Empréstimo no carnê: como funciona e quando compensa
Empréstimo no carnê: como funciona e quando compensaData de publicação 3 de novembro de 202613 minutos de leitura
Atualizado em: 30 de outubro de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 23 minutosTexto de: Time Serasa
A entrada mínima para financiamento de imóvel na Caixa Econômica Federal é de 20% no Sistema de Amortização Constante (SAC) e de 30% na Tabela Price. Esses percentuais valem para as linhas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e funcionam só como piso. Se a parcela passar de 30% da renda bruta familiar, o banco financia menos e a entrada cresce.
Para quem está juntando dinheiro para a casa própria, conhecer esse número antes de visitar imóveis evita frustração na hora da proposta. A compra também exige o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o registro em cartório. Esses custos precisam caber no mesmo planejamento da entrada.
Pelas regras do Conselho Monetário Nacional (CMN), a menor entrada possível é de 10% do valor de avaliação do imóvel. Cada banco, porém, define o próprio limite, e na Caixa o piso no crédito com recursos da poupança é de 20%.
As condições do crédito imobiliário da Caixa variam conforme a origem do dinheiro. Poupança, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Minha Casa, Minha Vida têm regras próprias. Desde outubro de 2025, a Caixa financia até 80% do valor do imóvel no SAC e até 70% na Price, nas linhas do SBPE.
O teto regulatório está na Resolução 4.676/2018, do CMN, com as alterações posteriores. A norma limita a cota de financiamento a 80% do valor de avaliação. No SAC, em que a parcela começa mais alta e diminui ao longo do prazo, o limite sobe para 90%.
Na Tabela Price, de parcelas com valor constante, vale o limite de 80%. Os bancos podem financiar percentuais menores, o que explica a diferença de entrada entre eles.
A entrada é a parte do preço que o financiamento não cobre. O comprador paga esse valor ao vendedor com recursos próprios, com o saldo do FGTS ou com os dois. A parte financiada é paga pelo banco depois da assinatura e do registro do contrato, conforme as regras de cada instituição.
O contrato ou compromisso de compra e venda registra o valor da entrada, a forma de pagamento e os prazos. O apoio de um corretor de imóveis ou de um advogado ajuda a conferir esse documento antes de qualquer pagamento.
Dependendo da negociação, a entrada pode ser parcelada direto com o vendedor. Quando é paga à vista, ela pode funcionar como sinal e reservar o imóvel. Enquanto isso, o banco analisa o crédito e confere os documentos exigidos no financiamento imobiliário.
A entrada é a diferença entre o valor do imóvel e a parte que o banco financia, desde que a parcela caiba em 30% da renda bruta familiar. Os passos abaixo seguem as regras da Caixa no SBPE.
Descubra o valor considerado pelo banco. Um engenheiro avalia o imóvel. A cota costuma incidir sobre o menor valor entre a avaliação e o preço de compra.
Aplique a cota de financiamento. Multiplique esse valor por 80% no SAC ou por 70% na Price. Em um imóvel de R$ 250 mil no SAC, o banco financia até R$ 200 mil.
Calcule a entrada. Subtraia o valor financiado do preço. No exemplo, R$ 250.000 menos R$ 200.000 resulta em R$ 50.000 de entrada.
Confira se a parcela cabe na renda. No SAC, a primeira parcela é a maior do contrato. Ela não pode passar de 30% da renda bruta familiar. Entender como funciona um simulador de financiamento ajuda a testar diferentes prazos.
Desconte o FGTS. O saldo usado reduz o dinheiro que sai do bolso, sem mudar o tamanho da entrada.
Reserve os custos da compra. O ITBI é municipal, com alíquota definida por cada prefeitura, e o registro segue a tabela de cartório de cada estado. Reservar até 5% do valor do imóvel cria uma margem para esses gastos.
