Ação de execução de dívida: entenda como funciona
Ação de execução de dívida: entenda como funcionaData de publicação 16 de setembro de 202613 minutos de leitura
Atualizado em: 16 de setembro de 2026
Categoria Negociar dívidaTempo de leitura: 14 minutosTexto de: Time Serasa
O protesto não é cancelado automaticamente pelo simples decurso do prazo de cinco anos. O registro pode permanecer ativo até que uma pessoa interessada solicite seu cancelamento ao tabelionato competente, mediante a apresentação da documentação exigida para cada caso.
O protesto de dívida é um ato formal realizado em cartório que comprova a inadimplência ou descumprimento de uma obrigação representada por título ou outro documento de dívida. Ter uma dívida protestada, não significa, necessariamente que o consumidor esteja negativado em um órgão de proteção ao crédito, pois são registros distintos. A existência do protesto pode ser considerada pelas empresas que concedem crédito, conforme suas próprias políticas e critérios de análise. Por isso, o protesto é um meio formal utilizado pelo credor para comprovar a inadimplência e buscar a satisfação da obrigação.
Entenda a seguir as diferenças entre os registros de dívida nos órgãos de proteção ao crédito e nos cartórios.
A inscrição no cartório permanece enquanto a dívida não for paga. Uma dívida protestada em cartório não prescreve automaticamente depois de um tempo. O nome de uma pessoa ou empresa pode permanecer protestado por um período indeterminado.
O registro do protesto poderá ser cancelado após a regularização da dívida e a realização dos procedimentos necessários perante o tabelionato competente, como a apresentação do título original ou, quando aplicável, da carta de anuência emitida pelo credor, confirmando o pagamento. Portanto, a permanência do registro do protesto no cartório está diretamente ligada à adoção das providências necessárias para seu cancelamento e não a um prazo de caducidade predeterminado.
Leia também | Protesto em cartório: como regularizar a situação
Entenda a diferença entre protesto e registro em órgãos de proteção ao crédito e como funciona a retirada desses registros:
| Protesto em cartório | Negativação | |
|---|---|---|
| Natureza | É um ato normativo regulamentado pela Lei nº 9.492/97. Comprova a inadimplência ou o descumprimento de uma obrigação representada por título ou outro documento de dívida e é registrado pelo Tabelionato de Protesto | É o registro de uma dívida não paga em um cadastro de inadimplentes, como o da Serasa, a pedido do credor e conforme as regras aplicáveis. A Serasa é uma empresa privada e não se confunde com cartórios ou órgãos públicos. |
| Finalidade | Comprovar formalmente a inadimplência ou o descumprimento da obrigação representada por título ou outro documento de dívida. | Disponibilizar informações sobre a situação de crédito do consumidor ou da empresa, auxiliando credores na análise de risco e na tomada de decisão sobre a concessão de crédito. |
| Cancelamento/Exclusão | O cancelamento deve ser solicitado ao Tabelionato por qualquer interessado, mediante a apresentação do título ou documento de dívida protestado. Se o documento original não estiver disponível, poderá ser apresentada declaração de anuência do credor, observados os requisitos legais. Em determinadas situações, poderá ser necessária uma decisão judicial. | Após o pagamento, o credor deve providenciar a exclusão da anotação negativa dentro do prazo aplicável. Mesmo sem pagamento, o registro não pode permanecer no cadastro de inadimplentes por mais de cinco anos. A retirada do registro, porém, não significa necessariamente que a dívida deixou de existir. |
Sim. De acordo com a lei, se a dívida registrada em cartório não for paga e devidamente cancelada pelo devedor, o protesto pode permanecer ativo. O prazo de cinco anos é apenas para a prescrição da negativação em órgãos de proteção ao crédito.
Leia também | Fui protestado e não tenho como pagar: o que fazer
Quando o credor apresenta o título ou documento de dívida ao tabelionato ao cartório para protestar o nome de alguém, o cartório faz uma notificação formal para o devedor, concedendo três dias para regularizar o débito.
