CNH Social DF: quem tem direito e como obter a carteira de mot...
CNH Social DF: quem tem direito e como obter a carteira de motorista gratuitaData de publicação 10 de fevereiro de 20267 minutos de leitura
Publicado em: 23 de janeiro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do will bank em 21 de janeiro de 2026. Com a medida, cerca de 12 milhões de clientes do banco digital ficaram impossibilitados de movimentar suas contas, fazer transferências via Pix ou usar o cartão de crédito.
A decisão veio após o will bank deixar de honrar pagamentos devidos à Mastercard e não conseguir se recuperar da crise iniciada com a liquidação do Banco Master, seu controlador. Para quem tinha dinheiro na conta ou fatura em aberto, o momento é de dúvidas. Agir corretamente faz diferença para evitar prejuízos maiores.
O will bank foi liquidado pelo Banco Central em 21 de janeiro de 2026. Na prática, isso significa que as operações foram interrompidas e o banco não pode mais operar (contas foram bloqueadas, cartões pararam de funcionar e transferências via Pix foram suspensas).
Um dos fatores decisivos para essa decisão foi a instituição deixar de honrar pagamentos devidos à Mastercard, operadora responsável pelos cartões do banco.
O will bank era controlado pelo Banco Master, que já havia tido a sua liquidação decretada em novembro de 2025 por enfrentar grave crise financeira. Com a queda do controlador, o will passou a operar sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET), uma espécie de “última chance” dada pelo Banco Central para que a instituição se recuperasse ou fosse vendida a outro investidor.
A tentativa de recuperação, no entanto, não avançou. Com dívidas acumuladas e sem conseguir manter as operações, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial.
Liquidação extrajudicial é um processo administrativo pelo qual o Banco Central encerra as atividades de uma instituição financeira que não consegue mais honrar suas obrigações. É diferente de uma falência comum, pois é conduzida pelo próprio BC, sem passar pela Justiça.
Na prática, quando um banco é liquidado:
O liquidante fica responsável por levantar todos os valores devidos, vender os ativos do banco e pagar os credores conforme a ordem de prioridade estabelecida por lei.
Leia também | O que é falência de pessoa física e como restaurar a saúde financeira
O Banco Central decretou a liquidação do will bank após constatar que a situação econômico-financeira da instituição estava comprometida e que não havia mais alternativas viáveis de recuperação.
Os principais motivos foram:
Diante desse cenário, a liquidação extrajudicial foi a medida adotada para encerrar as atividades de forma organizada e proteger os clientes dentro das garantias existentes.
Com a liquidação, todas as atividades do will bank foram interrompidas. Quem tinha conta no banco perdeu o acesso imediato aos recursos e aos serviços.
saldo em conta (não é possível sacar, transferir ou pagar contas);
transferências via Pix (envio e recebimento);
cartão de débito;
cartão de crédito (novas compras não são autorizadas);
pagamentos e boletos.
Operações financeiras futuras não serão concluídas. Se o cliente esperava receber o salário na conta do will bank, o depósito não será efetivado. O valor deve retornar à origem ou ficar pendente até que a empresa faça o pagamento por outro meio.
Clientes que já tinham dinheiro na conta antes da liquidação terá que aguardar o processo de ressarcimento para recuperar os valores.
Não. A partir do momento em que a liquidação extrajudicial é decretada, o saldo em conta fica bloqueado. Não é possível fazer saques, transferências, pagamentos ou qualquer outra movimentação.
Isso vale para todos os clientes, independentemente do valor disponível na conta.
O caminho para recuperar o dinheiro depende do tipo de produto que o cliente tinha no banco:
O will bank era uma financeira e oferecia conta de pagamento pré-paga, não conta corrente tradicional. Por lei, esse tipo de instituição é obrigada a depositar diariamente os recursos dos clientes em uma conta no Banco Central.
Por isso, o ressarcimento de quem tinha apenas saldo em conta será feito pelo próprio will bank, usando esses recursos depositados no BC, sem passar pelo FGC e sem limite de valor por cliente.
Para receber, é necessário aguardar as instruções do liquidante, que será responsável por conduzir os pagamentos. Até o momento, não há detalhes sobre prazos ou canais de solicitação.
Quem tinha investimentos como CDBs emitidos pelo will bank será ressarcido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com limite de R$ 250.000 por CPF.
O processo funciona assim:
O prazo médio para início dos pagamentos é de 30 a 60 dias, mas pode variar.
Importante: o pagamento não é automático, é necessário fazer a solicitação.
Com a liquidação, as chaves Pix cadastradas no will bank ficam inativas, portanto, não é possível receber nem enviar transferências por elas. Quem usava CPF, e-mail ou telefone como chave no will precisará cadastrar essas chaves em outra instituição para voltar a usar o Pix por meio destas chaves normalmente.
O processo é feito pelo banco onde se deseja manter a chave, não pelo will bank. O passo a passo geral é:
Se houver erro ou a chave aparecer como "vinculada a outra instituição", pode ser necessário aguardar a liberação sistêmica pelo Banco Central. Não é preciso cancelar a chave diretamente no will bank, pois o processo é feito pelo novo banco.
Criminosos podem se passar por "suporte do Pix" ou "atendimento do will bank" para tentar roubar dados. O Banco Central e o FGC não entram em contato pedindo senhas, códigos ou transferências.
Em caso de dúvida, procure apenas os canais oficiais das instituições.
