CNH Social em Rondônia: inscrição, critérios e etapas do processo
CNH Social em Rondônia: inscrição, critérios e etapas do processoData de publicação 4 de março de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 14 de abril de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutosTexto de: Time Serasa
A dúvida entre Selic ou Poupança é comum para quem busca investir com segurança. Com a taxa Selic em constante mudança, muitos se perguntam se a Poupança ainda pode ser uma boa opção ou se vale migrar para o Tesouro Selic.
Este conteúdo apresenta simulações e um comparativo direto entre as duas alternativas. O objetivo é facilitar a escolha do investimento mais adequado para cada perfil, considerando rendimento, risco e liquidez.
Na comparação direta, o Tesouro Selic costuma render mais que a Poupança na maior parte dos cenários. Isso ocorre porque ele acompanha a taxa básica de juros da economia, enquanto a Poupança segue uma regra própria de rentabilidade.
Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a Poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Quando a Selic fica igual ou abaixo desse patamar, a regra muda e o rendimento passa a ser de 70% da Selic mais TR. Essa diferença ajuda a explicar por que, em muitos momentos, o Tesouro Selic é mais vantajoso.
Mesmo assim, a escolha não deve considerar só o rendimento. Também é importante observar prazo, liquidez, tributação e o cenário econômico do momento antes de decidir entre Selic ou Poupança.
A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Ela é definida pelo Banco Central (Bacen) e serve de referência para empréstimos, financiamentos e investimentos de renda fixa.
Quando a Selic sobe, aplicações ligadas a essa taxa tendem a render mais. Quando cai, esses investimentos costumam trazer retornos menores. Por isso, a Selic influencia diretamente produtos como o Tesouro Selic.
Na prática, ela funciona como um indicador importante da economia. Para quem investe, entender esse movimento ajuda a comparar a rentabilidade de alternativas mais conservadoras.
O rendimento da Poupança depende diretamente da taxa Selic. Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a aplicação rende 0,5% ao mês mais a TR. Se estiver igual ou abaixo disso, entra em vigor outra regra.
Nesse segundo caso, vale a regra da Poupança a 70% da Selic. Isso significa que a rentabilidade passa a ser de 70% da Selic mais a TR, o que em geral diminui o retorno da aplicação.
Uma vantagem da Poupança é ser isenta de Imposto de Renda para pessoa física. Por outro lado, o rendimento só é creditado na data de aniversário da aplicação, o que pode pesar para quem precisa fazer o resgate antes disso.
A tabela abaixo considera uma simulação com a Selic a 15% ao ano e a Poupança a 0,5% ao mês + TR, em um período de 12 meses (com alíquota de 17,5% de IR para o Tesouro):
| Valor aplicado | Rendimento bruto (Selic) | Rendimento líquido (Selic) | Rendimento Poupança (isento) |
|---|---|---|---|
| R$ 1.000 | R$ 150 | R$ 123,75 | R$ 61,70 |
| R$ 10.000 | R$ 1.500 | R$ 1.237,50 | R$ 617 |
| R$ 20.000 | R$ 3.000 | R$ 2.475 | R$ 1.234 |
O rendimento da Poupança é determinado pelo patamar da taxa Selic. A regra dos 70% é aplicada automaticamente sempre que os juros básicos da economia estão iguais ou abaixo de 8,5% ao ano.
Nesse cenário, a rentabilidade da caderneta deixa de ser fixa e passa a acompanhar a variação da Selic:
Essa trava serve para garantir que a Poupança não se torne mais vantajosa que o Tesouro Selic, mantendo o equilíbrio entre as opções de renda fixa do mercado.
Exemplo de rendimento na regra dos 70%:
| Selic vigente | Cálculo (70% da Selic) | Rendimento mensal (aprox.) |
|---|---|---|
| 8,5% | 5,95% ao ano | 0,48% |
| 6,5% | 4,55% ao ano | 0,37% |
| 4,5% | 3,15% ao ano | 0,25% |
A regra dos 70% da Selic vale quando a taxa básica está igual ou abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a Poupança deixa de render 0,5% ao mês e passa a render 70% da Selic mais TR.
