Livros de educação financeira para crianças: dicas e recomenda...
Livros de educação financeira para crianças: dicas e recomendaçõesData de publicação 30 de março de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 25 de março de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 15 minutosTexto de: Time Serasa
O valor vigente do salário-mínimo é uma informação importante para milhões de brasileiros que trabalham com carteira assinada, são aposentados, pensionistas ou beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Isso porque esse valor estabelece um patamar mínimo de renda, essencial para garantir necessidades básicas, impactando o poder de compra e a qualidade de vida. Além de, em nível macroeconômico, refletir a capacidade produtiva e o custo de vida, influenciando o consumo, a inflação e o mercado de trabalho no país.
Neste guia, confira qual é o valor do salário-mínimo em 2026 e entenda como seu aumento impacta impostos, benefícios e o planejamento financeiro das famílias.
Desde 1º de janeiro de 2026, o salário-mínimo no Brasil foi ajustado para R$ 1.621, o que representa um aumento de R$ 103 (6,79%) em relação ao valor vigente em 2025, que era de R$ 1.518.
Os pagamentos com o novo valor foram iniciados em fevereiro, e são direito de todos os trabalhadores CLT, aposentados e pensionistas que recebem o piso salarial, além de beneficiários de programas vinculados ao salário-mínimo.
Com o aumento do salário-mínimo, R$ 1.621 passa a ser o valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além do piso para beneficiários do INSS que recebem:
Leia também | Tabela de aposentadoria INSS 2026: valores, regras e prazos
Embora haja isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) para a faixa salarial do salário-mínimo, todos os trabalhadores com registro em carteira precisam contribuir com a previdência social. Na tabela de desconto do INSS, quem recebe um salário-mínimo paga a alíquota inicial: 7,5% sobre o salário bruto. Confira o cálculo:
Salário-mínimo 2026: R$ 1.621
R$ 1.621 × 7,5%
= R$ 121,58 de contribuição ao INSS
Salário líquido aproximado
R$ 1.621 - R$ 121,58
= R$ 1.499,42
O quadro abaixo mostra os reajustes ocorridos desde 2014 no piso salarial brasileiro. A comparação entre valores e porcentagem de aumento ajuda a entender como o salário-mínimo tem sido corrigido, considerando fatores como inflação e crescimento econômico:
| Salário | Alíquota progressiva |
|---|---|
| até 1.621,00 | 7,50% |
| de 1.621,01 até 2.902,84 | 9% |
| de 2.902,85 até 4.354,27 | 12% |
| de 4.354,28 até 8.475,55 | 14% |
O aumento real do salário mínimo histórico ocorre quando o reajuste anual supera a inflação do período. Isso significa que o trabalhador ganha mais poder de compra, e não apenas reposição da inflação.
Em 2026, houve aumento real do mínimo de aproximadamente 2,5%. Isso porque o aumento do salário foi de 6.79%, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor 2026 (INPC), acumulou alta de 4,18% em 12 meses.
Abaixo, confira a tabela com o histórico do ajuste do salário mínimo ocorridos desde 2016:
| Ano | Valor | Aumento Nominal | Aumento Real |
|---|---|---|---|
| 2026 | R$ 1.621 | 6,79% | 6,79% |
| 2025 | R$ 1.518 | 7,51% | 2,61% |
| 2024 | R$ 1.412 | 6,97% | 4,69% |
| 2023 | R$ 1.320 | 8,91% | 0,60% |
| 2022 | R$ 1.212 | 10,18% | 0,02% |
| 2021 | R$ 1.100 | 5,26% | 0,01% |
| 2020 | R$ 1.039 | 4,11% | 0,39% |
| 2019 | R$ 998 | 4,61% | -0,36% |
| 2019 | R$ 998 | 4,61% | 1,14% |
| 2018 | R$ 954 | 1,81% | -0,25% |
| 2017 | R$ 937 | 6,48% | -0,10% |
| 2016 | R$ 880 | 11,68% | 0,36% |
Fonte: IBGE e DIEESE
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Além do salário-mínimo nacional, definido pelo governo federal, algumas cidades e estados adotam piso salarial regional, destinado a funções que não têm o salário-mínimo determinado por lei federal, convenção ou acordo coletivo. Conheça os valores em vigor em alguns estados do país.
No estado de São Paulo, o salário-mínimo em vigor é de R$ 1.804, R$ 183 acima do valor nacional. O piso está em vigor desde 1° de julho de 2025 e beneficia 76 profissões que não têm a base salarial definida por meio de outras regras.
