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Como transferir dinheiro com o fim do DOC

Após quatro décadas, a operação entrou em desuso e deu lugar a novas tecnologias.

Publicado em: 16 de maio de 2024

Categoria Carteira DigitalTempo de leitura: 6 minutos

Texto de: Time Serasa

Moeda Brasileira (Real)

Por 40 anos, o DOC foi uma das principais formas de se transferir dinheiro entre diferentes contas bancárias. Em fevereiro de 2024, porém, ele deixou oficialmente de existir no Brasil. O fim do DOC representa muito mais que a descontinuidade de um método tradicional de transferência de dinheiro. É também um marco na evolução contínua do sistema financeiro, abrindo espaço para uma era mais eficiente e tecnologicamente avançada.

Entenda como se deu o fim do DOC e as opções ainda existentes para transferir dinheiro para outra pessoa.

Por que o Banco Central determinou o fim do DOC?

DOC é sigla de Documento de Ordem de Crédito. Criado em 1985, ele serviu como um importante método de pagamento ao longo de quatro décadas, junto com a irmã mais nova, a Transferência Eletrônica Disponível (TED).

Porém, o avanço tecnológico fez com que esse método ficasse limitado e perdesse espaço para outras formas mais rápidas e baratas de transferir dinheiro. Isso se intensificou claramente em 2020, com a implementação do Pix, sistema de pagamento gratuito e instantâneo.

Com o sucesso do Pix, o DOC virou uma operação custosa e burocrática para o usuário e para as instituições financeiras. Além tudo, demorada: a transferência só poderia ser feita até as 22h e, independentemente do horário em que fosse feita, a finalização só acontecia no dia útil seguinte. Além disso, o DOC também tinha limite máximo de valores: R$4.999,99.

  • Todas essas limitações passaram a ser determinantes para o fim do DOC. Um ano antes de ser extinto, no primeiro semestre de 2023, o método registrou um total de 18,3 milhões de operações no Brasil, segundo um levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em dados do Banco Central. Parece muito, mas representa apenas 0,05% do total de 37 bilhões de operações feitas no mesmo período. O DOC, portanto, perdeu para todos os demais métodos de transferência, como:
  •  
  • ● cheques – 125 milhões;
  • ● TED – 448 milhões;
  • ● boletos – 2,09 bilhões;
  • ● cartão de débito – 8,4 bilhões;
  • ● cartão de crédito – 8,4 bilhões;
  • ● Pix – 17,6 bilhões.

 

Essa burocracia toda começou a pesar muito na escolha do usuário e o DOC, aos poucos, foi se tornando uma opção sequer considerada por muitos.

Leia também | DOC e TED: você sabe qual é a diferença?

Vantagens de utilizar o Pix

O DOC começou a perder espaço assim que o Pix foi implementado no Brasil. As diversas vantagens desse novo método de pagamento foram o motivo que levaram o Banco Central a decretar o fim do DOC.

Em uma comparação entre as duas modalidades de operação, fica bastante clara a burocracia do DOC. Confira:

PIXDOC
É instantâneo e o dinheiro chega à conta do destinatário poucos segundos após ser enviado.Não era instantâneo e o dinheiro só chegava à conta do destinatário no dia útil seguinte.
É possível enviar dinheiro 24 horas por dia, em dias úteis e até fins de semana e feriados.Só era possível podia enviar dinheiro em dias úteis e até as 22h.
Exige apenas o preenchimento de um código para efetivar a transferência (a chave Pix, que identifica cada usuário).Exige o preenchimento dos dados bancários completos, como banco, agência, conta bancária, nome completo e CPF do destinatário.

As facilidades do Pix, como se vê, logo representaram o início de uma nova era - especialmente em termos de rapidez, simplicidade e segurança para as transações financeiras dos brasileiros.

  • Além das vantagens, esse método também passou a receber diversas funcionalidades ao longo do tempo, facilitando ainda mais a vida do usuário. Por exemplo:
  •  
  • ● Possibilidade de efetuar pagamento de boletos, como contas de luz, água e telefone e até Guias de Recolhimento da União (GRU).
  • ● Pagamento via QR Code, que dispensa o preenchimento da chave.
  • ● Pix Saque, em que o usuário pode realizar um saque em um estabelecimento comercial cadastrado sem precisar comprar produtos. É uma troca: o comerciante recebe o Pix e entrega o valor correspondente o dinheiro ao cliente.
  • ● Pix Troco, em que o usuário transfere um valor maior para o comerciante na compra de um produto e recebe a diferença em espécie.

 

Leia também | Pix automático: saiba como vai funcionar

Como transferir dinheiro de uma conta para outra

Quem precisa receber dinheiro na própria conta, transferido por uma pessoa física ou jurídica com conta em outro banco, as opções são o Pix e o TED. A escolha pela forma de transferência é sempre da pessoa que está enviando a quantia.

A única atenção necessária é ter saldo disponível na conta bancária e acesso ao site, aplicativo do banco ou agência física. Em seguida, é só informar a senha para a realização da operação e os dados do destinatário.

Como fazer um Pix

  • ● Abra o aplicativo ou site do banco.
  • ● Escolha a opção de pagamento via PIX.
  • ● Cadastre uma chave, caso ainda não tenha.
  • ● Informe a chave de quem receberá o dinheiro.
  • ● Digite o valor a ser transferido.
  • ● Confira os dados do recebedor e autorize a transação.

Como fazer uma TED

  • Apesar do fim do DOC, a TED (sigla para Transferência Eletrônica Disponível), considerada a irmã mais nova desse método de pagamento, ainda é mantida no país. Utilizada principalmente para transferência de grandes valores, essa modalidade permite o envio dos recursos até as 17h dos dias úteis, com a transação levando até meia hora para ser quitada.
  •  
  • ● Abra o aplicativo ou site do banco.
  • ● Escolha a opção de pagamento via TED.
  • ● Informe o nome completo, CPF ou CNPJ de quem vai receber o dinheiro.
  • ● Digite o valor da transferência.
  • ● Escolha o tipo de conta (corrente ou poupança) do destinatário.
  • ● Acrescente os dados bancários completos (agência, conta e código do banco).
  • ● Insira a senha digital.
  • ● Confirme a operação.

 

Leia também | TED cai no mesmo dia? Saiba tudo sobre o assunto!

Organize o pagamento das contas com o app da Serasa

O fim do DOC encerrou um capítulo financeiro importante do Brasil, mas também deu lugar a métodos mais modernos, práticos e rápidos, que surgiram graças à ascensão da tecnologia. A tecnologia também pode ajudar a organizar os pagamentos do mês.

A funcionalidade Minhas Contas, do app da Serasa, é uma solução completa para gerenciar e pagar as contas do mês de forma inteligente. 

Imagine ter todas as despesas, incluindo água, luz, gás* e até compras online, reunidas em um só lugar. Com o aplicativo da Serasa, é possível fazer isso e muito mais. 

  • ●     Visualize: identifique rapidamente as contas do mês reunidas. 
  • ●     Unifique as contas: você escolhe se quer pagar uma conta por vez ou a soma de todas elas. 
  • ●     Pague com agilidade: pague boletos com apenas alguns toques, de forma rápida e segura. 
  • ●     Receba alertas de vencimento: acompanhe o vencimento das contas para sempre pagar em dia.  
  • ●     Pague as contas com toda a segurança e confiabilidade da Serasa. 
  •  

*Contas básicas como água, luz e gás serão disponibilizadas de forma faseada para os Estados. Acompanhe na página do Minhas Contas as atualizações. 

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