Portanto, o devedor ganha um prazo de três dias úteis para pagar a dívida depois do aviso de protesto. Após esse período, se o valor não for pago, o protesto será oficializado de fato.
Pode prescrever. O prazo para cobrar judicialmente uma dívida varia conforme o tipo de obrigação, o documento que deu origem ao débito e as circunstâncias do caso. Por isso, o prazo não é necessariamente de cinco anos.
A contagem também pode ser alterada por situações previstas em lei, inclusive pelo protesto, conforme o caso.
É importante saber que a prescrição da cobrança judicial não cancela automaticamente o protesto. Para retirar o registro, é necessário solicitar o cancelamento ao cartório e apresentar os documentos exigidos.
Como os prazos variam de acordo com cada dívida, é recomendável buscar orientação jurídica para analisar o caso específico.
O protesto não é cancelado automaticamente após cinco anos. O registro pode permanecer no cartório até que seja solicitado o cancelamento, mediante a apresentação dos documentos exigidos para cada caso.
Protesto em cartório e negativação na Serasa são registros diferentes. Por isso, ter uma dívida protestada não significa que o consumidor esteja automaticamente negativado na Serasa. Da mesma forma, o prazo máximo de cinco anos aplicável à anotação em cadastro de inadimplentes não implica o cancelamento do protesto.
A existência do protesto pode ser considerada por empresas em suas análises de crédito, conforme seus próprios critérios. Por isso, é importante verificar com o cartório quais providências e documentos são necessários para solicitar o cancelamento do registro.
O protesto não é cancelado automaticamente apenas pelo decurso do tempo porque a legislação estabelece um procedimento específico para a retirada do registro.
A Lei nº 9.492/1997 define o protesto como o ato formal que comprova a inadimplência ou o descumprimento de uma obrigação representada por título ou outro documento de dívida. A legislação não estabelece um prazo para o cancelamento automático do registro
Para cancelar o protesto, a pessoa interessada deve apresentar ao cartório a documentação exigida. Em geral, pode ser necessário apresentar o título ou documento protestado ou, quando ele não estiver disponível, a autorização do credor. Dependendo da situação, também poderá ser necessária uma decisão judicial.
Por isso, mesmo após determinado período, o protesto pode permanecer registrado até que sejam adotadas as providências necessárias para seu cancelamento.
Após o pagamento, a pessoa interessada deve verificar com o cartório quais providências são necessárias para cancelar o protesto, pois a quitação da dívida não gera automaticamente a baixa do registro.
Após o cancelamento, a informação deixa de constar nas certidões de protesto. O cartório também pode informar o cancelamento às entidades de proteção ao crédito que recebem dados de protestos, como a Serasa, para a atualização dessas informações.
Enquanto o protesto permanecer ativo, o registro da inadimplência poderá ser consultado e considerado por empresas e instituições financeiras, conforme seus próprios critérios. Entre os possíveis efeitos estão:
Análise para concessão de crédito
A existência do protesto pode ser considerada pelas empresas concedentes de crédito. Isso, porém, não significa que o pedido será automaticamente recusado, pois cada empresa adota seus próprios critérios de avaliação.
Atualização do valor da dívida
O valor da dívida pode aumentar com a incidência de juros, multas e outros encargos, quando previstos no contrato ou na legislação aplicável.
Possibilidade de cobrança judicial
O credor pode buscar judicialmente o pagamento da dívida, desde que observados os prazos e os requisitos legais. Eventual processo judicial poderá gerar custos adicionais, conforme as circunstâncias do caso.
É importante saber que a consulta do protesto pela Serasa não significa que ele poderá ser regularizado pela plataforma. A negociação pela Serasa depende da existência de uma oferta disponibilizada pelo credor. Já o pagamento e o cancelamento do protesto devem seguir os procedimentos aplicáveis junto ao credor e ao cartório responsável.
Confira o passo a passo para fazer a consulta:
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