A tabela aplica esse cálculo a três valores de imóvel. A última coluna mostra a renda bruta necessária para a primeira parcela caber nos 30%.
| Valor do imóvel | Entrada mínima (20%) | Valor financiado (80%) | Primeira parcela estimada* | Renda bruta mínima |
|---|---|---|---|---|
| R$ 200.000 | R$ 40.000 | R$ 160.000 | R$ 1.778 | R$ 5.928 |
| R$ 250.000 | R$ 50.000 | R$ 200.000 | R$ 2.223 | R$ 7.410 |
| R$ 300.000 | R$ 60.000 | R$ 240.000 | R$ 2.668 | R$ 8.892 |
*Simulação no SAC com taxa hipotética de 11% ao ano, prazo de 420 meses (35 anos), sem Taxa Referencial (TR), seguros e tarifas. A parcela cobrada pelo banco fica maior porque inclui os seguros obrigatórios. Renda bruta mínima = primeira parcela ÷ 0,30.
Quem ganha R$ 3 mil por mês pode financiar um imóvel, desde que a parcela fique em até R$ 900. Esse valor corresponde a 30% da renda e limita o preço do imóvel.
Com juros de mercado, na mesma simulação da tabela anterior, uma primeira parcela de R$ 900 financia cerca de R$ 81 mil. Nessa simulação, um imóvel de R$ 200 mil exigiria uma entrada perto de R$ 119 mil.
Pela Portaria MCID nº 333/2026, a Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida vai até R$ 3.200 de renda bruta familiar. Uma renda de R$ 3 mil entra nessa faixa, em que os juros ficam abaixo dos cobrados no crédito com recursos da poupança.
Com taxa hipotética de 5% ao ano, no mesmo prazo, a parcela de R$ 900 financia cerca de R$ 139 mil. Um eventual subsídio do programa não entra nessa conta.
A renda define o valor da parcela possível, e não a aprovação. Antes de decidir, o banco também analisa o histórico de crédito, as dívidas em aberto e a própria política.
A Lei nº 8.692/1993, no art. 2º, limita a 30% da renda bruta os encargos mensais dos contratos do Plano de Comprometimento da Renda. A Caixa usa esse percentual como teto da parcela no financiamento habitacional.
Regra dos 30%: a parcela do financiamento não pode comprometer mais de 30% da renda bruta familiar. Se a parcela ficar acima disso, o banco financia um valor menor e a entrada precisa ser maior para fechar a compra.
Parcelas de outros créditos já contratados também entram na análise do comprometimento de renda no financiamento imobiliário. Um empréstimo ou um carro financiado em andamento reduz a margem disponível para a parcela da casa.
Com renda de R$ 4.000 e juros de mercado, a entrada para um imóvel de R$ 200 mil fica perto de R$ 92 mil. O valor supera os 20% mínimos (R$ 40 mil) porque a parcela máxima, de R$ 1.200, financia só cerca de R$ 108 mil.
Pela cota de 80%, o financiamento seria de R$ 160 mil, com primeira parcela perto de R$ 1.778. Essa parcela exige renda bruta de cerca de R$ 5.928, acima dos R$ 4.000 do exemplo. Por isso a entrada cresce até a parcela caber na renda.
A taxa de juros do financiamento muda bastante esse resultado. Uma renda de R$ 4.000 entra na Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida, que vai de R$ 3.200,01 a R$ 5.000. Ali, juros menores e um possível subsídio podem reduzir a entrada calculada aqui.
Calcule 30% da renda bruta. R$ 4.000 × 0,30 = R$ 1.200 de parcela máxima.
Defina as condições da simulação. Neste exemplo, taxa hipotética de 11% ao ano (cerca de 0,87% ao mês), prazo de 420 meses e SAC.
Descubra quanto essa parcela financia. No SAC, a primeira parcela soma o valor financiado dividido pelo prazo e os juros do primeiro mês. Uma parcela de R$ 1.200 financia cerca de R$ 108 mil.
Subtraia do preço do imóvel. R$ 200.000 menos cerca de R$ 108.000 resulta em uma entrada perto de R$ 92 mil, ou 46% do imóvel.
Desconte o FGTS. Com saldo de R$ 20 mil, por exemplo, cerca de R$ 72 mil precisam vir de recursos próprios.
Some os custos da compra. Uma reserva de até 5% de R$ 200 mil para ITBI e cartório chega a R$ 10.000.
Taxa, prazo e sistema de amortização mudam o resultado, e os valores finais são os da simulação do banco, com seguros e tarifas.
