Quais contas posso pagar com cartão de crédito?
Quais contas posso pagar com cartão de crédito?Data de publicação 16 de julho de 202515 minutos de leitura
Publicado em: 29 de agosto de 2025
Categoria Minhas ContasTempo de leitura: 13 minutosTexto de: Time Serasa
Todo mês, a mesma coisa: o salário entra, mas parece que some da conta rápido demais. Contas, boletos, compras e imprevistos consomem o dinheiro, deixando pouco (ou nada) para aproveitar ou guardar. Mas é possível reverter essa realidade. Saber como dividir o salário é o primeiro passo para retomar o controle das finanças.
Dividir o salário não se trata de cortar gastos ou viver no aperto, mas de organizar o dinheiro de forma eficiente. Com planejamento, é possível equilibrar despesas, garantir investimentos e reservas para emergências e ainda reservar uma parte para aproveitar com lazer – sem culpa.
Saiba como funcionam os métodos de divisão do salário e como eles podem ajudar a salvar a sua organização.
Dividir o salário significa organizar o dinheiro que entra todo mês de forma estratégica, separando-o para diferentes finalidades:
Quando o salário é dividido, fica claro quanto vai para cada categoria. Não é só cortar gastos ou economizar por economizar. É distribuir o dinheiro de forma que todas as necessidades e prioridades sejam atendidas, mantendo o equilíbrio financeiro.
Sem organização, é comum que as despesas essenciais fiquem comprometidas, gerando atrasos, juros e dívidas. Dividir o salário, portanto, é o primeiro passo para ter controle sobre os gastos, evitar problemas financeiros e garantir mais tranquilidade no dia a dia.
Leia também | Como quitar dívidas: um passo a passo
Existem diferentes formas de dividir o salário, e não há nenhum que seja mais correto que o outro. Cada pessoa pode escolher a que melhor se adapta ao seu estilo de vida e objetivos. O mais importante é que o método ajude a organizar o dinheiro de forma prática, sem complicação.
Entre os métodos mais conhecidos e práticos estão:
O método 50-30-20 é uma das estratégias mais conhecidas e usadas para organizar o salário. A ideia é simples: dividir o valor líquido recebido no mês em três grandes partes.
Porcentagem | Destino | Exemplos de gastos |
---|---|---|
50% | Necessidades essenciais | Aluguel, conta de luz, conta de água, alimentação, transporte e saúde |
30% | Desejos e lazer | Restaurantes, passeios, viagens, hobbies e compras não essenciais |
20% | Investimentos e reservas | Poupança, fundos, previdência privada e pagamento de dívidas |
Assim, quem recebe um salário líquido de R$ 3.000, por exemplo, teria a seguinte divisão:
O método 50-30-20 ajuda a conciliar necessidades, sonhos e lazer, tudo ao mesmo tempo e sem que um exclua o outro.
O método 70-30 se parece com o anterior, mas trabalha com apenas duas divisões:
Porcentagem | Destino | Exemplos de gastos |
---|---|---|
70% | Todas as despesas do dia a dia, tanto contas essenciais quanto gastos com lazer | Aluguel, contas de serviços, alimentação e lazer |
30% | Poupança e investimentos | Reserva de emergência, investimentos e pagamento de dívidas |
Quem recebe um salário líquido de R$ 3.000 por mês, por exemplo, pode separar R$ 2.100 para todas as despesas momentâneas (aluguel, contas, supermercado, transporte e também lazer) e direcionar R$ 900 para investir, poupar ou formar a reserva de emergência.
A principal vantagem do método 70-30 é a simplicidade: como há apenas duas categorias, o controle fica mais fácil. Ele funciona bem para quem ainda está começando a organizar o orçamento ou prefere uma divisão menos detalhada.
Apesar da praticidade, é importante ficar atento para que os 70% destinados às despesas não ultrapassem esse limite, evitando que o dinheiro acabe antes do fim do mês.
