Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamento
Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamentoData de publicação 11 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 21 de agosto de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 20 minutosTexto de: Time Serasa
Quando o Banco Central anuncia um corte na Taxa Selic, a mudança pode parecer distante da rotina de quem não acompanha o mercado financeiro, mas acaba influenciando as finanças da população e do país
Entender o que significa o corte de juros e como ele chega ao seu bolso é importante para tomar decisões financeiras mais conscientes.
Neste artigo, entenda o que significa corte de juros, por que a Taxa Selic sobe ou desce, quais são os impactos que ela traz e os principais pontos negativos e positivos
O corte de juros é a redução da taxa básica de juros de um país, geralmente expressa em porcentagem. No Brasil, o termo se refere à redução da Taxa Selic.
Essa decisão é tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, considerando o cenário econômico e, principalmente, as perspectivas para a inflação
Para entender o impacto do corte, vale lembrar o conceito de taxa de juros: o preço cobrado por emprestar ou pegar dinheiro no mercado financeiro
Como a Selic é uma referência para o mercado brasileiro, ela influencia outras taxas de juros praticadas no país. Quando a taxa sobe ou desce, seus efeitos podem ser sentidos de duas formas principais
Criada em 1979, além de ser o principal indicador econômico do país, a Taxa Selic é a principal ferramenta para controlar a inflação das seguintes maneiras:
Aumentar a Selic: ao elevar os juros, o crédito fica mais caro, desestimulando o consumo e os investimentos, ajudando a reduzir a pressão sobre os preços. Isso ajuda a reduzir a inflação, mas pode desacelerar a economia.
Baixar a Selic: ao reduzir os juros, o crédito fica mais barato, estimulando o consumo e os investimentos. Isso aquece a economia e ajuda a inflação a atingir a meta oficial quando está muito baixa.
O Copom é o órgão do Banco Central responsável por definir a meta da Taxa Selic e realiza oito reuniões ordinárias por ano, com intervalos de aproximadamente 45 dias, para decidir se a taxa deve subir, cair ou permanecer no mesmo nível.
Essa decisão se baseia na análise de diversos fatores, como:
indicadores de inflação;
câmbio do dólar;
taxas de juros de outros países;
taxas de emprego e desemprego;
capacidade produtiva da economia;
capacidade produtiva da economia;
condições econômicas da população, entre outros.
Os efeitos do sobe e desce da Selic podem levar algum tempo para terem reflexo no dia a dia da população. As mudanças são transmitidas gradualmente para crédito, consumo, investimentos, câmbio e outras variáveis da economia
Outro ponto importante é que é normal a política monetária funcionar em ciclos, por exemplo:
Em junho de 2025, o Copom elevou a Selic até 15% ao ano, por causa do cenário de alta inflação.
A taxa permaneceu em 15% até o início de 2026.
Em março de 2026, o Copom iniciou um ciclo de redução, baixando a Selic para 14,75% ao ano.
Em abril de 2026, a taxa foi reduzida novamente para 14,50%.
Em junho, desceu para 14,25%.
Em agosto de 2026, foi para 14%.
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Quando o Banco Central reduz a Taxa Selic, o custo do dinheiro tende a cair e a economia pode ganhar estímulo, favorecendo o consumo e os investimentos. No entanto, esse efeito não acontece de forma imediata e nem de forma igual para todos
Como a Selic influencia diversas taxas praticadas no mercado, a sua redução pode chegar à população de diversas maneiras: no custo do crédito, nas condições do financiamento, no rendimento de alguns investimentos, entre outros. Confira os principais efeitos:
Com a queda da Selic, o crédito tende a se tornar mais acessível. Isso acontece porque as instituições encontram um custo de captação de recursos menor e, para estimular o mercado e o consumo, reduzem as taxas.
Empréstimos e financiamentos também podem se tornar mais acessíveis, dependendo das condições oferecidas pelas instituições financeiras. Para quem pretende financiar um carro ou imóvel, por exemplo, a redução das taxas pode significar parcelas menores e, consequentemente, um custo total menor.
No entanto, mesmo em um cenário de corte de juros, vale a pena comparar o Custo Efetivo Total (CET) antes de contratar uma operação, em vez de considerar apenas a taxa de juros anunciada.
Nesse caso, o efeito do corte da Selic é indireto, pois a taxa não determina o valor do aluguel. Contudo, a redução pode favorecer o mercado imobiliário ao melhorar as condições de financiamento para o proprietário.
O corte de juros também pode contribuir para melhorar as condições de algumas dívidas, principalmente quando há redução das taxas de novas operações ou possibilidade de renegociação ou portabilidade com custos menores.
Isso pode facilitar a organização financeira de quem está endividado, mas não significa que uma dívida existente terá seus juros automaticamente reduzidos
Como a queda da Selic também reduz a remuneração dos investimentos de renda fixa, os investimentos de maior risco, como as ações, podem se tornar mais atrativos.
Isso pode levar a um aumento na demanda por ações e também impulsionar os preços de compra e venda.
Muitos investimentos de renda fixa têm sua rentabilidade direta ou indiretamente relacionada aos juros básicos da economia. Portanto, quando o Banco Central inicia um ciclo de corte da Selic, o rendimento de algumas aplicações pode diminuir ao longo do tempo.
A poupança, por exemplo, tem duas possibilidades de rentabilidade vinculada à taxa:
Cenário de alta: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR).
Cenário de baixa: quando a Selic vai para 8,5% ao ano ou menos, a poupança passa a render 70% da Selic + TR.
Assim, em um ciclo de baixa, a rentabilidade da poupança perde força, podendo ficar abaixo da inflação e fazendo com que o investidor tenha menos poder de compra com o dinheiro que está investido
Nos investimentos de renda fixa atrelados a taxas como a Selic ou o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), o impacto da redução da taxa é quase instantânea:
Títulos pós-fixados: aplicações que pagam um percentual do CDI, como a maioria dos CDBs de liquidez diária, passam a render menos à medida que o indicador de referência também cai.
