Consórcio de imóvel: como funciona e quando vale a pena
Consórcio de imóvel: como funciona e quando vale a penaData de publicação 12 de janeiro de 20266 minutos de leitura
Atualizado em: 19 de dezembro de 2025
Categoria Consultar CPFTempo de leitura: 20 minutosTexto de: Time Serasa
O mercado financeiro tem se tornado cada vez mais acessível a todos os tipos de público. Com isso, é possível investir dinheiro em diversas alternativas para organizar melhor as finanças e buscar crescimento ao longo do tempo.
Cada modalidade de investimento tem características próprias: algumas oferecem maior previsibilidade, outras podem gerar retornos mais altos, mas com riscos maiores. Entender esses conceitos e conhecer os produtos financeiros para depositar o dinheiro é essencial para cuidar do do orçamento ao investir.
Neste post, apresentaremos os principais tipos de investimentos, como funcionam na prática e explicaremos em quais situações eles são mais indicados.
Os tipos de investimentos financeiros são divididos, basicamente, em quatro grandes grupos: renda fixa, renda variável, fundos de investimento e previdência privada.
De modo geral, eles podem ser definidos da seguinte maneira:
Cada uma dessas modalidades tem um certo nível de risco. Ou seja, algumas oferecem maior segurança para que o investidor deixe seu dinheiro com a instituição financeira. Mas é sempre bom lembrar que, em geral, ativos com menor risco tendem a render menos do que os de maior risco.
Na pirâmide de investimentos abaixo, os tipos de investimentos estão distribuídos do menor para o maior risco, da base para a ponta:
Para quem quer saber qual o melhor tipo de investimento para iniciantes, os ativos de renda fixa provavelmente são a melhor resposta. Isso porque esses investimentos são mais previsíveis, já que o rendimento é conhecido logo no momento da aplicação do dinheiro.
Assim, são considerados mais seguros e estáveis, ideais para quem está começando a montar uma carteira com foco em organização financeira.
O tesouro direto combina uma série de títulos públicos emitidos pelo governo e também conta com diferentes tipos. Na prática, funciona como um empréstimo: a pessoa aplica o dinheiro e recebe de volta com juros. Cada título tem uma data de vencimento, mas existe a possibilidade de vender antes, e, nesse caso, o valor pode variar conforme o mercado.
Os principais títulos são:
Já o CDB é um título emitido por bancos. A instituição recebe o dinheiro e devolve com juros no prazo combinado. É uma opção ótima para iniciantes, porque oferece segurança e previsibilidade. Além disso, conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre valores até um limite em caso de problemas com o banco. Trata-se de uma opção interessante para quem pode investir menos dinheiro.
Existem CDBs com diferentes prazos e formas de remuneração: alguns têm taxa fixa, outros acompanham indicadores, como o CDI. Em geral, quanto maior o prazo de aplicação, mais o dinheiro tende a render.
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) também são emitidas por bancos, mas especificamente para financiar esses setores da economia. A principal vantagem é a isenção de Imposto de Renda, o que aumenta o rendimento líquido do dinheiro.
Esses títulos também contam com a proteção do FGC e têm prazos variados. São indicados para quem busca segurança e quer aproveitar o benefício fiscal, com um retorno maior.
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A Letra de Câmbio é bastante parecida com o CDB, mas é emitida por outras instituições financeiras que não bancos. Esse investimento também oferece remuneração definida e proteção do FGC. Pode ser uma alternativa interessante para quem quer diversificar dentro da renda fixa, já que costuma apresentar taxas melhores.
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Quem procura mais chance de crescimento costuma olhar para os investimentos de renda variável. Diferente da renda fixa, aqui não existe um rendimento garantido: o resultado depende do movimento do mercado, que pode subir ou cair.
Isso significa que os riscos são maiores, mas também abre espaço para ganhos mais interessantes. É uma escolha comum de quem já tem alguma experiência ou está disposto a lidar com oscilações em troca de valorização no médio e longo prazo.
As ações talvez sejam os investimentos mais conhecidos popularmente. Mas isso não quer dizer que esse tipo de investimento é simples.
Ao comprar uma ação, a pessoa passa a ser sócia de uma empresa listada na bolsa de valores, participando dos resultados dela. Isso pode trazer ganhos tanto pela valorização dos papéis quanto pelo recebimento de dividendos, mas também envolve riscos, já que os preços variam diariamente conforme o mercado.
Os ETFs são fundos que juntam várias ações ou outros ativos em um único investimento. Em vez de comprar cada ação separadamente, a pessoa aplica no ETF e passa a ter uma “cesta” pronta que acompanha um índice da bolsa, como o Ibovespa.
