Como desbloquear a CTPS para crédito consignado CLT?
Como desbloquear a CTPS para crédito consignado CLT?Data de publicação 11 de maio de 202612 minutos de leitura
Atualizado em: 26 de novembro de 2025
Categoria EmpréstimoTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Pegar um novo crédito é realmente a melhor saída para colocar a vida financeira em ordem? Em um cenário em que a inadimplência atinge recordes, o empréstimo para quitar dívidas surge como uma alternativa para quem deseja reorganizar a vida financeira.
Segundo dados do Mapa da Inadimplência da Serasa, mais de 82 milhões de brasileiros estavam negativados em março de 2026, após 15 meses consecutivos de alta.
No entanto, trocar uma dívida por outra exige cautela e estratégia. Neste artigo, entenda quando vale a pena pegar crédito para quitar dívidas, como saber se os juros compensam, quais cuidados tomar e quando essa opção não é indicada.
A decisão de contratar um empréstimo para pagar débitos pode valer a pena quando reduz o custo total da dívida e facilita o controle financeiro.
Um dos principais cenários em que essa estratégia funciona é quando o consumidor está preso a dívidas com juros muito altos, como cartão de crédito ou cheque especial.
O rotativo do cartão de crédito pode ultrapassar 400% ao ano (12% a 15% ao mês), enquanto um empréstimo pessoal ou consignado costuma ter taxas bem menores:
| Média de juros ao mês | Tipo de empréstimo |
|---|---|
| 8,44% | Empréstimo pessoal |
| 1,85% | Empréstimo consignado INSS |
| 1,78% a 1,84% | Empréstimo consignado para servidores públicos |
| 4,48% | Empréstimo consignado CLT |
Por outro lado, se o empréstimo tiver juros iguais ou maiores que a dívida, ou se a parcela não couber no orçamento, o problema financeiro ficará maior.
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Nesse caso, o empréstimo funciona como uma consolidação de débitos. Ou seja, o consumidor troca várias dívidas por apenas uma.
O processo ocorre por meio das seguintes etapas:
O objetivo da troca de dívidas é reduzir os juros totais e simplificar o controle financeiro. Por isso, o sucesso dessa estratégia depende de escolher um empréstimo mais vantajoso e, principalmente, evitar voltar ao mesmo padrão de endividamento.
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Estar com o nome sujo não impede que o consumidor contrate um empréstimo, mas é preciso buscar modalidades que ofereçam menor risco para o banco.
Por isso, para aumentar as chances de aprovação, o caminho mais seguro é recorrer a linhas de crédito com garantia de pagamento, como:
No entanto, quem está negativado precisa verificar se a parcela cabe no orçamento para que o empréstimo realmente ajude a reorganizar a vida financeira, e não aprofundar o problema
Não existe um “melhor banco” ou “melhor empréstimo” para todo mundo, pois a melhor opção depende do perfil do consumidor. O importante é buscar taxas de juros que sejam menores às cobradas nas dívidas.
As opções que podem ser mais vantajosas são:
| Opções de crédito | Vantagens |
|---|---|
| Crédito consignado | Costuma ter as taxas mais baixas do mercado. |
| Empréstimo com garantia | Ideal para quem possui imóvel ou veículo e para quitar dívidas maiores. |
| Bancos digitais e fintechs | Destacam-se na simplicidade do processo de contratação e, em alguns casos, pelas taxas competitivas, dependendo do perfil do consumidor. |
| Bancos tradicionais | Podem oferecer melhores condições para quem já tem um bom relacionamento com a instituição financeira. |
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Para descobrir se vale a pena consolidar as dívidas, é necessário comparar o Custo Efetivo Total (CET) das duas operações.
O CET indica o valor final de uma dívida e de um crédito, porque reúne os juros, impostos, tarifas e seguros que são cobrados. Segundo a Resolução CMN nº 4.881 de 23/12/2020, todas as propostas de crédito devem obrigatoriamente informar esse indicador antes da contratação do produto financeiro.
