Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hoje
Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hojeData de publicação 17 de abril de 20267 minutos de leitura
Atualizado em: 15 de abril de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 15 minutosTexto de: Time Serasa
Em um cenário em que milhões de brasileiros enfrentam o desafio da inadimplência, encontrar soluções inteligentes para gerenciar dívidas é um passo crucial para a reconquista da tranquilidade. Uma dessas soluções, muitas vezes mal compreendida, é o refinanciamento. Trata-se de uma estratégia financeira poderosa que permite renegociar um crédito já existente, buscando melhores condições de pagamento.
Muitas pessoas associam o refinanciamento apenas à troca de um carro ou imóvel, mas seu conceito é muito mais amplo. Ele pode ser feito para transformar uma dívida com juros altos, como a do cartão de crédito, em uma nova dívida com parcelas e taxas menores, aliviando a pressão sobre o orçamento mensal.
Neste artigo, entenda o que é financiamento, como funciona cada modalidade, as diferenças cruciais entre refinanciar e fazer a portabilidade de crédito, e o mais importante: quando essa estratégia realmente vale a pena.
Refinanciamento de dívidas é o ato de substituir um contrato de crédito existente (como um empréstimo ou financiamento) por um novo contrato, geralmente na mesma instituição financeira. O objetivo principal dessa operação é obter condições mais vantajosas para o consumidor, como:
O refinanciamento reestrutura a dívida original, criando um novo acordo mais adequado à realidade financeira do consumidor.
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O funcionamento do refinanciamento varia conforme o tipo de crédito e as políticas da instituição. No entanto, o processo geral segue uma lógica comum. A instituição financeira realiza uma nova análise de crédito do cliente para avaliar o risco da operação. Se aprovado, o contrato antigo é quitado e um novo contrato, com as novas condições, é estabelecido.
Uma das formas mais comuns e vantajosas de refinanciamento é o empréstimo com garantia, também conhecido como home equity (para imóveis) ou auto equity (para veículos). Nesse modelo, o cliente oferece um bem quitado (ou parcialmente quitado) como garantia da nova dívida. Como o risco para o banco diminui drasticamente, as condições oferecidas são muito melhores.
Existem diversas modalidades de refinanciamento, cada uma adequada a um perfil e necessidade.
Refinanciamento de veículo (empréstimo com garantia)
Nessa modalidade, o proprietário de um veículo (carro, moto) o utiliza como garantia para obter um empréstimo.
● Como funciona: o veículo precisa estar no nome do solicitante e geralmente com a maior parte do valor já quitado. A instituição financeira avalia o carro e libera um percentual do seu valor de mercado como crédito. O veículo fica alienado ao banco até a quitação da nova dívida, mas o proprietário continua usando-o normalmente.
● Vantagens: taxas de juros mais baixas que as do crédito pessoal e aprovação mais rápida.
● Requisitos: geralmente aceita veículos com até 10 ou 15 anos de fabricação.
Refinanciamento imobiliário (empréstimo com garantia)
Similar ao de veículo, mas usando um imóvel (casa, apartamento, sala comercial) como garantia.
● Como funciona: o imóvel, que deve estar no nome do solicitante, é avaliado e o banco pode liberar até 60% do seu valor como crédito. Os prazos de pagamento são longos, podendo chegar a 20 anos.
● Vantagens: é a modalidade com as menores taxas de juros do mercado de crédito pessoal e oferece os maiores valores de empréstimo.
● Requisitos: o imóvel precisa estar regularizado e, preferencialmente, quitado.
Refinanciamento de crédito pessoal ou consignado
Esse tipo é comum para quem já tem um empréstimo pessoal ou consignado ativo e já pagou uma parte das parcelas.
● Como funciona: o cliente renegocia o saldo devedor com o mesmo banco, podendo estender o prazo para diminuir o valor da parcela. Em alguns casos, é possível pegar um "crédito troco", ou seja, o banco recalcula a dívida, libera um valor extra para o cliente e ajusta as parcelas futuras.
É muito comum confundir os dois termos, mas são operações distintas:
| Característica | Refinanciamento | Portabilidade de crédito |
|---|---|---|
| Instituição | A negociação é feita com o mesmo banco em que a dívida original foi contraída. | A dívida é transferida para um outro banco que oferece condições melhores. |
| Contrato | O contrato original é quitado e um novo contrato é criado na mesma instituição. | O contrato original é quitado pelo novo banco, e um novo contrato é criado nessa segunda instituição. |
| Objetivo | Renegociar as condições (prazo, juros) de uma dívida existente, podendo ou não obter crédito novo. | Mover a dívida para outra instituição com o único objetivo de obter uma taxa de juros menor. |
Qual escolher? A recomendação é sempre tentar primeiro o refinanciamento com o banco atual. Se a proposta não for vantajosa, o consumidor deve então pesquisar a portabilidade em outras instituições.
Avaliar os prós e contras é fundamental antes de tomar uma decisão.
Principais vantagens:
Principais desvantagens:
O refinanciamento é uma ferramenta estratégica e deve ser considerado em situações específicas:
Como fazer um refinanciamento? Passo a passo
Avalie sua situação financeira. Entenda o tamanho da sua dívida, os juros que está pagando e quanto do seu orçamento está comprometido.
Defina o objetivo: apenas diminuir a parcela ou precisa de crédito extra?
Simule e compare. Use plataformas como o Serasa Crédito para simular opções de crédito (especialmente as com garantia) em diferentes parceiros. Compare taxas de juros, prazos e o Custo Efetivo Total (CET).
Entre em contato com a instituição escolhida. Inicie o processo de solicitação, que pode ser online.
Separe a documentação. Tenha em mãos seus documentos pessoais (RG, CPF), comprovante de renda e os documentos do bem que será usado como garantia (se for o caso).
Aguarde a análise e a avaliação do bem. A instituição fará a análise de crédito e, no caso de garantia, a vistoria do veículo ou imóvel.
Leia o contrato com atenção. Antes de assinar, leia todas as cláusulas do novo contrato, entendendo todos os custos envolvidos.
Use o crédito com sabedoria. Após a liberação, quite a dívida original e organize-se para pagar as novas parcelas em dia.
O refinanciamento é uma decisão financeira importante. É uma manobra estratégica que, quando bem utilizada, pode reestruturar completamente a saúde financeira de uma pessoa ou família. Trocar dívidas caras por uma única dívida mais barata e com parcelas acessíveis não é apenas aliviar o orçamento, é retomar o controle.
Ao avaliar essa possibilidade, a informação é a maior aliada. Entender os custos, os riscos e, principalmente, os benefícios potenciais permite que a decisão seja consciente e alinhada com os objetivos de longo prazo.
● Pronto! Agora é só aguardar a resposta para finalizar a contratação.
*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação. Simule quantas vezes quiser de graça e sem afetar o seu Serasa Score.
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