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Golpe do empréstimo: tipos mais comuns e como se proteger

Saiba como identificar golpes de empréstimo, evitar fraudes com taxa antecipada e buscar crédito com segurança. Veja os sinais de alerta e o que fazer se cair.

Atualizado em: 20 de fevereiro de 2026

Categoria CréditoTempo de leitura: 9 minutos

Texto de: Time Serasa

Homem adulto maduro estressado em casa, parecendo chocado com más notícias em seu computador

O golpe do empréstimo se tornou uma das fraudes financeiras mais comuns no Brasil. Só entre janeiro e setembro de 2025, a Serasa registrou 10,9 milhões de tentativas de golpe, um aumento de quase 30% em relação ao ano anterior. Com mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes, os criminosos encontram terreno fértil para atrair vítimas com promessas de crédito fácil e rápido. 

As táticas evoluíram: hoje, golpistas usam WhatsApp, sites falsos, redes sociais e até tecnologias de deepfake para parecerem convincentes. Conhecer os principais tipos de golpe e os sinais de alerta é o primeiro passo para não cair nessas armadilhas. 

ASSISTA | GOLPES DE EMPRÉSTIMO: COMO IDENTIFICAR

O que é o golpe do empréstimo?

O golpe do empréstimo é uma fraude em que criminosos se passam por instituições financeiras para roubar dinheiro ou dados pessoais das vítimas. A abordagem costuma ocorrer por telefone, WhatsApp, redes sociais ou sites que imitam páginas de bancos conhecidos. 

O esquema geralmente segue um padrão: o golpista oferece crédito com condições atrativas, como aprovação garantida, juros muito baixos ou liberação sem consulta ao CPF. Depois de conquistar a confiança da vítima, solicita um depósito antecipado para liberar o valor ou pede documentos e senhas que serão usados para cometer outras fraudes. 

Pessoas em situação financeira vulnerável são os alvos preferidos. Aposentados, negativados e quem precisa de dinheiro com urgência tendem a considerar propostas que, em outro contexto, pareceriam suspeitas. 

Como saber se estou caindo em um golpe de empréstimo?

Alguns sinais ajudam a identificar uma tentativa de golpe antes que o prejuízo aconteça. Geralmente, as ofertas fraudulentas têm características em comum que as diferenciam de propostas legítimas. 

Os principais sinais de alerta são: 

  • oferta de crédito sem análise de perfil ou com aprovação garantida; 
  • condições irreais, como juros muito abaixo do mercado ou ausência total de taxas; 
  • ● pedido de depósito ou pagamento antecipado para liberar o valor; 
  • ● contato não solicitado por WhatsApp, telefone ou redes sociais; 
  • pressão para fechar o contrato rapidamente, com ameaça de perder a “oportunidade”; 
  • ● solicitação de senhas, códigos de verificação ou dados bancários; 
  • links para sites desconhecidos ou com endereço diferente do oficial da instituição. 

Quando uma proposta parece boa demais para ser verdade, vale a pena desconfiar. Instituições financeiras sérias não oferecem crédito sem qualquer tipo de análise e nunca pedem dinheiro adiantado para liberar empréstimos. 

Leia também | Tipos de golpes pelo WhatsApp: como se proteger 

É normal pedir dinheiro para liberar empréstimo?

Não. Nenhuma instituição financeira autorizada pelo Banco Central pode cobrar valores antecipados para liberar crédito. Essa prática é ilegal e configura crime de estelionato. 

Em um empréstimo legítimo, todas as taxas e encargos são incluídos nas parcelas ou descontados do valor liberado, nunca cobrados antes da contratação. Se alguém pedir depósito, transferência via Pix ou pagamento de boleto para "desbloquear" o crédito, trata-se de golpe. 

Os golpistas costumam justificar a cobrança de diversas formas, como taxa de cadastro, seguro obrigatório, imposto sobre operação financeira ou liberação de crédito para negativados. Independentemente do argumento, a regra é a mesma: pedir dinheiro antes de liberar empréstimo é sempre golpe. 

Depósito antecipado para liberar crédito é golpe. A Febraban e o Banco Central alertam que não existe nenhum empréstimo que exija pagamento prévio de taxas, impostos ou qualquer outro valor. Ao receber esse tipo de solicitação, interrompa o contato imediatamente. 

Golpe da taxa antecipada: como funciona

Esse é um dos golpes de empréstimo mais comum no Brasil. O criminoso entra em contato oferecendo crédito com condições atrativas (geralmente aprovação rápida, sem burocracia e independente do score). Após convencer a vítima de que o empréstimo foi aprovado, informa que é preciso pagar uma taxa para liberar o valor. 

O suposto pagamento pode ser apresentado como taxa de cadastro, seguro, IOF antecipado ou até custo operacional. Os valores variam de algumas centenas a milhares de reais, sempre proporcionais ao crédito prometido. A transferência costuma ser solicitada via Pix, o que dificulta o rastreamento. 

Depois que a vítima faz o depósito, o golpista pode desaparecer ou continuar o esquema, pedindo novos pagamentos para resolver pendências na liberação. Em alguns casos, chega a enviar contratos falsos e comprovantes de aprovação para dar credibilidade à fraude. 

