Navegação do blog
  1. Credito
  2. Blog
  3. Credito Privado

Crédito privado: o que é e como investir

Saiba tudo sobre crédito privado e conheça suas vantagens e desvantagens.

Publicado em: 23 de janeiro de 2024

Categoria CréditoTempo de leitura: 3 minutos

Texto de: Time Serasa

Moeda brasileira na mesa

O crédito privado é uma opção de investimento de renda fixa, uma das modalidades preferidas do investidor brasileiro. Apesar do nome “crédito”, ele é bem diferente de empréstimo privado, pois é um investimento, e não uma tomada de dinheiro emprestado.

Trata-se de um investimento de renda fixa, modalidade responsável por alavancar os investimentos no Brasil em 2023. Segundo um estudo da B3, a bolsa de valores brasileira, o volume investido no país aumentou 20% naquele ano, totalizando  R$2,4 trilhões.

O crédito privado é, portanto, uma possibilidade para quem quer investir em algum produto de renda fixa. Confira neste artigo como esse tipo de investimento funciona, quais suas vantagens e desvantagens e como investir. 

Assista | 3 passos para a independência financeira

Para começar: o que é renda fixa?

Renda fixa é um tipo de investimento que usa um cálculo de remuneração previamente definido e conhecido desde o momento da aplicação.

Em linhas gerais, quem compra um título de renda fixa está emprestando dinheiro para alguém tendo conhecimento absoluto das condições desse empréstimo desde o início (prazos, taxas, índices de referência e detalhes quanto à negociação dos papéis).

Quem toma esse empréstimo são os emissores dos títulos de renda fixa. Eles podem ser:

  • ●     o governo, que emite títulos públicos;
  • ●     as empresas, que emitem os títulos privados;
  • ●     as instituições financeiras, que emitem, por exemplo, CDBs e letras de crédito LCI e LCA);
  • ●     as securitizadoras, que emitem CRIs e CRAs.


Assim, ao aplicar em um título de renda fixa o investidor está comprando alguns desses títulos, na expectativa de receber o valor aplicado de volta no futuro, somado aos juros, que são a remuneração pelo tempo em que o recurso ficou emprestado.

Por isso o nome do investimento é renda fixa. Mas atenção: renda fixa não quer dizer renda garantida. Por mais que sejam investimentos considerados seguros, também estão sujeitos a riscos de crédito e de mercado. Muitos desses investimentos têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que preserva o valor investido em caso de intervenção ou liquidação de instituição financeira.

Leia também | FGC: o que é e para que serve o Fundo Garantidor de Crédito

O que é crédito privado?

A particularidade do crédito privado é que os títulos disponíveis para compra são emitidos por empresas e outras instituições privadas.

O objetivo desse tipo de investimento é atender às necessidades de financiamento dos emissores. Algumas vezes as empresas querem, por exemplo, construir uma nova fábrica, adquirir novas máquinas, melhorar a infraestrutura da empresa, entre outras melhorias.

Dessa forma, são títulos de dívida e, portanto, ao aplicar nesse tipo de investimento o investidor está comprando parte da dívida da empresa ou da instituição privada.

Leia também | Como investir dinheiro: dicas, opções e mais

Como o crédito privado funciona?

O título do crédito privado funciona como os títulos públicos do Tesouro Direto. A real diferença é que, na prática, quem investe em crédito privado tem como credoras as empresas que emitiram os títulos, e não o governo.

Por isso, o risco do investimento e a rentabilidade também diferem (em geral, comprar títulos emitidos pelo governo pode ser considerado mais seguro).

Leia também | Investimento para iniciantes: qual é a melhor opção?

Quais são os principais tipos de crédito privado?

Confira os três principais tipos de crédito privado disponíveis no mercado:

  1. Debêntures

    Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas privadas. São uma forma de empréstimo em que a empresa emissora se compromete a pagar juros periódicos e a devolver o valor principal no vencimento do título (geralmente o prazo de vencimento é acima de dois anos).

    As debêntures comuns são aquelas que não têm incentivos fiscais específicos aos investidores e são sujeitas a pagamento de imposto de renda.

    As debêntures incentivadas têm incentivos fiscais e ficam isentas da cobrança de Imposto de Renda para a pessoa física que investe nelas.


