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Como sair do aluguel: entenda como comprar primeiro imóvel

Conheça as opções de financiamento, programas do governo e estratégias financeiras para conquistar a casa própria com segurança.

Publicado em: 22 de maio de 2026

Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 11 minutos

Texto de: Time Serasa

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A jornada de sair do aluguel faz parte dos planos de milhões de brasileiros que buscam estabilidade financeira. Com planejamento estratégico, disciplina nas finanças e conhecimento sobre o mercado de crédito, é perfeitamente possível tornar essa transição mais rápida e segura para o orçamento. 

Ter clareza sobre a renda e organizar o orçamento são atitudes fundamentais para quem quer deixar de morar de aluguel. Ao comparar as opções de financiamento e conhecer os programas habitacionais disponíveis, é possível tomar decisões mais conscientes e ficar muito mais perto do objetivo de conquistar o imóvel próprio.

O planejamento financeiro: a base para a conquista

Antes de explorar as modalidades de compra, a organização financeira pessoal é o alicerce indispensável. Nenhum financiamento é aprovado sem que o banco tenha segurança sobre a capacidade de pagamento do comprador. Os três pilares dessa preparação são:

  1. Orçamento e capacidade de poupança: é preciso saber exatamente para onde o dinheiro vai. Utilizar planilhas ou aplicativos para mapear despesas e identificar onde é possível cortar gastos é o que libera espaço no orçamento para poupar para a entrada. 

  2. Valor da entrada: a maioria dos financiamentos imobiliários exige uma entrada de no mínimo 20% do valor do imóvel. Para uma propriedade de R$ 250.000, isso significa ter R$ 50.000 guardados. Planejar como juntar esse valor é a primeira meta concreta. 

  3. Saúde de crédito (score): uma boa pontuação de crédito não apenas facilita a aprovação do financiamento, como também pode garantir acesso a taxas de juros mais baixas. Manter as contas em dia e o nome limpo é fundamental durante todo o processo.

Minha Casa, Minha Vida: a porta de entrada para muitos

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) é a principal iniciativa do governo federal para facilitar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Ele funciona oferecendo condições especiais, como subsídios (uma parte do valor do imóvel paga pelo governo) e taxas de juros reduzidas. 

  • Requisitos: o programa é dividido por faixas de renda familiar mensal. 
  • - Faixa 1: renda de até R$ 2.640. 
  • - Faixa 2: renda de R$ 2.640,01 a R$ 4.400. 
  • - Faixa 3: renda de R$ 4.400,01 a R$ 8.000. 
  • - Faixa 4: renda de R$ 8.000,01 a R$ 12.000. 
  • Uso do FGTS: o saldo do FGTS pode ser usado para compor o valor da entrada, amortizar o saldo devedor ou pagar parte das prestações do financiamento dentro do programa. 
  • ● Como funciona: a família precisa se enquadrar em uma das faixas de renda e não pode ser proprietária de outro imóvel. A contratação é feita diretamente com a Caixa Econômica Federal ou construtoras parceiras.

Financiamento imobiliário: entendendo as tabelas SAC e Price

Ao financiar um imóvel, o comprador se deparará com duas modalidades principais de amortização da dívida. A escolha entre elas impacta diretamente o valor das parcelas ao longo do tempo.

Característica Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) Tabela Price (ou Sistema Francês de Amortização)
Valor da parcela Começa mais alta e vai diminuindo com o tempo. As parcelas são fixas do início ao fim do contrato.
Amortização da dívida O valor que é abatido da dívida principal é constante todo mês. A amortização da dívida começa baixa e aumenta com o tempo.
Juros pagos No início, os juros são mais altos (pois incidem sobre um saldo devedor maior), mas diminuem a cada parcela. No início, a maior parte da parcela é composta por juros. Apenas no final do contrato é que a maior parte vai para abater a dívida.
Custo total O valor total pago ao final do contrato é menor. O valor total pago ao final do contrato é maior.
Para quem é indicada? Para quem tem uma renda inicial maior e busca quitar a dívida mais rápido, pagando menos juros no total. Para quem precisa de parcelas iniciais menores e previsibilidade, mesmo que o custo total seja mais alto.

