Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hoje
Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hojeData de publicação 17 de abril de 20267 minutos de leitura
Atualizado em: 29 de abril de 2026
Categoria EmpréstimoTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
O empréstimo pessoal é uma das soluções financeiras mais conhecidas no mercado, frequentemente considerado para realizar um objetivo ou lidar com uma despesa inesperada. No entanto, para que o empréstimo pessoal seja um verdadeiro aliado, é fundamental compreender em detalhes seu funcionamento, desde a solicitação até a quitação.
Este artigo é um guia completo sobre o tema. O objetivo é desmistificar cada etapa do processo, explicar como as taxas de juros impactam o custo final e fornecer informações para uma decisão segura, consciente e alinhada à saúde financeira.
O empréstimo pessoal, também chamado de crédito pessoal, é uma modalidade em que uma instituição financeira empresta uma quantia em dinheiro a uma pessoa física com total flexibilidade de uso. Diferentemente de um financiamento, que exige a compra de um bem específico (como um carro), o dinheiro do empréstimo pessoal pode ser utilizado para qualquer finalidade: quitar dívidas, cobrir uma emergência médica, investir em um curso ou fazer uma reforma.
Por não exigir uma garantia na maioria dos casos — como um imóvel ou veículo —, o risco para a instituição financeira é maior. Consequentemente, a análise de crédito para essa modalidade costuma ser criteriosa, e as taxas de juros são definidas com base no perfil de crédito do solicitante. Um histórico de pagamentos em dia e um score elevado, por exemplo, tendem a resultar em condições mais favoráveis.
O pagamento é realizado em parcelas mensais fixas, geralmente debitadas automaticamente da conta corrente ou pagas via boleto bancário. Cada parcela é composta por duas partes: a amortização (uma fração do valor principal que foi emprestado) e os juros.
A escolha do prazo de pagamento é um dos momentos mais estratégicos. Um prazo mais longo resulta em parcelas menores, que parecem mais fáceis de encaixar no orçamento. No entanto, quanto maior o tempo de pagamento, maior será o montante total de juros pagos ao final do contrato.
Exemplo prático do impacto do prazo:
Imagine um empréstimo de R$ 5.000 com uma taxa de juros de 3% ao mês.
Nesse exemplo, dobrar o prazo para reduzir a parcela em cerca de R$ 200 acabou custando mais de R$ 1.000 extras em juros. A decisão ideal é optar pelo menor prazo possível, com uma parcela que não comprometa as despesas essenciais.
Embora os critérios possam variar, a maioria das instituições financeiras solicita um conjunto padrão de documentos para realizar a análise de crédito. A digitalização dos serviços financeiros permitiu que todo esse processo fosse feito online.
Documentos geralmente necessários:
A apresentação dos documentos digitalizados ou em fotos legíveis agiliza o processo de solicitação online.
Entender a composição do custo de um empréstimo é fundamental. A taxa de juros anunciada é apenas um dos componentes. O indicador mais importante a ser observado é o Custo Efetivo Total (CET).
O CET representa o custo real da operação, expresso em um percentual anual. Ele engloba:
Ao comparar ofertas, nunca olhe apenas a taxa de juros. Uma oferta com juros aparentemente mais baixos pode ter um CET mais alto devido a outras taxas embutidas, tornando-a mais cara no final.
Não existe um valor máximo fixo para um empréstimo pessoal; ele é determinado individualmente para cada solicitante. As instituições financeiras baseiam essa decisão em uma combinação de fatores, principalmente a renda mensal e a pontuação de crédito (score).
Uma diretriz de mercado amplamente utilizada para garantir o crédito responsável é a regra dos 30%: o valor da parcela do empréstimo não deve comprometer mais de 30% da renda mensal líquida.
Exemplo de capacidade de pagamento:
Para uma pessoa com renda líquida de R$ 3.000, o limite da parcela seria de aproximadamente R$ 900. Se essa pessoa já paga R$ 400 na parcela de um financiamento, a margem disponível para a parcela de um novo empréstimo seria de apenas R$ 500. O valor de parcela disponível serve de base para o cálculo do montante total que pode ser liberado, considerando a taxa de juros e o prazo.
A inadimplência de um empréstimo pessoal acarreta consequências sérias e progressivas, que vão além da dívida em si.
1 - Juros e multa: a primeira consequência imediata é a aplicação de multa e juros de mora sobre o valor da parcela em atraso, aumentando o saldo devedor.
2 - Negativação: após um período de atraso (geralmente a partir de 30 dias), a instituição financeira pode solicitar a inclusão do CPF do devedor nos órgãos de proteção ao crédito, como a Serasa.
3 - Queda do score: o registro de uma dívida negativada causa uma queda brusca no Serasa Score, sinalizando ao mercado um histórico de inadimplência e dificultando o acesso a novos créditos.
4 - Cobrança judicial: em última instância, o credor pode mover uma ação judicial para cobrar a dívida. Se a ação for bem-sucedida, pode levar à penhora de bens (como carro, imóveis ou valores em conta corrente) para quitar o débito.
Embora os riscos da inadimplência sejam altos, quando usado de forma planejada, o empréstimo pessoal pode ser uma ferramenta poderosa. O uso consciente do empréstimo pessoal deve focar na resolução de problemas ou na criação de oportunidades, evitando gastos supérfluos.
Um cenário comum é o de um profissional que precisa de capital para investir em seu pequeno negócio ou em um curso de qualificação. Em vez de usar o cheque especial, que tem juros altíssimos, ele busca um empréstimo pessoal. Ao comparar ofertas, encontra uma linha de crédito com um CET significativamente menor, formaliza a contratação e utiliza o recurso para impulsionar sua carreira, gerando um retorno que supera em muito o custo do empréstimo.
Outra situação estratégica é a de uma pessoa que acumulou várias dívidas menores, como o saldo rotativo do cartão de crédito e contas de consumo em atraso. Contratar um único empréstimo pessoal para quitar todas essas dívidas de uma vez pode ser uma excelente decisão. Isso consolida tudo em uma única parcela, geralmente com juros menores, facilitando a organização e a saída do ciclo de endividamento.
Entender como funciona o empréstimo pessoal é o primeiro passo para usá-lo como uma ferramenta a favor da saúde financeira, e não contra ela. A decisão de contratar crédito deve ser sempre baseada em planejamento, pesquisa e, acima de tudo, na comparação detalhada do Custo Efetivo Total (CET) de cada oferta.
Com o Serasa Crédito, esse processo se torna mais simples e transparente. A plataforma permite simular e comparar diversas opções de empréstimo pessoal de instituições parceiras, garantindo que a escolha seja a mais inteligente e econômica para o seu bolso.
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*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação. Simule quantas vezes quiser de graça e sem afetar o seu Serasa Score.
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