Para comparar o CET das dívidas e do empréstimo:
Descubra o custo total das dívidas atuais.
Compare com o custo total do empréstimo pretendido.
Se o novo crédito tiver um CET menor que o das dívidas, há uma grande chance de economia.
Exemplo: imagine que você tenha uma dívida de R$ 5 mil no rotativo do cartão de crédito, cuja taxa é de 10% ao mês. Se você contratar um empréstimo pessoal com CET de 4% ao mês para quitar o valor à vista, a economia mensal será significativa, permitindo que o valor da parcela do empréstimo caiba melhor no orçamento.
No entanto, atenção: o empréstimo pode sair mais caro se o prazo for muito longo e houver tarifas escondidas que aumentam o valor final.
Na maioria dos casos, após o pagamento da dívida ou da primeira parcela do acordo, a empresa credora tem até 5 dias úteis para retirar a negativação dos órgãos de proteção ao crédito, como a Serasa.
Esse prazo começa a contar a partir da confirmação do pagamento. Para pagamento via boleto, o início da contagem pode demorar alguns dias por causa do prazo para compensação.
Contudo, é preciso destacar alguns pontos importantes:
Se o consumidor tiver outras dívidas em aberto, o nome não ficará limpo até a quitação de todas elas.
Após o prazo de 5 dias, recomenda-se acessar os canais digitais da Serasa para confirmar se a restrição foi devidamente removida pela empresa.
Se o prazo for ultrapassado e o nome continuar com a restrição, o consumidor deve entrar em contato com a empresa credora para solicitar o comprovante de quitação e a baixa imediata. Caso o problema persista, registre uma reclamação no portal Consumidor.gov.br ou no Procon do estado.
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Antes de assinar o contrato do empréstimo, é essencial adotar uma postura preventiva e analisar se a operação realmente trará alívio para o bolso. Os principais cuidados que devem ser tomados incluem:
Analise o Custo Efetivo Total: nunca olhe apenas para a taxa de juros nominal. O CET inclui todas as tarifas administrativas e revela o valor real que será pago ao final do contrato.
Verifique a reputação da instituição financeira: certifique-se de que a empresa ou banco é regulamentado pelo Banco Central e desconfie de ofertas que garantam aprovação imediata ou exigem depósitos antecipados para liberar o crédito.
Calcule o impacto no orçamento: veja se a parcela cabe na renda mensal e considere imprevistos. Mas cuidado: parcelas menores podem significar prazos maiores e custo total mais alto.
Avalie se o empréstimo é realmente necessário: o crédito deve servir para resolver um problema financeiro e não criar uma nova despesa desnecessária.
Compare diferentes propostas antes de decidir: as taxas e condições variam bastante entre instituições, e a comparação pode gerar uma economia significativa.
Tenha um plano de pagamento e margem para imprevistos: o empréstimo é um compromisso de médio a longo prazo. Planeje-se para manter os pagamentos em dia, mesmo se a renda oscilar durante esse período.
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A contratação de crédito para quitar dívidas exige responsabilidade e um planejamento de pagamento estruturado. Por isso, a situação financeira pode piorar significativa nos seguintes cenários:
Quando se troca uma dívida por outra mais cara: se o empréstimo tiver juros iguais ou maiores que as dívidas, o problema não será resolvido. Em alguns casos, quem está negativado recebe propostas com taxas mais altas pelo risco maior, o que pode aumentar ainda mais o custo total do crédito.
Quando as parcelas não cabem no orçamento: um dos principais erros é assumir um compromisso sem considerar a renda disponível, o que eleva o risco de inadimplência.
Quando o prazo é muito longo: prazos extensos aumentam o valor total pago, mesmo se a taxa for menor.
Quando você continua usando crédito após o empréstimo: o maior erro é quitar as dívidas do cartão de crédito e continuar utilizando o limite como se fosse uma renda extra.
Quando o empréstimo é usado sem planejamento: o crédito deve ser uma estratégia, não uma solução impulsiva. Sem organização financeira, ele não resolve a causa do endividamento e pode agravar o problema no médio e longo prazo.
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