No crédito imobiliário regulado pelo CMN, o banco pode financiar no máximo 90% do valor de avaliação, no SAC. Por isso, sempre há uma parte a pagar como entrada, e o que muda é de onde vem esse dinheiro.
Recursos próprios, saldo do FGTS e, no Minha Casa, Minha Vida, o subsídio do governo podem compor a entrada. Nas faixas de menor renda, FGTS e subsídio somados podem cobrir boa parte dela.
Anúncios de imóvel "sem entrada" pedem leitura atenta do contrato, para entender se a entrada foi parcelada com a construtora ou coberta por outra fonte. Se a entrada ainda estiver distante, comparar os custos de comprar ou alugar um imóvel ajuda a decidir o momento da compra.
Algumas modalidades diluem a entrada no tempo ou reduzem o valor que sai do bolso no início. Cada uma tem regras e custos próprios.
O programa do governo federal atende famílias de áreas urbanas com renda bruta mensal de até R$ 13.000, conforme a Portaria MCID nº 333/2026. Nas faixas de menor renda, o subsídio reduz o valor a financiar.
O valor máximo do imóvel varia por faixa e por localidade, e os juros ficam abaixo dos cobrados no crédito com recursos da poupança. Em imóveis novos, a construtora pode aceitar o parcelamento da entrada durante a obra.
Comprar um imóvel em construção permite diluir a entrada ao longo da obra, em parcelas mensais e, às vezes, intermediárias. Na entrega das chaves, o saldo restante é pago com financiamento ou recursos próprios.
Antes de assinar, convém pesquisar o histórico da construtora. Todas as parcelas da obra entram no orçamento, e elas podem ser corrigidas por um índice previsto no contrato.
O consórcio reúne um grupo de pessoas que formam um fundo comum para comprar um bem. O grupo é administrado por uma empresa autorizada pelo Banco Central, que entrega cartas de crédito por sorteio ou por lance nas assembleias.
O consórcio não exige entrada, mas também não tem data certa para liberar a carta de crédito a quem depende só do sorteio. Taxa de administração e fundo de reserva entram no custo total, que precisa ser comparado ao de um financiamento antes da decisão.
Na cooperativa habitacional, um grupo de pessoas se reúne para construir unidades a preço de custo, sem objetivo de lucro. As cooperativas são regulamentadas pela Lei nº 5.764, de 1971.
Os pagamentos acontecem ao longo da obra, o que dilui o desembolso inicial. Como o custo é dividido entre os cooperados, aumentos no preço de materiais e atrasos na construção também são repartidos entre eles.
O saldo do FGTS pode pagar toda a entrada ou parte dela, e depois da compra também pode amortizar o saldo devedor ou reduzir parcelas.
Além da casa própria, há outras formas de usar o saldo do FGTS, com regras próprias para cada uma.
Para usar o FGTS na entrada, o trabalhador precisa cumprir os requisitos do fundo e informar ao banco, na proposta, o valor que pretende usar. O saldo é liberado ao vendedor junto com o financiamento.
Os principais requisitos são estes:
Com os requisitos conferidos, o uso do saldo na entrada segue estes passos:
Consulte o saldo no aplicativo oficial do FGTS.
Separe os documentos pedidos pelo banco para comprovar os requisitos.
Informe na proposta que vai usar o FGTS na entrada e qual valor.
Assine o contrato e aguarde a liberação do saldo, que o banco repassa ao vendedor com o valor financiado.
A composição de renda soma os ganhos de duas ou mais pessoas no mesmo financiamento, e o limite de 30% passa a valer sobre a renda total. Com isso, a parcela possível aumenta e, com ela, o valor que o banco pode financiar.
Duas pessoas com renda de R$ 3.000 e R$ 2.500 somam R$ 5.500, e a parcela máxima passa de R$ 900 para R$ 1.650. Nas condições da simulação anterior, isso permite financiar cerca de R$ 148 mil, contra R$ 81 mil com uma renda só.
A soma de rendas amplia o valor possível, mas não decide a aprovação. Todos os participantes passam pela análise de crédito, e a decisão é do banco.
