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Insolvência civil: o último recurso para sair das dívidas

Entenda como funciona a insolvência civil, quem pode solicitar, quais são os efeitos e quais alternativas ajudam a reorganizar as finanças antes de recorrer ao Judiciário.

Atualizado em: 23 de março de 2026

Categoria Negociar dívidaTempo de leitura: 12 minutos

Texto de: Time Serasa

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A insolvência civil é um procedimento judicial aplicado, em geral, a pessoas físicas quando o conjunto de dívidas supera a capacidade de pagamento com o patrimônio disponível.  

Diferentemente de estar endividado ou ter o nome negativado, a insolvência civil envolve ação na Justiça, com regras próprias, etapas formais e efeitos relevantes sobre a administração de bens e o pagamento a credores. 

Por ser uma medida extrema, costuma fazer sentido somente depois de esgotadas alternativas como renegociação, revisão de orçamento e acordos extrajudiciais.


Leia também | 10 passos para sair das dívidas

O que é insolvência civil e quem pode declarar?

A insolvência civil é uma situação jurídica declarada por meio de uma ação judicial. Ela ocorre quando as dívidas de uma pessoa física são maiores que os bens disponíveis para pagá-las. Em termos simples, é quando o passivo supera o ativo. 

Qualquer pessoa física que se encontre nessa situação pode ter a insolvência declarada.  

O processo pode ser iniciado de duas formas: pelo próprio devedor, que reconhece a impossibilidade de pagamento, ou pelos credores, que buscam na justiça a garantia de recebimento de valores pendentes. 

É importante diferenciar a insolvência da inadimplência comum. Enquanto a inadimplência é o atraso no pagamento, a insolvência é a constatação oficial de que não há recursos suficientes para quitar o que se deve.  

Ela é, muitas vezes, o passo seguinte à ajuização de dívida, quando não se consegue resolver a pendência nas fases anteriores.

Assista | O ciclo da dívida

Quais são os efeitos da insolvência civil para o devedor?

A declaração de insolvência civil pode gerar efeitos práticos importantes, como: 

organização do pagamento a credores conforme regras do concurso de credores (ordem e critérios legais); 

restrições na administração do patrimônio penhorável, conforme determinação judicial; 

maior formalização das cobranças, com prazos, atos processuais e exigência de acompanhamento; 

dificuldade de acesso a crédito durante o processo, por risco associado à situação. 

Além disso, a existência de processo pode implicar custos e encargos, variando conforme o caso e a tramitação.


Leia também | Renegociação de dívidas: como funciona

Como pedir a própria insolvência civil? Passo a passo

A autodeclaração de insolvência civil ocorre por ação judicial e costuma exigir orientação técnica (advogado ou defensoria, conforme o caso).  

O fluxo abaixo é uma referência didática; os detalhes podem variar conforme o processo e o tribunal.

1) Reunir informações financeiras completas

Antes do ajuizamento, costuma ser necessário consolidar: 

● lista de credores, valores e origem das dívidas; 

● documentos de contrato, faturas e comprovantes; 

● lista de bens e direitos (imóveis, veículos, contas, aplicações e outros); 

● renda e despesas básicas, para contextualização. 

2) Preparar documentação para a ação

Em geral, são usados: 

● documentos pessoais e comprovante de residência; 

● documentos das dívidas (contratos, faturas, títulos); 

● informações sobre bens e renda; 

● outros itens conforme exigência do caso.

3) Ajuizar a ação e acompanhar intimações

Com a ação protocolada, o processo passa a ter: 

● análise inicial; 

● intimações e prazos; 

● fases de verificação, organização e pagamentos conforme regras.

4) Considerar acordos durante o processo

Mesmo no Judiciário, acordos podem ocorrer e encerrar disputas. Quando uma dívida é quitada, a comprovação é essencial.

O que acontece com uma pessoa insolvente?

A vida de quem é declarado insolvente sofre diversas restrições. Por exemplo, o nome da pessoa é inserido em cadastros específicos de insolvência e a obtenção de novo crédito no mercado torna-se praticamente impossível durante o processo. 

A pessoa também fica impossibilitada de gerir seus bens suscetíveis de penhora. No entanto, é garantido o mínimo existencial.  

Isso significa que bens impenhoráveis, como o único imóvel residencial, salários (respeitando limites legais) e itens essenciais à sobrevivência, são protegidos. 

