Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hoje
Ainda existe o FIES? Entenda como funciona hojeData de publicação 17 de abril de 20267 minutos de leitura
Atualizado em: 27 de abril de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Escolher entre os diferentes tipos de crédito disponíveis no mercado pode ser desafiador, e uma escolha errada pode resultar em juros altos e comprometimento do orçamento por muito tempo. Entender como cada modalidade funciona, quais são os custos envolvidos e para quais situações cada uma é mais indicada ajuda a tomar uma decisão mais segura e consciente.
Crédito é o acesso antecipado a um valor financeiro que será pago ao longo do tempo, com acréscimo de juros. Na prática, quando uma pessoa contrata um empréstimo ou usa o cartão de crédito, está utilizando dinheiro que ainda não possui, e se compromete a devolvê-lo, com juros, dentro de um prazo acordado.
Os juros representam o custo do dinheiro emprestado. Quanto maior o risco de inadimplência percebido pela instituição financeira, maiores tendem a ser as taxas cobradas. Por isso, modalidades com garantia (como o crédito consignado ou o crédito com garantia de imóvel) costumam ter juros bem menores do que linhas de crédito livre, como o cartão de crédito rotativo.
Além dos juros, é importante sempre verificar o Custo Efetivo Total (CET) antes de contratar qualquer crédito. O CET inclui não apenas a taxa de juros, mas também tarifas, seguros e outros encargos, e representa o valor real que será pago pelo serviço.
Os tipos de crédito disponíveis no mercado podem ser organizados em dois grandes grupos: o crédito rotativo e o crédito parcelado. A diferença principal está na forma como o saldo é utilizado e pago.
No crédito rotativo, o consumidor tem acesso a um limite que se renova conforme os pagamentos são realizados. As duas modalidades mais comuns são:
Cartão de crédito: permite realizar compras e pagar a fatura posteriormente, dentro do prazo estabelecido. É a forma de crédito mais utilizada no Brasil. Quando a fatura não é paga integralmente, o saldo restante entra no chamado rotativo do cartão, uma das linhas de crédito mais caras do mercado, com taxas que podem ultrapassar 400% ao ano.
Cheque especial: limite de crédito vinculado à conta corrente, acionado automaticamente quando o saldo fica negativo. É prático para emergências de curtíssimo prazo, mas também cobra taxas elevadas, o que o torna inadequado para uso prolongado.
No crédito parcelado, o valor é liberado de uma vez e devolvido em parcelas fixas ao longo de um período determinado. As principais modalidades são:
Crédito pessoal: modalidade mais acessível e flexível, contratada diretamente com a instituição financeira sem necessidade de vincular o crédito a uma finalidade específica. Indicado para emergências, reformas ou outros objetivos de curto prazo.
Crédito consignado: as parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício do contratante. Por oferecer mais segurança à instituição financeira, pratica juros significativamente menores. Disponível principalmente para servidores públicos, aposentados, pensionistas e funcionários de empresas com convênio.
Crédito com garantia: modalidade em que o contratante oferece um bem, como um imóvel, como garantia do empréstimo. O menor risco para a instituição financeira se traduz em taxas de juros mais baixas.
Antecipação do FGTS: permite antecipar os valores do Saque-Aniversário do FGTS. As parcelas são descontadas diretamente do fundo, sem comprometer a renda mensal.
Financiamento: crédito vinculado à aquisição de um bem específico, como imóvel ou veículo. O próprio bem geralmente funciona como garantia da operação.
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Comparar as modalidades de crédito antes de contratar é essencial para entender qual opção cabe no orçamento, tem o menor custo total e atende ao objetivo sem comprometer as finanças no longo prazo. Confira as principais diferenças:
| Modalidade | Taxa média mensal | Facilidade de aprovação | Risco | Melhor uso |
|---|---|---|---|---|
| Cartão de crédito (rotativo) | ~14% a 15% a.m. | Alta | Muito alto | Evitar; usar apenas em emergências de curtíssimo prazo |
| Cheque especial | ~8% a 14,7% a.m. | Alta | Alto | Cobrir saldo negativo por poucos dias |
| Crédito pessoal | ~8% a 8,4% a.m. | Média | Médio | Emergências e objetivos de curto prazo |
| Consignado CLT | ~3,2% a 3,8% a.m. | Média | Baixo | Trocar dívida cara por uma mais barata |
| Consignado INSS | ~1,6% a 1,8% a.m. | Média | Baixo | Aposentados e pensionistas que precisam de crédito |
| Crédito com garantia | ~1% a 1,5% a.m. + IPCA | Média | Baixo | Valores altos com prazo longo |
As taxas representam médias de mercado em 2026 e podem variar conforme o perfil do cliente, o relacionamento com a instituição financeira e o prazo da operação. Para consultar as taxas vigentes no momento da contratação, o Banco Central disponibiliza um comparador oficial de taxas em seu site.
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Não existe uma modalidade de crédito universalmente melhor. A escolha ideal depende do objetivo, do perfil financeiro e da urgência de cada situação. Confira algumas orientações práticas:
O crédito consignado é uma das melhores opções para substituir dívidas com juros altos, como cartão de crédito rotativo ou cheque especial, por uma modalidade com taxas menores. Para aposentados e pensionistas, o consignado INSS oferece as taxas mais baixas do mercado. Para quem tem FGTS disponível, a antecipação do Saque-Aniversário também pode ser uma alternativa interessante.
