Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hoje
Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hojeData de publicação 17 de abril de 20267 minutos de leitura
Publicado em: 4 de março de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 7 minutosTexto de: Time Serasa
O cartão de crédito costuma ser visto como vilão das finanças. Mas quem entende como os juros funcionam consegue transformar o cartão em ferramenta de planejamento, não em armadilha. As regras de ouro do cartão de crédito ajudam a evitar o rotativo, controlar o limite e decidir quando vale a pena pagar anuidade. Com essas bases, o crédito deixa de ser inimigo e passa a trabalhar a favor do orçamento.
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O medo do cartão de crédito é comum e, na maioria dos casos, vem de experiências negativas com o chamado crédito rotativo. A pessoa paga o mínimo da fatura, os juros se acumulam e a dívida sai do controle. Esse ciclo cria a impressão de que o cartão é uma armadilha.
Mas o rotativo só entra em cena quando a fatura não é paga integralmente. Quem define um teto de gastos, acompanha os lançamentos das compras e quita o valor total no vencimento não paga juros.
Com esse controle, o cartão se torna uma ferramenta útil: oferece prazo para pagar, permite parcelar compras maiores e ainda ajuda a construir histórico de crédito.
Desde janeiro de 2024, a Lei 14.690/2023 (conhecida como Lei do Desenrola) estabelece um teto para a dívida do cartão de crédito. A regra limita os juros do rotativo e do parcelamento automático a 100% do valor original da dívida.
Na prática, isso significa que uma fatura de R$ 1.000 não pode ultrapassar R$ 2.000 com juros. Antes dessa lei, não existia limite, e as dívidas de cartão podiam crescer indefinidamente, ultrapassando 1.000% do valor inicial em alguns casos.
A nova regra funciona assim:
Exemplo:
Maria deixou de pagar uma fatura de R$ 500. Antes da nova regra, essa dívida poderia chegar a R$ 5.000 ou mais com o acúmulo de juros do rotativo. Agora, o máximo que o banco pode cobrar é R$ 1.000 (o dobro do valor original). Ao atingir esse teto, o banco precisa oferecer um parcelamento com condições claras.
Essa mudança reduz o efeito “bola de neve” que transformava dívidas pequenas em valores impagáveis. Ainda assim, o rotativo continua sendo a modalidade de crédito mais cara do mercado, com taxa média de 440% ao ano. O teto limita o estrago, mas não elimina o custo alto de não pagar a fatura integralmente.
Essa é a primeira regra de ouro do cartão de crédito: nunca pagar apenas o mínimo da fatura. Quem paga o mínimo entra automaticamente no rotativo, a modalidade de crédito mais cara do Brasil.
A ordem de prioridade, sempre que possível, deve ser:
O exemplo abaixo mostra o que pode acontecer com uma fatura de R$ 1.000 em cada cenário (valores ilustrativos com base em médias de mercado de rotativo a 440% de juros ao ano e parcelamento de fatura a 181% de juros ao ano.):
| Opção | Após 1 mês | Após 3 meses | Total pago em 6 meses |
|---|---|---|---|
| Pagar total | R$ 1.000 | R$ 1.000 | R$ 1.000 |
| Parcelar em 6x | ~R$ 180/mês | R$ 1.080 | R$ 1.080 |
| Pagar mínimo (20%) | R$ 200 + restante no rotativo | ~R$ 968 | ~R$ 2.000+ |
A diferença é significativa: quem paga o total não paga nada a mais. Quem parcela paga cerca de R$ 80 de juros. Quem paga o mínimo pode ver a dívida dobrar em poucos meses.
O crédito rotativo tem taxa média de 440% ao ano (dados de novembro de 2025), enquanto o parcelamento da fatura fica em torno de 181% ao ano. A diferença é mais que o dobro.
O ciclo funciona assim: a pessoa paga o mínimo, o restante vira dívida com juros altíssimos, a fatura do mês seguinte chega maior, sobra ainda menos para pagar, e a dívida cresce.
Por isso, se não for possível pagar o total, parcelar a fatura é sempre melhor do que pagar o mínimo. Os juros do parcelamento ainda são altos, mas representam menos da metade do rotativo.
A segunda regra de ouro é entender que o limite do cartão não é salário. O limite é um empréstimo pré-aprovado pelo banco, não uma extensão da renda. Gastar até o teto do limite significa assumir uma dívida que precisará ser paga no mês seguinte.
Se o salário é de R$ 3.000, o total da fatura não pode ultrapassar esse valor. Caso contrário, faltará dinheiro para pagar o total e o rotativo entra em cena.
Algumas práticas ajudam a manter o controle:
Ter limite alto não é problema. O risco está em usar esse limite como se fosse renda disponível.
Um limite de R$ 10.000 pode ser útil para emergências ou compras grandes parceladas. Mas se a pessoa gasta R$ 10.000 por mês ganhando R$ 4.000, a dívida é inevitável.
Por outro lado, limite alto pode ser vantajoso para o score. Utilizar apenas uma parte pequena do limite disponível (por exemplo, 30%) sinaliza controle financeiro e pode influenciar positivamente a pontuação de crédito.
O limite em si não é bom nem ruim. O que define o resultado é a forma de usar.
A anuidade é uma taxa cobrada pelo banco para manter o cartão de crédito ativo. Pode ser mensal ou anual, e o valor varia conforme a categoria do cartão e os benefícios oferecidos. Nem todos os cartões têm anuidade, existem opções gratuitas no mercado.
Anuidade só vale a pena quando os benefícios do cartão compensam o custo. E é aí que entra a terceira regra de ouro do cartão de crédito: não pagar por benefícios que não usa.
A lógica é simples: se o cartão oferece milhas, mas a pessoa não viaja, está pagando por algo que não aproveita. Se oferece acesso a lounges de aeroporto, mas o uso acontece uma vez por ano, o custo provavelmente não se justifica.
Antes de aceitar um cartão com anuidade, vale perguntar:
Muitos bancos oferecem isenção de anuidade para quem atinge um gasto mínimo mensal (geralmente a partir de R$ 2.000). Essa pode ser uma alternativa para quem quer os benefícios sem o custo fixo.
Os cartões são divididos em categorias que variam em benefícios e anuidade. Cada banco define suas próprias condições, então os valores e benefícios podem mudar bastante de uma instituição para outra.
| Categoria | Anuidade média | Benefícios comuns | Perfil indicado |
|---|---|---|---|
| Internacional | R$ 100-300 | Compras no exterior, seguros básicos | Compras online internacionais |
| Gold | R$ 200-400 | Milhas básicas, acessos a lounge, seguros viagem | Viagens ocasionais |
| Platinum | R$ 500-900 | Concierge 24h, lounges ilimitados, seguros premium | Viagens frequentes |
A escolha depende do uso. Quem não viaja não precisa pagar caro por acesso a lounge. Quem faz compras internacionais esporádicas pode se contentar com um cartão Internacional básico.
Se a anuidade do cartão atual pesa no orçamento sem trazer benefícios reais, pode ser hora de buscar outras opções. No Serasa Crédito, é possível comparar cartões de diferentes bancos e encontrar alternativas gratuitas ou com benefícios que fazem sentido para o seu perfil.
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