Cartão de crédito sem anuidade para score baixo
Cartão de crédito sem anuidade para score baixoData de publicação 27 de julho de 202616 minutos de leitura
Atualizado em: 31 de julho de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 14 minutosTexto de: Time Serasa
Embora seja uma modalidade de crédito muito usada, as dúvidas sobre como funciona o cheque especial ainda são bem comuns — falta de conhecimento que pode resultar em desequilíbrio financeiro e endividamento.
Neste artigo, entenda os mecanismos do cheque especial, os juros envolvidos nesse tipo de transação e qual sua relação com score. Confira, também, dicas que ajudam a usar o cheque especial de forma mais consciente.
O cheque especial funciona como um empréstimo pré-aprovado disponibilizado pelo banco na conta do consumidor, para que seja utilizado a qualquer momento.
Cada instituição financeira é livre para decidir quais são os critérios para concessão desse tipo de crédito e qual valor ficará disponível para utilização automática pelo cliente. Geralmente, são consideradas informações como renda mensal movimentada na conta, histórico de pagamentos e tempo de abertura da conta.
Outro fator que é variável é se o banco oferece utilização gratuita do cheque especial por alguns dias ou não — uma prática recorrente é a oferta de 10 dias sem juros, com cobrança apenas do IOF.
A taxa de juros cobrada também varia, desde que respeitado o teto de 8% ao mês para o cheque especial definido em 2020 pelo Banco Central. Isso explica porque mesmo clientes de um mesmo banco têm taxas de juros diferentes aplicadas a esse tipo de crédito.
Segundo o Banco Central, a instituição financeira também pode tomar a iniciativa de alterar o limite do cheque especial de seus clientes, mas para isso, deve seguir duas regras:
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O cheque especial pode parecer apenas uma solução temporária para momentos de aperto financeiro, mas o uso frequente dessa modalidade costuma chamar a atenção das instituições financeiras durante a análise de crédito.
Isso acontece porque o saldo utilizado representa uma dívida ativa com o banco. Quanto maior e mais recorrente for o uso do cheque especial, maior pode ser a percepção de comprometimento financeiro do consumidor. Assim, o banco pode entender que parte da renda já está sendo utilizada para cobrir despesas correntes, reduzindo a capacidade de assumir novos compromissos financeiros.
Uma dúvida dos consumidores é entender se usar o cheque especial prejudica o score. A resposta a essa pergunta é que o simples fato de ter limite disponível não afeta a pontuação. Porém, o uso constante, atrasos no pagamento ou situações que indiquem dificuldades financeiras podem influenciar a avaliação de risco feita pelo mercado ao longo do tempo.
Além disso, o cheque especial é apenas um dos elementos considerados pelas instituições financeiras. Mesmo quem tem um score considerado bom pode enfrentar dificuldades para conseguir crédito caso apresente alto comprometimento de renda ou dependência frequente dessa modalidade.
Para entender melhor como esses fatores podem impactar um pedido de crédito específico, é possível utilizar o Score por Objetivo da Serasa. A funcionalidade ajuda a identificar quais aspectos do perfil financeiro podem estar favorecendo ou dificultando a aprovação para empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito.
O cheque especial pode aparecer no birô de crédito de formas diferentes, dependendo da situação da conta.
Se o cliente usa o limite do cheque especial e fica com saldo devedor, essa informação pode ser reportada ao Cadastro Positivo, que registra o histórico de pagamentos e o comportamento de crédito do consumidor.
Dependendo de fatores como tempo de utilização do cheque especial, valor devido e das políticas da instituição financeira, essa dívida também pode ser enviada ao birô de crédito como parte do acompanhamento de crédito ou em casos de inadimplência.
Cada instituição pode ter regras próprias para envio dessas informações e os registros seguem as normas aplicáveis de crédito e proteção de dados.
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O cheque especial é um recurso que deve ser utilizado, sobretudo, para emergências e por pouco tempo. Para quem precisa utilizar o dinheiro por longos períodos, é indicado procurar outras opções de crédito, com pagamento parcelado e juros menores.
Os principais riscos associados ao uso do cheque especial são:
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Alguns dos principais cuidados recomendados ao utilizar o cheque especial são:
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O cheque especial é uma modalidade de crédito considerada cara porque o banco cede esse crédito sem pedir nenhuma garantia. Nesse caso, é preciso negociar as condições com o banco e assinar um contrato para ter limite de cheque especial disponível.
Em março de 2026, segundo levantamento do Procon-SP, os juros médios do cheque especial praticados pelos grandes bancos no Brasil foram de 8% ao mês, ou 151,8% ao ano (bastante elevado se comparado a modalidades como empréstimo com garantia de imóvel, que pode ter taxas de 1,09% ao mês).
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Quem já está no cheque especial e quer deixar de utilizar essa linha de crédito pode:
Além de fugir do cheque especial, é importante não voltar a ele em caso de desequilíbrio financeiro. Assim, é hora de cuidar das contas mais de perto. Planilhas ou aplicativos de controle financeiro contribuem para isso.
Leia também | Como pagar as dívidas do cheque especial
O mercado de crédito oferece várias opções de empréstimo, muitas delas com juros menores que os do cheque especial. Vale a pena pesquisar outras modalidades e, se encontrar uma com juros mais baixos, contratar e quitar o cheque especial, ficando apenas com a parcela do empréstimo.
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