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Como usar o 13º salário para pagar dívidas

O dinheiro extra pode ajudar na negociação, desde que o acordo preserve as despesas essenciais e caiba no orçamento.

Atualizado em: 13 de outubro de 2026

Categoria Negociar dívidaTempo de leitura: 11 minutos

Texto de: Time Serasa

Notas de dinheiro acompanhado de moedas, carteira de trabalho, lupa, calculadora encima da mesa

Usar o 13º salário para pagar dívidas pode fazer sentido quando o acordo cabe no orçamento e não tira dinheiro das despesas essenciais. A decisão depende do valor líquido recebido, do custo de cada dívida e das condições de cada negociação.

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Faz sentido usar o 13º salário para pagar dívidas?

Sim, quando sobra dinheiro depois de separar as contas do mês e o acordo pode ser mantido até o fim. Quatro critérios ajudam a decidir:

  • ● despesas essenciais já separadas, como aluguel, alimentação e contas de consumo;
  • ● reserva para as contas que vencem no começo do ano;
  • ● custo da dívida, já que as dívidas com juros altos crescem mais rápido;
  • ● capacidade de pagar as parcelas dos meses seguintes.


Se algum desses pontos ficar descoberto, destinar só uma parte do 13º à negociação tende a ser mais seguro. Para quem tem dívidas negativadas, o valor pode ir para as ofertas de negociação de dívidas da Serasa, se houver oferta para o CPF.

Segundo a pesquisa da Serasa "Estratégias e Ferramentas usadas pelos brasileiros para o dinheiro caber até o fim do mês", realizada em 2026, 73% dos entrevistados estão ou estiveram endividados nos últimos 12 meses. O mesmo levantamento mostra que 24% adiaram o plano de quitar dívidas mais rapidamente por questões financeiras.

Como saber quanto do 13º pode ir para as dívidas?

O ponto de partida é o valor líquido, que de fato cai na conta. O 13º costuma ser pago em duas parcelas, mas também em parcela única. Se for parcelado, a primeira parcela é depositada até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro, conforme a Lei 4.749/1965. Em parcela única, a data limite também é 30 de novembro.

Os descontos de INSS e, quando houver, de Imposto de Renda incidem na segunda parcela, que por isso tende a ser menor. A calculadora do décimo terceiro ajuda a estimar esses valores. Com o valor líquido em mãos, o teto para as dívidas sai em quatro etapas:

  1. Some o valor líquido das duas parcelas.

  2. Separe o dinheiro das despesas essenciais de dezembro e janeiro.

  3. Reserve uma quantia para os compromissos já previstos do começo do ano.

  4. Considere o que sobrar como o limite para negociar dívidas.

Esse teto evita aceitar uma proposta só pelo desconto e deixar outra conta sem dinheiro. As diferentes formas de usar o décimo terceiro ajudam a planejar o que sobrar.

Quais dívidas priorizar com o 13º salário?

Uma ordem possível começa pelas dívidas que mais crescem e pelas que afetam serviços do dia a dia. Depois vêm as dívidas negativadas com ofertas que cabem no orçamento. Entender como organizar o pagamento de dívidas ajuda a adaptar essa ordem a cada caso.

Dívidas com custo ou juros mais altos

Modalidades com juros altos, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, fazem o saldo crescer mais rápido. Os juros compostos, presentes na maioria das operações de crédito, aumentam o valor devido mês a mês. Para comparar essas dívidas, o custo total informado no contrato ou na fatura diz mais do que o valor da parcela.

Dívidas que afetam serviços ou despesas essenciais

Contas de água e luz estão ligadas a serviços básicos da casa. A Lei 8.987/1995, no art. 6º, § 3º, permite que a concessionária interrompa o serviço por inadimplemento do usuário, após aviso prévio.

Por isso, contas recentes de água e luz podem ter prioridade. Na energia elétrica, a distribuidora só pode suspender o fornecimento até 90 dias após o vencimento da conta não paga. Depois desse prazo, a dívida continua sendo cobrada, mas não justifica o corte.

