Empréstimo para viagens: saiba como planejar sem se endividar
Empréstimo para viagens: saiba como planejar sem se endividarData de publicação 9 de outubro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 11 de agosto de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) é um instrumento regulado pelo Governo Federal que facilita o acesso dos brasileiros ao financiamento de imóveis. Seu funcionamento impõe regras de contrato, tanto para os bancos quanto para os clientes. Apesar de ser a principal ferramenta de financiamento imobiliário do país, ela não está disponível em todos os casos.
A seguir, veja quais são as regras do SFH e em quais situações é possível recorrer ao sistema para conseguir a casa própria.
O SFH foi instituído pelo Governo Federal nos anos 1960 pela Lei nº 4.380, para reduzir o déficit habitacional no Brasil. Ele facilita o financiamento de compra, reforma ou construção de imóveis para moradia.
Os recursos usados para manter o SFH são os depósitos feitos nas cadernetas de poupança e nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ou seja, o dinheiro depositado nessas contas, que fica rendendo, se transforma em recurso para financiar o sistema.
Por serem parte da política habitacional brasileira, as condições e o limite de juros do SFH são regulados pelo governo e fiscalizados pelo Banco Central. Os financiamentos realizados pelo sistema também são oferecidos por bancos privados, que têm liberdade para estabelecer sua taxa de juros — desde que não ultrapasse o que está estabelecido por lei.
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Existem requisitos que regulam os contratos de financiamento regidos pelo Sistema Financeiro de Habitação. As regras se aplicam ao tipo de imóvel, às condições e a quem tem direito de solicitar o financiamento.
A taxa máxima de juros do SFH é 12% a.a + taxa referencial (TR). As instituições financeiras que oferecem financiamento utilizando o sistema têm liberdade para definir os juros praticados em cada operação, desde que obedeçam ao limite estabelecido.
O Sistema Financeiro de Habitação permite que pessoas que estão comprando seu primeiro imóvel ou que não têm nenhum financiamento ativo no sistema usem o saldo do FGTS na quitação do financiamento.
A compra de terreno usando o SFH só é permitida se estiver associada à construção de um imóvel residencial. No processo de financiamento, são considerados os custos da aquisição do lote e da construção da casa em um só contrato.
O Minha Casa, Minha Vida é um programa de habitação para moradias populares, criado em 2009. Ele faz parte do SFH, mas tem regras próprias, que o diferenciam dos demais financiamentos regidos pelo sistema.
| Minha Casa, Minha Vida | Outros financiamentos do SFH |
|---|---|
| Renda familiar até R$8.000 mensais. | Não existe renda familiar máxima. |
| Operado pela Caixa e pelo Banco do Brasil. | Operados também por bancos privados. |
| Valor máximo do imóvel de R$350.000. | Valor máximo do imóvel de R$1,5 milhão. |
| Taxa de juros entre 4% e 8,16% ao ano. | Taxa de juros de até 12% ao ano. |
O Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) foi criado em 1997 e tem regras mais flexíveis para a compra parcelada de imóveis. Ele abrange todos os financiamentos que não se encaixam nas condições do SFH. No SFI, as regras não são reguladas pelo Governo Federal e o banco tem mais liberdade para negociar com o cliente. Os recursos provêm de aplicações mantidas pela instituição financeira.
Principais características do SFI:
| Característica | SFH | SFI |
|---|---|---|
| Valor máximo do imóvel | Limitado ao teto vigente definido pelo CMN | Sem limite de valor estabelecido pelo sistema |
| Taxa máxima de juros | Limitada por regulamentação do SFH | Livre negociação entre banco e cliente |
| Uso do FGTS | Permitido, desde que atendidas as regras do programa | Não permitido |
| Recursos utilizados | Principalmente poupança e FGTS | Recursos captados pelas instituições financeiras |
| Perfil de uso | Compra da moradia própria | Imóveis de maior valor ou operações fora das regras do SFH |
O valor das parcelas de um financiamento pela CAIXA depende de fatores como prazo do contrato, taxa de juros, valor da entrada e sistema de amortização escolhido.
Confira uma simulação de financiamento de R$ 200.000, com prazo de 360 meses para pagamento e taxa de juros de 10% a.a.
| Sistema | Primeira parcela | Parcela intermediária | Última parcela | Valor final do financiamento | Característica |
|---|---|---|---|---|---|
| Tabela SAC | R$ 2.150,38 | R$ 1.357,40 (parcela 160) | R$ 559,99 | R$ 487.866,47 | Parcelas começam mais altas e diminuem ao longo do contrato. |
| Tabela Price | R$ 1.691,78 | R$ 1.691,78 | R$ 1.691,78 | R$ 609.041,39 | Parcelas permanecem praticamente constantes durante todo o financiamento. |
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A contratação de um financiamento pelo SFH pode demorar um pouco. Isso porque o banco faz uma análise de crédito detalhada do cliente e solicita uma série de documentos.
Entenda como fazer uma contratação:
Se você pretende solicitar um financiamento, para evitar recusas, é essencial preparar seu histórico financeiro.
Bancos avaliam fatores como renda, capacidade de pagamento, histórico de crédito e a nota no Serasa Score durante a análise. Manter o nome sem restrições e buscar um bom score pode aumentar as chances de aprovação e facilitar o acesso a melhores condições na hora de financiar um imóvel.
Uma das condições para conseguir um financiamento é estar sem dívidas negativadas. Se você planeja comprar um imóvel e tem pendências, aproveite as condições de negociação do Serasa Limpa Nome e livre-se das dívidas.
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