O prejuízo vai além do dinheiro perdido. Muitas vítimas compartilham documentos pessoais durante o processo, e esses dados podem ser usados para abrir contas, solicitar empréstimos ou cometer outros crimes em nome delas.

Leia também | Nova regra do Pix reforça a segurança nas operações e proteção contra golpe

Golpe do falso funcionário de banco

Nessa modalidade, o criminoso se passa por um funcionário de banco ou financeira para ganhar a confiança da vítima. O contato geralmente acontece por telefone ou WhatsApp, com abordagem profissional e convincente. 

O golpe ficou mais sofisticado nos últimos anos. Hoje, os fraudadores utilizam dados vazados para personalizar a abordagem, citando nome completo, CPF e até informações bancárias da vítima. Em alguns casos, usam tecnologia de deepfake para simular a voz de atendentes reais. 

As justificativas mais comuns para entrar em contato são: 

  • ●  informar que há um empréstimo pré-aprovado no nome da vítima; 
  • ●  alertar sobre suposta tentativa de fraude na conta; 
  • ●  oferecer condições especiais de crédito por tempo limitado; 
  • ●  solicitar confirmação de dados para "atualização cadastral". 

Após conquistar a confiança da vítima, o golpista pede transferência via Pix, senhas ou códigos de verificação. Com essas informações, consegue acessar contas bancárias, fazer empréstimos ou roubar dinheiro diretamente. 

Na dúvida, a orientação é encerrar o contato e ligar para os canais oficiais da instituição financeira. Bancos não pedem senhas, códigos ou transferências por telefone. 

Empréstimo para negativado sem consulta: quando é golpe

Ter o nome negativado dificulta o acesso a crédito, mas não o impede completamente. Existem instituições financeiras que oferecem empréstimo para esse público, porém, com análise de risco e taxas de juros mais altas para compensar a inadimplência. Promessas de crédito sem qualquer consulta ao CPF são, na maioria das vezes, golpe. 

Os criminosos sabem que pessoas com nome negativado têm mais dificuldade para conseguir empréstimo e usam isso como isca. As ofertas costumam prometer: 

  • ●  aprovação garantida, independentemente do histórico de crédito; 
  • ●  liberação imediata, sem análise ou burocracia; 
  • ●  ausência total de consulta ao CPF ou ao Serasa Score; 
  • ●  condições especiais exclusivas para quem está com restrição. 

Após atrair a vítima com essas promessas, o golpista segue o roteiro habitual: pede um depósito antecipado para liberar o crédito ou coleta dados pessoais para aplicar outras fraudes. 

Instituições sérias podem oferecer crédito para negativados, mas sempre fazem algum tipo de análise e nunca cobram valores antecipados. Ao receber uma proposta que dispensa qualquer verificação, a recomendação é desconfiar. 

Leia também | Posso financiar imóvel com o nome negativado? Entenda 

É confiável assinar contrato de empréstimo pelo WhatsApp?

Depende. O WhatsApp se tornou um canal de atendimento legítimo para muitas empresas, incluindo instituições financeiras. No entanto, a assinatura de contratos de empréstimo exige cuidados extras, já que golpistas também utilizam o aplicativo para aplicar fraudes. 

Alguns sinais indicam que o contato pode ser legítimo: 

  • ●  o número possui selo de verificação (conta comercial oficial); 
  • ●  a empresa entrou em contato após uma solicitação feita pelo próprio consumidor; 
  • ●  o contrato é enviado em formato oficial, com CNPJ e dados da instituição; 
  • ●  não há pedido de depósito antecipado ou envio de senhas. 

Por outro lado, há indícios claros de golpe: 

  • ●  contato não solicitado oferecendo crédito pré-aprovado; 
  • ●  pressão para assinar rapidamente ou perder a oferta; 
  • ●  solicitação de pagamento via Pix para liberar o valor; 
  • ●  pedido de selfies com documentos ou códigos de verificação. 

Na dúvida, o mais seguro é buscar os canais oficiais da instituição financeira antes de assinar qualquer documento. Bancos e financeiras autorizados pelo Banco Central sempre disponibilizam outros meios de contratação além do WhatsApp. 

Quais dados os golpistas costumam pedir?

Durante o golpe do empréstimo, os criminosos tentam obter informações que permitam roubar dinheiro ou cometer fraudes em nome da vítima. Alguns dados são especialmente visados porque dão acesso a contas bancárias, aplicativos financeiros ou permitem a contratação de crédito. 

Os pedidos mais comuns incluem: 

  • ●  CPF, RG e data de nascimento; 
  • ●  número do cartão de crédito, validade e código de segurança; 
  • ●  senhas de banco, e-mail ou aplicativos; 
  • ●  códigos de verificação enviados por SMS; 
  • ●  selfies segurando documentos; 
  • ●  comprovante de residência e de renda; 
  • ●  dados de acesso ao Internet Banking. 

Com essas informações, os golpistas conseguem abrir contas em bancos digitais, solicitar empréstimos, fazer compras online e até aplicar novos golpes usando a identidade da vítima. 

