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Diagnóstico financeiro: o que é e como fazer o seu?

Um diagnóstico financeiro é um raio-x das suas finanças, que ajuda a mapear problemas e encontrar formas de melhorar. Aprenda a fazer o seu.

Foto elaine ortiz
Publicado em: 27 de janeiro de 2022.

Você sabe o que é um diagnóstico financeiro? Assim como um médico examina um paciente para identificar a doença, diagnosticá-la e remediá-la, um diagnóstico financeiro serve exatamente para o mesmo: descobrir o que não está funcionando bem, diagnosticar o problema e, então, solucioná-lo. É um verdadeiro raio-x das suas finanças com o objetivo de recuperar a sua saúde financeira.

Quer entender melhor como funciona, sua importância e descobrir como fazer o seu diagnóstico financeiro? Continue a leitura!

Diagnóstico financeiro: o que é?

Um diagnóstico financeiro nada mais é do que mapear de ponta a ponta todo o orçamento de uma pessoa, família ou empresa. Sabe quando você olha com lupa suas finanças e percebe que está gastando mais do que ganha ou pagando juros, taxas, serviços de forma indevida ou desnecessária? Isso é o início de um diagnóstico financeiro.

Fazendo um diagnóstico financeiro preciso, é possível entender qual é seu patrimônio, sua renda mensal, o volume de despesas e a porcentagem de dinheiro consumida em cada categoria.

Dessa forma, um dos principais benefícios de fazer um diagnóstico financeiro é conseguir colocar em prática imediatamente mudanças para melhorar sua vida financeira – pagando o

que deve, fazendo empréstimos se necessário para trocar dívidas caras por dívidas mais baratas, cortando gastos, encontrando novas formas de renda… Com isso em mãos, fica muito mais fácil projetar seu futuro, já que a organização permite que você visualize de forma muito clara os pontos de melhoria.

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É possível fazer um diagnóstico financeiro pessoal/familiar ou também na sua empresa.

A ideia é a mesma, não importa qual seja o objeto de análise. Mas, se para pessoas físicas o diagnóstico financeiro é recomendável, para empresas ele é obrigatório.

Afinal, as empresas lidam com gastos maiores, entradas maiores, possuem despesas fixas mais altas, pagam mais impostos, precisam considerar o capital de giro e o controle do fluxo de caixa e de estoque… São tantas variáveis que é necessário fazer diagnósticos financeiros periodicamente, para evitar qualquer desequilíbrio que leve a empresa a fechar as portas.

Diagnóstico econômico-financeiro: qual a importância?

Um diagnóstico financeiro é fundamental para “recalcular a rota” das suas finanças sempre que necessário. Desequilíbrios podem acontecer, ainda mais quando não se tem uma reserva de emergência robusta construída, que permite lidar com imprevistos que surgem no dia a dia.

O diagnóstico financeiro é importante, portanto, porque ajuda a manter os gastos controlados, evitando, assim, entrar em dívidas que resultam em endividamento, nome negativado e queda no score – que é a pontuação de crédito que revela ao mercado se uma pessoa é boa pagadora ou não.

E talvez você esteja se perguntando: mas qual o grande problema se isso acontecer comigo? Pode parecer algo desimportante, mas não, pelo contrário, é muito importante estar com o nome limpo, sem dívidas, e com sua pontuação de crédito alta.

Quando sua vida financeira está conturbada, você fica sem acesso a crédito ou o crédito oferecido a você se torna muito caro, já que para o mercado você não é um visto como um bom pagador.

Por exemplo: um empréstimo com taxas de juros baixas que poderia auxiliar você a pagar uma dívida que cobra altos juros, como o rotativo do cartão de crédito, pode ser negado se seu nome estiver sujo ou se seu score estiver lá embaixo. E aí a chance de você entrar em uma bola de neve de endividamento aumenta consideravelmente.

