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Como saber quantas parcelas faltam do FIES para pagar?

Para a organização do orçamento e manutenção da ordem nas finanças, é preciso saber quantas parcelas faltam do FIES para serem pagas.

colunista Fabiana Ramos
Publicado em: 04 de agosto de 2022.

Para a organização do orçamento e manutenção da ordem nas finanças, é preciso saber quantas parcelas faltam do FIES para serem pagas.

Uma dúvida recorrente dos estudantes que aderiram ao Fundo de Financiamento Estudantil é saber quantas parcelas faltam do FIES para serem pagas.

Como a dívida com o crédito estudantil é de longo prazo (podendo chegar a 15, 16 anos depois da formatura), é fundamental que os valores sejam conhecidos, até mesmo para melhor monitoramento das finanças pessoais e possibilidade de planejamentos futuros.

Se você também tem interesse no assunto, continue lendo esse texto e tire todas as suas dúvidas em relação ao tema.

Antes de tudo, o que é o FIES?

Um dos maiores sonhos dos estudantes, ao terminar o Ensino Médio, é poder continuar seus estudos ingressando em uma faculdade. A maioria deles acredita que um diploma universitário abrirá portas ao mercado de trabalho, porém, quase sempre, esse sonho “esbarra” na falta de condições financeiras para arcar com as caras mensalidades praticadas pelos estabelecimentos de ensino privado.

E foi para solucionar esse tipo de problema que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, lançou, em 1999, o FIES, que é a sigla para Fundo de Financiamento Estudantil.

O FIES é um programa governamental que oferece financiamento das mensalidades para alunos de faculdades privadas ou particulares com avaliação positiva nos processos de avaliação conduzidos pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

O programa financia até 100% do valor dos encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino com adesão ao Fundo.

Quem tem direito ao FIES?

Existem alguns requisitos que devem ser observados pelo estudante interessado em obter financiamento para o curso superior. São eles:

1- Ter participado do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir da edição de 2010 e obtido média nas provas com pontuação igual ou superior a 450 pontos;
2- Não pode ter zerado na prova de redação;
3- Ter sido aceito no processo seletivo do FIES.

Ao longo dos anos, o programa já passou por diversas alterações e, atualmente, ele é dividido em 03 (três) modalidades, de acordo com algumas condições impostas pelo Governo Federal:

• Modalidade 1: nesta primeira modalidade, o novo FIES é destinado a alunos que tenham renda familiar per capita inferior a 03 (três) salários mínimos, e o pagamento do crédito educativo é parcelado ao longo dos anos, sem que haja a incidência de juros sobre o montante.

• Modalidade 2: já nesta categoria são contemplados os estudantes que tenham renda familiar per capita de até 05 (cinco) salários mínimos, desde que residam nas regiões norte, nordeste ou centro-oeste. A taxa de juros contratada tem percentual anual de 3%.

• Modalidade 3: conhecido também como P-FIES, aqui o crédito educativo é oferecido aos estudantes que tenham renda familiar per capita e de até 05 (cinco) salários mínimos. É preciso estar atento ao contrato de financiamento para verificar qual será a taxa de juros cobrada.

Essas novas modalidades tendem a tornar o programa de financiamento mais justo, atribuindo crédito educativo e condições melhores aos que realmente necessitam do financiamento e não têm nenhuma condição de pagar a mensalidade de uma faculdade privada.

Como é feito o pagamento das parcelas?

Depende da época em que foi assinado o seu contrato. Para quem ingressou no programa se formou até 2017 fez jus à carência de 18 meses para começar a pagar pelo financiamento.

Quem terminou o curso depois desta data já se viu obrigado a pagar pelo crédito educativo logo após a formatura.

Para quem possui vínculo empregatício, ou seja, trabalha pelo regime da CLT e possui carteira de trabalho registrada, o pagamento do FIES acontece como um empréstimo consignado. O débito da parcela incide diretamente sob o salário do ex-estudante.

Já para quem é autônomo, ou está sem trabalho, o pagamento é feito via boleto bancário, e o valor é calculado levando em consideração a renda obtida pelo recém-formado.

O que fazer quando não se consegue mais pagar as parcelas do FIES?

É preciso estar atento ao seu contrato de financiamento. As novas regras são válidas para a assinatura de novos contratos, mas, em regra, o que vale para você são as cláusulas estipuladas no seu contrato.

Porém, com o alto índice de inadimplência nos contratos do FIES, o Governo Federal editou medida provisória, já convertida na Lei 14.375, de junho de 2022, que concede descontos do valor principal da dívida e isenção de multas e juros na cobrança de créditos contratados com o Fies até o segundo semestre de 2017 para aqueles que estão há mais de 90 dias sem pagar as parcelas de seus financiamentos.

Assista | Renegociação de dívidas do FIES - Serasa Ensina

Como saber quantas parcelas faltam do FIES para pagar?

Um dos pontos críticos do programa era a incerteza, por parte dos estudantes, do quanto teriam que pagar após a conclusão do curso.

Na época da assinatura do contrato, era feita uma simulação pelo banco credor para que o aluno pudesse vislumbrar de quanto era a sua dívida e qual seria o valor de sua parcela. No entanto, muitos estudantes eram surpreendidos com o valor atualizado das parcelas, resultando, com isso, num aumento absurdo da inadimplência.

Nos contratos em que não há cobrança de juros, basta somar o total da mensalidades para se chegar ao valor devido.

Nos contratos onde há a incidência de juros, além do valor total das mensalidades, existe a necessidade de se somar os juros, que aumentam conforme o tempo passa.

Ter planejamento financeiro é essencial

Que o FIES é uma ajuda e tanto oferecida pelo Governo Federal ninguém duvida. Mas é preciso ser responsável ao assumir uma dívida, principalmente, quando estamos falando de uma dívida alta e longa, ainda que com juros reduzidos, ou até mesmo, sem qualquer cobrança deles.

A necessidade de se planejar financeiramente é primordial para que suas finanças não saiam dos trilhos e você seja surpreendido com uma dívida que não pode pagar, resultando na negativação do seu nome.

Portanto, aprender sobre educação financeira e melhores práticas para lidar com o seu dinheiro é fundamental e te ajudará a tomar boas decisões. Hoje em dia existe muita informação gratuita na internet, e a Serasa facilita para você ao indicar diversos cursos para você se aprimorar.

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