O Paraná tem o maior salário-mínimo do Brasil, com uma de suas faixas superando em quase R$ 800 o piso nacional. No estado, o mínimo é dividido em quatro grupos:
O piso salarial atual do Rio Grande do Sul entrou em vigor em junho de 2025 e é dividido em cinco faixas:
Para trabalhadores CLT que recebem o piso nacional, o reajuste no mínimo significa aumento automático do salário. Isso representa também:
Para quem recebe acima do salário-mínimo, o reajuste não é automático e depende de:
O aumento do salário-mínimo eleva a renda dos trabalhadores e beneficiários do INSS, estimulando o consumo e impulsionando o mercado interno. Entretanto, aumentos significativos podem levar a uma alta nos preços de bens e serviços, pois as empresas podem repassar o custo adicional dos salários dos funcionários aos consumidores. Essa prática pode neutralizar parte do aumento de renda.
Se o trabalhador recebe salário-mínimo e os contracheques a partir de fevereiro (com pagamento referente a janeiro/2026) ainda não consideram o novo valor, é importante falar com o RH da empresa e informar a desatualização. Caso a comunicação com os canais internos do empregador não resolva a situação, o profissional pode:
consultar o sindicato da categoria;
verificar o acordo coletivo de trabalho;
buscar ajuda de um advogado trabalhista.
O salário mínimo funciona como referência para diversas negociações salariais no mercado.
Mesmo para profissionais que recebem acima do piso, o reajuste pode influenciar:
Em setores com salários mais baixos, o aumento do mínimo pode pressionar reajustes em toda a estrutura salarial.
Leia também | Como pedir aumento salarial: um guia para você negociar com sucesso
O reajuste do salário-mínimo tem impacto direto no orçamento das famílias. Os mais comuns são:
Além disso, o salário mínimo também influencia:
Por isso, acompanhar o reajuste anual ajuda no planejamento financeiro da família.
Embora seja uma tarefa difícil pagar todas as contas com o salário-mínimo, é possível organizar as finanças para equilibrar o orçamento. Confira algumas dicas:
Crie um orçamento detalhado
Anote todos os gastos diários, desde contas fixas até pequenas compras. Isso ajuda a identificar para onde o dinheiro está indo e como é possível economizar. Utilize planilhas, aplicativos de controle financeiro ou um caderno para registrar tudo.
Estabeleça quais gastos são essenciais
Com o orçamento definido, classifique as despesas por prioridade. Gastos essenciais como moradia, alimentação, saúde e transporte devem vir em primeiro lugar. Tente reduzir ao máximo os gastos não essenciais, como lazer frequente fora de casa, assinaturas não utilizadas e compras impulsivas.
Economize nas contas de casa
Pequenas mudanças de hábitos podem gerar economias significativas nas contas de casa. Use lâmpadas LED, evite o desperdício de água, desligue aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso e compare preços de supermercado.
Planeje as compras com cuidado
Antes de ir ao supermercado, faça uma lista do que realmente precisa comprar. Evite compras por impulso e pesquise preços em diferentes estabelecimentos. Considere comprar em atacados ou feiras os itens não perecíveis e as frutas e verduras. Nesses locais, os preços costumam ser mais baixos.
Priorize o pagamento de dívidas, se possível
Se tiver dívidas, tente planejar quitá-las o quanto antes, começando pelas que têm juros mais altos.
Ao negociar débitos com credores, utilize a plataforma Serasa Limpa Nome ou participe das edições presenciais do Feirão Limpa Nome para encontrar os melhores prazos, descontos e condições de pagamento.
Evite o uso excessivo do cartão de crédito
O cartão de crédito pode ser útil, mas seu uso descontrolado pode levar ao endividamento. Prefira os pagamentos à vista sempre que possível.
Poupe regularmente, mesmo que pouco
Se possível, separe uma parte do salário, por menor que seja, para garantir uma reserva de emergência ou a conquista de objetivos futuros. A consistência é mais importante do que o valor poupado.
Busque alternativas de renda extra
Considere realizar atividades que possam complementar a renda, como trabalhos freelancer, vendas de produtos ou serviços.
Busque apoio de programas sociais
Informe-se sobre programas sociais do governo que podem oferecer algum tipo de auxílio, a partir do registro no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
Leia também | Como organizar o salário: 3 métodos práticos para o dinheiro durar o mês todo
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