A ideia é separar o dinheiro em diferentes “potes” ou “envelopes”, que representam categorias de gastos. Cada pessoa define quais são as categorias mais importantes e quanto pretende destinar a cada uma delas.
Por exemplo:
Pote/envelope | Porcentual | Destino |
---|---|---|
Pote das necessidades | 50% | Contas essenciais, alimentação, transporte e saúde |
Pote dos desejos | 20% | Lazer, passeios, hobbies e pequenas indulgências |
Pote dos investimentos | 20% | Poupança, investimentos e previdência |
Pote da reserva de emergência | 10% | Dinheiro guardado para imprevistos |
Nesse caso, cada pote funciona como um limite. Se o dinheiro do pote de lazer acabar, não se deve usar outro pote para cobrir. Assim, o controle fica mais firme.
O grande diferencial desse método é a flexibilidade: os valores podem ser ajustados de acordo com as prioridades de cada mês. Além disso, o hábito de separar o dinheiro por categorias ajuda a visualizar para onde ele está indo, o que evita que seja gasto de forma desordenada.
Com o tempo, a pessoa passa a identificar em quais áreas gasta mais e pode recalibrar os potes, equilibrando melhor as finanças.
No método baseado em prioridades pessoais, a divisão do salário é personalizada de acordo com objetivos individuais ou familiares. Diferentemente dos outros métodos, aqui não há porcentagens fixas: o dinheiro vai primeiro para o que é mais urgente ou importante no momento.
Se a prioridade é quitar dívidas, uma parte maior da renda deve ser direcionada para esse fim assim que o salário cair na conta. O restante é distribuído entre as despesas essenciais (como aluguel, contas de luz, água e alimentação) e os gastos ligados ao estilo de vida, como lazer e compras pessoais.
A principal vantagem é que o método se adapta à realidade de cada fase da vida: em um mês pode-se focar em pagar dívidas, em outro guardar para um objetivo maior, como a compra de um imóvel ou uma viagem.
Ele ajuda a manter a disciplina e garante que os recursos sejam usados sempre em favor do que importa, sem perder de vista a construção da estabilidade financeira.
Definir a forma de organizar o salário depende muito da realidade de cada pessoa. Não existe uma regra única que funcione para todos, mas caminhos diferentes que podem ser testados até encontrar o mais adequado.
A escolha do método ideal depende da renda, dos objetivos e até do jeito de lidar com o dinheiro. Quem está começando, por exemplo, pode preferir métodos mais simples, como o 70-30, que separa parte para gastos fixos e parte para objetivos. Já quem gosta de um controle mais detalhado pode se identificar com o 50-30-20, que distribui a renda entre necessidades, estilo de vida e futuro. Para quem está endividado ou tem metas muito claras, o ideal é usar um método baseado em prioridades, garantindo que o essencial seja pago antes de qualquer outra coisa.
Mais do que seguir regras rígidas, o segredo está em adaptar o método à sua realidade, lembrando que a vida financeira muda com o tempo. O que faz sentido hoje pode não funcionar amanhã e está tudo bem ajustar a estratégia quando necessário.
Alguns pontos que podem ser considerados na hora de escolher:
O primeiro passo é entender como está sua renda, seus gastos e, se for o caso, suas dívidas. Quem tem prestações em atraso, por exemplo, precisa dar prioridade a elas antes de pensar em guardar ou gastar com lazer. Já quem tem uma renda mais estável pode adotar métodos que separam espaço para poupança e investimentos.
Saber onde se quer chegar ajuda a escolher o caminho. Guardar para a aposentadoria, criar uma reserva de emergência, quitar dívidas ou comprar a casa própria exigem estratégias diferentes. Quando os objetivos estão bem definidos, fica mais fácil escolher o método que melhor atende a cada fase da vida.
Organizar o salário não significa abrir mão de tudo. Se gosta de viajar, sair com amigos ou investir em hobbies, é importante escolher um método que permita incluir essas despesas, desde que não comprometam as contas essenciais. O equilíbrio entre responsabilidades e prazeres é o que torna a divisão sustentável a longo prazo.