Taxas de juros: o que esperar dos bancos?

As taxas de juros para financiamento imobiliário variam entre os bancos e conforme o cenário econômico (taxa Selic). Segundo dados recentes do Banco Central, as taxas médias anuais para financiamento de imóveis nos principais bancos do país costumam variar entre 9% e 12% ao ano + TR (Taxa Referencial). 

Uma diferença de 1% ao ano pode parecer pequena, mas em um financiamento de 30 anos, representa uma economia de dezenas de milhares de reais. Por isso, pesquisar e comparar as condições em diferentes instituições financeiras é uma etapa obrigatória.

Aluguel ou parcela do financiamento: uma comparação realista

Muitas vezes, o valor pago em um aluguel é surpreendentemente próximo ou até maior que a parcela de um financiamento. 

  • Exemplo: um apartamento cujo aluguel é de R$ 1.800 por mês pode ter um valor de mercado de R$ 250.000. Em um financiamento pela tabela SAC (com parcelas decrescentes), a primeira prestação poderia começar em torno de R$ 2.100, diminuindo com o tempo. Pela tabela Price (parcelas fixas), ficaria em torno de R$ 1.900. 


A grande diferença é que, no financiamento, o dinheiro pago está sendo usado para construir um patrimônio próprio, enquanto o aluguel é uma despesa sem retorno.

Construir do zero, comprar na planta ou imóvel pronto?

Muitas vezes, o valor pago em um aluguel é surpreendentemente próximo ou até maior que a parcela de um financiamento. 

  • Exemplo: um apartamento cujo aluguel é de R$ 1.800 por mês pode ter um valor de mercado de R$ 250.000. Em um financiamento pela tabela SAC (com parcelas decrescentes), a primeira prestação poderia começar em torno de R$ 2.100, diminuindo com o tempo. Pela tabela Price (parcelas fixas), ficaria em torno de R$ 1.900. 


A grande diferença é que, no financiamento, o dinheiro pago está sendo usado para construir um patrimônio próprio, enquanto o aluguel é uma despesa sem retorno.

Construir do zero, comprar na planta ou imóvel pronto?


Opção Vantagens Desvantagens
Construir do zero Personalização total do projeto; custo final pode ser menor; valorização do imóvel. Processo longo e complexo; exige gestão da obra; necessidade de comprar um terreno antes.
Comprar na planta Preço geralmente mais baixo; valorização até a entrega das chaves; imóvel novo. Risco de atraso na obra; a parcela pode ser corrigida pelo INCC; o imóvel só pode ser usado após a entrega.
Comprar pronto Mudança imediata; previsibilidade (sem surpresas com a obra); possibilidade de negociação do preço. Menor poder de personalização; pode exigir reformas; preço geralmente mais alto que na planta.

Alternativas e auxílios: o que é o aluguel social?

Para famílias em situação de vulnerabilidade social ou que perderam suas casas em desastres naturais, existe o aluguel social. Diferente do MCMV, não é um financiamento, mas um benefício temporário. 

  • Como funciona: o governo (municipal ou estadual) concede um auxílio financeiro mensal (por exemplo, R$ 400 a R$ 600) para que a família possa pagar o aluguel de um imóvel enquanto aguarda uma solução de moradia definitiva, como a inclusão em um programa habitacional. 
  • Quem tem direito: os critérios são definidos por cada município/estado e geralmente incluem inscrição no CadÚnico, renda familiar baixa e situação de emergência comprovada.

É possível sair do aluguel com o nome negativado?

Diretamente, é quase impossível. Nenhuma instituição financeira aprova um financiamento imobiliário para quem tem restrições no CPF. A existência de uma dívida negativada sinaliza alto risco de inadimplência, que os bancos não estão dispostos a correr em um contrato de longo prazo. 

O único caminho é a regularização. O primeiro passo é usar plataformas como o Serasa Limpa Nome para consultar e acessar possibilidades de negociação das dívidas existentes com as empresas. A partir dessa ação, o processo de adquirir crédito imobiliário passa a ser mais fácil, embora, é claro, não seja garantido.

Perguntas frequentes sobre como sair do aluguel

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