Para regularizar o nome definitivamente após o processo, será necessário obter uma carta de quitação de dívida ou aguardar o prazo legal de prescrição das obrigações após o encerramento da ação.

Quais são os tipos de insolvência? Entenda as diferenças

Existem modalidades distintas dentro desse processo legal, que variam conforme a origem do pedido e a comprovação da dívida: 

● Insolvência voluntária: ocorre quando o próprio devedor entra com a ação na justiça, declarando que seus bens não são suficientes para pagar suas dívidas e pedindo a instauração do processo para regularizar a situação. 

● Insolvência forçada: acontece quando os credores solicitam a insolvência do devedor, ocorrendo geralmente quando o devedor não possui bens livres para penhora em uma execução anterior. 

● Insolvência real: é aquela em que as dívidas superam efetivamente os bens do devedor. 

● Insolvência presumida: ocorre quando o devedor não apresenta bens para penhora em uma ação de execução, levando a justiça a presumir sua incapacidade de pagamento.

Insolvência civil e falência: qual a diferença legal?

Embora os conceitos sejam parecidos, ou seja, a incapacidade de pagar dívidas, a aplicação legal é diferente.  

● A falência é um instituto jurídico exclusivo para empresas (pessoas jurídicas) e empresários, regido pela Lei de Falências. 

● A insolvência civil aplica-se exclusivamente a pessoas físicas e sociedades civis não empresariais.  

Enquanto a falência busca liquidar a empresa ou tentar sua recuperação judicial, a insolvência civil foca na liquidação do patrimônio pessoal para satisfazer credores, sendo regida pelo Código de Processo Civil e Código Civil.

O que o artigo 163 do Código Civil diz sobre insolvência?

O Código Civil aborda a insolvência em diversos pontos, mas é fundamental entender a base legal que protege os credores.  

artigo 163, especificamente, trata de garantias oferecidas pelo devedor que já está insolvente. 

Em termos simples, a lei considera fraude quando uma pessoa endividada oferece um bem como garantia – por exemplo, hipoteca de um imóvel ou penhor de uma joia, para assegurar o pagamento de apenas um credor específico.  

O objetivo é impedir que o devedor beneficie um amigo ou uma empresa em detrimento dos outros credores que também estão na fila para receber. Isso garante a igualdade no tratamento das dívidas.  

Esse princípio de transparência é essencial em qualquer situação, valendo tanto para grandes processos judiciais quanto para o dia a dia, como no momento de cobrar alguém sem perder a amizade.

Como a insolvência civil pode afetar a vida financeira do devedor?

Os impactos financeiros perduram por um longo período. Enquanto durar o processo de insolvência, o devedor não pode contrair novas obrigações que comprometam seu patrimônio.  

Além disso, a reputação financeira fica severamente abalada, dificultando aluguéis, financiamentos e abertura de contas. 

reabilitação total só ocorre após a extinção das obrigações. Isso pode acontecer pelo pagamento total da dívida, pelo acordo com credores ou após o decurso do prazo de cinco anos contados do encerramento do processo de insolvência, caso as dívidas não tenham sido totalmente pagas.

Como usar o Serasa Limpa Nome para regularizar a situação de insolvência?

Antes de recorrer à insolvência civil, a orientação prática costuma ser esgotar alternativas extrajudiciais, principalmente renegociação com credores.  

O Serasa Limpa Nome pode apoiar essa etapa ao reunir ofertas de negociação de empresas parceiras em um só ambiente, quando disponíveis. 

Ao optar pela renegociação de dívidas online, o consumidor pode parcelar o valor devido, regularizar o nome nos órgãos de proteção ao crédito e evitar a necessidade de declarar insolvência.

Como sair da insolvência civil e retomar o controle financeiro?

A insolvência civil é um procedimento judicial com efeitos relevantes, por isso costuma ser tratada como último recurso. Antes de iniciar uma ação, renegociação, reorganização do orçamento e acordos extrajudiciais podem reduzir danos e evitar etapas mais complexas. 

Quando houver dívidas disponíveis para negociação, o Serasa Limpa Nome pode apoiar a regularização e ajudar na reconstrução do controle financeiro.

O Serasa Limpa Nome é a maior plataforma de renegociação de dívidas do país, com descontos que podem chegar a 90%. O serviço é gratuito e a negociação pode ser feita em poucos minutos pelos canais oficiais da Serasa: site, aplicativo (iOS e Android), WhatsApp (11) 99575-2096 ou Agências dos Correios.

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Perguntas frequentes sobre insolvência civil

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