Isso facilita a diversificação, já que com apenas uma aplicação é possível investir em várias empresas ao mesmo tempo. Além disso, os custos costumam ser menores do que montar uma carteira individual de ações. Por isso, os ETFs são uma porta de entrada prática para quem quer começar na renda variável sem precisar escolher papéis um a um.
Por fim, os FIIs são fundos que reúnem investimentos ligados ao mercado imobiliário. Em vez de comprar um imóvel inteiro, o investidor aplica no fundo e passa a ter participação em empreendimentos como shoppings, escritórios ou galpões.
A grande vantagem é receber rendimentos mensais, que funcionam como uma espécie de “aluguel” proporcional à cota que a pessoa tem. Além disso, os FIIs permitem diversificação sem a necessidade de lidar com as burocracias da compra e da manutenção de imóveis.
O valor das cotas pode variar conforme o mercado, e os rendimentos não são garantidos. Ainda assim, é uma forma prática de acessar o setor imobiliário com menos capital e mais flexibilidade.
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Os fundos de investimento são uma maneira simples de aplicar sem precisar escolher cada ativo por conta própria. Eles reúnem o dinheiro de vários investidores e são administrados por profissionais, que decidem onde aplicar os recursos.
Para quem está em dúvida sobre qual o melhor tipo de investimento, os fundos podem ser uma boa alternativa, já que oferecem diferentes estratégias em um só produto.
Existem fundos de diferentes tipos: alguns focam a renda fixa, outros misturam várias estratégias (multimercado) e há também os de ações. O ponto de atenção são as taxas cobradas e o regulamento de cada fundo, já que esses fatores influenciam diretamente no resultado final.
A previdência privada é pensada para o longo prazo e funciona como uma forma de acumular recursos extras para a aposentadoria. Durante o período de contribuição, o dinheiro fica aplicado em fundos escolhidos pelo investidor e vai rendendo ao longo do tempo.
Existem dois tipos principais: o PGBL, indicado para quem declara Imposto de Renda (IRPF) no modelo completo, pois permite deduzir parte das contribuições; e o VGBL, melhor para quem utiliza o modelo simplificado do IRPF, servindo como uma forma prática de juntar dinheiro.
No momento do resgate, não é obrigatório esperar apenas pela aposentadoria tradicional. O investidor pode escolher como receber: em uma única vez, em parcelas mensais ou até em uma combinação das duas opções. Isso dá flexibilidade para adaptar o plano conforme os objetivos pessoais e a fase da vida, sempre respeitando as regras do contrato.
A escolha do melhor tipo de investimento varia conforme o perfil da pessoa que irá investir. De modo geral, existem 3 perfis de investidores:
Na tabela abaixo, é possível visualizar melhor as principais características dos investimentos:
| Tipo de investimento | Características principais |
|---|---|
| Tesouro Selic | Segurança e possibilidade de resgate a qualquer momento |
| CDB | Juros definidos e proteção do FGC |
| Isenção de IR e prazos variados | LCI/LCA |
| Ações | Participação em empresas e maior risco |
| ETFs | Diversificação simples e baixo custo |
| FIIs | Renda mensal e exposição ao setor imobiliário |
Montar uma carteira de investimentos significa organizar diferentes aplicações de acordo com os objetivos e perfil da pessoa investidora. Em vez de colocar todo o dinheiro em um único ativo, ela distribui entre várias opções, como renda fixa e renda variável, equilibrando segurança e potencial de retorno.
Esse processo é chamado de diversificação e é importante porque diminui os riscos. Se um investimento não vai bem, outros podem compensar. Assim, a carteira fica mais estável e as chances de alcançar bons resultados no longo prazo aumentam.
Conhecer os tipos de investimentos é um passo importante, mas investir com segurança começa pela organização da vida financeira. O Serasa Score ajuda o consumidor a entender como o mercado enxerga o comportamento financeiro e se este é um bom momento para assumir novos compromissos.
Ao acompanhar o score, fica mais fácil identificar pendências, ajustar hábitos financeiros e planejar melhor investimentos, evitando riscos desnecessários. Uma boa pontuação indica maior controle financeiro e abre mais possibilidades no futuro.
O Serasa Score é uma das principais pontuações de crédito do mercado e reflete o histórico financeiro do consumidor. A pontuação vai de 0 a 1.000 e indica a probabilidade de conseguir crédito em instituições financeiras. Quanto maior a pontuação, maior a facilidade de conseguir um empréstimo, financiamento ou cartão de crédito.
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