Compras parceladas diminuem score de crédito? Entenda as regras
Compras parceladas diminuem score de crédito? Entenda as regrasData de publicação 7 de agosto de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 4 de agosto de 2026
Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 7 minutosTexto de: Time Serasa
Muitos empreendedores e profissionais autônomos ainda têm dúvidas sobre a relação entre o Microempreendedor Individual (MEI) e o Programa de Integração Social (PIS).
A confusão é comum, principalmente porque o pagamento mensal de tributos leva parte desses profissionais a acreditarem que a contribuição garante acesso automático a benefícios trabalhistas.
No entanto, mesmo contribuindo mensalmente por meio do DAS-MEI, o microempreendedor não passa a ter direito automático ao PIS. É que o benefício não está vinculado à existência de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), mas sim à relação formal de emprego, regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O PIS é uma contribuição social obrigatória paga ao governo pelas empresas privadas. Ele existe para financiar benefícios trabalhistas, como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego e abono salarial, que acabou sendo associado ao nome PIS.
Ou seja, o PIS não é um benefício pago a todos os trabalhadores, mas um programa que reúne recursos para garantir direitos trabalhistas e sociais. O valor mais conhecido, chamado popularmente de PIS, é o abono salarial, pago apenas a quem cumpre os critérios estabelecidos pelo governo.
De forma geral, têm direito ao abono salarial os trabalhadores que:
Estão cadastrados no PIS há pelo menos cinco anos;
Trabalharam com carteira assinada em empresa privada que contribui para o PIS;
Exerceram atividade remunerada por no mínimo 30 dias no ano-base, consecutivos ou não;
Tiveram os dados informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial);
Têm remuneração média mensal de até 2 salários mínimos.
O ano-base é o período de referência usado pelo governo para verificar se o trabalhador cumpriu os requisitos do programa. Em geral, corresponde ao ano anterior ao pagamento do benefício.
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No caso do microempreendedor individual, é importante ressaltar que o fato de ter um CNPJ ativo e pagar os impostos por si só não dá direito ao PIS.
Ocorre que a contribuição feita pelo MEI é destinada à Previdência Social e à manutenção da regularidade do negócio, mas não substitui a relação de emprego exigida para o benefício.
Na prática, o MEI só pode ter direito ao PIS se, além da atividade como empreendedor, também tiver trabalhado com carteira assinada no ano-base e cumprir os demais requisitos do programa.
Como o pagamento da DAS-MEI inclui recolhimento ao INSS, o microempreendedor garante alguns direitos previdenciários:
Aposentadoria por idade;
Auxílio-doença;
Salário-maternidade;
Pensão por morte para os dependentes;
Auxílio-reclusão, quando atendidos os requisitos legais.
Sim. Os direitos previdenciários atrelados ao MEI (como auxílio-doença e salário-maternidade) exigem que o empreendedor cumpra um período mínimo de contribuição (carência) e mantenha a chamada "qualidade de segurado".
Se o microempreendedor parar de pagar o DAS-MEI por muito tempo, ele perde essa qualidade de segurado perante o INSS. Caso ocorra um imprevisto de saúde ou necessidade de benefício durante o período em que estiver inadimplente ou com o CNPJ cancelado por falta de pagamento, o benefício poderá ser negado.
Leia também | MEI e INSS: como funcionam as contribuições
Para consultar o saldo ou verificar se tem direito ao benefício, basta seguir este procedimento:
Pronto, será possível verificar se o PIS está liberado e o valor, disponível.
Leia também: 5 canais para consultar PIS online
O MEI não tem direito ao PIS, mas pode construir um futuro mais seguro com planejamento. Contribuir ao INSS, manter o CNPJ ativo e organizar as finanças faz toda diferença para garantir benefícios e tranquilidade na aposentadoria.
O Serasa Score é uma das principais pontuações de crédito do mercado e reflete o histórico financeiro do consumidor. Quanto maior a pontuação, maior são as chances de conseguir um empréstimo, financiamento ou cartão de crédito.
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