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Como comprar primeira casa: guia para iniciantes

Vai comprar a primeira casa? Saiba tudo o que você precisa saber para não ter surpresas.

Publicado em: 29 de agosto de 2025

Categoria EmpréstimoTempo de leitura: 5 minutos

Texto de: Time Serasa

Casal fechando contrato imobiliário com agente imobiliário

Comprar a primeira casa não significa só escolher a opção que mais agrada e cabe no orçamento. É um processo que vai muito além disso: é preciso definir como será a forma de pagamento, organizar o planejamento financeiro, reunir documentos e considerar as despesas que estão fora do preço do imóvel. Para não se perder, nem deparar com imprevistos, é essencial conhecer todos os detalhes e etapas do processo para evitar que ele se transforme em dor de cabeça.  

Confira, aqui, tudo o que é preciso saber para transformar esse sonho em realidade de forma segura e organizada.

Quanto custa comprar a primeira casa?

Comprar a primeira casa envolve despesas que vão além do preço que aparece no anúncio do imóvel. Há muito mais a considerar: precisam ser previstos os impostos, as taxas de cartório e, em alguns casos, os custos de manutenção. 

Os gastos extras surpreendem muita gente, já que eles pesam bastante no bolso. Ignorá-los pode transformar o sonho da casa própria em um grande aperto financeiro. 

Ao calcular quanto custa comprar o primeiro imóvel, é importante levar em conta:

Valor do imóvel

O preço do imóvel é o gasto mais evidente na hora de comprar a primeira casa. Mas não é fixo, nem único. Pelo contrário: pode variar bastante de acordo com fatores como localização, tamanho, padrão de acabamento e até o momento do mercado. 

Imóveis em regiões centrais ou próximos a boas escolas costumam ser mais caros, enquanto bairros mais afastados oferecem preços mais acessíveis, embora seja preciso levar em conta questões como transporte e infraestrutura.  

Antes de decidir, vale pesquisar diferentes opções e comparar o custo-benefício, equilibrando preço, qualidade de vida e orçamento disponível.

Valor de entrada

Mesmo com financiamento, é necessário ter um valor guardado para dar como entrada. Em geral, construtoras e bancos exigem entre 20% e 30% do preço do imóvel já no início da negociação. Esse montante precisa estar disponível antes da assinatura do contrato, seja em recursos próprios ou por meio do uso do FGTS. Sem esse valor, a compra não se concretiza. 

Quanto maior for a entrada, menores serão as parcelas e os juros do financiamento, o que torna a compra mais econômica no longo prazo. Ou seja: dar um valor mais alto logo de início pode reduzir bastante o custo total da casa, além de aliviar o peso das parcelas no orçamento mensal.

Parcelas e juros

O valor que não é pago na entrada costuma ser financiado junto ao banco. O número de parcelas e o valor final da dívida variam de acordo com a taxa de juros, o prazo do financiamento e a instituição escolhida. Por isso, é essencial comparar as propostas, já que pequenas diferenças nas taxas podem gerar grande impacto no custo total do imóvel. 

Antes de assinar o contrato, faça simulações para verificar se as parcelas cabem no orçamento sem comprometer outras despesas essenciais. Assim, é possível assumir o financiamento com mais segurança e evitar surpresas ao longo do caminho. 

Leia também | O que é e como usar um simulador habitacional

Taxas e impostos

Além do valor do imóvel, é preciso considerar ainda custos extras obrigatórios que fazem parte da compra. Um exemplo é o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cobrado pela prefeitura, cujo valor varia de cidade para cidade. Também existem as taxas de cartório, necessárias para registro e escritura do imóvel. Esses gastos devem ser pagos no início do processo e precisam ser incluídos no planejamento financeiro. 

O financiamento pode gerar outras despesas, como taxa de avaliação do imóvel, seguros exigidos pelo banco (morte, invalidez e danos ao imóvel) e tarifas administrativas. Juntas, essas taxas podem somar um valor significativo, por isso é fundamental reservar uma parte do orçamento para essa etapa e evitar surpresas durante a negociação.

Custos de manutenção e condomínio

Se o imóvel estiver em condomínio, é preciso considerar despesas mensais com manutenção, limpeza, segurança e uso das áreas comuns, que variam conforme o tamanho do condomínio e os serviços oferecidos. 

