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Como fugir dos juros rotativos? 6 dicas práticas

Pagar juros rotativos do cartão de crédito é um caminho que pode levar as pessoas ao endividamento. Entenda o que é este tipo de crédito, como funciona e como evitar.

colunista elaine ortiz
Publicado em: 26 de abril de 2022.

Quem já precisou arcar com os juros rotativos do cartão de crédito fica tenso só de ler essas palavras. E não é à toa! O crédito rotativo no Brasil é, de fato, um dos tipos de empréstimo mais caros que existem – os juros podem chegar a 875% ao ano, dependendo do cartão, segundo um mapeamento feito pela entidade de defesa do consumidor proteste em 2021.

Quer entender melhor o que é, como funciona e como ficar bem longe dos juros de crédito rotativo? Continue a leitura!

Juros rotativos: o que é?

Afinal, o que é juros rotativo? Juro nada mais é do que a remuneração que você paga pelo empréstimo de uma quantia. É um valor a mais, cobrado pelo adiantamento do dinheiro, já que quem empresta não tem certeza se você irá pagar no futuro ou não.

Para quem concede o crédito é, também, uma forma de não perder dinheiro, já que se aquela quantia estivesse investida no mercado financeiro, por exemplo, haveria lucro no longo prazo. Assim, de forma geral, os juros são o valor do dinheiro no tempo.

Já os juros rotativos são aqueles cobrados quando um usuário de cartão de crédito não faz o pagamento total da fatura do seu cartão até a data de vencimento. O exemplo mais conhecido é quando pagamos o valor mínimo da fatura. Mas, na realidade, o rotativo acontece quando você paga qualquer quantia menor que o valor integral.

A diferença entre o valor total e o que foi efetivamente pago até o vencimento se transforma em um empréstimo. E, por causa disso, passa a ser aplicado juros em cima do valor que não foi quitado. Afinal, o prazo (tempo) de pagamento foi ampliado. Ou seja, no mês seguinte você vai precisar pagar o valor pendente com adicional de juros e o grande problema disso é que esta modalidade de crédito é uma das que possuem os juros mais altos do mercado.

Assista | Juros rotativo: o que é e como evitar?

Como funciona o juros rotativo e por que são tão caros?

Como explicamos anteriormente, o crédito rotativo funciona como um empréstimo, e os juros do rotativo são aplicados em cima do restante da fatura do cartão que ficou pendente.

Só é possível fazer uso do rotativo do cartão de crédito uma vez ao mês. E se você não conseguir pagar o valor total da fatura seguinte, a instituição financeira em questão deve oferecer parcelamentos e condições mais vantajosas para a quitação da dívida.

Mas por que os juros do rotativo do cartão são tão caros? A grande questão, além dos juros serem elevados, é que neste tipo de crédito são aplicados juros compostos, o famoso juros sobre juros, em que o valor vai crescendo em cima de uma quantia já existente. É por isso que usar o rotativo é o início de uma grande bola de neve. No mês seguinte, sua dívida será ainda mais alta. No outro mês, ainda mais. Colocar um fim neste débito fica cada dia mais difícil.

Leia também | Como Calcular Juros Compostos e Simples

Juros rotativo cartão de crédito: como não utilizar? 6 dicas práticas

Já deu para entender que juros de rotativo são a porta para o endividamento, né? E que evitar utilizar este tipo de crédito é fundamental para manter sua vida financeira organizada e equilibrada. Por isso, abaixo listamos algumas dicas para que você mantenha distância desta modalidade. Confira:

1. Saiba quais são as taxas de juros cobradas antes de contratar seu cartão

Desde o momento que você contrata um cartão de crédito, é importante prestar atenção nas taxas de juros que aquele cartão aplica em caso de utilização do crédito rotativo. Isso porque cada cartão define sua taxa de acordo com seus critérios internos e benefícios que oferecem ao cliente (sem anuidade, por exemplo).

Mas este custo pode estar embutido nas taxas dos juros rotativos aplicados em caso de não pagamento do valor total da fatura. Portanto, preste atenção e compare todas as tarifas antes de contratar seu cartão.

2. Não empreste seu cartão

Quando você empresta seu cartão de crédito a alguém, mesmo um familiar, você está emprestando seu nome e assumindo o risco de ter que pagar uma dívida que não é sua. Nunca faça isso, as chances de você precisar recorrer ao rotativo aumentam consideravelmente se tiver que arcar com um gasto que você não estava esperando.

3. Tome cuidado com as “parcelinhas”

Às vezes é difícil resistir aos apelos do consumo, não é mesmo? Ainda mais quando existe a possibilidade de parcelar em “12 vezes sem juros no cartão de crédito”. Três fatos sobre este hábito: primeiro, que quase sempre no preço daquele produto já estão embutidos os juros, ele já sairá mais caro para você do que para quem pagar à vista.

Segundo que, ao parcelar em tantas vezes, você aumenta as chances de se endividar, pois não sabe do futuro, se estará empregado ou não, por exemplo.

Terceiro, é que ao fazer diversas compras em inúmeras parcelas, você acaba comprometendo, antes do próximo mês começar, parte do seu salário. E aí, se precisar do cartão para uma emergência, pode ser que não tenha limite ou que faça essa compra e depois não tenha dinheiro para pagar a fatura, entrando no crédito rotativo.

Leia também | Compras por impulso: como evitar esse hábito?

4. Anote seus gastos para ter um controle maior

Controlar os gastos, tudo o que entra e tudo que sai da sua conta, em todos os meses, é essencial para quem quer ter uma vida financeira saudável e fugir dos juros rotativos do cartão de crédito. Para isso, é muito importante criar o hábito de anotar em um caderno, planilha, planner, aplicativo seus gastos fixos e variáveis.

