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Fraudes no Carnaval: conheça os golpes mais comuns e saiba se proteger

Conheça os golpes mais comuns no Carnaval 2026, como funcionam e o que fazer para se proteger de fraudes digitais durante a folia.

Publicado em: 26 de janeiro de 2026

Categoria Segurança na internetTempo de leitura: 7 minutos

Texto de: Time Serasa

Brasil: Carnaval

Fraudes no Carnaval são uma preocupação crescente para os foliões. Segundo a Serasa Experian, no Carnaval de 2024 houve uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos. Os golpes vão além do furto de celulares e carteiras. Criminosos usam técnicas cada vez mais sofisticadas para clonar cartões, desviar Pix e roubar dados pessoais em meio à multidão.  

Conhecer os golpes mais comuns é o primeiro passo para curtir a folia sem surpresas desagradáveis. 

Leia também | Perda ou roubo de documentos no Carnaval: o que fazer? 

Por que as fraudes aumentam no Carnaval

O Carnaval reúne grandes multidões em espaços públicos, o que cria o cenário ideal para golpistas. A combinação de aglomeração, distração, consumo de álcool e uso frequente de celulares e cartões facilita a ação de criminosos. 

Diferente dos furtos físicos, muitas fraudes só são percebidas dias depois, quando a vítima verifica o extrato bancário ou recebe cobranças indevidas. Por isso, conhecer os golpes mais comuns ajuda a identificar situações suspeitas antes que o prejuízo aconteça. 

Golpes mais comuns no Carnaval 2026

Os golpes aplicados durante o Carnaval variam em complexidade, mas têm algo em comum: exploram momentos de vulnerabilidade das vítimas. Confira os principais e como funcionam. 

Golpe da maquininha

O golpista oferece produtos ou bebidas a preços atrativos. Na hora do pagamento, entrega uma maquininha com visor quebrado, apagado ou pouco visível. O valor digitado é muito maior do que o combinado, e a vítima só percebe depois. 

Em outra variação, o criminoso troca a maquininha por outra enquanto distrai o comprador, clonando os dados do cartão. 

Golpe da troca de cartão

O vendedor pede o cartão para passar na maquininha e observa a senha digitada. Em seguida, devolve um cartão diferente, parecido, mas que não pertence à vítima. Com o cartão original e a senha, faz compras rápidas antes que o golpe seja percebido. 

Tudo acontece em segundos, aproveitando a distração do momento. 

Golpe do Pix

Existem variações desse golpe: 

  • ●  o vendedor mostra um QR Code adulterado, direcionando o pagamento para outra conta; 
  • ●  o valor exibido na tela do celular do vendedor é diferente do combinado; 
  • ●  após roubar o celular da vítima, criminosos acessam apps bancários e fazem transferências. 

Golpe do beijo

Uma pessoa se aproxima de forma sedutora e beija a vítima. Enquanto isso, um comparsa furta celular, carteira ou documentos. O golpe é rápido e aproveita a distração do momento. 

“Boa noite, Cinderela” financeiro

Nessa variação do golpe tradicional, criminosos colocam substâncias em bebidas ou alimentos para deixar a vítima sonolenta ou inconsciente. O objetivo é furtar pertences, acessar o celular desbloqueado e realizar transferências bancárias ou clonar dados de aplicativos financeiros. 

Diferente da versão tradicional do golpe, o foco aqui é exclusivamente financeiro. 

Leia também | Golpe do Pix: saiba o que fazer para tentar recuperar o dinheiro 

Fraudes digitais em grandes aglomerações

Além dos golpes presenciais, o Carnaval também é terreno fértil para fraudes digitais. Criminosos exploram a necessidade de conexão e bateria dos foliões para roubar dados. 

Wi-Fi falso

Redes com nomes como “Carnaval_Free” ou “Wi-Fi_Bloco” são criadas por golpistas para interceptar dados de quem se conecta. Essa técnica permite capturar senhas, dados bancários e informações pessoais sem que a vítima perceba. 

O ideal é evitar redes públicas desconhecidas e usar apenas a conexão móvel (4G/5G) durante a folia. 

