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Como planejar financeiramente a educação dos filhos

Confira dicas que ajudam as famílias a alinharem investimentos em educação e planejamento financeiro.  

Publicado em: 15 de outubro de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 12 minutos

Texto de: Time Serasa

Mãe e filha em casa aprendendo sobre educação financeira

Garantir acesso a ensino de qualidade é sempre uma grande preocupação para os pais e para alcançar esse objetivo, alinhar gastos com educação e planejamento financeiro é essencial.

Segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, realizada em 2026, 86% dos pais brasileiros acreditam que sua situação financeira impactará o futuro dos filhos: organizar as contas da família ajuda a manter as finanças saudáveis, evitando gastos acima da renda e endividamento que podem comprometer o acesso a boas escolas, à universidade e a boas oportunidades.

Confira dicas que ajudam a planejar os investimentos na educação dos filhos sem apertar demais o orçamento familiar.

Assista | Como organizar suas finanças? - Planilha Financeira

Quanto a educação dos filhos pesa no orçamento familiar?

Segundo dados do Insper e do IBGE, criar e educar um filho do nascimento até os 18 anos custa entre R$ 240 mil e R$ 3,6 milhões no Brasil. A diferença é grande porque o valor depende da renda da família, da cidade e, principalmente, do tipo de escola. O ensino privado, com mensalidade, material e atividades complementares, está entre os itens que mais encarecem a conta.

Para organizar o orçamento, é comum os pais quererem saber qual porcentagem da renda deve ir para educação, mas não há consenso geral a esse respeito. Alguns educadores financeiros indicam que os gastos com escola costumam ocupar de 10% a 15% do orçamento familiar, outros recomendam que custos de mensalidade, matrícula, material e cursos extras não passem de 20% da renda: em uma família que ganha R$ 5.000 por mês, o limite seria R$ 1.000.

A pesquisa da Serasa com a Opinion Box mostra os principais desafios dos pais ao pensar no futuro dos filhos:

  • ● 14%: organizar a própria vida financeira.
  • ● 12%: preparar financeiramente os filhos para a vida adulta.
  • ● 12%: conciliar gastos atuais e planejamento de longo prazo.
  • ● 11%: equilibrar as despesas sem se endividar.
  • ● 11%: construir uma reserva para imprevistos.

Fonte: pesquisa da Serasa com o Instituto Opinion Box, realizada em 2026.

Quais despesas escolares precisam entrar no planejamento?

A inclusão das despesas escolares no planejamento financeiro da família podem ser organizadas por períodos:

  • Início do ano letivo: matrícula, material escolar, uniforme e livros.

  • Despesas mensais: mensalidade, transporte, alimentação e atividades extras, como cursos de idiomas e esportes.

  • Gastos sazonais: passeios, eventos, reposição de material e reajustes.

Para acompanhar os gastos, você pode montar uma planilha simples com estes campos:

Despesa Tipo Valor Mês de pagamento
Matrícula Anual R$ Janeiro
Mensalidade Mensal R$ Todos
Material e uniforme Anual R$ Janeiro/julho
Transporte e alimentação Mensal R$ Todos
Atividades extras Mensal/sazonal R$ Variável
Passeios e eventos Mensal/sazonal R$ Variável

dividir os gastos anuais por 12 ajuda a saber quanto guardar por mês para não ser surpreendido e nem ficar com o orçamento sufocado em alguns períodos.

Como calcular o custo da educação dos filhos no curto e no longo prazo?


Cálculo dos custos da educação no curto prazo

Cálculo: somar todos os custos previstos para o ano e dividir por 12

Exemplo

  • mensalidade escolar R$ 9.600 (R$ 800 por mês)

  • mensalidade inglês R$ 2.400

  • transporte e alimentação R$ 3.000

  • matrícula R$ 1.000

  • material R$ 1.500

  • custo total no ano R$ 17.500

  • média mensal R$ 1.458

Cálculo dos custos da educação no longo prazo

No longo prazo, a principal variável a ser considerada são os gastos com mensalidades escolares nas diferentes fases de ensino. Como é comum que os preços das escolas subam acima da inflação, ao projetar os custos de quatro anos de faculdade, por exemplo, é indicado aplicar uma margem sobre o valor atual do curso.

Como criar uma reserva para a educação dos filhos?

Para montar uma reserva que possa custear a educação dos filhos, a primeira coisa a fazer é direcionar uma parte da renda mensal, mesmo que pequena, e possíveis rendas extras, como 13º salário e restituição do Imposto de Renda, para um fundo destinado a esse objetivo. O ideal é automatizar o processo, para que o valor seja separado assim que a receita cair na conta.

