Como fica o score se pagar uma dívida pelo Desenrola?
Como fica o score se pagar uma dívida pelo Desenrola?Data de publicação 2 de junho de 20269 minutos de leitura
Publicado em: 22 de maio de 2026
Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
A jornada de sair do aluguel faz parte dos planos de milhões de brasileiros que buscam estabilidade financeira. Com planejamento estratégico, disciplina nas finanças e conhecimento sobre o mercado de crédito, é perfeitamente possível tornar essa transição mais rápida e segura para o orçamento.
Ter clareza sobre a renda e organizar o orçamento são atitudes fundamentais para quem quer deixar de morar de aluguel. Ao comparar as opções de financiamento e conhecer os programas habitacionais disponíveis, é possível tomar decisões mais conscientes e ficar muito mais perto do objetivo de conquistar o imóvel próprio.
Antes de explorar as modalidades de compra, a organização financeira pessoal é o alicerce indispensável. Nenhum financiamento é aprovado sem que o banco tenha segurança sobre a capacidade de pagamento do comprador. Os três pilares dessa preparação são:
Orçamento e capacidade de poupança: é preciso saber exatamente para onde o dinheiro vai. Utilizar planilhas ou aplicativos para mapear despesas e identificar onde é possível cortar gastos é o que libera espaço no orçamento para poupar para a entrada.
Valor da entrada: a maioria dos financiamentos imobiliários exige uma entrada de no mínimo 20% do valor do imóvel. Para uma propriedade de R$ 250.000, isso significa ter R$ 50.000 guardados. Planejar como juntar esse valor é a primeira meta concreta.
Saúde de crédito (score): uma boa pontuação de crédito não apenas facilita a aprovação do financiamento, como também pode garantir acesso a taxas de juros mais baixas. Manter as contas em dia e o nome limpo é fundamental durante todo o processo.
Leia mais | Planeje-se com a Tabela Financeira da Serasa
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) é a principal iniciativa do governo federal para facilitar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Ele funciona oferecendo condições especiais, como subsídios (uma parte do valor do imóvel paga pelo governo) e taxas de juros reduzidas.
Ao financiar um imóvel, o comprador se deparará com duas modalidades principais de amortização da dívida. A escolha entre elas impacta diretamente o valor das parcelas ao longo do tempo.
| Característica | Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) | Tabela Price (ou Sistema Francês de Amortização) |
|---|---|---|
| Valor da parcela | Começa mais alta e vai diminuindo com o tempo. | As parcelas são fixas do início ao fim do contrato. |
| Amortização da dívida | O valor que é abatido da dívida principal é constante todo mês. | A amortização da dívida começa baixa e aumenta com o tempo. |
| Juros pagos | No início, os juros são mais altos (pois incidem sobre um saldo devedor maior), mas diminuem a cada parcela. | No início, a maior parte da parcela é composta por juros. Apenas no final do contrato é que a maior parte vai para abater a dívida. |
| Custo total | O valor total pago ao final do contrato é menor. | O valor total pago ao final do contrato é maior. |
| Para quem é indicada? | Para quem tem uma renda inicial maior e busca quitar a dívida mais rápido, pagando menos juros no total. | Para quem precisa de parcelas iniciais menores e previsibilidade, mesmo que o custo total seja mais alto. |
As taxas de juros para financiamento imobiliário variam entre os bancos e conforme o cenário econômico (taxa Selic). Segundo dados recentes do Banco Central, as taxas médias anuais para financiamento de imóveis nos principais bancos do país costumam variar entre 9% e 12% ao ano + TR (Taxa Referencial).
Uma diferença de 1% ao ano pode parecer pequena, mas em um financiamento de 30 anos, representa uma economia de dezenas de milhares de reais. Por isso, pesquisar e comparar as condições em diferentes instituições financeiras é uma etapa obrigatória.
Muitas vezes, o valor pago em um aluguel é surpreendentemente próximo ou até maior que a parcela de um financiamento.
A grande diferença é que, no financiamento, o dinheiro pago está sendo usado para construir um patrimônio próprio, enquanto o aluguel é uma despesa sem retorno.
Muitas vezes, o valor pago em um aluguel é surpreendentemente próximo ou até maior que a parcela de um financiamento.
A grande diferença é que, no financiamento, o dinheiro pago está sendo usado para construir um patrimônio próprio, enquanto o aluguel é uma despesa sem retorno.
| Opção | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|
| Construir do zero | Personalização total do projeto; custo final pode ser menor; valorização do imóvel. | Processo longo e complexo; exige gestão da obra; necessidade de comprar um terreno antes. |
| Comprar na planta | Preço geralmente mais baixo; valorização até a entrega das chaves; imóvel novo. | Risco de atraso na obra; a parcela pode ser corrigida pelo INCC; o imóvel só pode ser usado após a entrega. |
| Comprar pronto | Mudança imediata; previsibilidade (sem surpresas com a obra); possibilidade de negociação do preço. | Menor poder de personalização; pode exigir reformas; preço geralmente mais alto que na planta. |
Para famílias em situação de vulnerabilidade social ou que perderam suas casas em desastres naturais, existe o aluguel social. Diferente do MCMV, não é um financiamento, mas um benefício temporário.
Diretamente, é quase impossível. Nenhuma instituição financeira aprova um financiamento imobiliário para quem tem restrições no CPF. A existência de uma dívida negativada sinaliza alto risco de inadimplência, que os bancos não estão dispostos a correr em um contrato de longo prazo.
O único caminho é a regularização. O primeiro passo é usar plataformas como o Serasa Limpa Nome para consultar e acessar possibilidades de negociação das dívidas existentes com as empresas. A partir dessa ação, o processo de adquirir crédito imobiliário passa a ser mais fácil, embora, é claro, não seja garantido.
Data de publicação 2 de junho de 20269 minutos de leitura
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