Rigidez demais pode atrapalhar. A vida muda: novos gastos aparecem, promoções no trabalho acontecem, dívidas são quitadas. Por isso, o método escolhido precisa acompanhar as mudanças. Permitir pequenos prazeres sem culpa e ajustar a estratégia conforme a realidade é o que garante constância no planejamento.
Nem sempre a divisão planejada do salário será perfeita. Imprevistos acontecem, despesas podem ser maiores do que o esperado e, por isso, é natural precisar ajustar os gastos ao longo do mês. O importante é fazer isso de forma consciente, sem comprometer o equilíbrio financeiro ou criar dívidas.
Dicas práticas que podem ajudar:
Comece analisando todos os gastos do mês. Identifique aqueles que podem ser reduzidos ou eliminados, como assinaturas que não são usadas, compras por impulso ou serviços que podem ser suspensos. Esse passo permite liberar dinheiro para categorias mais importantes sem afetar seu estilo de vida.
Quando o orçamento estiver apertado, cubra primeiro as despesas essenciais (como aluguel, contas de luz, água, transporte e alimentação) e os compromissos financeiros (como pagamento de dívidas ou aportes em investimentos). O que sobrar pode ser destinado a lazer ou pequenas compras extras. Essa prática ajuda a evitar atrasos e juros, garantindo que o essencial esteja sempre em dia.
Em meses mais apertados, reduzir temporariamente os gastos com lazer pode ajudar a equilibrar o orçamento. O objetivo não é eliminar essas despesas, mas fazer ajustes conscientes que substituam programas caros por opções mais econômicas, como trocar o cinema por uma sessão em casa, por exemplo.
Se perceber que uma categoria está sempre comprometida, é hora de ajustar. Talvez seja necessário realocar recursos ou alterar as porcentagens do método escolhido. Adaptar a estratégia faz parte do planejamento financeiro e garante que o salário seja usado de forma eficiente.
Dividir o salário é apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio está em manter a disciplina financeira ao longo de todo o mês. Sem atenção constante, é fácil gastar além do planejado, comprometer metas e acabar recorrendo a empréstimos ou cartões de crédito.
Estratégias que podem ajudar a manter o planejamento e garantir que o salário seja usado de forma consciente:
Manter o controle do dinheiro é fundamental para dividir o salário de forma equilibrada. Algumas ferramentas podem ajudar a deixar as coisas mais fáceis, especialmente para quem não tem experiência com finanças.
As mais comuns são:
Ferramenta | Como funciona | Exemplos | Como ajuda na divisão do salário |
---|---|---|---|
Planilhas de gastos | Registro manual de entradas e saídas, organizadas por categorias como contas, alimentação, lazer e investimentos. | Excel ou Google Sheets | Permite ver quanto do salário está destinado a cada categoria, facilita o ajuste de porcentagens mensais e é ideal para quem quer controle detalhado. |
Aplicativos financeiros | Apps de celular que registram gastos automaticamente, conectam contas bancárias, geram gráficos e alertas de limite. | Aplicativo da Serasa, Guiabolso, Organizze ou Mobills | Mostra em tempo real quanto do salário já foi usado em cada categoria, permite definir metas de gastos e investimentos e envia lembretes para não esquecer de pagar contas |
Caderno ou agenda financeira | Anotações manuais de cada gasto, receita e movimentação do mês. | Caderno pessoal ou planner financeiro | Ajuda a criar hábito de controle, permite refletir sobre prioridades e mostra de forma clara o quanto do salário já foi destinado para cada área, mesmo sem tecnologia. |
Independentemente da ferramenta escolhida, o importante é registrar os gastos de forma constante e revisar o orçamento de tempos em tempos. Esse hábito é essencial para evitar surpresas no final do mês, prevenir dívidas e garantir que o salário seja usado de maneira consciente.
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