Dívidas negativadas e acordos que cabem no orçamento

Uma dívida negativada pode ter oferta de negociação com desconto, definida pela empresa parceira detentora da dívida. A proposta escolhida precisa caber no teto do 13º e, se for parcelada, na renda dos meses seguintes.

Como comparar propostas e decidir entre pagamento à vista e parcelado

Nenhuma das duas formas é melhor em todos os casos. A escolha depende do custo total, do desconto e de quanto sobra no orçamento depois do pagamento.

CritérioPagamento à vistaPagamento parcelado
Custo totalValor únicoSoma de todas as parcelas
DescontoDefinido pela empresa parceira para pagamento únicoPode mudar conforme o número de parcelas
Entrada ou parcelaExige o valor inteiro disponívelCada parcela precisa caber na renda mensal
PrazoDívida quitada no pagamentoCompromisso por vários meses
VencimentoData únicaUma data por parcela, inclusive no começo do ano
Impacto no orçamentoUsa mais do 13º de uma vezUsa menos do 13º e compromete os próximos meses

Nota: as condições de desconto, o número de parcelas e as formas de pagamento variam conforme a oferta disponível para cada CPF.

O que fazer se o 13º não for suficiente para todas as dívidas?

A saída é negociar parte das dívidas agora e planejar as demais para os próximos meses. Tentar quitar tudo de uma vez pode levar a acordos que não cabem no orçamento. Algumas medidas ajudam nessa etapa:

  • ● usar o 13º na dívida mais cara ou na que afeta serviços essenciais;
  • ● fechar só acordos com parcelas que caibam na renda mensal;
  • ● anotar as dívidas restantes, com valor e empresa detentora;
  • ● consultar de tempos em tempos se há ofertas para o CPF.


Um acordo descumprido pode ser cancelado, e o valor original da dívida pode voltar a ser cobrado, descontados os valores já pagos. Conhecer as formas de negociar dívidas ajuda a planejar as próximas negociações.

Depois do acordo: como proteger o orçamento do começo do ano

No começo do ano aparecem despesas como IPVA, IPTU e material escolar, que dividem espaço com as parcelas do acordo. Incluir cada vencimento no controle de contas do mês ajuda a não perder nenhuma data.

Se sobrar uma parte do 13º depois da negociação, separar esse valor para essas despesas ajuda a manter o acordo em dia até a última parcela.

Negocie dívidas com o 13º pelo Serasa Limpa Nome

O Serasa Limpa Nome é a maior plataforma de negociação de dívidas do país. O acesso é gratuito pelo site, pelo aplicativo da Serasa e nas agências dos Correios. Os descontos, de até 90%, são definidos pelas empresas parceiras e dependem de haver oferta para o CPF. Pelo site ou aplicativo, o caminho é este:

  1. Entre com seu CPF e senha no site ou no aplicativo da Serasa. Se ainda não tiver cadastro, é só criar um de forma gratuita.

  2. Na tela inicial, confira se há ofertas de negociação de dívidas disponíveis para o CPF ou acesse o menu "Dívidas".

  3. Compare valor à vista, número de parcelas e datas de vencimento de cada oferta.

  4. Escolha só a oferta que cabe no valor separado do 13º e nos próximos meses.

  5. Selecione Pix ou boleto, conforme as opções da oferta, e conclua o acordo.

  6. Pronto! Agora é possível acompanhar o acordo pelo menu "Dívidas".

Em acordos parcelados, pagar a primeira parcela permite retirar a negativação pela Serasa, mas a dívida só é quitada com a última. Com o teto definido, usar o 13º salário para pagar dívidas pelo Serasa Limpa Nome ajuda a fechar só o acordo que cabe no orçamento, se houver oferta para o CPF.

O Serasa Limpa Nome é a maior plataforma de renegociação de dívidas do país, com descontos que podem chegar a 90%. O serviço é gratuito e a negociação pode ser feita em poucos minutos pelos canais oficiais da Serasa: site, aplicativo, WhatsApp (11) 99575-2096 ou Correios. 

Celular mostrando a carteira digital Serasa

Perguntas frequentes sobre 13º salário para pagar dívidas

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