Mesmo imóveis fora de condomínio têm gastos de manutenção, como pintura, pequenos reparos hidráulicos e elétricos, conservação de pisos e estruturas. Esses custos, embora menores, devem ser previstos no orçamento.

Reformas e adaptações

Nem todo imóvel está pronto para ser habitado logo após a compra. Alguns exigem reformas ou ajustes básicos, como pintura, troca de pisos, instalação de móveis planejados ou melhorias na parte elétrica e hidráulica. 

Esses gastos podem ser consideráveis e impactar o orçamento. Por isso, é importante avaliar o estado do imóvel antes da compra e incluir todas as adaptações necessárias no planejamento financeiro, garantindo que a casa esteja confortável e funcional desde o início.

Tipos de financiamento imobiliário e como escolher

Na hora de comprar a primeira casa, a maioria das pessoas depende de algum tipo de financiamento. Essa modalidade permite parcelar o valor do imóvel ao longo do tempo, tornando a compra viável. Porém, ela não é igual para todos: existem diferentes tipos de financiamento, cada um com vantagens e características próprias. 

Conhecer essas opções é essencial para escolher a que melhor se encaixa no orçamento, garantindo que o planejamento financeiro seja seguro e sustentável. 

Confira algumas:

Tipo de FinanciamentoComo funciona Vantagens Pontos a considerar Indicado para
SAC (Sistema de Amortização Constante) Parcelas iniciais maiores que diminuem com o tempo, pois a amortização é constante e os juros diminuem conforme o saldo devedor. Tem menor custo total com juros, faz o valor das parcelas diminuir ao longo do tempo. Tem parcelas iniciais mais altas que podem pesar no orçamento. Quem consegue pagar parcelas maiores no início e quer economizar nos juros.
Tabela Price Parcelas fixas durante todo o financiamento, calculadas sobre o saldo devedor. Garante parcelas fixas e previsíveis e facilita o planejamento do orçamento mensal. Tem custo total em juros maior que no SAC.Quem prefere parcelas fixas e quer organizar o orçamento mensal.
Programas habitacionais do governo Financiamento com subsídios e juros reduzidos, voltado a famílias de baixa e média renda. Tem juros menores, vem com subsídios que diminuem o valor do imóvel ou da entrada e tem prazos mais longos de pagamento. Possui critérios de renda e limite de valor do imóvel.Famílias que buscam acessibilidade e se enquadram nos requisitos do programa.
Consórcio imobiliário Grupo de pessoas contribui mensalmente; imóvel é adquirido por sorteio ou lance, sendo uma alternativa ao financiamento. Não tem juros, só taxa de administração e permite planejar a compra de forma organizada. Não há garantia de receber o imóvel de forma imediata e depende de sorteio ou lance. Quem quer planejar a compra com disciplina financeira e pode esperar pelo imóvel.

Para escolher o financiamento ideal, é importante: 

  • ● pesquisar taxas, juros e condições, que podem variar bastante de um banco para outro;  
  • ● simular opções usando simuladores disponíveis nos bancos e instituições financeiras para comparar parcelas, prazos e juros; 
  • ● considerar a sua renda mensal, já que especialistas recomendam que as parcelas não ultrapassem 30% da renda líquida para evitar apertos no orçamento; 
  • ● avaliar o custo total do financiamento, incluindo juros, taxas e eventuais seguros, para entender quanto será pago ao longo do contrato.

Documentos necessários para comprar a primeira casa

Comprar a primeira casa envolve mais do que escolher o imóvel e conseguir o financiamento. A burocracia é uma parte importante do processo, e ter todos os documentos organizados e atualizados facilita a negociação, evita atrasos e aumenta a segurança da compra. Quanto mais preparado estiver, mais rápido e seguro será o fechamento do negócio. 