O crédito pessoal costuma ser a opção mais acessível para quem precisa de dinheiro rapidamente e não tem garantias a oferecer. A aprovação tende a ser mais rápida e o processo menos burocrático do que em outras modalidades.
O financiamento é indicado para a aquisição de bens específicos, como imóvel ou veículo. Para quem pode esperar e prefere evitar juros, o consórcio é uma alternativa, mas exige paciência, já que a contemplação depende de sorteio ou lance.
O crédito com garantia de imóvel (home equity) oferece as taxas mais competitivas do mercado para quem precisa de valores mais altos. O risco é a perda do bem em caso de inadimplência, por isso exige planejamento cuidadoso antes da contratação. + Leia também | Empréstimo para negativado: o que é possível fazer
Antes de contratar qualquer modalidade de crédito, vale responder algumas perguntas essenciais para garantir que a escolha seja adequada ao momento financeiro:
Ter clareza sobre a finalidade do crédito, seja quitar uma dívida, fazer uma compra planejada ou cobrir uma emergência, ajuda a identificar qual modalidade é mais adequada e evita o uso do crédito de forma impulsiva.
O CET representa o custo real do crédito, incluindo juros, tarifas, seguros e outros encargos. Comparar o CET entre diferentes ofertas é mais preciso do que comparar apenas a taxa de juros.
Uma boa referência é que a parcela não comprometa mais de 30% da renda mensal. Parcelas acima desse limite aumentam o risco de inadimplência e dificultam o pagamento de outras despesas.
A pontuação de crédito influencia diretamente as condições oferecidas pelas instituições financeiras. Quanto maior o score, maiores as chances de aprovação e melhores as taxas disponíveis.
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Entre todas as modalidades disponíveis no mercado, o crédito consignado e o crédito com garantia de imóvel são os que praticam as menores taxas de juros. A razão é simples: quanto menor o risco de inadimplência para a instituição financeira, menor a taxa cobrada.
No consignado, as parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício, o que praticamente elimina o risco de não pagamento. Por isso, o consignado INSS, voltado para aposentados e pensionistas, chega a praticar taxas a partir de 1,6% ao mês, com teto fixado pelo governo em 1,85% ao mês em 2026.
No crédito com garantia de imóvel, o bem oferecido como garantia reduz o risco da operação para a instituição financeira, permitindo taxas a partir de 1% ao mês mais correção pelo IPCA. É a modalidade mais barata para quem precisa de valores altos e tem um imóvel disponível.
No outro extremo estão o cartão de crédito rotativo e o cheque especial, com taxas que podem ultrapassar 14% ao mês. Por isso, são modalidades a serem evitadas, ou recomendadas apenas para uso de curtíssimo prazo, quando não há outra alternativa disponível.
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A facilidade de aprovação varia conforme a modalidade e o perfil do solicitante. Em geral, as opções mais acessíveis são:
É a modalidade com aprovação mais rápida e menos burocrática para a maioria dos perfis. Não exige vinculação a uma finalidade específica nem apresentação de garantias, o que torna o processo mais simples. A contrapartida são as taxas de juros mais altas em comparação com modalidades garantidas.
Para quem tem direito (servidores públicos, aposentados, pensionistas e funcionários de empresas com convênio), o consignado costuma ter aprovação relativamente simples, já que o desconto em folha reduz o risco para a instituição financeira. A análise de crédito é menos rigorosa do que em outras modalidades, o que facilita o acesso mesmo para quem tem restrições no CPF.
Vale lembrar que todas as concessões de crédito passam por análise da instituição financeira, que considera fatores como histórico de pagamentos, renda, Serasa Score e relacionamento com o banco. Manter o score em dia e o CPF sem pendências aumenta as chances de aprovação em qualquer modalidade.
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Sim, é possível, mas as condições tendem a ser mais restritivas e as taxas de juros mais altas do que para quem está com o CPF sem restrições. Isso acontece porque a negativação indica um histórico de inadimplência, o que aumenta o risco percebido pelas instituições financeiras.
As modalidades mais acessíveis para quem está negativado são:
Por ter as parcelas descontadas diretamente do salário ou benefício, o consignado é uma das opções mais viáveis para negativados. O risco de inadimplência é baixo para a instituição financeira, o que facilita a aprovação mesmo com restrições no CPF.
Quem tem saldo no FGTS pode antecipar os valores do Saque-Aniversário sem que o histórico de crédito seja um fator determinante para a aprovação, já que o próprio fundo serve como garantia da operação.
Antes de contratar qualquer crédito, porém, vale considerar a regularização das dívidas em aberto. Negociar as pendências pode melhorar o Serasa Score e ampliar o acesso a condições melhores de crédito no futuro.
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Comparar diferentes ofertas de crédito antes de contratar é a melhor forma de encontrar as condições mais adequadas ao perfil e ao objetivo de cada pessoa. No Serasa Crédito, é possível simular empréstimo pessoal, antecipação do FGTS e pesquisar ofertas de cartão de crédito de forma gratuita e online, sem compromisso.
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*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação. Simule quantas vezes quiser de graça e sem afetar o seu Serasa Score.
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