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Descubra o que é grau de endividamento e como ele afeta as finanças

Chegou a hora de calcular suas dívidas

Você sabe quanto do que você ganha é destinado para o pagamento de dívidas? Já calculou seu grau de endividamento? Sabe o quanto paga de juros no cartão de crédito? Se você respondeu não para uma das perguntas, fique com a gente e esclareça essas e outras dúvidas sobre grau de endividamento.

O que é grau de endividamento?

No mundo empresarial, o termo grau de endividamento é bastante comum, pois por meio dele se mede os possíveis riscos de um empreendimento. Assim, gestores e investidores conseguem tomar decisões mais assertivas sobre um negócio.

Na vida pessoal, o conceito também pode ser aplicado e pode te ajudar a cuidar do seu bolso. Ao colocar esse conceito em prática, é possível saber quanto da sua renda está destinada ao pagamento de dívidas e como isso influencia na sua saúde financeira.

O endividamento é quando seu orçamento está desequilibrado, ou seja, quando você gasta mais do que ganha. Assim como no mundo dos negócios, se algo está comprometendo uma parte grande do seu orçamento, é importante verificar se você não está arriscando demais sua renda.

Uma pesquisa realizada pela Serasa recentemente mostrou os principais fatores que podem levar uma pessoa ao endividamento. Para mais de 40% dos entrevistados, a principal causa do endividamento é o desemprego. Em seguida vem o descontrole financeiro e a falta de pagamento de contas do dia a dia, que juntos afetam 25%.

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Qual a fórmula para calcular o índice de endividamento?

As dívidas são como uma bola de neve. À medida que você deixa de paga-las os juros sobem e outras dívidas acabam surgindo, até que você não consegue mais sair delas.

Para saber seu índice de endividamento basta fazer uma regra de três simples, daquelas que aprendemos na escola. O grau de endividamento é o somatório das suas dívidas divido pela sua receita, ou seja, pelo que você ganha, multiplicado por 100.

Imagine que mensalmente você tenha as seguintes dívidas:

Cartão de crédito = R$ 600
Empréstimo = R$ 300
Prestação do carro = R$ 450
Total das dívidas = R$ 1.350

Para o cálculo, o seu rendimento mensal é de R$ 3 mil

Aplicando a fórmula: total de dívidas (R$ 1.350) / total de ganhos (R$ 3 mil) x 100 = 45%

Seu grau de endividamento é de 45%

Nesse caso, quase a metade do seu salário está comprometido com o pagamento de dívidas.

O que significa o grau de endividamento?

Depois de calcular seu grau de endividamento, é preciso entender o que esse índice significa. Você já deve imaginar que quanto maior o índice, maior é o grau de endividamento em que você está.

• Grau de endividamento até 30% = dívidas administráveis e dentro do aceitável;

• Grau de endividamento de 30% a 35% = ligue o alerta e tente alcançar o patamar abaixo de 30%;

• Grau de endividamento de 35% a 40% = reveja seu orçamento e mude hábitos para que você não fique inadimplente e fique endividado;

• Grau de endividamento acima de 40% = endividamento grave que vai comprometer toda sua saúde financeira.

Como conseguir diminuir o grau de endividamento?

Com o grau de endividamento em mãos, é hora de partir para a ação. Seja qual for o patamar em que você se encontra, ter suas finanças em dia é fundamental para ter uma vida mais tranquila e sem imprevistos financeiros.

Geralmente, quem está com o grau de endividamento alto, está também o com o nome sujo. Para sair dessa situação e limpar seu nome, o passo principal é entender como anda seu orçamento. Por isso, a dica aqui é listar e planilhar, para então partir para a ação.

Em fevereiro de 2021, quando a pandemia já completava 1 ano, a Serasa entrevistou consumidores em todas as regiões do Brasil para entender o comportamento financeiro dos brasileiros. Nessa pesquisa, para 28% dos entrevistados, a estabilidade financeira é fundamental para garantir a saúde do bolso e, por que não, física e mental, uma vez que estar endividado pode causar insônia, ansiedade e até falta de apetite.

De forma geral, problemas financeiros afetam tanto as pessoas com renda menor, quanto aquelas com renda maior, mas de formas diferentes. Além disso, falar sobre dinheiro não é algo que fazemos com facilidade.

Entender seus gastos fixos e variáveis, objetivos financeiros e os conceitos do mundo das finanças, além de buscar fontes seguras sobre o tema podem te ajudar a encontrar formas de lidar bem com o dinheiro.

Dicas para diminuir o grau de endividamento

Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva mostrou como o alto grau de endividamento afeta a saúde dos brasileiros. Para quase 55 milhões de brasileiros, estar endividado impacta na qualidade do sono, enquanto 45 milhões afirmaram perder o apetite quando estão nessa situação.

Para te ajudar a sair ou diminuir o grau de endividamento, confira as dicas que preparamos.

Mudança de hábito
Gastar mais do que se ganha é um dos principais vilões do endividamento. E muita gente gasta além do que pode. De acordo com dados da Kantar, metade das famílias gasta mais do que ganha. A consequência disso é o endividamento e a inadimplência.

Para mudar esse quadro, o senso de realidade não pode faltar. Analise seus gastos e veja quais comprometem seu orçamento e repense seus hábitos de consumo.

Reconheça que tem dívidas
Muitas pessoas devem e nem sabem disso. Por isso, o ponto principal aqui é visualizar seu orçamento, ter na ponta do lápis o quanto ganha e gasta. Assim, você consegue definir suas prioridades, cortar e diminuir gastos, saber quais dívidas devem ser pagas primeiro.

Priorize sempre as que têm maiores taxas de juros ou crescem mais rapidamente e busque formas para elimina-las. Lembre-se da nossa conta do índice do grau de endividamento em que o ideal é comprometer no máximo 30% do orçamento com dívidas.

Renegocie suas dívidas
Geralmente, bancos e instituições financeiras preferem receber uma parte da dívida do que não receber nada. Por isso fique atento às possibilidades de renegociar dívidas que estão em atraso. O Serasa Limpa Nome oferece até 90% de desconto para negociar dívidas e te ajudar a ficar com a saúde financeira lá no alto.

Diminua despesas
Cortar despesas ajuda não só a se organizar para quitar dívidas, mas também é uma boa forma de começar a juntar dinheiro. Elimine os gastos que não são essenciais e que não fará falta no seu dia a dia.

Isso inclui, por exemplo, diminuir o pacote de dados do celular, o plano de TV a cabo ou plataformas de streaming. Outra atitude que pode te ajudar é fazer pesquisa de preços e marcas antes de fazer compras no supermercado.

Nesse momento, cada pequeno corte no orçamento pode significar o orçamento no azul no fim do mês.

Diminuir o grau de endividamento: um passo por vez

Não é nada fácil diminuir o grau de endividamento. Como vimos, a mudança exige uma nova postura frente ao dinheiro. Mas o pior de tudo é ignorar essa situação e ver que a bola de neve de gastos e dívidas só aumenta.

Conquistar o equilíbrio financeiro inclui entender seus gastos, cortar de despesas e formas de renegociação de dívidas. Com essa visão do todo, é possível ter atitudes assertivas e que realmente significam mudanças de comportamento.

Tenha em mente que você precisa dar um passo de cada vez, mas que o primeiro passo é fundamental. Apenas dessa forma será possível restabelecer e conquistar sua saúde financeira e não ter mais medo de olhar o extrato bancário.