Alguns dos principais documentos que costumam ser exigidos: 

  • ● documentos pessoais, como RG e CPF; 
  • ● certidão de casamento, divórcio ou nascimento, dependendo da situação civil; 
  • comprovante de renda, que podem ser holerites ou contracheques recentes, declaração de Imposto de Renda (caso o comprador seja assalariado ou autônomo) ou até extratos bancários que comprovem movimentação financeira estável. 
  • ● comprovante de residência, como contas de luz, água ou telefone dos últimos meses.
  •  

Antes de fechar o negócio, é essencial verificar a situação legal do imóvel para não ter problemas depois. Os principais documentos relacionados ao imóvel incluem: 

  • ● matrícula atualizada do imóvel, fornecida pelo cartório de registro de imóveis; 
  • ● certidões negativas de débitos do imóvel, que comprovam a inexistência de dívidas de IPTU ou condomínio; 
  • Habite-se ou alvará de construção, quando aplicável, para garantir que o imóvel está regularizado e pronto para uso. 

Estar com esses documentos em mãos não só agiliza o processo, como aumenta a segurança e a transparência da negociação, evitando surpresas desagradáveis após a compra.

Dicas para conseguir melhores condições de crédito

Conseguir o financiamento ideal para comprar a primeira casa nem sempre é tão simples quanto parece. Os bancos avaliam a renda, a capacidade de pagamento e, muitas vezes, até o score de crédito antes de aprovar o financiamento. 

No entanto, com estratégias simples e planejamento financeiro, é possível aumentar as chances de obter juros menores, prazos mais longos e parcelas que cabem no orçamento, tornando a compra mais segura e sustentável ao longo do tempo. 

Veja dicas:

Organize suas finanças

Antes de solicitar um financiamento, é essencial entender sua situação financeira. Isso evita comprometer o orçamento e assumir uma dívida que não pode ser sustentada ao longo do tempo. 

Por isso, para se organizar: 

  • ● liste todas as despesas e receitas mensais para saber quanto sobra de dinheiro para destinar a um financiamento; 
  • ● quite dívidas pendentes, especialmente aquelas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial, pois isso melhora seu perfil de crédito e aumenta a confiança do banco na sua capacidade de pagamento; 
  • ● mantenha um histórico financeiro positivo, pagando contas em dia e evitando atrasos, pois isso demonstra responsabilidade e facilita a aprovação do crédito.

Pesquise diferentes bancos e instituições

Cada banco ou instituição financeira oferece condições diferentes de financiamento, e essas diferenças podem ter grande impacto no valor total pago pelo imóvel. Pesquisar é essencial para encontrar a opção mais adequada ao seu orçamento e planejamento financeiro. 

Por isso: 

  • ● compare taxas de juros, prazos e exigências entre bancos, financeiras e programas habitacionais do governo; 
  • ● utilize simuladores online para calcular o valor das parcelas e o custo total do financiamento em cada instituição, o que ajuda a comparar opções de forma prática antes de tomar qualquer decisão.

Faça um bom planejamento da entrada

O valor da entrada tem impacto direto no tamanho das parcelas do financiamento e nos juros pagos ao longo do tempo. Quanto maior a entrada, menor será o montante financiado e, consequentemente, mais econômico será o custo total da compra. 

Por isso: 

  • ● economize para dar uma entrada maior, diminuindo o montante financiado e, em consequência, o custo total do financiamento; 
  • ● considere usar recursos de investimentos ou FGTS para aumentar o valor da entrada e obter condições mais vantajosas no financiamento.

Mantenha um bom histórico de crédito

Ter o nome limpo e um histórico financeiro organizado é essencial para aumentar as chances de aprovação do financiamento e conseguir condições melhores. Bancos avaliam a confiabilidade do comprador, e um bom histórico demonstra responsabilidade e capacidade de pagamento. 

Para manter o crédito em dia: 

  • ● verifique seu CPF em órgãos de proteção ao crédito, como Serasa ou SPC, e resolva pendências antes de solicitar o financiamento; 
  • ● evite atrasos em contas e financiamentos atuais, pois isso afeta a análise do banco e pode reduzir suas chances de conseguir boas condições.

Negocie condições com o banco

Mesmo após escolher a instituição financeira, ainda é possível melhorar as condições do financiamento. Com negociação e atenção aos detalhes, dá para reduzir custos e tornar as parcelas mais acessíveis. 