Quem compõe renda entra no contrato como comprador e passa a responder pela dívida junto com os demais. Cada banco define quem pode participar, como cônjuge, companheiro e parentes, e quantos compradores aceita.
Cada participante pode usar o próprio FGTS na entrada, se cumprir os requisitos do fundo. Antes de assinar, é recomendável que todos conheçam a parcela e o prazo, porque a dívida entra no orçamento de cada um.
O Serasa Score é uma das informações que os bancos podem consultar na análise do financiamento, mas não decide sozinho. Cada instituição tem critérios próprios e pode usar a pontuação de outros birôs de crédito ou um score interno.
Uma pontuação mais alta tende a facilitar o acesso ao crédito, sem garantia de aprovação. Ela também pode pesar nas condições oferecidas, conforme a política de cada banco.
Uma pontuação baixa dificulta, mas não impede, a aprovação. Há caminhos para conseguir financiamento com score baixo, como oferecer uma entrada maior para reduzir o valor financiado.
Entre com seu CPF e senha no site ou no aplicativo da Serasa. Se não tiver um cadastro ainda, é só criar um de forma gratuita.
Na tela inicial, procure a seção do Serasa Score e clique sobre a pontuação para conferir os fatores que influenciam o cálculo.
Acesse o menu "Dívidas" para conferir se há dívidas negativadas no CPF, que são verificadas pelos bancos na análise.
Confira se o Cadastro Positivo está ativo e mantenha-o assim.
Evite pedir crédito várias vezes nos meses anteriores à proposta, porque a busca por crédito entra no cálculo do Serasa Score.
Pronto! Agora é possível enviar a proposta conhecendo a pontuação e as pendências do CPF.
A organização começa por uma meta de valor calculada com a renda, e não só com o preço anunciado. Depois, o dinheiro precisa ficar separado do orçamento do mês até a compra.
Defina a meta. Calcule a entrada com a regra dos 30% e some até 5% do valor do imóvel para ITBI e cartório.
Separe o dinheiro. Guarde a reserva em uma aplicação que permita o resgate no momento da compra, fora da conta do dia a dia.
Busque renda extra. Um ganho a mais por mês, direcionado à reserva, encurta o prazo para juntar a entrada.
Evite novas parcelas. Empréstimos e compras parceladas contratados antes da proposta reduzem a renda disponível na análise.
Negocie com o vendedor. Parcelar a entrada ou incluir outro bem na negociação, como um carro ou um terreno, pode reduzir o valor à vista.
Confira a documentação. Verifique a situação do vendedor e do imóvel com apoio de um advogado ou corretor antes de pagar qualquer valor.
Enquanto a entrada mínima para financiamento de imóvel é reunida, outras decisões de crédito continuam acontecendo. Cada nova parcela pesa nos 30% da renda, e comparar condições antes de contratar ajuda a preservar esse espaço.
O Serasa Crédito é um marketplace de ofertas de crédito de mais de 40 empresas parceiras. Elas podem apresentar propostas conforme o perfil de cada CPF. A plataforma não oferece financiamento imobiliário, mas permite simular, comparar e solicitar cartão de crédito e empréstimo, se houver oferta disponível para o CPF.
A simulação é gratuita, pode ser feita quantas vezes for preciso e não afeta o Serasa Score. Antes da solicitação, a plataforma mostra taxa de juros, tarifas, parcelas, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e CET. A análise de crédito é feita pelas parceiras.
Entre com seu CPF e senha no site da Serasa ou no aplicativo, disponível no Google Play e na App Store. Se não tiver um cadastro ainda, é só criar um de forma gratuita.
Acesse o menu "Serviços" e, na seção "Crédito", toque no botão "Simular empréstimo" ou "Pedir cartão de crédito".
Preencha as informações pedidas e confira as ofertas exibidas, se houver oferta disponível para o CPF.
Compare taxa de juros, número de parcelas e CET de cada oferta antes de escolher.
Escolha uma oferta e clique em "Solicitar" para seguir com a análise da parceira.
Pronto! Agora é possível acompanhar o pedido no menu "Serviços", seção "Crédito", botão "Acompanhar meus pedidos".
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*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação.
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