto o volume de dívidas responde por outros 21%. Manter esse padrão por vários meses tende a reduzir a pontuação aos poucos.

Atrasar a fatura costuma pesar mais rápido: se a dívida chegar à negativação do CPF, a queda no Serasa Score é mais imediata e mais forte do que a provocada só pelo rotativo. Nenhuma das duas situações garante recuperação automática da pontuação. Quitar a dívida tende a ajudar, mas o resultado depende do conjunto de fatores considerados no cálculo.

Como negociar a dívida do cartão com segurança?

Antes de aceitar qualquer proposta, o consumidor deve confirmar os termos por canais oficiais e evitar decisões apressadas. Alguns cuidados ajudam a negociar sem cair em armadilhas:

  • ● Entre em contato com o banco pelo aplicativo oficial ou pela central de atendimento informada na fatura, nunca por links recebidos por mensagem.
  • ● Peça a simulação por escrito, com taxa de juros, número de parcelas e valor total a pagar.
  • ● Confirme a data de vencimento das novas parcelas e ajuste ao orçamento antes de fechar o acordo.
  • ● Nunca compartilhe senha ou dados de acesso ao aplicativo do banco ou da Serasa, mesmo com quem promete ajudar na negociação.


Se a dívida do cartão já estiver negativada no CPF, também é possível buscar as ofertas de negociação disponíveis. Outra alternativa é comparar taxas de crédito para quitar a fatura de uma só vez.

A terceira via: alternativa prática para organizar as contas do cartão

Em vez de escolher entre duas opções ruins, o consumidor pode buscar uma terceira alternativa: a negociação da dívida antes que ela cresça. Antes disso, vale evitar alguns erros comuns que fazem a dívida do cartão crescer:

  • ● ignorar a fatura sem contatar o banco;
  • ● fazer só o pagamento mínimo por vários meses seguidos;
  • ● usar o limite disponível do cartão para cobrir outras contas;
  • ● deixar de comparar taxas antes de aceitar um parcelamento ou empréstimo.


1. Parcelamento da fatura

Antes de deixar a dívida entrar no rotativo, o consumidor pode contatar o banco e pedir o parcelamento do valor total da fatura. As taxas de juros do parcelamento costumam ser bem mais baixas que as do rotativo. As parcelas ficam fixas, o que ajuda no planejamento e evita o efeito bola de neve dos juros sobre juros.


2. Empréstimo pessoal ou com garantia

Outra estratégia é trocar a dívida cara por uma mais barata. O consumidor pode buscar no mercado uma linha de crédito com juros menores para quitar o valor total do cartão.


Plataformas como o Serasa Crédito permitem simular e comparar diversas ofertas de empréstimo de parceiras, o que ajuda o consumidor a encontrar a opção mais adequada ao seu perfil. A análise de crédito e a concessão do empréstimo são feitas pela instituição financeira escolhida. Em paralelo a qualquer uma dessas opções, revisar o orçamento do mês ajuda a evitar que a fatura volte a ficar acima do que cabe no bolso.

Como o Serasa Crédito ajuda a decidir a melhor forma de lidar com a fatura do cartão

A escolha entre pagar o mínimo do cartão ou atrasar é, na prática, um falso dilema: as duas opções levam a algum prejuízo. No Serasa Crédito, o consumidor simula e compara ofertas de empréstimo, cartão e conta digital gratuitamente, o que ajuda a encontrar uma saída mais barata para quitar a fatura.

No Serasa Crédito, você simula e compara ofertas de cartão de crédito, empréstimos, consórcios e conta digital de acordo com seu perfil financeiro.

E o melhor: tudo online, grátis e sem afetar seu Serasa Score. Se houver ofertas disponíveis para o seu CPF, a solicitação* leva poucos minutos.

*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação.

Celular mostrando a carteira digital Serasa

Perguntas frequentes sobre pagar o mínimo do cartão ou atrasar

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