Estratégias que podem ajudar incluem: 

  • ● peça redução de juros, especialmente se tiver relacionamento anterior com o banco, como conta corrente ativa, investimentos ou outros produtos; 
  • ● negocie prazos e valor das parcelas, ajustando-os para caber no orçamento sem comprometer outras despesas do dia a dia; 
  • ● avalie seguros e taxas adicionais, para evitar custos desnecessários que aumentem o valor final do financiamento.

7 erros comuns ao comprar o primeiro imóvel

Comprar a primeira casa é um momento emocionante, mas exige planejamento financeiro e atenção à burocracia. Muita gente acaba cometendo erros que podem transformar o sonho da casa própria em uma experiência estressante e custosa. 

Conhecer esses equívocos mais comuns permite evitá-los, garantindo uma compra mais segura, consciente e dentro do orçamento. Confira os 7 mais comuns:

  1. Não planejar o orçamento completo 

    Um dos erros mais comuns ao comprar a primeira casa é focar apenas no valor do imóvel e esquecer os outros gastos envolvidos. Além do preço da casa, é preciso considerar: 

    ● entrada e parcelas do financiamento; 

    ● impostos, taxas de cartório e seguros; 

    ● custos de manutenção e reformas; 

    ● gastos extras, como móveis, pintura e pequenas adaptações. 

    Planejar essas despesas antes de fechar negócio garante que a compra caiba no orçamento sem comprometer a vida financeira. 

  2. Ignorar a capacidade de pagamento 

    Muita gente se empolga com financiamentos a perder de vista e escolhe um imóvel maior ou mais caro do que tem capacidade de arcar. Isso pode comprometer o orçamento e gerar dívidas adicionais. 

    Para evitar esse erro: 

    ● calcule o valor das parcelas e verifique se cabem na renda mensal; 

    ● evite comprometer mais de 30% da renda líquida com o financiamento, como recomendam especialistas; 

    ● considere todas as despesas mensais, incluindo contas, transporte e lazer, para não se apertar financeiramente.

  3. Não pesquisar diferentes opções de financiamento 

    Escolher o primeiro banco ou instituição financeira que oferece financiamento pode resultar em juros altos e condições desfavoráveis. 

    Para tomar a melhor decisão: 

    ● pesquise diferentes bancos, financeiras e programas habitacionais; 

    ● compare taxas de juros, prazos, seguros e exigências de cada instituição; 

    ● use simuladores online para ter uma visão real das parcelas e do custo total do financiamento.

  4. Não verificar a documentação do imóvel 

    Comprar sem conferir a documentação correta é um erro grave que pode gerar problemas legais e financeiros no futuro. 

    Antes de fechar negócio, verifique: 

    ● matrícula atualizada do imóvel no cartório de registro; 

    certidões negativas de débitos, impostos pagos e eventuais dívidas do imóvel; 

    ● Habite-se ou alvará de construção, garantindo que o imóvel esteja regularizado.

  5. Ignorar custos de manutenção e condomínio 

    Muitos compradores esquecem de incluir despesas mensais de manutenção e condomínio no planejamento, o que pode gerar apertos após a mudança. 

    Para se prevenir: 

    ● pesquise o valor do condomínio e outras taxas antes de fechar negócio; 

    ● planeje manutenção básica, como pintura, pequenos reparos e consertos; 

    ● inclua os gastos no orçamento mensal para evitar surpresas financeiras.

  6. Não considerar reformas e adaptações 

    Alguns imóveis exigem ajustes ou melhorias antes de receber seus novos moradores. Porém, muita gente subestima esses custos. Inclua no orçamento questões envolvendo: 

    ● pintura, troca de pisos, reformas elétricas e hidráulicas; 

    ● móveis planejados e adaptações necessárias para o conforto da família; 

    ● eventuais melhorias de segurança ou eficiência energética.

  7. Tomar decisões sem planejamento 

    Decidir na pressa, por pressão de vendedores ou por impulso, é um erro que pode gerar arrependimentos e problemas futuros. 

    Para evitar decisões precipitadas: 

    ● pesquise bem, visite o imóvel e compare as opções; 

    ● planeje o financiamento e a entrada com antecedência; 

    ● analise todos os custos e certifique-se de que tudo se encaixa no orçamento antes de assinar qualquer contrato.

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Perguntas frequentes sobre comprar a primeira casa

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