  2. Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)

    Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos por securitizadoras que representam créditos imobiliários ou agrícolas.

    Eles permitem que os emissores transformem esses créditos em títulos negociáveis no mercado financeiro, gerando recursos para novos investimentos.

    Os CRIs e CRAs costumam oferecer:

    ●     rentabilidade atrativa;

    ●     diversificação de investimento;

    ●     baixo risco de crédito;

    ●     isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.


  3. FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios)

    FIDC é um tipo de fundo de investimento em títulos de crédito originados das contas a receber de uma empresa. Para funcionar, um gestor reúne os recursos de diversos investidores e forma um patrimônio comum. Esses recursos são investidos em direitos creditórios (como duplicatas, recebíveis de cartões de créditos, aluguéis e demais formas que uma empresa tem de receber).

    Para que seja considerado FIDC, o fundo deve aplicar mais de 50% de seu patrimônio em direitos creditórios.

    Leia também | Como fazer seu dinheiro render: 7 dicas práticas

Vantagens e desvantagens de investir em um fundo crédito privado

Seja em renda fixa, seja em renda variável ou qualquer outra modalidade, investir sempre traz uma dose de risco. No crédito privado, que é um tipo de investimento de renda fixa, isso não é diferente. 

No entanto, em comparação com os investimentos em bolsa de valores, por exemplo, comprar títulos de renda fixa pode ser mais seguro.

Especificamente no crédito privado, as principais vantagens são:

Rentabilidade

Títulos de crédito privado costumam ter taxa de retorno maior que outras opções de aplicação no mercado financeiro. Isso porque esses títulos estão sujeitos a um risco maior de inadimplência por parte das empresas que os emitem.

Acompanhamento profissional

Ao investir em um fundo de crédito privado por meio de alguma corretora especializada em investimentos, é possível contar com apoio profissional de um especialista financeiro que cuida das aplicações. A ideia é conseguir o menor risco e máxima rentabilidade possível.

Menor risco

Os títulos de crédito privado podem trazer retornos mais estáveis e seguros, já que independem da oscilação do mercado (o que acontece com investimentos em renda variável).

No crédito privado, a remuneração que foi acordada no momento da aplicação será mantida até o fim.

Isenção de Imposto de Renda (para alguns títulos)

O Imposto de Renda varia dependendo do tipo de título de crédito privado escolhido pelo investidor. Existem até mesmo opções completamente isentas do IR, como os CRIs, CRAs e as debêntures incentivadas.

As principais desvantagens do crédito privado são:

Sem cobertura do FGC

Alguns tipos de investimento de crédito privado não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.

Alguns títulos não são isentos de Imposto de Renda

Existem títulos de crédito privado que têm o Imposto de Renda retido na fonte. A alíquota cobrada varia conforme o período de aplicação.

Leia também | Saiba tudo sobre os tipos de investimentos financeiros

Quais cuidados tomar ao investir em crédito privado

É preciso tomar certos cuidados na hora de investir em crédito privado. Os principais são:

  • ●     ter em mente seu objetivo com aquele investimento;
  • ●     analisar com calma os títulos disponíveis no mercado;
  • ●     verificar a rentabilidade de cada título disponível para compra;
  • ●     identificar quais dos títulos têm a melhor relação de risco e retorno;
  • ●     analisar qual é a liquidez do título de crédito privado que irá adquirir (liquidez se refere ao prazo para ter acesso novamente ao recurso investido);
  • ●     situação atual do mercado de crédito privado (contexto macroeconômico e específico do setor de atuação de quem emite o título que será comprado);
  • ●     conhecer o próprio perfil de investidor, a disponibilidade de recursos e o apetite ao risco. 


Leia também | Entenda o que é liquidez diária nos investimentos

Como investir em crédito privado?

É possível investir diretamente em crédito privado. A forma mais simples de se fazer isso é por meio da instituição bancária na qual já se tem uma conta corrente pelo próprio aplicativo.  

No entanto, pode ser melhor para quem está começando a investir procurar auxílio de corretoras especializadas em investimentos. Elas podem ajudar a fazer a seleção dos títulos de crédito privado que mais fazem sentido para cada caso.

Compartilhe o artigo

Este artigo foi útil?

Escolha de 1 a 5 estrelas para avaliar
Média de avaliação: 3.18 de 5

Artigos relacionados