É por isso que fazer um diagnóstico financeiro é uma excelente forma de identificar

problemas rapidamente, solucioná-los e, assim, manter a saúde das suas contas. Além de tudo isso, um bom diagnóstico financeiro permite que você evite gastos desnecessários, fuja da inadimplência, consuma de maneira mais consciente, visualize hábitos que devem ser modificados, encontre oportunidades para investir seu dinheiro e comece a traçar estratégias mais bem fundamentadas para alcançar seus objetivos.

Diagnóstico financeiro: passo a passo

Quer aprender a fazer um diagnóstico da vida financeira agora que você já entendeu a importância desta ferramenta para organizar suas contas? Confira o passo a passo que preparamos para você:

1. Análise de renda

O primeiro passo é entender qual é a sua renda líquida mensal, isto é, não esquecendo de descontar os impostos e descontos. Você é assalariado? Empresário? Possui outras fontes de renda, como aluguéis ou remuneração por serviços que faz como autônomo? Soma a renda com algum parceiro (a)? Tudo isso deve entrar na conta.

2. Especifique as despesas

Todos nós temos despesas mensais fixas, variáveis e sazonais. Os gastos fixos dizem respeito a tudo aquilo que você paga de forma recorrente e que possuem um valor previsível, que sofre poucas mudanças todos os meses: aluguel, condomínio, luz, água, telefone.

Já os gastos variáveis são aqueles que não são obrigatórios, ou que oscilam muito dependendo do mês: pedidos de delivery, restaurantes, lazer, farmácia e até o supermercado pode ser muito variável, apesar de ser uma despesa constante e obrigatória.

E os gastos sazonais são aqueles que têm data certa para acontecer, como IPVA do carro, IPTU da casa, material escolar, rematrícula, compras para festas – como Natal, Ano Novo, aniversários… Portanto, sabemos que em determinados meses do ano nosso custo mensal sofrerá um aumento.

Anote tudo e use sua fatura de cartão de crédito e seu extrato do banco para não esquecer de nenhum gasto.

3. Categorize as despesas

Depois de anotar todos os gatos, é necessário separá-los em categorias. Isso facilita a visualização. Por exemplo: habitação, transporte, alimentação, vestuário, presentes, academia, farmácia. Mas, claro, isso deve ser personalizado de acordo com a sua realidade.

4. Passe o “pente fino” nas despesas

Agora que você já sabe exatamente qual é sua renda e listou e categorizou todos os seus

gastos, você tem a oportunidade de encontrar possibilidades de economizar. Uma série de gastos que temos normalmente são invisíveis, como aqueles picados que fazemos todos os dias no estacionamento, cafezinho na padaria, serviços de streaming e outras pequenas coisas que não costumamos contabilizar. Tudo isso, no fim das contas, pode estar pesando seu orçamento. Agora é, portanto, a hora de riscar tudo isso da lista. É um verdadeiro exercício de rever hábitos, começar a consumir de forma mais consciente e economizar.

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Mas e agora? O que eu faço com o resultado do diagnóstico da vida financeira?

O mais interessante é que você já está utilizando os resultados do seu diagnóstico financeiro. Na etapa 4, por exemplo, o diagnóstico que traçou já serviu para você cortar gastos e deixar seu orçamento mais enxuto, certo?

Mas os benefícios não param por aí. Com o diagnóstico financeiro em mãos, você vai entender o que precisa fazer para reequilibrar as suas contas e recuperar a sua saúde financeira.

Em muitos casos, apenas cortar gastos não é suficiente para deixar as contas em ordem. Algumas pessoas, por exemplo, vão entender que precisam de um empréstimo com juros baixos para quitar dívidas e então conseguir se reorganizar. Outras vão notar que fazendo um trabalho extra e aumentando a renda em X reais já irá conseguir ficar no azul. Cada caso é um caso.

O importante é que ao dar este passo e olhar suas contas com esta atenção, fazendo um diagnóstico financeiro cuidadoso, você já está começando a mudança da sua história. Sair da posição de endividado e um dia se tornar um investidor é possível para todo mundo. Basta ter organização e foco.

Agora que você já entendeu a importância de fazer um diagnóstico financeiro, continue acompanhando o blog da Serasa para ter acesso a mais conteúdos exclusivos e aprender a ter uma relação mais saudável com o seu dinheiro.