Fazendo isso, além de conseguir passar um pente fino nas contas e encontrar oportunidades de cortar gastos, você diminui as chances de que desequilíbrios que te levam ao endividamento aconteçam. Usar uma tabela de organização financeira também é uma ótima alternativa!

Leia também | Planner financeiro: como usar para organizar as finanças?

5. Pague o total da fatura

É fundamental para quem utiliza cartão de crédito sempre pagar o valor total da fatura. Quando você percebe que o valor está muito alto e que não terá dinheiro para pagar toda a conta, quer dizer que você gastou mais do que deveria.

Lembre-se que, originalmente, objetivo do cartão de crédito é que ele seja utilizado somente em casos de emergência, não no dia a dia (a não ser que você saiba fazer um bom uso da ferramenta e ainda aproveite dos benefícios que os cartões oferecem, como milhas, pontos, etc, além da antecipação de consumo).

Quando bem utilizado, o cartão é um excelente aliado das suas finanças! Quando mal utilizado, pode levar as pessoas ao endividamento rapidamente.

6. Procure um empréstimo mais barato para quitar a dívida

Existem várias modalidades de empréstimo disponíveis no mercado, com taxas mais saudáveis que as aplicadas no cartão de crédito. Por isso, se você se enrolar em um mês e perceber que não conseguirá pagar a fatura total do seu cartão, o mais indicado é tomar um empréstimo que tenha taxas mais baratas que as dos juros rotativos antes que os juros compostos façam você entrar de cabeça na bola de neve.

Mas como encontrar empréstimos com taxas melhores que as do juros do rotativo?

Se você está achando que vai ter que ir em diversos bancos ou preencher várias propostas para encontrar um empréstimo que caiba no seu bolso e seja melhor que o rotativo, não precisa mais se preocupar! O Serasa eCred é a plataforma de crédito da Serasa que pesquisa, compara e recomenda as melhores opções de empréstimo para você. Tudo de forma online, rápida e segura.

Veja como é simples e prático fazer sua simulação e contratação com juros de empréstimo mais vantajosos:

1. Acesse o Serasa eCred

Acesse o site do Serasa eCred ou o aplicativo da Serasa, disponível no Google Play e na App Store, e informe seu CPF e senha. Se você ainda não tem um cadastro, pode fazer o seu na hora. É rápido e você não paga nada por isso.

2. Complete o seu perfil

Ao concluir o login, você poderá atualizar o seu perfil. Não se esqueça de informar todos os dados solicitados na plataforma. Isso ajudará a gente a encontrar as melhores alternativas de crédito para você.

3. Preencha as informações do empréstimo que deseja

Informe o valor de empréstimo que você deseja e em quantas parcelas pretende pagá-lo. Caso também queira receber ofertas de empréstimo com garantia, é só preencher as informações sobre seu imóvel ou automóvel.

4. Confira e compare opções

Depois de cadastrar suas informações, é hora de fazer a simulação de empréstimo. Clique em “Nova simulação” e confira as ofertas de crédito disponíveis para você.

Na tela, aparecerão as opções de empréstimo que mais correspondem à sua busca. Avalie todas as informações com calma: o valor liberado por cada empresa, o limite de parcelas para pagamento e o CET (Custo Efetivo Total), que define as taxas que, de fato, serão somadas ao valor do empréstimo.

5. Escolha a melhor opção de empréstimo e finalize a contratação

Após avaliar os valores liberados por todas as instituições financeiras e comparar as taxas e condições oferecidas por cada empresa, basta escolher a opção que considerar mais interessante. Clique em “Solicitar” e finalize a contratação do seu empréstimo de forma fácil e em poucos minutos. Simples, não?

Leia também | Como fazer uma simulação de empréstimo no Serasa eCred?

Agora que você já sabe tudo sobre juros rotativos e entendeu os perigos de utilizar este tipo de crédito, aproveite para saber um pouco mais sobre empréstimo juros baixo. E continue acompanhando nossos conteúdos exclusivos sobre finanças e educação financeira no blog da Serasa.

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Os correspondentes bancários são empresas contratadas por instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil para a prestação de serviços de atendimento aos clientes e usuários dessas instituições. A atividade de correspondente bancário é regulada pelo Banco Central do Brasil, nos termos da Resolução nº. 3.954, de 24 de fevereiro de 2011. Prazo de pagamento: varia de acordo com a Instituição Financeira escolhida, podendo ser entre 3 e 60 meses. Custo Efetivo Total (CET): varia de acordo com a Instituição Financeira escolhida, podendo ser entre 26,76% e 605,85% a.a. Exemplo: Empréstimo de R$5.000,00. Taxa de juros: 3,23% a.m. A pagar em 18 parcelas mensais de R$380,55. Total a pagar: R$6.849,90. IOF incluso: R$134,00. Tarifa: R$0. CET: 52,80% a.a.

O Serasa eCred tem como compromisso a transparência com nossos clientes. Antes de iniciar o preenchimento de uma proposta, serão exibidos de forma clara: a taxa de juros utilizada, tarifas aplicáveis, número de parcelas, impostos (IOF) e o custo efetivo total (CET). Nossa central de atendimento está disponível para esclarecimento de dúvidas sobre quaisquer dos valores apresentados. Serasa Consumidor informa: o Serasa eCred é uma plataforma de comparação de ofertas de crédito 100% gratuita para consumidores.

Não realizamos nenhum tipo de cobrança para apresentar a você as propostas de crédito dos nossos parceiros. Caso receba alguma cobrança, não faça nenhum depósito ou pagamento, e entre em contato com o nosso time de atendimento.