Totens de carregamento e pagamento por aproximação

Totens de carregamento USB em locais públicos podem ser usados para instalar vírus e programas maliciosos no celular enquanto o aparelho é carregado. Isso acontece porque a entrada USB transmite tanto energia quanto dados, e criminosos exploram essa brecha para acessar informações do dispositivo. 

Já a tecnologia NFC (usada em pagamentos por aproximação) pode ser explorada quando criminosos aproximam maquininhas de bolsos e bolsas para realizar cobranças indevidas sem o conhecimento da vítima. 

Para se proteger: 

  • ●  usar carregador portátil próprio em vez de totens públicos; 
  • ●  desativar o pagamento por aproximação quando não estiver em uso; 
  • ●  manter o celular em local de difícil acesso. 

Como se proteger das fraudes no Carnaval

Algumas atitudes simples reduzem significativamente o risco de cair em golpes durante a folia: 

  • conferir o valor na maquininha antes de digitar a senha e nunca aceitar visor apagado ou quebrado; 

  • não entregar o cartão na mão do vendedor; passar pessoalmente na maquininha; 

  • verificar se o cartão devolvido é realmente o seu; 

  • preferir pagamento em dinheiro com vendedores ambulantes; 

  • conferir o valor e a conta de destino antes de confirmar qualquer Pix; 

  • evitar redes Wi-Fi públicas; usar conexão móvel (4G/5G); 

  • carregar o celular com carregador portátil próprio; 

  • desativar pagamento por aproximação quando não estiver em uso; 

  • não aceitar bebidas ou alimentos de desconhecidos; 

  • manter celular e carteira em locais de difícil acesso, como doleira sob a roupa. 

O que fazer se cair em um golpe

Agir rápido é essencial para minimizar os prejuízos. Veja o que fazer dependendo do tipo de fraude: 

Se o cartão foi clonado ou trocado

  1. 1. Bloqueie o cartão imediatamente pelo aplicativo do banco ou central de atendimento. 
  2. 2. Verifique o extrato e anote as transações não reconhecidas. 
  3. 3. Conteste as compras junto ao banco. 
  4. 4. Registre um Boletim de Ocorrência (BO). 

Se houve fraude via Pix

  1. 1. Entre em contato com o banco e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED)
  2. 2. Registre um Boletim de Ocorrência. 
  3. 3. Guarde comprovantes e prints das transações. 

Se o celular foi roubado

  1. 1. Bloqueie o aparelho remotamente pelo Find My iPhone (iOS) ou Encontre Meu Dispositivo (Android). 
  2. 2. Ligue para a operadora e bloqueie o chip. 
  3. 3. Altere senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos bancários em outro dispositivo. 
  4. 4. Registre um Boletim de Ocorrência. 

Quanto mais rápido os bloqueios forem feitos, menores as chances de os criminosos acessarem contas e realizarem transações. 

Como o Serasa Premium ajuda a identificar fraudes

Muitas fraudes só são descobertas dias ou semanas depois, quando a vítima recebe cobranças indevidas ou tem o nome negativado por compras que não fez. O Serasa Premium ajuda a identificar esses problemas rapidamente, permitindo agir antes que o prejuízo aumente. 

O serviço monitora o CPF 24 horas e envia alertas sobre: 

  • ●  consultas suspeitas ao CPF; 
  • ●  negativações e protestos em nome do titular; 
  • ●  vazamentos de dados na dark web; 
  • ●  abertura de empresas no CPF; 
  • ●  ações judiciais envolvendo o nome. 

Se os dados forem roubados ou o cartão clonado durante o Carnaval, o Serasa Premium avisa em tempo real, permitindo bloquear acessos e contestar fraudes com mais agilidade. 

  • O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ do assinante 24 horas por dia e envia alertas em tempo real sobre consultas ao score de crédito, vazamento de dados na Dark Web, variação da pontuação do Serasa Score e muito mais. Além disso:
  •  
  • ●      Veja quais empresas consultaram seu CPF ou CNPJ.
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serasa score

Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.

Perguntas frequentes sobre fraudes no Carnaval

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