Instituições financeiras legítimas solicitam documentos para análise de crédito, mas nunca pedem senhas, códigos de verificação ou selfies com documentos por telefone, WhatsApp ou redes sociais. Esses pedidos são exclusivos de processos seguros dentro dos canais oficiais. 


Como identificar empresas falsas de empréstimo

Durante o golpe do empréstimo, os criminosos tentam obter informações que permitam roubar dinheiro ou cometer fraudes em nome da vítima. Alguns dados são especialmente visados porque dão acesso a contas bancárias, aplicativos financeiros ou permitem a contratação de crédito. 

Os pedidos mais comuns incluem: 

  • ●  CPF, RG e data de nascimento; 
  • ●  número do cartão de crédito, validade e código de segurança; 
  • ●  senhas de banco, e-mail ou aplicativos; 
  • ●  códigos de verificação enviados por SMS; 
  • ●  selfies segurando documentos; 
  • ●  comprovante de residência e de renda; 
  • ●  dados de acesso ao Internet Banking. 

Com essas informações, os golpistas conseguem abrir contas em bancos digitais, solicitar empréstimos, fazer compras online e até aplicar novos golpes usando a identidade da vítima. 

Instituições financeiras legítimas solicitam documentos para análise de crédito, mas nunca pedem senhas, códigos de verificação ou selfies com documentos por telefone, WhatsApp ou redes sociais. Esses pedidos são exclusivos de processos seguros dentro dos canais oficiais. 

Leia também | Documentos clonados: qual é o perigo e o que fazer? 

Empréstimo legítimo x golpe: como diferenciar

Característica Empréstimo legítimo Golpe de empréstimo
Taxa antecipada Nunca cobra valores antes da liberação Exige depósito via Pix ou boleto para "liberar" o crédito
Taxa antecipada Nunca cobra valores antes da liberação Exige depósito via Pix ou boleto para "liberar" o crédito
Análise de crédito Faz consulta ao CPF e avalia perfil do solicitante Promete aprovação garantida sem qualquer análise
Canais de contato Site oficial, aplicativo, agências e telefone verificável WhatsApp desconhecido, redes sociais e sites sem certificado
Contrato Documento formal com CNPJ, taxas e condições claras Contrato informal, incompleto ou enviado apenas por mensagem
Registro no Banco Central Instituição autorizada e consultável no site do BC Empresa inexistente ou sem autorização para operar
Taxas de juros Compatíveis com o mercado, informadas com transparência Muito abaixo do mercado ou "sem juros"
Pressão para fechar Respeita o tempo do consumidor para decidir Cria urgência e ameaça perda da "oportunidade"

O que fazer se cair em um golpe de empréstimo

Qualquer pessoa pode ser vítima de um golpe, pois os criminosos usam táticas cada vez mais sofisticadas para enganar até os mais atentos. Se isso acontecer, é importante agir rápido para tentar recuperar o dinheiro e evitar que os dados roubados sejam usados em outras fraudes. 

Os primeiros passos são: 

  • ●  registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) na delegacia ou pela internet, detalhando o que aconteceu; 
  • ●  entrar em contato com o banco e solicitar o bloqueio de cartões e senhas que possam ter sido comprometidos; 
  • ●  reunir provas do golpe, como comprovantes de transferência, prints de conversas e e-mails recebidos; 
  • ●  denunciar o caso em órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. 

Se o pagamento foi feito via Pix, é possível acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Esse recurso permite solicitar o bloqueio e a devolução do valor em casos de fraude. O prazo para registrar o pedido junto ao banco é de até 80 dias após a transferência. 

Também vale registrar a ocorrência no Portal da Febraban (portal.febraban.org.br) e acompanhar eventuais movimentações suspeitas no CPF por meio do Registrato, ferramenta gratuita do Banco Central. 

Como buscar crédito com segurança

A melhor forma de evitar golpes é buscar crédito em plataformas confiáveis, que reúnem ofertas de instituições autorizadas pelo Banco Central. O Serasa Crédito é uma dessas opções: a plataforma compara propostas de empréstimo pessoal, crédito com garantia e cartões de crédito de parceiros regulamentados. 

  • No Serasa Crédito, você simula e compara ofertas de cartão de crédito, conta digital e empréstimos de acordo com seu perfil financeiro. E o melhor: tudo online e grátis pelos canais oficiais da Serasa. Se houver ofertas disponíveis para o seu CPF, a contratação* leva poucos minutos:
  •  
  • ●      Entre na sua conta com CPF e senha pelo site ou aplicativo da Serasa. Se ainda não tiver cadastro, crie o seu grátis na hora.
  • ●      Na tela inicial, clique em Pedir cartão de crédito ou Pedir empréstimo e preencha os dados solicitados.
  • ●      Compare as opções disponíveis e faça a solicitação.

●      Pronto! Agora é só aguardar a resposta para finalizar a contratação.

*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação. Simule quantas vezes quiser de graça e sem afetar o seu Serasa Score.

Celular mostrando a carteira digital Serasa

Perguntas frequentes sobre golpe do empréstimo

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