Essa mudança foi criada para que a Poupança não se tornasse mais vantajosa que outros investimentos conservadores em períodos de juros mais baixos. Isso faz com que a queda da Selic também diminua a atratividade da Poupança.
Entender esse ponto é importante porque muita gente acredita que a Poupança melhora automaticamente quando os juros caem. Mas a própria regra mostra que esse raciocínio nem sempre se confirma.
Leia mais | Taxa básica de juros: o que é e qual impacto nos empréstimos?
As duas opções de investimento são consideradas conservadoras, mas a proteção de cada uma funciona de forma diferente. A Poupança conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites previstos nas regras desse sistema.
Já o Tesouro Selic é um título público federal. Isso significa que ele tem a garantia do Tesouro Nacional, o que também faz dele uma alternativa segura para perfis conservadores.
Na prática, ambas são vistas como opções de baixo risco. A diferença é que cada uma combina segurança com características distintas de rendimento, tributação e funcionamento.
Qual a desvantagem do Tesouro Selic?
A principal desvantagem do Tesouro Selic em relação à Poupança é a cobrança de Imposto de Renda sobre o lucro. Além disso, dependendo do valor investido, também pode haver taxa de custódia.
Outro ponto é que ele exige um processo um pouco menos automático que a Poupança. É preciso abrir conta em uma instituição habilitada, como bancos e corretoras de valor, e entender minimamente como funciona a compra do título.
Além disso, embora seja um investimento estável, o Tesouro Selic pode apresentar pequenas oscilações em resgates antecipados. Não costuma ser algo grande, mas é um detalhe importante na comparação.
Para entender como investir na Selic, o processo pode ser resumido em poucos passos:
Abra conta em um banco ou corretora habilitada ao tesouro direto.
Acesse a plataforma de investimentos e procure pelo Tesouro Selic.
Escolha o valor da aplicação e confira custos e vencimento.
Finalize o investimento e acompanhe o título ao longo do tempo.
Esse passo a passo é simples, mas vale prestar atenção ao objetivo da reserva. Para quem pensa em usar o dinheiro no curto prazo, entender liquidez, prazo e tributação faz diferença na decisão.
Leia mais | O que é liquidez e por que o conceito é importante
A resposta depende do objetivo de cada pessoa. Para quem busca simplicidade total, está acostumado ao funcionamento da conta bancária e prefere não lidar com Imposto de Renda sobre a aplicação, a Poupança pode ser mais indicada.
Para quem aceita dar um passo além e busca uma rentabilidade maior, o Tesouro Selic costuma fazer mais sentido. Ele tende a ser mais interessante para reserva de emergência e para quem quer dar os primeiros passos para investir em renda fixa.
A escolha entre Selic ou Poupança deve considerar prazo, perfil e finalidade do dinheiro. Quanto mais alinhada estiver a decisão com esses fatores, melhor tende a ser o resultado.
Leia mais | Reserva de emergência: três passos para começar uma
Comparar Selic e Poupança é uma forma de tomar decisões mais conscientes sobre o próprio dinheiro. Embora as duas opções sejam conservadoras, elas não oferecem o mesmo resultado nem funcionam da mesma forma.
Em geral, o Tesouro Selic se destaca pela rentabilidade. A Poupança, por sua vez, continua atraindo quem valoriza simplicidade e facilidade de acesso. Cada alternativa tem vantagens e limitações que precisam ser avaliadas com calma. Antes de escolher, observe objetivo, prazo e necessidade de liquidez.
Para continuar aprendendo sobre o tema e tomar decisões mais seguras, procure se aprofundar em conteúdo especializado para ter resultados melhores ao investir.
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