Leia também | Chave Pix: como funciona, como cadastrar e dicas
Com a liquidação, o cartão de crédito do will bank deixou de funcionar. As bandeiras (como Mastercard) suspendem a aceitação imediatamente, impedindo novas compras — tanto no crédito quanto no débito.
novas compras (presenciais e online);
compras por aproximação;
assinaturas e pagamentos recorrentes;
saques.
Quem tinha compras parceladas antes da liquidação do will bank continua com a obrigação de pagar as parcelas restantes. O parcelamento não é cancelado automaticamente.
As dívidas passam a ser administradas pelo liquidante, que pode organizar a cobrança diretamente ou transferir a carteira de crédito para outra instituição financeira. Ainda não há detalhes sobre como os clientes realizarão o pagamento. É importante acompanhar os comunicados oficiais.
Sim. A liquidação do will bank não cancela as dívidas dos clientes. Quem tinha fatura em aberto ou compras parceladas continua com a obrigação de pagar normalmente.
O cartão de crédito funciona como um meio de pagamento: o banco paga a compra no momento da transação e o cliente se compromete a quitar o valor depois. Mesmo com o banco liquidado, essa obrigação permanece.
Ou seja, independente da situação do banco, os clientes continuam legalmente obrigados a honrar seus compromissos financeiros. Portanto, as faturas de cartão de crédito, empréstimos, financiamentos ou qualquer outro tipo de dívida devem ser pagos normalmente. Caso não seja feito o pagamento, o valor acumulará juros e multas, levando à inadimplência e negativação do CPF.
Clientes que já haviam gerado ou recebido o boleto da fatura will bank antes da liquidação podem pagá-lo normalmente dentro do vencimento. Mesmo com o aplicativo do will bank indisponível, o processamento do pagamento não depende do funcionamento do banco emissor.
Para quem não gerou ou recebou o boleto a tempo, ainda não há detalhes sobre os canais de pagamento disponíveis. O liquidante será responsável por informar como as cobranças serão realizadas. Até lá, é importante acompanhar os comunicados oficiais do Banco Central.
O fato de ter saldo bloqueado no will bank não dá direito à suspensão do pagamento da fatura. O vencimento permanece válido, e o atraso pode gerar juros e multa.
No entanto, há entendimento jurídico de que penalidades por atraso podem ser contestadas caso o cliente comprove que:
Isso não elimina a dívida, mas pode afastar multas, juros e negativação se discutido administrativa ou judicialmente.
Ainda não há detalhes sobre os canais de pagamento disponíveis. O liquidante será responsável por informar como as cobranças serão realizadas. Até lá, é importante acompanhar os comunicados oficiais do Banco Central.
Leia também | Dívida de cartão de crédito: o que acontece se não pagar a fatura?
Sim. Mesmo com a liquidação do will bank, as dívidas continuam existindo. Se a fatura não for paga, o cliente pode sofrer as mesmas consequências de qualquer atraso:
A liquidação atinge o funcionamento do banco, mas não extingue os compromissos financeiros assumidos pelos clientes.
Essa documentação pode ser útil para contestar cobranças de juros ou negativação indevida futuramente.
Se a fatura do will bank não puder ser paga integralmente ou se a dívida já estiver em atraso, uma alternativa é buscar negociação para evitar ou regularizar a negativação.
Pelo Serasa Limpa Nome, o consumidor pode:
consultar se a dívida já foi negativada e/ou se já existe oferta disponível para negociação;
verificar condições especiais, como descontos e parcelamentos;
negociar de forma 100% digital, com clareza sobre valores e prazos;
acompanhar o acordo e o status do CPF em um só lugar.
A plataforma ajuda a organizar a situação financeira, reduzir impactos no score de crédito e retomar o acesso ao mercado de crédito com mais segurança.
Importante: a disponibilidade da dívida do will bank para negociação na Serasa não é automática e depende do registro do credor ou do responsável pela cobrança no sistema.
Leia também: Mitos e verdades sobre a Serasa
Diante da liquidação do will bank, algumas ações são importantes para proteger o patrimônio e evitar prejuízos maiores.
Salvar prints do aplicativo com saldo, extrato e comprovantes de transações.
Identificar o que tinha no banco: saldo em conta, investimentos (CDB) ou dívidas (fatura do cartão).
Se tinha investimentos: baixar o app do FGC, fazer o cadastro e aguardar a liberação para solicitar o ressarcimento.
Se tinha apenas saldo em conta: aguardar as instruções do liquidante para o processo de devolução.
Fazer a portabilidade das chaves Pix para outro banco.
Acompanhar os comunicados oficiais do Banco Central e do liquidante.
Não fornecer dados pessoais, senhas ou códigos a terceiros.
Se tinha fatura em aberto: aguardar orientações sobre como pagar e documentar qualquer dificuldade operacional.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada que funciona como uma espécie de "seguro" para clientes de bancos. Em casos de liquidação ou falência de instituições financeiras, o FGC ressarce os valores de depósitos e investimentos elegíveis, até o limite de R$ 250 mil por CPF.
Quem tinha investimentos no Will Bank, como CDBs, pode solicitar o ressarcimento pelo aplicativo do FGC. Entenda melhor como o fundo funciona e quando ele é acionado.
Data de publicação 10 de fevereiro de 20267 minutos de leitura
Data de publicação 6 de fevereiro de 202613 minutos de leitura
Data de publicação 26 de janeiro de 202610 minutos de leitura