Tesouro Selic: como este título acompanha a taxa básica, se ela cai, o rendimento diário do título também diminui.
Títulos pré-fixados ou atrelados à inflação: se, no momento da aplicação, a taxa estava alta, o investimento continuará rendendo o valor contratado originalmente, enquanto as novas opções irão oferecer retornos menores.
Importante: a decisão de manter, trocar ou diversificar os investimentos deve levar em conta fatores como prazo, objetivo financeiro, liquidez, risco, tributação e rentabilidade, e não apenas a Taxa Selic atual.
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A baixa da Selic pode contribuir para a redução dos juros do crédito, mas isso não significa que o cartão de crédito e o cheque especial ficarão mais baratos imediatamente
Isso acontece porque a Selic é apenas uma das variáveis que influenciam as taxas cobradas pelos bancos, e não a taxa principal. Além disso, essas modalidades acabam sendo mais caras por causa do risco de inadimplência e o custo de captação de recursos
No cartão de crédito, as taxas do rotativo e do parcelamento são determinadas pelas instituições financeiras e costumam ser maiores que a Selic. Portanto, a redução da taxa não garante a queda imediata nos juros cobrados.
No cheque especial, existe um limite regulatório de 8% ao mês para os juros cobrados pelo seu uso. Logo, um corte da Selic não significa que essa taxa será automaticamente reduzida.
Na prática, o efeito da redução da Selic sobre o cheque especial pode ocorrer de forma indireta, conforme as condições de crédito e o custo de captação das instituições financeiras.
Um período de queda na taxa básica de juros pode ser um bom momento para renegociar contratos antigos, porque costumam surgir propostas com taxas mais atrativas
A principal ferramenta para fazer essa negociação é a portabilidade de crédito. Essa modalidade permite transferir um contrato de crédito (empréstimo ou financiamento) ou dívida (cartão de crédito ou cheque especial) de uma instituição financeira para outra que ofereça condições mais vantajosas.
Em um cenário de redução da Selic, pode valer a pena pesquisar se as condições disponíveis no mercado melhoraram e fazer a portabilidade para reduzir o valor total da operação.
Porém, para ter certeza que uma taxa menor representa um negócio melhor, é necessário comparar o Custo Efetivo Total (CET) da proposta antes de fazer a portabilidade.
Importante: a queda ou alta da Selic costuma demorar um tempo para impactar o custo do crédito, de modo geral. Por isso, pode levar de seis a nove meses para encontrar opções com melhores condições no mercado.
Uma mudança na Taxa Selic pode influenciar a cotação do dólar, porque ela também mexe no fluxo de dinheiro estrangeiro no país. Na prática:
Se a Selic está alta, o dólar tende a cair: com os juros mais altos, as aplicações financeiras em reais se tornam mais rentáveis e atraem investidores estrangeiros, que trazem dólares para comprar reais e investir. Com mais dólares circulando, a moeda norte-americana fica mais barata em relação ao real.
Se a Selic está baixa, o dólar tende a subir: quando os juros baixam, os investimentos brasileiros se tornam menos atrativos, o que faz os investidores estrangeiros retirarem os dólares do país e diminuir a oferta da moeda. Assim, o real se valoriza, mas o dólar sobe.
Se a Selic está baixa, o dólar tende a subir: quando os juros baixam, os investimentos brasileiros se tornam menos atrativos, o que faz os investidores estrangeiros retirarem os dólares do país e diminuir a oferta da moeda. Assim, o real se valoriza, mas o dólar sobe.
Outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana no Brasil além da Selic, como a taxa de juros dos Estados Unidos, a inflação e o cenário político e comercial global
Por fim, a Taxa Selic é utilizada para controlar a inflação no país da seguinte forma:
Se a Selic está alta, a inflação tende a cair: juros maiores tornam o crédito mais caro, famílias e empresas consomem e investem menos e a pressão sobre os preços diminui.
Se a Selic está baixa, a inflação pode subir: juros menores facilitam o crédito e o consumo, mais pessoas e empresas compram e investem e, com maior demanda, os preços podem subir.
Apesar de controlar a inflação, manter os juros altos por muito tempo pode gerar desemprego e desacelerar a economia, enquanto o corte de juros prolongado pode reduzir o poder de compra da população.
Embora o corte de juros pareça o cenário ideal à primeira vista, essa medida pode causar efeitos colaterais. Os principais que se destacam são:
Aumento da inflação: com o crédito mais barato, famílias e empresas podem consumir e investir mais. Se a demanda crescer acima da capacidade de oferta, os preços podem subir e dificultar o controle da inflação.
Menor rentabilidade: as aplicações de renda fixa que acompanham a Selic ou outras taxas de referência podem oferecer uma rentabilidade menor quando os juros caem.
Maior risco de endividamento: o crédito mais acessível pode facilitar as compras, mas também pode levar famílias e empresas a assumir dívidas acima da capacidade de pagamento.
Em 2026, o Copom iniciou um ciclo de cortes de juros após manter a Selic em 1% ao ano desde junho de 2025. Em agosto de 2026, a taxa chegou a 14% ao ano.
Para o consumidor, esse cenário pode representar uma oportunidade para renegociar dívidas ou buscar empréstimos e financiamentos com condições melhores nos próximos meses
Antes de fazer a portabilidade ou contratar um crédito de valor alto, compare as taxas, o Custo Efetivo Total, o valor das parcelas e o custo total da operação. Assim, é possível aproveitar o cenário de juros menores e fazer escolhas financeiras mais conscientes.
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