Antes de começar essa poupança destinada aos estudos dos filhos, é recomendado ter uma reserva de emergência, para não precisar mexer no fundo escolar em situações de urgência.

Onde investir para criar um fundo para custear a educação dos filhos


Fase Prazo Opções comuns
Filho pequeno Mais de 10 anos Tesouro IPCA+, fundos de longo prazo, previdência
Criança no Ensino Fundamental 5 a 10 anos Tesouro IPCA+, CDB, LCI/LCA
Filho no Ensino Médio Até 5 anos CDB, Tesouro Selic, LCI/LCA
Filho em idade pré-faculdade Menos de 2 anos Tesouro Selic, CDB com liquidez diária

Como se preparar para custear matrícula e material escolar?

Os custos com matrícula e material escolar estão entre os principais gastos de começo de ano das famílias. E como esse é um período de orçamento já bastante apertado, é importante se preparar para estas despesas. Para conseguir se organizar:

  • Pergunte à escola as datas e condições de pagamento da matrícula e peça desconto para pagamento à vista ou antecipado.

  • Para economizar na lista de material escolar, avalie o que é possível aproveitar do material do ano anterior antes de comprar novos itens, compare preços e tente comprar em grupo com outros pais, pois a aquisição no atacado pode baratear os preços.

  • Troque ou compre uniformes e livros usados.

Como planejar cursos técnicos ou faculdade?

Defina com o jovem a área de interesse e pesquise os custos reais do curso, da instituição e do deslocamento.

Cursos técnicos costumam ser mais curtos e podem antecipar a entrada no mercado de trabalho, contribuindo para o aumento da renda da família. Para a faculdade, crie uma meta com valor total, prazo e aporte mensal. Se o jovem puder trabalhar meio período ou fazer estágio, isso reduz o peso sobre o orçamento familiar.

Como planejar cursos técnicos ou faculdade?

Defina com o jovem a área de interesse e pesquise os custos reais do curso, da instituição e do deslocamento.

Cursos técnicos costumam ser mais curtos e podem antecipar a entrada no mercado de trabalho, contribuindo para o aumento da renda da família. Para a faculdade, crie uma meta com valor total, prazo e aporte mensal. Se o jovem puder trabalhar meio período ou fazer estágio, isso reduz o peso sobre o orçamento familiar.

Quais alternativas ajudam a reduzir os custos com educação?

  • Pé-de-Meia: programa do governo federal que paga incentivos em dinheiro a estudantes do ensino médio público, de 14 a 24 anos, em famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo. São quatro incentivos: matrícula (R$ 200 por ano), frequência (R$ 200 por mês, em nove parcelas, com presença mínima de 80%), conclusão (R$ 1.000 por ano, retidos até a formatura) e Enem (R$ 200). O total pode chegar a R$ 9.200 por aluno, e a seleção é automática. Saiba mais no guia do Pé-de-Meia da Serasa.

  • Ensino público: escolas estaduais e municipais, institutos federais e universidades públicas, com acesso por Enem e Sisu, eliminam os gastos com mensalidade.

  • Bolsa de estudo: o ProUni oferece bolsas em instituições privadas para quem atende aos critérios de renda e desempenho no Enem. Muitas escolas e faculdades também têm bolsas e descontos próprios.

  • Crédito estudantil responsável: programas como o Fies financiam cursos superiores. Antes de contratar crédito universitário simule as parcelas futuras e confira se cabem na renda do estudante após a formatura.

  • Negociação: quando a mensalidade pesa no orçamento, converse com a escola antes de atrasar. Pergunte sobre descontos e mudança no vencimento

Como revisar o planejamento de gastos com educação a cada ano?

A revisão do planejamento pode ser feita em cinco passos:

  1. Compare o que foi planejado com o que foi gasto.

  2. Atualize valores com reajustes de mensalidade e novos custos.

  3. Reavalie a renda familiar e o valor mensal guardado.

  4. Ajuste as metas de curto e longo prazo.

  5. Compare o que foi planejado com o que foi Corte gastos que não trazem retorno.

Checklist anual

  • Planilha atualizada

  • Reajuste da escola conferido

  • Reserva de emergência intacta

  • Aporte mensal revisto

  • Bolsas e descontos pesquisados

  • Prazos de matrícula anotados

Aprenda mais sobre como cuidar das finanças da família no Serasa Ensina

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Perguntas frequentes sobre educação e planejamento financeiro

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